domingo, 7 de dezembro de 2008

Notas sobre notas

Adorno não faz minha cabeça, nem como antagonista. Antes de tudo Adorno é um chato, agora ele tá morto, infelizmente ele fora chato antes de morto, esta situação seria mais aceitável caso ocorresse o contrário: quando há morte somos condescendentes ao defunto, mesmo ele sendo chato, pois morto ele está.

Excluindo as possibilidades de alguém ser chato depois de morto(diga que isso não existe para a máfia e profissionais do ramo), volto aqui para deixar de lado todo essa dialética negativa, herança hegeliano que Adorno leva na bagagem, essa mala que o fundamentalista tanto adora. Ora, no lugar que vamos não precisamos de tanta bagagem assim, meus caros leitores, não, a bagagem que necessitam está já dentro de vocês.

E não sou nenhum Capitão Planeta ou assecla de uma filosofia de auto-ajuda. Digo que até poderia, pois parece que filosofia é tanto futebol como arte é culinária, não é? As coisas se misturam, e Kant agora me dá um tapa na cara quando digo essa frase: "As coisas se misturam". Flap!(barulho de um tapa de um alemão). Verdade, deixei meu imperativo categórico de lado, mas tenho um? Nunca disse isso, enfim, abandonando outra vertente do pensamento clássico alemon e toda as repercussão e influência que Emmanuel deu ao ciclo cibernético e derivados, resta-nos um membro, nosso amigo Hurserl.

Agora volto a minha premissa do segundo parágrafo: pra que diabos você precisa saber algo sobre "Notas de Literatura"? Adorno fala que a pontuação textual aproxima o léxico da música, parabéns, qualquer analfabeto com um pouco de ensino perceberia isso( escrevendo bem menos já que aprendera a escrever faz pouco tempo), como já abandonei o velho Theodor e não é possível se falar de filosofia sem incluir um germânico nos autos; no meu time o capitão seria o bom e velho Husserl, Edmund. Pronto. Está escalado.

Husserl, Walter Benjamin, Flusser, Goethe, Heidegger. Mais alguns e coloco o Sarte para dar os petardos nos penâltis, já disse, filosofia é futebol, agora grite gol, mas antes saia desse torre de marfim e sem usar o maldito elevador.

2 comentários:

  1. Ok, ok, vamos pensar. Se alguém precisa sair de uma torre de marfim (elas ainda estão na moda, ou já são totalmente 1878?) sem usar elevadores, como que essa pessoa poderia fazer? Acho que você precisaria dar mais detalhes sobre a torre, altura, comprimento, número de saídas de incêndio, número de degraus por lances de escadas, possibilidade ou não de escalar a mesma do lado de fora (considerando a aderência do Marfim a esse tipo de prática, logicamente). E, cá entre nós: Sartre nunca foi um grande batedor de pênaltis. Nesse ponto, o Adorno dava de 10. Batia um penalti como ninguém,e ainda dava uma paradinha de lambuja. E sem hipocrisia para comprar a patuléia.

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  2. Alguém ai vai no show do Radiohead? Eu só vou se a banda colocar umas enfermeiras no palco, no melhor estilo Motley Crue. Paranoid Android com as molecas dançando do lado do Thom Yorke ia ser o bicho.

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