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segunda-feira, 3 de março de 2008

Movimentos Pendulares e o cinema ou Drops do moderado

Camarada moderado is back. Após um período de trabalho árduo e sem internet em casa, voltei para misturas mais as coisas no "Fomos ao Cinema". Enfim, não sabendo do falar e não gosto de falar sobre nada, pois me lembra de uma tal série que detesto; resolvi, por fim, falar um pouco sobre cinema e algumas coisas a mais. Na verdade seria mais como Rapidinhas do Moderado.

Bem o oscar foi um merda, Juno ganhou de melhor roteiro, daí se denota a porcaria que foi a premiação, pelo amor de deus, até premiações do oscar tem limite, dessa vez a academia conseguiu ultrapassa-lo definitivamente; a, já quase esquecendo, temos , nós, blogueiros, leitores e fãs de cinema a obrigação de fazer o movimento, "por favor volte Billy Cristal".

Tim Burton, Jonnhy Depp e uma atmosfera gótica: será que já vi isso em outo lugar, pior, agora em versão musical. Misto de curiosidade e medo; enquanto o medo continuar vencendo não me atrevo a encarar esse filme.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

As palavras desacompanhadas...




Sozinho, estado lastimável na urbania cotidiana: "não, não posso dar um abraço virtual, não é a mesma coisa"; "numa festa onde as pessoas pulam, se divertem, não acontecia o mesmo comigo".




Em ambos os casos: numa festa abarrotada e na vida virtual, sintomas de solidão podem aparecer, sintomas de incomunicabilidade evidente, de uma forma ou outra aquilo se agrava, pode se agravar. Como conviver bem com isso?

Imagine então: um sistema real de solidão, onde o calor humano existente só seja aquele vindo de você mesmo, existem casos ficcionais exemplares: Robison Crusoé; Conde de Monte Cristo; no meio audiovisual, o Naúfrago. A arte trata desse tema há muito tempo, é verdade. A solidão evidente, a física, é tratada há muito tempo na cultura geral, nem preciso dizer daquela que é somente pessoal, íntima.

São coisas que nos confundem, que nos oprimem, que nos desorientam. Perdemos as razões das coisas, somos imprudentes. A solidão hoje toma forma e denota muitos problemas, vemos nas cidades grandes, aquelas cheias de pessoas, a impessoalidade, a formalidade costumam ser artífices dela. E armam bem a rede, tomam prumo, nem percebemos e fomos todos capturados e solirariamente acreditamos que a internet romperá as barreiras, já tentou conversar por msn e por telefone e percebeu a diferença? Ou mesmo ao vivo, nem uma realidade a base de holografia substituirá o contacto, mas essa não é a questão que busco aqui.

Fui ver o filme "Eu sou a lenda", estrelado por Will Smith. Tal filme, tirando as cenas de ação do final, trata basicamente disto: solidão. Não precisa mais detalhes, o resumo é esse, nas horas do filme, vemos apenas o protagonista e seu cachorro nas maiorias das cenas, intercaladas por cenas predecessoras que levaram ao estado atual da cidade do protagonista. Ou seja, temos aí somente a solidão e suas justificativas, apesar do ator ser quem é, ele surpreende, pense: não é fácil atuar sozinho durante quase um filme inteiro. Altamente recomendável.

Ainda que não seja sensacional, o filme me fez refletir: estava sozinho em casa, pensando um monte de coisas ao mesmo tempo: O filme, a morte do ator que faz o curinga, James Dean. Liguei para o camarada fundamentalista, esbocei tais idéias, ele fez um adendo:

"Não se esqueça do Phoenix, não se esqueça dele"

Sorri e desliguei o telefone, a morte de River Phoenix, por ingestão excessiva de barbitúricos. Traça aí um estranho coincidência com Heath Ledger, de causas mortis ainda confusa. Chegamos na vida de jovens talentos cujas mortes emergiram no auge da carreira. Merdas acontecem, o mundo é realmente estranho. Daí temos lendas, posso citar outros mais que sucederam da mesma situação, todos tão lendários quanto: atores e atrizes se perdaram nesse mundo de drogas e afins, mas essa não é a questão, a solidão era o que queria abordar, a solidão de um lenda, as lendas caminham sozinhas, mas sei que o novo Batman vai render uma boa bilheteria, triste infortúnio para arrecadação de bilheteria, mundo estranho.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Mamãe, me ensine a dançar!


Os camaradas foram ver Encantada, pobres incautos: fiquei até feliz de não ser convidado para a sessão. Certas coisas deixo pra eles, os meninos são otimistas ainda. Vi o nome Disney e Musical inserido num mesmo filme, fico com um pouco de medo, deveras não sou muito fã de musical. Deixo os clássicos do musical para Rubens Ewald Filho, logo sobra mais dvds na prateleiras para o moço colecionar.

Até assisto uns clássicos, meio a contragosto, mas assisto. Ora são clássicos, contudo também são musicais; imagino um cara cantando e dançando, o protagonista, um tipo bonitão com queixo capaz de furar olho; na minha cabeça ele, o principal, nunca é o melhor dançarino, o melhor costuma ser um cara secundário não muito bonito. Continuando a construção, imagino o cara dançando mediocrimente, uma garoa de leve e a cidade inteira, um cenário falso, pegando fogo. Mas o cara continua dançando mal, ignorando tudo ao redor: bons tempos do oficial advertindo Gene Kelly.

Não é a questão daquilo soar fora da realidade, e sim porque sempre parece incongruente ao contexto. Aguentar um cara que dança mal e canta pior ainda, é um pé no saco. E te digo: na maioria das vezes ele consegue atuar pior ainda, saudades de Fred Astaire, grande homem! Péssimo ator, mas sabia dançar.

Espero algum dia ainda que alguém filmará o musical supremo: um filme mudo, com uma grande trilha. Enquanto isso eu fico com a escola de Dança do sr. Myagi

Wax on! Wax off!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Bruce Lee vs. Gay Power

Certas vezes me pergunto: qual o limite do cinema? O que pode ser filmado, finalizando e, por ventura, comercializado? Hoje em dia, com advento da internet e seu desenvolvimento para a popularização do meio imagético, através de sites como youtube, tudo é válido e possível, como também acessível, por isso temos muita besteira na internet e nos meio audiovisuais em geral; não censuro essas coisas, em certo grau sou favorável do cinema non-sense, do humor negro e ramificações afins, mas até esse tipo de cinema b, existe um limite, coisa que até Ed Wood percebeu.

Enfim, estava em casa, numa madrugada ociosa, eu e uma amiga, assistindo o Canal Brasil, quando nós deparamos com essa pérola do cinema boca do lixo brasileira: Kung Fu Contra as Bonecas(1976), só pelo título era de se esperar uma boa diversão, pelo menos uns sorrisos amarelos. Pra quem nunca acompanhou o cinema nacional, ou conhece a história dele, o cinema boca do lixo foi um movimento dos cineastas paulistas, através de filmes de baixo orçamento e propostas inusitadas conseguiu grande apelo popular, lotando os cinemas de todo país; uma mistura arrojada de humor, pastiche e paródias inusitadas garantiram um bom momento para o cinema brasileiro e também ótimos títulos: "Senta no Meu que Entro na Tua" é um exemplo disso; os títulos são costumavam ser um resumo do que esperar, e não era coisa boa, logicamente não se levavam a sério, e aí estava o charme e a força desse cinema.

Tanto Ed Wood como Mojica são fontes e incentivadores direto desse cinema: o qual parece nunca ser pretensioso, conhecer o universo e querer dar respostas pra eles, não, longe disso, eles querem entreter e apenas isso. Que as respostas do mundo fique para as religiões, a filosofia e a ciência; aqui, no mundo da ficção, nós no divertimos e fazemos rir; tirar o público um pouco da sua vivência miserável com baixo orçamento e muita criatividade, é disso que trata, sem confabulações geniais, viradas de roteiro ou mesmo um estética maravilhosa. Mesmo assim, o filme te conquista, talvez seja isso mesmo: a honestidade, a cara limpa do filme, a cumplicidade que te leva ao um grau de admiração e compadecimento e, depois de uns minutos, você está rindo das besteiras e do clima irreal, aí você foi capturado.

Voltando ao filme, Kung Fu contra as Bonecas, trata da história de um homem que volta a casa paterna e descobre que sua família foi brutalmente assasinada por um bando de cangaceiros. O protagonista, auxiliado por uma sensual lutadora de capoeira, parte em busca dos cangaceiros e acaba descobrindo que eles não são tão, digamos, espada como os cangaceiros deveriam ser. O roteiro é uma mistura da Série Kung Fu com o filme Operação Dragão, protagonizado por Bruce Lee; o filme correu o circuito internacional com o nome Bruce Lee vs. Gay Power, o título tentou aproveitar a fama do ator americano, ora, na época tudo que tinha kung fu em cinema, era atribuíodo a Lee, pelo menos o que vendia. A película recheada de humor acído e non-sense, apresenta até boas coreografias de luta , tanto para época e se tratando de um filme brasileiro, ainda mais do cinema boca do lixo. Nosso Bruce Lee do sertão diverte e o mais engraçado; um dos roteiristas é Walter Negrão, pra quem não sabe, grande responsável por série da globo, preferia que ele continuasse a escrever filmes boca do lixo, mesmo. Ironias da vida. Enfim, filme recomendado para um dia cinzento, sobretudo se for um Domingão do Faustão.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Especial Natal: Papai Noel às Avessas

O Natal, período de compras, ajudar o próximo e enriquecer o Greenpeace. Como o Natal é legal, sobretudo para os papais-noéis brasileiros: aquela marofa oriunda da tropicalidade e está lá o coitado, suando naquela roupa vermelha.

“Mas os shoppings têm ar-condicionado, né!”, grita alguma menina do fundo da sala.

Sem dúvida. Muitos shoppings de fato têm. Mas shopping de pobre é outro esquema, minha filha, fica lá um duende de roupa verde apertada abanando o bom velhinho (mas cadê os anões?), as vezes nem isso. Papai Noel Brasileiro tinha que ser de chinelo , shorts e uma barba branca bem rala, pois ainda é o bom velhinho, senão vai parecer padre, e bem, padre e criança, ainda com colinho, não dá muito certo.

Enfim lembrando desse maldito calor que nos ronda, por conseqüência, nossa tropicalidade, pensei num filme que vi recentemente: Papai Noel às Avessas ( Bad Santa, 2003).

O filme mostra dois trapaceiros: um, Billy Bob Thornton em sempre sensacional atuação, se fantasia de Noel; o outro, o “comediante” Tony Cox, se fantasia de duende. Assim, ambos costumam trabalhar em grandes lojas de departamentos a fim de roubá-las. Numa dessas lojas de departamento os personagens se deparam: com a crise da parceria bem sucedida até então; a intromissão de um chefe de segurança(Bernie Mac em ótima atuação) e a aproximação de Thornton com um menino gordinho que parece meio retardado. E todos os fatores somados dão o tom para o desfecho.

Na verdade, o longa tanto através do humor corrosivo presente na trama, como na própria atitude e personalidade do protagonista, acaba satirizando o “espírito de natal”; aquele espírito superficial que toma parte das maiorias das pessoas nesse período. Enfim, ponto para o personagem principal que conduz muito bem o longa, sobretudo por causa de sua tropicalidade, que faria o Zé Carioca perder as penas de inveja.

E não sei se Billy Bob Thornton sempre interpreta ele mesmo nos filmes: um cara durão, depravado, safado e de bom coração. Mas sempre quando faz isso é divertido, muito divertido. Ele até parece brasileiro, pela sua tropicalidade inserida na personagem, aí fica fácil imaginar um papai Noel brasileiro., a la Mr. Thornton, lógico.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Especial Natal: Comidas – Parte 1 : A Birosca e as compras na rua 25 de março

Nós do fomos ao cinema, este blog tão acessado pelas massas, decidimos através de um consenso democrático comentar nesse período de natal sobre comida. Além dos presentes, amigo secreto, tio chato, boa ações(como clicar no google adsense alheio), etc... para alguns o natal é a data para encher a pança, é a época que o pessoal come até peru( não consigo lembrar de outra data que eu faça isso).

Por isso, FOMOS AO CINEMA cita certos segredos gastronômicos para os desconhecedores da culinária da metrópole paulista. Hoje é dedicado para as pessoas que gostam de quitutes, aqueles salgados que dão aquela energia antes de uma boa pesquisa de compras na 25 de março ou pra levar escondido no cinemark, logicamente dentro de uma mochila.

Hoje citamos um salgado em particular, até hoje em minhas andanças gastronômicas nunca vi um quitute superior a este, falo dela, a minha querida BIROSCA. A BIROSCA é um salgado acima de qualquer outro, ela é o salgado do mundo ideal transformado em realidade, a Ambrósia da minha juventude, sem exageros o melhor salgado que comi na vida.


Descrição do Quitute:Ela lembra uma fogazza, mas não é frita e sua massa lembra a de uma boa esfiha fechada (e tão macia quanto). Agora parte do segredo: mesmo o salgado sendo assado parece que o recheio é frito. Seus sabores: frango/catupiry, calabreza/catupiry e queijo/presunto. O melhor é o preço: só custa R$ 1,30 cada.

Comentários acerca do Quitute:
“Quem comeu sabe: birosca, o salgado mais perfeito do mundo. (Homem sábio)
“Birosca, salgado perfeito, Idéia mesma de todos os salgados, dádiva fugidia de uma geração displicente, cantar-te-ei, quentinha, gostosa, para sempre desvencilhada de nós, anônimos amorosos teus!” (Outro homem sábio, corria feliz com seu salgado)

Local:
Rua Doutor Luiz Lasanha, 311(encostada na faculdade São Marcos), travessa da Nazaré
Ipiranga- São Paulo

(dúvidas, clique aqui)

Vantagens do Quitute: Ser o melhor salgado do mundo, ser próximo da faculdade de psicologia da São Marcos e ser muito barato

Desvantagens do Quitute: Ser vendido apenas lá(outro lugar que vendia fechou). O lugar que nós chamamos também de Birosca trabalha em um horário esquisito, aconselhamos você chegar lá antes das 9horas da manhã

Notas: Qualidade do Salgado, 10; Localização, 7; Atendimento, 9

NOTA FINAL: 8,7

Antes de fazer sua compras, que tal dar uma passada lá de manhã? Altamente Recomendável !

sábado, 24 de novembro de 2007

O camarada e seus gostos

Mas que coisa: de um dia para outro o camarada fundamentalista elege as coisas que ele considera geniais, como num faniquito intelectual repentino, que se mostra deveras interessante.

Falar de Shakeaspeare é covardia; certos cânones são incontestáveis, é um dever cívico ser simpatizante do bardo inglês, o mesmo que falar que gosta de Homero e, para nós brasileiros, Guimarães Rosa. A penetração cultural e a presença dessas obras são tamanhas que fica difícil dizer o contrário, a obra sai do seu cárater fechado, recluso e aporta suas referências para além: permeando obras, seja por influência direta como também por imanência. Parece que a obra flutua num espaço que contamina outras obras. Por isso, quando o camarada afirmou seu gosto pelo dramaturgo não fez mais que a obrigação.

Enquanto refutou Jack Kerouac, o camarada começou a fazer polêmica e mostra que ele adora também os americanos pré-beatnik: Faulkner e Hemingway, sobretudo. Fundamentalista, um saudosista melancólico, gosta dessa época muito: Edward Hoper é outro que faltou esse camaradinha dizer, mas ele disse negando o cânone da literatura beat, mas ele esquece que quando faz isso, acaba negando Conrad e talvez o próprio Hemingway, como Kerouac, pessoas errantes, expatriados, pessoas pé na estrada. Mas enfim eu também não sou muito fã do Jack, mas ele é longe de ser um embuste como foi Pollock, basta notar sua influência, que permeia até hoje.

Não vou criticar Arcade Fire ou mesmo Seinfeld, já denotei minha opinião acerca disso( o bom e velho embuste indie). Queria é falar de Proust. Como disse em postagem anteriormente, um cara chato . Coitado, ficou vinte e tanto anos escrevendo uma grande merda que ninguém nunca lê, resolveram,por pena do garoto homossexual com problemas respiratórios, dar algum crédito para o francês. Este, ser fanático por brioche, foi o outro fator. Cite outro escritor francês desse período(não, não vale o Sarte); já que não existia, eles resolveram empurrar o menino guela abaixo da cultura ocidental e parece que não deu muito certo, como Pollock, muitos falam dele, mas poucos conhecem a fundo sua obra, pois se conhecessem não falariam dela. Graças a deus, depois de algum tempo, temos autores de verdade, como Georges Perec e Raymond Queneau, mas isto fica pra outro post.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A metalinguagem e metareferência nos quadrinhos publicados hoje, dois exemplos

Sabe, este camarada que vos fala costuma ler bastante quadrinhos, um fato corriqueiro e diário, é verdade. Hoje as publicações de quadrinhos no país estão apresentando grande variedade e grande qualidade: é fácil encontrar qualquer tipo de "gibi", independente de gosto: seja um leitor que gosta de super-heroís, um leitor que gosta de quadrinhos adultos, mangás , etc.

Tamanha a variedade, surpreendente para um mercado minguado como o brasileiro, onde é capaz de encontrar quadrinhos para não leitores de quadrinhos. Obras que diferem bastante do comum nas bancas de jornais. Daí que parto o meu primeiro exemplo.

Um quadrinho divertido?

Fun Home, obra de Alison Bechdel, onde a autora, através de um relato autobiográfico em quadrinhos, traça as suas primeiras experiências homossexuais como também o seu relacionamento conturbado e complicado com o pai, um homossexual enrustido, que através da permanência de um casamento forçado, mantendo ao mesmo tempo suas relações extraconjugais com seus alunos. E este pai da autora teria se "matado" por causa desse homossexualismo não assumido. A obra em si não explicita isso, mas durante todo o relato de Alison, ela parece insinuar isso.

A obra apresenta várias referências literárias, com especial atenção para Ulisses, obra de James Joyce(o grande destruidor do romance), e sua relações com a Odisséia, de Homero. No decorrer da própria narrativa, ela própria relaciona sua relação com o pai com as relações paternas de Bloom, protagonista de Ulisses.

Além da narrativa soberba, do texto genial, da metalinguagem e metareferência que enriquecem e acrescentam muito a obra(seria outra obra sem isto, apenas uma história bobinha). Mais, deixam a obra aberta, caso comum da arte moderna, a obra aberta para o diálogo; metareferencial, onde aponta coisas que se relacionam com ela, Alison executa tudo de maneira genial, a obra foi contemplada com Eisner Award de 2007 e também foi eleito o melhor "livro" de 2006 pela revista Time. Quem diria, outro livro de figurinhas desbancando os chatos herméticos viciados em Proust, este, o chato mais hermético de todos.

Grant Morrison

Rei das referências e metalinguagem, Grant Morrison, teve recentemente publicado sua obra mais megalomaníaca: Os Sete Soldados da Vitória, publicado no brasil em 8 volumes de 100 páginas cada. A última edição saiu neste mês.

A DC comics deu liberdade total a Grant Morrison, ele resolveu trabalhar com sete heróis de segunda categoria: Justin, o Cavaleiro Andante; Frankstein; Senhor Milagre; Klarion, o menino bruxo; Projétil; e por fim, Zatanna. Através de um lançamento cronológico onde cada herói teve sua revista, em 4 edições, alternando numa ordem já premeditada por Morrison e começando como também finalizando com outra duas edições, respectivamente: Sete Soldados da Vitória #0 e Sete Soldados da Vitória #1.

O interessante, além dos incríveis artistas convocados para tal empreitada, é como Morrison amarra a trama. Ora, os protagonistas apresentam, aparentemente, um inimigo comum, porém não formam um supergrupo. Longe disso, eles apenas, as vezes, se encontram durante a história, isso só alguns e ocasionalmente. Através do esforço isolado de cada um, acabam minando a força dos Sheedas, os malzões da história, e por fim, um deles tem que se sacrificar para impedir a ceifa dos Sheedas.

Morrison alterna de revista pra revista, citando elas mesmas, uma na outra e assim por diante; as repercussões das ações dos personagens acabam influenciado os personagens de outras revistas. E acaba acrescentando muito a história, ao invés de trabalhar apenas com uma boa história de um supergrupo que impede uma dominação alienigena(coisa que já existe aos montes). Grant não quis ser original, ele já fez isso antes, ele apenas percebeu que seria mais interessante, sobretudo para os tempos atuais e para a obra, tratar da maneira que tratou, isso mesmo, a sensibilidade do roteirista acabou trazendo muito mais valor para os quadrinhos do que a teimosia da pessoas que acham que Proust é o máximo e deve ser imitado, assim como todos os outros chatos herméticos da literatura atual, pois os antigos tinham motivo para serem herméticos e chatos.

Outra coisa interessante, neste outro exemplo de obra aberta: a leitura em conjunto, pois cada leitor perceberá certas referências e influências, sejam elas de quadrinhos, de cinema, de literatura, de cultura. A obra se põe como um jogo, onde cada releitura possibilita outras interpretações e impressões, indiferentes delas serem erradas ou certas. Então, que tal largar seu Proust e jogar um pouco?

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Camarada moderado vai ao cinema: O Homem que desafiou o diabo

Fomos ao cinema. Na verdade fui com uma amiga, aproveitando a deixa que o Espaço Unibanco estava cobrando dois reais o ingresso para qualquer sessão; motivo era que ontem(segunda-feira) foi aniversário do Espaço Unibanco.

Dentre todos aqueles filmes que estavam em exibição (vc pode conferir aqui) alguns eu estava curioso há muito tempo: O ano que meus pais saíram de férias e Bem vindo a São Paulo, sobretudo. Ambos filmes que denotam e esboçam a verdadeira retomada do cinema brasileiro, qual já comentei neste blog. O primeiro é uma história de um garoto dirigida por um cara especialista no universo infantil, Cao Hambúrguer, que foi responsável por entreter as tardes das crianças brasileiras, basta citar que esse moço é responsável por nada menos que Castelo Ra-Tim-Bum e derivados da grade da Cultura; por isso quando o filme entrara em cartaz, no grande circuito, sugeri aos meus camaradas que assistíssemos, porém eles refutaram minha idéia, como sempre fazem; ouvidos moucos ao camarada moderado(olha eu reclamando disso); interessante pensar que o filme ganhou alguns prêmios nos festivais afora e tem possibilidade de concorrer ao Oscar, ironias da vida. O segundo é um estigma que carrego desde a mostra de cinema de 2005, onde o filme estreara de fato; documentário feito por vários cineastas famosos(bons ou não) sobre nossa adorada cidade paulistana e mostrando, cada diretor, sua visão sobre a metrópole; parecia também uma boa escolha para aquela noite de segunda-feira, porém qualquer planejamento meu foi por água abaixo.

Acabei não assistindo a nenhum dos dois (vida cheia de reviravoltas e acasos, não?), fui ao cinema naquele dia ver O homem que desafio o diabo, dirigido por Moacyr Góes e produzido pela Globo Filmes (PERIGO! PERIGO! PERIGO!). É fato que não sou um grande entusiasta da Globo Filmes, como também de Moacyr Góes; ainda longe de qualquer pedantismo, não sou fã de Godard ou Win Wenders, sou partidário do cinema de terceira via(moderado?), assim por dizer.

Resolvi dar uma chance(novamente) a Globo Filmes, mas esperava o pior: algo entre um filme da Xuxa(sem os duendes) e algum longa dos extintos Trapalhões, lógico que recheado de efeitos especiais e atores globais de segundo escalão. Resolvi até olhar o Guia da Folha para ver se restara um fio de esperança, pelo menos um filme divertido a la sessão da tarde, infelizmente a Folha havia concordado com minha intuição sobre o filme. Quando o estupro é inevitável, relaxe e goza; olhei para minha amiga, apertei a mão dela e me aconcheguei na poltrana, estava pronto, podia ser o que for, estava pronto.

A sinopse é a seguinte: Zé Araújo (Marcos Palmeira) é um homem boêmio que gosta de freqüentar cabarés e ouvir cantadores de viola. Após tirar a virgindade de uma turca, ele é obrigado pelo pai dela a se casar. Durante anos Zé passa por seguidas humilhações, provocadas por sua esposa. Um dia, ao ouvir uma piada sobre sua situação, ele se revolta, destrói o armazém do sogro e ainda dá uma surra na esposa. Ao terminar ele monta em seu cavalo e parte sem destino, decidido a ter uma vida de aventuras. A partir deste dia Zé Araújo passa a ser conhecido como Ojuara, enfrentando inimigos e vivendo situações inusitadas.

O veredicto: filme deveras interessante, um filme quase; quase bom, quase sempre engraçado(com momentos de bom humor), quase com geniais interpretações( atente para a aparição de Otto), quase com genial fotografia, etc. Não sei, porém o filme falta alguma coisa, algum elemento que carece ao todo. Pensava qual problema poderia ser, até minha companheira, genialmente, constatar:

“O filme não tem um ritmo definido, acho...”

Deveria ter dado um beijo na boca dela, brilhante dedução; o longa apresentava uma história longa, uma trama cheia de elementos. Quer dizer, havia uma necessidade de pelo menos amarrá-las bem e nem isso o diretor consegue, os muitos elementos criam uma história fora de ritmo que incomoda, algumas vezes durante o filme, pelo menos. Contudo o filme não é de todo mal: tem boas situações; Marcos Palmeira segura bem o filme como protagonista; outra pérola é o ator que interpreta o Tinhoso, Nei Leandro Castro, em atuação formidável. Fora algumas escolhas erradas de elenco e o problema de ritmo(“ajudado” pelas escolhas dos planos, sobretudo os em câmera lenta). O filme ainda desce bem. E é sempre bom ver o que sendo produzido nas terras brasilis.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Epopéia de um garoto

No começo ele vivia numa bolha; explorava apenas partes dos limites do seu quarto e só aquelas que eram contidas pela parte interna da bolha, até sua melhor amiga resolver casar com o idiota de plantão que não tinha nada a ver com ela( as mulheres no seu habitue; prefiro não comentar muito, pois já estive nos dois papéis; não, nunca quis casar com um idiota, deixando claro minha heterossexualidade). Isso mexeu com o garoto, ele resolveu sair da sua vida encarcerada em busca do seu amor verdadeiro, entretanto repremido até agora(engraçado como sentimos falta quando as coisa estão longe...). Munido de uma bolha portátil, pois ainda não tinha imunidade e percorrendo um longo caminho que findaria nas cataratas do Niágara.

Ao percorrer todo aquele percurso, nesse interim, conheceu toda aquela realidade pungente o qual ele mesmo não fazia parte. Libertou-se do isolamento imposto pelo seus pais, penetrando outras esferas pessoais e íntimas. Parecia claro que haveria uma grande possibilidade dele romper a bolha na qual era dependente, mesmo que reprensentasse a morte e fez tal rompimento pelo amor que ele acreditava, por sacrifício e para demonstrar o seu afeto pela garota.

No final Jimmy Bubble não morreu, toda aquela situação de reclusão e isolamento era um artifício criado por sua mãe para evitar que o menino não conhecesse as mazelas do mundo exterior e, consequentemente, não rompesse nunca os vínculos maternos. Ele conquista a garota, faz amigos para toda a vida, ajuda no relacionamento dos seus pais: daria um bom desfecho para um heroí como também para uma obra de ficção. Contudo, não é de ficção que tratamos agora, falamos do mundo real onde os finais nem sempre são felizes e os casamentos costumam acabar em divórcio.

Enfim, saber o motivo claro dele trocar sua linda mulher por um coelho imaginário, so pode ser respondido pela falta de lógica do mundo em que vivemos. Ele cresceu, saiu do seu cercado e haveria a possibilidade que aquela linda e loira garota veio a ser um empencilho para a continuação da sua experimentação com a realidade. Mudou de cidade, arranjou pais novos(incrível como a internet possibilita as coisas nos dias de hoje), mas ainda era uma vida problemática e complicada. Com o seu amadurecimento ele perdeu sua inocência, sua capacidade de não se levar tão a sério. E com aquele amadurecimento trouxe também uma percepção perculiar da realidade e deve ter assustado o não tão mais garoto. Como Cassandra suas visões acabariam prejudicando sua vida e poderiam vir a encerrar a vida dele. Foi o que muito pensaram que aconteceu, entretanto os fatos são outros.

De Jimmy Bubble, ao depressivo Donnie Darko( engraçado pensar que ambos os nomes tem consoantes duplas). A leitura do textos de Thoreau, sobretudo aqueles que falam sobre a volta do homem a natureza, acabaram influenciando essa figura quase mitológica. E seguindo o modelo da fênix ele precisava renascer novamente, resolveu refugiar-ser no meio rural, longe da loucura da urbanidade que o prejudicara tantas vezes antes. Como vaqueiro e com o nome de Jack Twist(ironia ou acaso?) ele entrou em contato com o seu ser rural. Tentou ainda conviver com o seu ex-amor, ela havia mudado muito, é verdade; os tempos não foram generosos para a garota mas ele tentou ter uma vida normal com ela, constituir família e quem disse que ele conseguiria?

Na vida bucólica do campo conheceu alguém que mexeu com sua tentativa de ser normal: Ennis del Mar( os nomes com consoantes duplas estão realmente presente na vida dele). A capacidade e a vontade de experimentar de Jack(Jimmy ou Donnie) havia chegado no auge; era um pacote completo, daqueles de filmes românticos e trágicos: o amor proibido entre dois homens másculos numa sociedade completamente machista e pouco liberal. Lógico, findou em tragédia ou foi assim que Ennis pensara.

Ele havia fugido novamente, seu paradeiro, desconhecido. A primeira hipótese foi que ele resolver virar ator; a segunda, ele tornou-se um cartunista obcecado por assassinatos. Contudo ambas as hipóteses são apenas especulações de revistas de fofocas e sites de internet com notícias duvidosas, ambos podem ser apenas obras de ficção.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

è o fim do caminho, to ouvindo demais isso, perae deixa eu dar uma mijada

Estou ouvindo, nos últimos cinco anos, que algum ramo morreu: já me falaram que a arte morreu, por isso Duchamp começou, no final da sua vida, a jogar xadrez compulsivamente, pois acreditava que a única arte verdadeira era o xadrez, a única que não fora maculada, digo fora já que os puristas estetas seguidores dele acham que o xadrez faleceu quando Kasparov perdeu do Deep Blue. Uma vez fui numa palestra chamada “a poesia morreu, mas não fui eu que matei”, os palestrantes eram todo auto-demoninados poetas; nunca vi propaganda mais enganosa. Ora, se a poesia está morta, pq diabos tem poetas lá na frente, deveria ter um crítico de poesia, um estudioso da área, quem sabe um editor e, talvez, dois ou três poetas defendendo o contrário, a réplica presente para criar uma boa discussão. Mas justamente aqueles, aqueles que negavam a premissa da discussão logo de cara e estavam em peso. Parecia um sarau, os poetas declamavam uma poesia deles e depois aquela babação e inflação de ego; pessoas comuns passavam rapidamente, algumas enfurecidas foram embora, outras nem entravam na sala. Aí percebi que realmente a poesia, pelo menos aquela coisa que concebiam como tal, para o povo em geral estava morta, enterrada e bem enterrada.

Outras execuções foram anunciadas: a da força estudantil, a do socialismo, a da religião, sobretudo. Como pode dizer que os estudantes não tem força? Que agora são passivos? Basta pensar, as coisas mudam, hoje os centros acadêmicos estão desarticulados e existe outras áreas de grande interesse para os jovens, não tem mais uma ditadura ou repressão clara: não existe um inimigo comum, é isso. Como também é válido para todas as áreas nas quais devemos concentrar as forças. As escolhas, a vida, tudo fragmentou-se e os inimigos comuns seguiram o exemplo, seguiram e aprenderam muito bem; tanto que hoje dão escola. Deixo aqui sem comentar sobre religião e política, pois são religião e política.

Voltando para o extermínio, é fácil perceber o quão longe estamos de tudo e ao mesmo tempo perto; é caro leitor, são momentos de esquizofrenia, nada daquele demodê dos anos 80: o caminho é o abismo, besteira! Estamos perdidos com a velocidade das coisas, os futuristas ficariam loucos com a atualidade, ainda bem que a maioria já morreu. Essa velocidade virtual vem acompanhada junto de uma letargia urbana. Você pode muito bem comprar coisas pela internet, se comunicar com alguêm na China e ver um filme que nem entrou em cartaz e tudo isso ao mesmo tempo e sem sair de casa, mas existem letargias: trânsito, caos urbano, poluição, terrorismo em todo lugar, violência e todas as mazelas cotidianas que atrasam nossa vida. Os meios materias não acompanharam os meios imaterias; aconteceu os Jetsons, só que ao contrário do desenho: não temos robôs, carros flutuantes ou cachorros que falam, contudo os computadores, a biotecnologia, a comunicação que diferença... daí dessa incongruência contribuir para um certo pessimismo, ainda que tenhamos as esteiras automáticas nos aeroportos, mas só nos aeroportos e em alguns lugares chiques.

Se mudou e tudo mudou mesmo, como o chamado pós-modernismo em que vivemos é o mesmo do final da década de 70? Pois toda aquela base de estudo do homem e da sociedade- vulgo comunicação, filosofia e ciências sociais- é a base ainda para os estudos atuais. Acho que toda aquela base findou junto com a década de 80, posteriormente mais breve, com a queda do muro e da Urss( falei que não ia falar, mas...). Ou seja, precisamos de outros parâmetros, os quais ainda não foram cristalizados. Contudo podemos se otimistas, pois se o anos 80 acabaram bem, sem a morte conceitual de nada(apenas do bom gosto), pq justamente agora querem nos fazer acreditar que as coisas estão morrendo e tudo terá um fim trágico?

domingo, 23 de setembro de 2007

Manual Prático do indie pinguim - Parte 4: Uma introdução a arte sequencial

Depois de três partes ricas, três atos que fariam qualquer dramaturgo sentir uma ponta de inveja. Voltei, sobretudo pelo apelo popular a esse guia de sobrevivência da contemporaniedade. Essa parte é um leve respiro, pois falarei de um tema esquecido pelas massas: os quadrinhos, mas nunca esquecido pelo adorados indie.

Essa seção foi pensada para vc, camarada x, que tem intenções de começar a adentrar no mundo dos quadrinhos. Pode até ser para más intenções, deixando claro, impressionar mulher nunca é mal intenção, se bem que poucas mulheres ficam impressionadas com alguém que goste e manje de gibis, se conhece tal garota, me apresente, pelo menos para eu tirar um foto e mostrar para os amigos, a foto tem que ser com uma edição do batman.

Agora, abaixo temos cinco gibis imprecindíveis para o começo da aventura( me senti a caixinha do Todynho agora)

1) Cavaleiro das Trevas - DC Comics - Frank Miller
Não existe personagem mais interessante, no mundo do super-heróis, do que o homem morcego. É um dos poucos heróis cuja galeria de vilões é bem respeitável, cada um destes apresentando uma variação de alguma psicopatologia e poucos têm superpoderes, criando um contraste interessante com o protagonista e sua obssessão pela justiça.

Frank Miller resolveu brincar com a mitologia do personagem: a trama se passa num futuro onde os Eua é um país totalitário onde as ações do assim chamados heróis não são benquistas pelo governo, com exceção do Superman cuja ações são coordenadas pelo proprio governo, não passando de uma marionete do estado.

Neste universo Batmam sofre as mazelas do tempo: ele está velho; enfraquecendo e perdendo a maioria das suas habilidades físicas , contando ainda mais com suas astúcia e engenhosidade e ,sobretudo com seu espírito inabalável, no final das contas, ele acaba sendo um personagem em busca de redenção, terreno que Frank Miller trabalha muito bem. Não por acaso, esta é uma das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos. A Panini relançou um encadernado de ótima qualidade que contem toda saga, incluindo a tão criticada continuação, mas mesmo assim vale o investimento.


2)Watchman - DC Comics -Alan Moore/Dave Gibbons
No mesmo período do lançamento do cavaleiro das trevas Moore e Gibbons recriaram um universo todo. Os dois quadrinistas deram fõlego para os quadrinhos e tiraram um pouco da mácula da década de 80.

Imaginem a seguinte coisa: os Eua proibiu todo o tipo de heroísmo, com exceção dos heróis autorizados pelo governo e alguns clandestinos que não desistiram dos seus ideais. Nesse status quo, um dos grandes heróis é assasinado , como uma reação em cadeia a investigação e a descoberta pelo responsável provoca coisas sem precedentes, por fim seu expetacular desfecho. Sobre esse prisma alguns estudiosos chegaram a afirmar que a obra tenta explicar, por vias indiretas, a teoria do caos. Ponto de vista interessante depois de algumas releituras.

Watchman foi relançado várias vezes, a ultima foi feita pela Brainstore.


3) Akira - Katsuhiro Otomo
Para contemplar nossa tríade de hqs bem influenciadas por 1984, temos Akira. Num mundo apocalíptico dominado por gangues e empresas sem escrúopulos, daí surge uma trama sobre pessoas com poderes mentais que findará num tema clássico: A rivalidade entre dois amigos e seu trágico desfecho

Além do enrendo bem elaborado, a arte de Otomo é fantástica, influenciou toda geração posterios e mais, solidificou o Japão como produtor de quadrinhos e desenhos animados.


4) O sistema - DC Comics - Peter Kuper
Se pensarmos desde quando as histórias em quadrinhos existem, poderemos considerar que elas existem há muito tempo: desde o tempo das cavernas, onde eram usadas para registros como também para contar histórias através de imagens

Ora, se os quadrinhos começaram sem nenhum balão para fala ou recordatório, era de se esperar que ainda hoje existissem gibis que partilham dessa premissa: narrativa e imagens, apenas.

O Sistema ilustra o cotidiano de uma metrópole que poderia ser qualquer cidade grande ocidental. Nas quase 100 páginas não encotramos nenhuma fala de personagens ou qualquer muleta verbal ou de escrita além das próprias imagens cujo encadeamento é soberbo: passando de personagem a personagem, indo e voltando, como nenhum cinema, teatro, animação ou livro foi capaz de transmitir. Como se todas aquelas pessoas executassem uma música que ora é harmônica e ora é desarmônica com a cidade que habitam

Pode-se dizer que Peter Kuper conseguiu captar a conteporaniedade das cidades utilizando de um recurso que existe desde a pré-história.

5)Contrato com Deus e outras histórias de cortiço - Will Eisner
Cotidiano tratado belamente atrelado a um experimentalismo visual: seria um bom resumo dessa graphic novel. Nenhum superpoder, nada de intrigas internacionais ou monstros intergaláticos para combater. Sim, existem demônios, mas eles são internos, pessoais, no encaram de frente dia a dia, antes do trabalho. A principal história fala de um homem que sempre foi um bom homem, mas que perdeu a fé quando sua querida filha morre. O cotidiano é o mote desse trabalho tão bem executado por aquele que hoje é chamado de "o" mestre dos quadrinhos.

Contrato com Deus foi relançado recentemente pela Devir numa edição de boa qualidade.


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Será que alguém entende?

Já haviam me falado, em poucas coisas costumo ser cético. Era exceção. Diziam que existiam alguns seres masculinos iluminados que, por incrível que pareça, compreendiam as mulheres. Caro leitor, me disseram que existiam tais seres, no imaginário, e bota imaginário, costuma tal afirmação estar presente quando citamos ficção-científicas baratas e certos filmes "hollywoodianos" encabeçado por algum ator galã, ele nem precisaria entender o sexo feminino.

Falo de e para nós, pessoas comuns: aqueles que as mulheres costumam ficar por pena; aqueles que não são muito bonitos, as vezes nem bonitos; aqueles com alguma barriguinha de choop e pelos no peito; aqueles que vivem com pouco dinheiro(alguns até se divertem com isso). Pessoas comuns, é disso que abordo. Se existisse tal ente, queria entrevista-lo, conhece-lo. Pedir umas dicas, quem sabe. Então marquei uma entrevista e pedi para o camarada progressista fazer a reportagem, abaixo, trancrevo um trecho dela.

Camarada Progressista:
então você é capaz de entender as mulheres?
Que Entende as Mulheres: Exatamente
C. P. : Quando começou a entender as mulheres?
Q.E.M. : Faz bastante tempo, na infância. Sabe, fui criado pela minha mãe, meu pai e minha tia que morava com a gente. Podemos considerar que meu adorado papai não era nenhum entusiasta do trabalho e muito menos um abstêmio exemplar. Por fim, sempre acarretava problemas para minha mãe, sempre.
C.P. : Ele batia nela?
Q.E.M. : Quando ainda conseguia levantar o braço ou quando ela não consegui fugir, sim, ele batia. E por muitos anos continuava na mesma, não conseguia entender o porquê da minha mãe não largar ele, já que ela sustentava a casa. Ou mesmo minha tia tentar evitar a situação ou, pelo menos, incentivar minha mãe a fim de deixa-lo.
C.P. : E quando foi entender?
Q.E.M. : Entendi muito bem a situação, e as mulheres de um modo geral, quando peguei meu pai beijando minha tia.
C.P. : Que coisa! Acha que entender as mulheres ajudou vc a lidar melhor com elas?
Q.E.M. : Sim, sem dúvida!
C.P. : E vc acha que com isso ficou mais fácil conquista-las?
Q.E.M. : Nada disso, fofo!
(Camarada Progressista left the building, apressadamente)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

A inutil tentativa de limitar a si mesmo ou epopéoa do camarada

Passei muito tempo esperando as coisas, desde a infância é uma das minhas mais fortes características. É senhoras e senhores, sou moderado desde os meus tempos juvenis; seja a menina com meu beijo prometido, os colegas na porta da escola, um amigo na catraca do mêtro. Além da conhecida paciência que acabou me tomando de assalto(um assalto leve, próximo de uma punga), foi a capacidade de não se estressar muito com os incovenientes freqüentes do dia-dia urbano. Se fosse pra chegar atrasado eu prefiria não me aborrecer e deixar que fosse atrasado.

Mas minha espera, de uma forma geral, acarretou vários problemas para minha formação. Aqui quero salientar é a incapacidade de me definir por completo. Como sempre fui sossegado com as coisas e nunca dediquei um tempo pra me formar e saber certos limites pessoais, trazendo indefinições pra toda as coisas que executo: escrevendo, pensando, em ações onde pudesse deixar minha marca: escrevia o meu nome na lousa com a mão direita; com a esquerda, apagava o que começara.

E na escrita, sobretudo nesse blog começou a ficar claro a situação. Os outros dois camaradas tem suas identidades bem definidas, sejam elas chatas ou ruins, inteligentes ou engraçadas. Por contraste consegui realmente perceber se eu quero continuar a fazer parte desse panteão de bons escritores ou me recolher. E justamente por fazer um contra-peso neles, por cosequência no próprio mecanismo do blog, decidi continuar, alem de ser bem divertido. Só tenho que escrever um pouco mais, mostrar para todos a minha anarquia, assumir minha loucura e falta de preparo. Só isso, talvez vcs tenham que me agüentar, então espero que segurem!

domingo, 2 de setembro de 2007

Não me digam que não falei dos anos 80 - Parte 1

Durante todo essa experimentação estilística que passamos e passsaremos no labor deste blog, nesse período de quase seis meses, sempre deixei claro que não sou muito defensor da década de 80, ainda se tratando do período que nasci e também os dois outros camaradas. Cheguei até a denominar de era da escuridão, de década perdida e outros adjetivos negativos.

Como as noites escuras tem sempre a lua como acompanhante solitária, sobretudo para exercer sua marca e sua grande beleza, a década perdida tem suas qualidades, e não falo isso somente por causa do surgimento dos três camaradas que despontarão ao mundo como dínamos. Pois sim, seu brilho se estende por outras áreas, tem até um pedaço na música, quem diria. É nessa seção que quero salientar.

A dificuldade pra lembrar, musicalmente falando, me assusta. Consigo associar a coisas ruins da infância, sobretudo quando eu chorava. Pensar, pra mim, que os anos 80 não se resumiam só a Balão Mágico e Cabeça Dinossauro, verdade, demorou um tempo. Tive que conhecer mais da música internacional, e pra piorar, no começo desse calvário musical fui cada vez mais achando que deveriam embala-lo e jogar no espaço, ad eternum; se necessário proibir no mundo todo de citar qualquer coisa relacionada a música do período. Oitent.., num menor sinal, chibata!

Na procura do Graal tropecei em algumas bandas interessantes, devo dizer, decisivas para as gerações posteriores: Public Enemy, Beastie Boys, Talking Heads, Minutemen. Decidi comentar das últimas, pois as primeiras eu já era iniciado indiretamente, ou seja, elas já permeavam aquilo que costumava ouvir enquanto Talking Heads e Minutemen abriram caminhos para eu poder entrar em contato com o que se produz hoje e, logicamente, ter base para poder criticar duramente os atuais músicos.

Minutemen é uma das bandas que fazia parte do cenário punk-rock/hardcore dos anos 80, até aí existiam bandas do punk-rock saindo pelo ladrão das gravadoras estadunidenses, mas não como esta banda californiana. As marés, o surf, a latinidade acabou refletindo na música feita pelo trio de San Pedro: viradas, mudanças de ritmo e de estilo( a música começa como um rock e termina como jazz; só os intrumentos, um a um, solando e depois todos voltando para o tema), a capacidade técnica do trio impressiona e a sensibilidade fez o Minutemen não se prender a rótulos e ao terrível estigma da época, em pouco mais de cinco anos deixaram sua marca influenciando Fugazi e, até mesmo, o Red Hot Chilly Peppers. O único pesar foi que a banda acabou quando o guitarrista morreu em 85. Pena.

Já Talking Heads está na virada dos anos 70/80, na verdade no final dos setenta e alcançou sua maturidade musical nos anos 80, ainda que prefire o album Talking Heads 77. Uma banda liderada pelo genial David Byrne não poderia ser ruim, eles pegam boas coisas que tiveram nos anos 60/70, como James Brown, Funkadelic, Fella Kutti e colocam misturadas no rock que faziam: desde ska, pop, ritmos africanos, como o já citado funk. As colagens e as fusões soam melodiosas e as vezes brega pra mostrar que são dos anos 80, lógico. Mas um brega completamente apaixonante e que gruda no ouvido, brega-punk-rock, fica dificil de imaginar? Aquele jeito, influenciou como a maioria das bandas pós-rock iam tocar e tocam. E vc se pega ouvindo talking heads, pois cada vez mais que ouve mais quer ouvir. Além de ser bom dá um vontade de dançar na luz da lua, com licença..

sábado, 25 de agosto de 2007

Eu não falei dos simpsons

O tempo foi passando e acabei esquecendo de comentar do filme do Simpsons, talvez, como disse o progressista, acabei encarando mesmo como um episódio estendido. Um excelente episódio, daqueles da fase aurea que durou entre oito a dez anos, mais ou menos até 98-99. Não que as temporadas mais recentes sejam de todo mal, estas ainda assim continuam sendo muito superior a maioria das séries que passam na televisão, tanto aberta como a por assinatura.

Sinto que a maioria das críticas são porque hoje em dia nossa familia mais adorada na televisão esteja mais nos conformes do conservadorismo do canal cujo o programa é exibido. De início concordo, sim, perdeu uma das maiores qualidades que tinha, mas manteve outras: A universalidade; nessa Simpsons se mantém a milhas de qualquer programa televisivo mundial, dessa universalidade veio os a consagração como ícone mundial, seja na China ou no Brasil a maioria das pessoas tiveram um chaveiro do Bart, mesmo que não tivesse assistido um único capítulo sequer. Daí sua permanência na televisão até hoje, não é mais uma série, é um ícone cultural mundial.

As personas que compõe uma família, as situações que a familía se envolvem, as relações entre si: Simpsons mostra tudo isso de forma bonita e universal, sem ser piegas ou exagerada. Encotramos essa características em grandes obras do intelecto humano, grandes obras literárias, do cinema , da dramaturgia e da arte sequencial. E não só universal para várias etnias, mas também para todas as idades, mas essa análise fica para outro texto

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Um pouco sobre a música brasileira - Parte 1

Quando eu afirmei que as bases da música mundial popular devem muito para o eixo Inglaterra-Eua-Jamaica-Cuba-Brasil, não falei levianamente e não inclui meu país porque sou um nacionalista maluco, apenas, talvez, um maluco sem indícios de nacionalismo. Mas antes de mergulhar a fundo na música intercambiável, ficariam surpresos do troca-troca entre esses países, também achava que o Brasil não deveria ser incluído nessa escola de influências , então resolvi pesquisar, aí comecei a mudar de idéia.

Primeiro passsemos para os meados da década de 50 e a década de 60, eu poderia falar dos figurões da bossa nova e da tropicália, mas ficaria no mesmo discurso de todos os nacionalistas malucos, não, as bases interessantes e mais desconhecidas vem de Eumir Deodato, Airto Moreira, Hermeto Pascoal, João Donato, Moacir Santos e Jorge Ben.

Eumir Deodato começou sua experiência na bossa é verdade, com Tom Jobim e cia, já em 67 migrou para os Eua e estorou sua carreira de sucesso ao fazer os arranjos da música tema de 2001, de Stanley Kubrick(pasmem!) e mais conhecido no meio musical com produção e arranjos musicais para Frank Sinatra e Robert Flack, Cool and Gang e ,mais recentemente, para Bjork. Um bom disco para começar a interagir com este gênio seria Deodato 2 (1973).

Não consigo medir palavras quando falo do bruxo Hermeto Pascoal, complicado encontrar as palavras que garantam a influência e sua genialidade por completo, todavia tentarei um pequena abordagem do bruxo albino: é considerado por boa parte dos músicos como um dos maiores gênios em atividade na música mundial. Polistrumentista, é famoso por sua capacidade de extrair música boa de qualquer coisa, desde chaleiras e brinquedos de plástico até a fala das pessoas. Seu início de carreira começa, na verdade sua primeira participação em gravações é no álbum Pernambuco no Pandeiro e Seu Regional(1958), depois de várias viagens com essa banda Hermeto atinge a fama, como também a maturidade intelectual, com o Quarteto Novo, álbum de mesmo nome lançado no ano de 1967. Grupo instrumental formado em 1966, ainda como Trio Novo, por Theo de Barros (contrabaixo e violão), Heraldo do Monte (viola e guitarra) e Airto Moreira (bateria), para acompanhar Geraldo Vandré em apresentações e gravações. Mais tarde, passou a atuar como Quarteto Novo a partir da incorporação de Hermeto Pascoal (piano e flauta) à formação original. O grupo seguiu carreira, acompanhando Geraldo Vandré em programas da TV Record (SP) e da TV Bandeirantes (SP). O grupo se dissolveu em 69. Hermeto continuou suas experiências durantes as décadas tocando com muitas pessoas aí incluindo, nada menos, que o gênio Miles Davis. Juntos, lançaram um cd chamado Live-Evil(1970) , cujo álbum tem duas faixas compostas por Hermeto( Little Church e Nem Um, Talvez).

Chegamos em Donato, filho de um major da aeronáutica, João Donato de Oliveira Neto, nasceu no Acre em 1934. Seu círculo de amizade era composto por músicos que se reuniam nos bares cariocas para tocar violão e, claro, falar de música. Nos anos 50, freqüentou o Sinatra-Farney Fan Clube, na Tijuca, zona norte carioca, que durou apenas 17 meses, considerado por muitos estudiosos como uma escola para toda a geração que mais tarde criaria a Bossa Nova( falei que não ia falar , mas não deu, hehe). Era amigo dos bossas-novistas mas sempre visto como o excêntico que tocava para si e não para os contra baixistas e bateristas que tentavam lhe acompanhar ao acordeão, piano ou trombone. Na mesma década vai para o Eua e faz seu maior êxito: reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz. Depois grava Bad Donato(1970) qual incorpora também o que estavam fazendo de mais novo na música brasileira aos ritmos caribenhos e ao jazz.

Após todos acima, temos Moacir Santos, pelos mais velhos, conhecido pelo seus choros no final dos anos 40, é ainda mais conhecido pelo álbum chamado Coisas (1965): são dez composições que ganharam o nome de “Coisa” (numeradas de 1 a 10, sem obedecer a ordem das faixas) e o álbum expandiu definitivamente o horizonte da música brasileira. Tal som levou a bossa além dos limites esperados: arranjos de metais misturam uma vocação erudita com um acento afro trazido pelas batidas. As composições derramam sofisticação melódica e harmônica e convidam ouvidos quaisquer para a apreciação de suas notas. Quando descreve-se uma música assim já pensa como deve ser difícil de digerir, pelo contrário, ele executa uma música difícil e ,ao mesmo tempo, com forte apelo popular, completamente digerível. Se o álbum delimitasse e se fecgacesse em si mesmo, já seria obrigatório tomar nota, mas não, ele influenciou o Afrosambas(1966), de Baden e Vinicius. É sabido que Afrosambas influenciou toda bossa e toda música brasileira da época.

O último ,e não menos importante, é Jorge Bem(que o camarada fundamentalista defendeu tão bem). Difícil escolher algo que não seja bom dele, tudo começa no seu primeiro disco( Samba Esquema Novo de 1963), onde inagurou aquela batida diferente de tudo que as pessoas conheciam até então, onde vai findar na sua grande obra mística: Tábua de Esmeraldas, 1974. A fórmula para esse empreitada genial foi a capacidade despretensiosas das letras aliadas a uma intuição rítmica soberba que faz ser, na minha opinião, o melhor Jorge Ben.

Depois de dar uma apanhado geral que tal puxar um desse álbuns e ver se concorda comigo? Se não, pode me chamar de nacionalista, mas não se esqueça que antes eu sou maluco, eu sou maluco.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Bem, falei que não ia falar, mas...

Eu falei que não ia falar mas não deu. Antes de explicar eu tenho uma teoria, isso uma teoria que envolve a menina Lohan, ela mesma, tão falada e discutida em nosso blog tempos atrás. Volto a discutir por dois motivos: primeiro, eu fui o único que nunca citou a menina, por isso seria interessante fazer agora que já esfriou o momento de estrelato dela, pelo menos no nosso blog; segundo, ela continua aí, na sua perambulação violenta pelo mundo que vivemos, ora, então tomemos cuidado.

Dentre suas inúmeras infrações habituais - pois sim, estamos falando de uma mulher no volante, há um número excessivo que deixaria qualquer protagonista de GTA para trás, incluindo aí as multas por excesso de velocidade. Podemos citar, para ilustrar, a recente ação judicial movida contra Lohan por perseguição de carro, quem está acusando a nossa garota , olhem o nome como parece saído direto de San Andreas do GTA, é Trace Rice cuja mãe trabalhava para atriz como assessora que tentava escapar das garras da Senhorita Lindsay e já tinha se demitido do seu cargo, pobre senhora, achava que após parar de servir a mimada não teria de suportar mais suas loucuras, ledo engano. Num frenesi, Lohan pegou seu carro e começou a perseguir o carro da sua ex-subordinada, além disso ela foi presa com posse de drogas, e sim, estava embriagada.

Dentre esses incidentes freqüentes da nossa adorada, pensei se talvez ela não estaria tentando fazer um “happening” ou, numa situação mais nerd, um “live” de GTA. Como o protagonista do jogo ela sempre está embriagada ou sobre efeitos de drogas, além de dirigindo um carro em alta velocidade, seja roubado ou não. Na verdade ela está se divertindo com isso, na verdade ela faz isso pois tem um espírito contestador e artístico. Ela, diferente de todos nós, vê a frente mesmo dentro de um carro em alta velocidade e drogada. E vem mostrar para todos que estamos errados, como eu estava.Me perdoe, senhorita, só não me persiga pelo meu erro.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Duro de Matar 4.0 ou os vilões megalomaníacos estadunidenses

Já que esse é um blog que versa sobre cinema, resolvi escrever e comentar sobre um filme que vi recentemente, fui ver o filme com outros camaradas, não esses que escrevem junto comigo no blog, mas também camaradas de mesma índole, inclusive conhecidos dos camaradas do blog.

Fui ver um filme de ação, sou o que mais gosta dentre os camaradas, um bom filme de ação nesses tempos atuais são bem raros, daqueles que você não consegue tirar os olhos da tela.

Em geral um bom filme de ação é uma das vertentes da teoria que o cinema é uma arte de impacto visual e auditivo, você deve surpreender a platéia e ela deve sair impressionada com o filme, o cinema não deve ser um discurso que versa sobre o cinema em si, mas que conta um história com impacto, de alguma forma as pessoas tem que sair impressionadas, de alguma forma. Enfim, fui assistir a duro de matar, o novo, e devo dizer que em aspectos gerais é um filme bem executado, cumpre a função de bom cinema pipoca de ação, pecando apenas num aspecto: o vilão. Saudade de Alan Rickman ("O" vilão da série) e Jeremy Irons, deu um pouco de saudade.

O vilão não é de todo mal, contudo ele se enquadra naquela classificação dos vilões megalomaníacos da série de tv do Batman, aquela dos anos sessenta, cujo vilões preocupados em discursar ao mocinho sobre a justificativas das suas atitudes acabam sempre perdendo justamente por essa mania. E o pior que todos os vilões costumam ser solitários pois são rodeados por capangas idiotas e nada articulados, então sempre quando ele encontra o protagonista, vulgo o mocinho, ele percebe uma oportunidade para alguém compreender a grandiosidade do seu estragema.

Proponho a seguinte solução para os vilões das futuras gerações: aprendam ventriloquismo. Ora, após aperfeiçoarem nessa difícil arte, poderão adquirir um boneco ou uma meia improvisada como boneco para poderem contar seus planos e até seus segredos mais obscuros. Alguém pode argumentar falando que existe um vilão do Batman que é um boneco de ventriloquismo, contudo o vilão é o boneco e ele acha seu manipulador um idiota.