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domingo, 16 de agosto de 2009

Fomos ao Cinema ver O Grupo Baader-Meinhof

Passividade é fatal para nós. O nosso objetivo é fazer o inimigo passivo.

Mao Tse Tung


Eu não sou um libertador. Libertadores não existem. São as pessoas que libertam a si mesmas

Che Guevara


Na prática da tolerância, o seu inimigo é sempre o melhor professor

Dalai Lama


O Capitalismo exige brutalidade

Manic Street Preachers


Que comam brioches!

Kirsten Dunst. Ops, er, que dizer, Maria Antonieta


Vejam só essa tacada!

George W. Bush


Perguntei pro céu, perguntei pro mar, pro mágico chinês, mas parece que ninguém sabe, aonde a felicidade, resolveu de vez morar

Xuxa


O Capitalismo morreu para o ex-blog Fomos ao Cinema no segundo que se encerrou uma sessão do filme Grupo Baader-Meinhof, numa noite de Quinta-Feira em um cinema burguês (1) no centro da Cidade de São Paulo. Depois do encerramento do filme, Camaradas Fundamentalista e Progressista, que estavam entre as estimadas 35 pessoas que compareceram à sala naquela histórica sessão (80% homens e 20% mulheres, segundo estimativas dos mesmos) tiveram uma epifania violenta, chocante e absolutamente necessária. Análises de filmes são ferramentas burguesas (2) de manipulação das massas, lavagens cerebrais destinadas a distrair o operariado das causas que realmente importam para o homem e seus semelhantes. A cultura, com sua subjetividade tipicamente antropocentrista, é inimiga do coletivo. Mas para vocês entenderem todo esse processo, darei um breve resumo do que foi o Grupo Baader-Meinhof e do filme, mas evitando o uso de vírgulas e pontuação, quebrando assim a gramática e o senso de organização morfológica que gera a unidade chamada texto, um valor que nesse caso seria de uso burguês (3).

o Grupo Baader Meinhof foi uma organizacao terrorista de extrema esquerda formada na Alemanha na decada de 60 e que pregava que o crescente imperialismo norte americano era uma revitalizacao dos valores nazistas que assolaram a Europa anos antes e a proposta do grupo era atraves de taticas violentas e imediatistas exigir a saida americana do Vietna e o fim da participação alema no conflito alem de defender o fim do sistema capitalista na Alemanha que era considerado por eles o principal culpado pelos horrores nazistas e a instituicao do sistema socialista que seria responsável por uma organização mais justa e menos opressora dos trabalhadores o nome oficial do grupo era Faccao Exercito Vermelho sendo Baader Meinhof o nome dado pela imprensa burguesa (4) que evitava chamar o grupo pelo nome verdadeiro por medo de compactuar com suas ações sendo Baader o ex ladrão de motocicletas convertido em revolucionário Andreas Baader e Meinhof a ex jornalista esquerdista de sucesso convertida em revolucionária Ulrike Meinhof mas mesmo com a fama de Meinhof os verdadeiros cabeças do grupo eram Andreas Baader e a sua namorada Gudrun Ensslin o grupo aterrorizou a Alemanha por quase trinta anos com bombardeios a órgãos oficiais como delegacias de polícia comandos militares e embaixadas estrangeiras resistindo a prisão de seus principais integrantes e a morte controversa dos mesmos

O cartaz burguês do filme que, embora muito bom, peca pela falta de coragem no final.

Dito isso, declaramos aqui a total e absoluta rejeição dos valores capitalistas. O capitalismo, que gera aberrações como a desigualdade, a miséria, a exclusão social, fãs de White Stripes, filmes da Hasbro, Hebe Camargo, Dado Donabella e Tom Clancy, precisa ser combatido firmemente, e não somente com palavras vazias destinadas a agradar o mesmo público moderado que permite a desigualdade dos homens. Dentro dessa nova doutrina do ex-blog e atual organização terrorista chamada Fomos ao Cinema, damos aqui então uma lista de tudo aquilo que passamos a aprovar ou não, dentro da nossa nova proposta. E agora todos os textos serão assinados em conjunto pelos Camaradas, já que o indivíduo não mais se sobressairá ao coletivo. Eis aqui a lista.

A verdadeira Gudrun Ensslin, mãe da Guerrilha Urbana alemã. Erguemos o punho em sua homenagem. E cortaremos as cabeças dos leitores que olharem para essa foto e pensarem que "nossa, com essa ai eu quero é fazer uma revolução do amor, que gata!". PORCOS MACHISTAS!


Coisas de cunho burguês (5) e ferramentas de dominação das massas rejeitadas por nós:

Hannah Montana – Hannah é loira, e os povos brancos vêm sistematicamente oprimindo os povos de outras etnias. Por isso, rejeitamos essa garota, por simbolizar a opressão branca. O homem branco é o inimigo. Logo, Hannah Montana é inimiga da revolução.

Selton Mello – Selton Mello quer aparecer em todos os filmes lançados no Brasil. A sua gana e insaciável vontade de aparecer perante os holofotes do cinema nacional nada mais são do que uma representação perversa da onisciência da burguesia (6) empurrando goela abaixo do proletariado as suas muletas culturais descartáveis e vazias de valor. Por isso, rejeitamos o Selton Mello.

Starbucks – A Starbucks é considerada um dos exemplos mais admirados em matéria de valorização de marca e modelo de negócios. Nada poderia ser mais burguês (7), pegar uma bebida do povo como o café e dar um verniz de sofisticação e futilidade. Por isso, queremos a saída imediata da Starbucks do Brasil.

Chistopher Nolan – A bilheteria obscena conquistada pelo filme O Cavaleiro das Trevas em tempos de crise simboliza o eterno assalto promovido pela elite branca em cima do proletariado, que despejou o seu suado dinheiro ganho às custas de uma luta injusta e insana em nome de um filme não muito bom. Rejeitaríamos também o Heath Ledger, mas ele já morreu, então não faz sentido rejeitá-lo.

Angélica – Angélica ganha um milhão de reais para trabalhar quinze minutos por dia. Um milhão de reais equivale a 2 mil salários mínimos. É a matemática do diabo branco. Por isso, rejeitamos a Angélica. Por outro lado, Xuxa Meneghel, com sua história de luta marxista e a sua constante intenção de passar os valores da causa para os jovens, criando assim um importante imaginário coletivo infanto-juvenil, não pode ser desprezada. Por isso que lá embaixo nós aceitaremos a Xuxa.

Luciano Huck – Mesma coisa. Mas no caso dele, são duas horas de trabalho por semana.

Cartaz que os porcos publicaram por toda a Alemanha no auge da atividade da Baader-Meinhof, no início dos anos 70. Punhos levantados em homenagem à resistência dos camaradas.


Coisas que não consideramos serem inimigas da revolução

Black Eyed Peas - o fato dos seus 4 membros representarem a mistura de raças e a igualdade entre os sexos torna esse importante grupo norte-americano amigo da causa revolucionária, embora eventualmente eles se alinhem com ideais burgueses (8).

Morgan Freeman – Por sempre representar toda a dignidade existente na resistência das minorias contra a opressão em nome dos seus inspiradores no cinema, em filmes como Conduzindo Miss Daisy (embora a resistência do personagem nesse filme possa ser considerada moderada) e Apanhador dos Sonhos, Morgan Freeman é aceito por nós, e não é inimigo da revolução.

Commander in Chief – Geena Davis renascendo das cinzas para comandar a nação mais poderosa e burguesa (9) do mundo, subvertendo a noção de comando existente dentro da elite branca, que oprime também as mulheres, é um fator que faz essa série de curta existência, que foi cancelada em nome de uma pressão tipicamente burguesa (10) ser amiga da revolução, e importante material de inspiração para as mulheres.

Oprah Winfrey – A sua atitude tipicamente Robin Hoodiana de, através de uma vida de lutas e resistências contra a elite branca e machista, e que culminou na sua vitoriosa campanha de extração monetária das mesmas mãos que a oprimiam, distribuindo os seus bilhões com as mulheres negras, mostram claramente que Oprah Winfrey é uma aliada da revolução.

O personagem de Adam Sandler em O Paizão – Ele obviamente subverte o paradigma da família burguesa (11), ao constituir uma improvável família com um moleque engraçado e ensinar valores de resistência para ele, como mijar na rua, um típico espaço burguês (12). Que esse moleque engraçado viva no coração de todos os jovens que assistirem a esse filme, e que o personagem do Adam Sandler, que muito se parece com o revolucionário Andreas Baader seja lembrado como um exemplo de atitude benéfica para a revolução.

Em breve soltaremos mais comunicados, revelando ações posteriores e mais doutrinas a serem seguidas. Desejamos a todos os camaradas no mundo toda a sorte, e a luta continuará.

Obs: esse texto é dedicado à memória do casal Andreas Baader e Gudrun Ensslin, cujo fervor revolucionário e coragem de desafiar o sistema eram tão gigantescos quando o amor que sentiam um pelo o outro. O vídeo abaixo, editado pelo nosso Camarada Fundamentalista, é a nossa singela homenagem aos dois. Punhos ao alto, companheiros!


Adicionar vídeo

sábado, 18 de julho de 2009

The Good, The Bad, The Ugly

Muita gente acha e gosta de apregoar que conhece as verdadeiras identidades dos Camaradas desse blog. Não conhecem. Eu revelarei agora. Finalmente, eis que as máscaras caem. Somos nós:


The Good
Camarada Fundamentalista



The Bad
Camarada Progressista


The Ugly
Camarada Moderado

O Fomos ao Cinema é meio como o velho Oeste. Todo mundo que quiser cantar de galo vai ter que mostrar a cara. Sem tiros por trás. Seguindo o código de honra. Até o dia que, quem sabe, chegue finalmente o progresso para essas terras arrasadas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fomos ao Cinema ver A Proposta

Encaminhei-me ao cinema ontem para assistir a um filme com minha irmã e cunhado. Nos deparamos com uma escolha que envolvia duas opções. Ou assistir ao Transformers 2, ou assistir a esse A Proposta. O meu cunhado é fã de filmes de ação, e estava mais propenso a assistir ao neoclássico de Michael Bay. Mas foi derrotado por votos por mim e a minha irmã, que, em nome da velha e velada cumplicidade fraternal, escolhemos a outra opção. O filme é médio, mais para bom do que para ruim. Os atores são muito bonitos. Sandra Bullock já tem 45 anos, mas continua muito bonita, e Ryan Reynolds desperta a paixão das mulheres e dos homens que não são homens também, já que é um rapaz muito bonito.





O filme, que é mais para bom do que para ruim, situando-se então em uma média de cunho médio, é muito agradável. Tem piadas divertidas quando o momento pede por piadas divertidas, tem romance quando o momento pede por romance, tem lições morais muito importantes quando o momento pede por lições morais muito importantes, apresenta momentos de maior seriedade e ambição narrativa quando o momento pede por momentos de maior seriedade e ambição narrativa, e conclui com um esperado, merecido e previsível final clichê, já que o final desse filme pedia desde o seu primeiro minuto por um final esperado, previsível e clichê.
A personagem da Sandra Bullock é uma séria, sisuda e compenetrada editora de uma editora de livros em Nova York, que abdicou totalmente de sua vida pessoal em nome do trabalho, é odiada e temida pelos seus empregados, e precisava apenas de um amor inesperado e impactante para redescobrir o canal que a ligaria às suas emoções e sentimentos, tão sonegados e escondidos ante essa máscara de impenetrabilidade profissional. O personagem do Ryan Reynolds é o assistente do personagem da Sandra Bullock no filme, um rapaz sério, trabalhador, honesto e cavalheiro, que foi contra os desejos de sua próspera família no Alaska (um estado muito bonito, escondido do lado do Canadá) para perseguir o seu sonho de ser um assistente de uma editora draconiana em Nova York. Uau.

O casal subverte a noção usual de que a mulher deve ser agraciada com o pedido, em nome da comédia de situações


Quando a personagem de Sandra Bullock - que é uma atriz muito bonita, de verdade- depara-se com um problema legal que a fará ser deportada dos Estados Unidos da América (o país mais poderoso do mundo, cujo presidente é o Barack Obama), já que ela é uma canadense e resolveu, mesmo com problemas de renovação do seu visto, viajar a uma feira de livros em Frankfurt, na Alemanha (país muito rico que formou o eixo, ao lado do Japão e Itália, na Segunda Guerra Mundial), o que provocou a ira dos escritórios de imigração, que resolvem então deportá-la do país.

A personagem de Sandra resolve então, de sopetão, engatar um improvável casamento de fachada com o seu assistente, o personagem interpretado pelo Ryan Reynolds (que, segundo as mulheres e os homens que não se acham homens, é um rapaz muito bonito). O que se segue então são confusões engraçadas, momentos de redescoberta pessoal, a redefinição do significado das palavras amor e família, uma discussão ampla e complexa sobre o valor e peso das atividades profissionais em detrimento da nossa vida pessoal e do amor, que, segundo esse filme e o Fábio Jr, famoso cantor brasileiro, é um sentimento muito bonito.
No final, saímos da projeção com uma sensação doce, suave, lívida e perfumada, como as flores que desabrocham na primavera depois do mais rigoroso inverno. Rigoroso inverno como esse que vivemos agora, que estava em pleno vapor quando eu fui ao cinema ontem com minha irmã e cunhado, para assistirmos a um filme, que veio a ser esse A Proposta, que tem um casal de atores muito bem apessoado e bonito, e que levantou discussões muito importantes a respeito de valores como amor, família e carreira.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Мы любим умеренного

Мы не пойдем к театру кино были очень точным блогом, до приезжать вмеру камрада, и его ужасными текстами. Он всасывает очень неудачу как сочинитель, и его тексты и слова всегда плох написаны и нужданы любом виде фокуса или ценных и толковейших идей. дебил A.S., и его друзья все пук тупоумных болванов претендованных для того чтобы быть частью интеллектуальной элиты, и тягостно нуждаться любом виде юмористики. Я и фундаменталист очень защитны умеренного, даже если он don' t заслужил его. Мы слова никогда не отвечаем когда он атакует нас, снимать ужасные и плох написанные и предложения на нас, мы препятствовали ему положить в тексты и фото блога которые был бы более соответствующи если сделал некоторым студентом 4 рангов, и не мальчик коллежа 25 лет стары. унылый, очень унылый, что мы должны препятствовать эт несправедливостям пойти прочь, и делает что-нибыдь против их. Но что-то правосудие звонока божественное. Рай упаденных сломленного и. Мы точные мальчики. Да, мы. Но, вы знаете, всегда присутствующий и безошибочный нюх несправедливости принимает управление наших инстинктов, и водить нам к действиям которые, в любом случае, представляют наши очень существования собственной личности. Мы стали мусорными баками, мы спускаем к thiefs и убийцам, мы бросаем вызов людские конвенции и сделанными ими стали наши. Оно что как оно случается.


Фото израильской актрисы!

Но, препятствуйте нам себя не протухшим. Влюбленность он совсем вокруг нас. Препятствует для того чтобы простить умеренному, и его действиям. Он ребенок на сердце. Тупоумный, эгоцентричный, низкоуровневый ребенок функции, но, под конец, всегда ребенок. Стали сумашедшими на ем середины спустить к его уровню. И, как взрослые, мы не можем сделать то. Он очень просто. Мы претендуем что он не существует. Что он изобрело волшебниками, некоторым видом дешевой выходки сыгранным при наши разумы, очень суть человеческой природы. к головоломка, несомненно. Но это разрешенное навсегда, по мере того как мы можем относиться.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

E você, que foi ao cinema ver Star Trek, o que achou do filme?

Questão pertinente. Afinal, se eu fui AO cinema, com os meus próprios pés, pagando com o meu próprio dinheiro o ingresso e sentando com a minha própria bunda na cadeira, então logicamente que tenho de vir aqui trazer para todos que possam vir a se interessar a minha opinião sobre o mesmo.

Mas o filme é bom?

Não sei. Eu o vi, por isso que posso emitir a minha opinião. Se eu for levar em conta toda a minha longa experiência como espectador, poderíamos dizer que, comparando com todo esse gigantesco espectro de experiências e cores, Star Trek empalidece, e jamais poderia ocupar um espaço menor do que uma leve lembrança de duas horas passadas assistindo a um filme muito bem executado, mas que parece ser apenas uma reciclagem altamente hypada de tudo o que foi explorado à exaustão nos 2000 filmes e seriados feitos em cima da marca. E, se utilizarmos uma oportuna associação de fatos, concluímos que a idéia por trás desse revival comandado por J.J. Abrams é nada mais do que uma tentativa de reviver uma galinha de ovos de ouro, que vem enriquecendo produtores e estúdios nos últimos 40 anos, extorquindo dinheiro de solteirões de meia idade e adolescentes de escassas habilidades sociais. Se Star Trek é uma resposta eficiente a uma doença, então deveríamos considerá-lo um antídoto necessário ao vazio existente em todas essas vidas. Mas, como bem sabemos, qualquer resposta a uma pandemia social que não for necessariamente suicídio em massa ou uma improvável auto-afirmação consciente do grupo em si, no melhor estilo A Vingança dos Nerds, passa-se por uma grande e demoníaca mentira.
Novo Kirk

Pessimista. Nossa, isso foi muito desagradável.

O que foi? A água bateu na cintura, é?

Está me chamando de nerd.

Não .

Pareceu que estava .

Eu não estava .

Mas pareceu.

Não era. Não foi.

Quantos tempos.

É.

Bom, acho que eu poderia até reconsiderar a nossa amizade agora. Eu tenho um grande problema em aceitar teorias que coloquem em cheque certos gostos e atitudes correspondentes à minha vida. Que se, por exemplo, eu for fã de Star Trek, estarei automaticamente inserido em uma doença. E se eu sou o paciente, a melhor cura é abandonar esse gatilho. Fale isso para uma mãe, peça que ela chute o filho problemático.

Star Trek não é o seu filho.

Ele me tira dinheiro. Ele me faz ocupar horas do meu dia com pensamentos, idéias e preocupações. Ele me traz alegrias gloriosas. Ele me traz decepções épicas, como o Nemesis, por exemplo. Ele tenta melhorar quando eu dou uma bronca nele, como é o caso desse novo Star Trek, que, pelo o que posso observar, foi tão odiado por você.

É verdade. Não sou sociável, não posso arrumar uma mulher, não posso ter filhos, logo adotarei um animal de estimação para preencher o vazio da minha existência. Ah, não, animais fazem cocô. Que chato. Que venha então Star Trek para salvar o dia. É assim com você, não é, meu caro amigo?

Bem que me avisaram. Você é grosso, estúpido, mal educado, com o coração malvado. Você não enxerga a beleza humana. Eu te desprezo.

Beleza humana nasce da interação entre os seres da espécie, não de noites passadas em uma sala escura com o aparelho de DVD ligado. Isso, meu amigo, é ócio.


Hopper fez maravilhas com o ócio.

Não fez, meu pouco astuto amigo. Hopper retratava a impessoalidade. A solidão, mas não essa solidão clichê, fruto da sua escolha, e sim a solidão plena, real, passada no meio de outras pessoas, em grandes estruturas e grandes cidades. A solidão existencial, que não pode se justificar por espaço e tempo, não a solidão junkie food.

Quanta bobagem. Eu te desprezo.

Você me odeia?


Agora, sim.


Novo Spock


Pois eu te prezo. Gosto de ti. Vamos fazer assim: eu vou falar que gostei do filme, e assim legitimarei o seu gosto e o de todos os que vierem procurar uma validação dos seus gostos aqui. Se o meu papel é esse no meio dessa loucura toda, prefiro então jogar no seguro e sair do caminho. Que o problema caia no colo de outro, então. Meu caro amigo.

A sua condescendência coerente e assumida é enojante.

Quando eu tenho nojo de algo, eu lavo as minhas mãos.


E assim morria o profeta.


Assim. Mesmo.


Esse é o pior texto que eu já vi na minha vida.


Pior nada. Sabe o que é realmente ruim? Roubar e não poder carregar.


Sério?


É verdade. Portanto, tenha em mente uma coisa: posso, logo existo.


Meu fardo.


A existência?

Não. O poder. Mas me diga uma coisa, meu caro amigo: cadê os travessões?


Abolidos. Eu reinvento.

E não falou nada do filme quase. O pessoal vai chiar.

É verdade. Eu procrastino.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Preview - Filmes do Verão Americano de 2009

É ISSO AI, CAMBADA! Passado o jubileu de comemorações do aniversário do blog mais anti-social da internet, eu, Camarada Progressista, mais demagogo que vereador de cidade pequena em época de eleição, venho aqui trazer para vocês os filmes que vão agitar (putz, essa foi de doer) a temporada de blockbusters do verão americano, que foi aberta de maneira informal com o lançamento na última semana dos filmes Wolverine e Star Trek. É, eu sei, não é uma abertura das mais promissoras (pelo amor, não existem trekkers brazucas, né não? Se existirem, dou um conselho: vão carregar sacola de feira na rua, seus malandrecos!), mas a grande questão que fica é: os filmes que virão em Junho e Julho arrebatarão as multidões nesses tempos de crise econômica e gripe suína em que vivemos? Afinal, se o cinema existe como uma espécie de cultura de escape que ocasionalmente acaba produzindo frutos de qualidade que possam extrapolar essa mera definição e entrar no rol das verdadeiras obras de alta cultura, então é justamente em tempos difíceis como esse que ele se justifica, não é? Por favor, mandem e-mails levando para a frente essa importante discussão. Sem mais delongas, o verdadeiro preview dos filmes do verão americano. Banzai.

Transformers: A Vingança dos Derrotados – Diretor: Michael Bay; Elenco: Shia LaBeouf, Megan Fox, Hugo Weaving, Rainn Wilson
Sério. Esse é, ao lado do próximo Harry Potter (que será abordado logo abaixo) o filme mais aguardado dessa temporada. Depois os médicos falam da gripe suína, essa subestimada. Sortudo é o homem que jamais colocou os seus lívidos olhos em um filme dirigido por Michael Bay. Será que a Dreamworks e o senhor Steven Spielberg (um dos produtores dessa atrocidade) não poderiam poupar a humanidade dessa bomba, considerando a horrenda época em que vivemos, com crises econômicas e pandemias assolando o nosso cotidiano? Será que a vontade de colocar mais dólares no rabo é tão intensa assim? Mais uma oportunidade para o Shia LaBeouf mostrar o vácuo absoluto de carisma que é. E tomara que certos sites brazucas por ai não repitam a palhaçada que ocorreu na época do lançamento do primeiro, quando colocaram críticas elogiosas em meio a uma pornográfica propaganda do filme. Nem todo mundo é trouxa não, seus comédias. E quem tiver um problema com isso, estamos aqui para resolver qualquer tipo de diferença. YEAH!


Harry Potter e o Enigma do Príncipe – Diretor:David Yates; Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Ruppert Grint
Calma, pessoal. Está acabando. Esse é o penúltimo filme da série. Quer dizer, nem tudo é perfeito, já que o último livro do bruxo mais emo da paróquia, Harry Potter e as Relíquias da Morte, será dividido em dois filmes lançados em 2010 e 2011, consecutivamente. Tava bom de mais para ser verdade. J.K Rowling já é uma zilionária, podendo pagar motel pros homens, o que é mais importante (essa citação gratuita da Tati Quebra Barraco chega a vocês por cortesia da Comrades Inc. Ltda), Daniel Radicliffe já pegou geral usando a fama adquirida com os filmes, e ainda sim, somos obrigados a agüentar mais um lançamento do Harry Potter. Como a série teve o seu ínicio em 2001 e verá o seu último filme em 2011, teremos um ciclo completo. Uma década inteira de sofrimento. Mas tem um alento. Ao contrário do invencível Michael Bay, a senhora Rowling é um tanto quanto atormentada, com tretas com o pai e tudo mais. Quem sabe não rola uma burguesíssima e básica overdose de pílulas? Dinheiro na mão é vendaval... é vendaval... na vida de uma sonhadora...

Bruno - Diretor: Larry Charles; Elenco: Sacha Baron Cohen
Depois de fazer essa galera bonita rir à beça com o hilário Borat, Sacha Baron Cohen, esse alegre e suingado rapaz inglês, chama mais uma vez o diretor e ex-roteirista da série Seinfeld, Larry Charles, para produzir mais um filme, dessa vez sobre o seu terceiro personagem mais famoso, o estilista gay Bruno (Ali G, o qual eu confesso que não vejo muita graça, e Borat são os mais famosos criados por Cohen). O filme terá os mesmos moldes do Borat, fazendo o personagem contracenar com pessoas de verdade e tirando a graça das reações imprevisíveis das mesmas. Mas, como diria lá o outro, um raio não cai necessariamente duas vezes no mesmo lugar. Irá Baron Cohen conseguir surpreender o público repetindo a mesma fórmula do seu sucesso anterior, agora com um personagem que talvez não gere a mesma empatia no público? O negócio é confiar, já que Larry Charles raramente erra (ninguém foi roteirista de uma série como Seinfeld à toa) e Cohen sabe como poucos constranger os incautos que se submetem às bravatas dos seus personagens. Dessa vez, não torcerei pelo suicídio de ninguém. E se alguém achou que exagerei nos textos anteriores, eu peço desculpas. NOT!


Exterminador do Futuro: A Salvação – Diretor: McG; Elenco: Christian Bale, Sam Worthington, Bryce Dallas Howard, Helena Bonham Carter
A série Exterminador do Futuro estava morta e enterrada, de maneira merecida, depois da recusa de James "eu sou o rei do mundo!" Cameron em dirigir o terceiro filme, que acabou fracassando miseravelmente quando lançado em 2003 ,e da eleição de Arnold Schwarzenneger para governador da Califórnia. Por esses fatores, todos nós pudermos respirar aliviados momentaneamente, já que os dois primeiros filmes, que são pequenos clássicos modernos (ui!) já tinham sido mais do que suficientes para o universo dos personagens. Seguiríamos então todos as nossas vidas. Mas, infelizmente, nós nos esquecemos de contar com um fato estarrecedor: Christian Bale é um idiota. Um cretinaço de marca maior. Os dois ou três produtores que estavam loucos para realizarem o quarto filme de uma série morta precisavam apenas que um astro de primeiro escalão topasse fazer parte do projeto para trazer os investimentos necessários para bancar a produção. Lógico que Bale topou a parada. E á vamos nós, rumo a mais uma bomba, dirigida pelo inacreditável McG (“autor” dos horrendos filmes das Panteras) e que cujo roteiro já foi reescrito a pedido do próprio Bale, tamanha era a ruindade do roteiro original. Quando você menos espera, é ai que não sai nada mesmo. Mas uma coisa boa pelo menos saiu dessa insanidade toda. O mundo finalmente conheceu o verdadeiro Christian Bale, quando o áudio de uma discussão do ator com o diretor de fotografia vazou na internet. O ataque de estrelismo do Batman dos pobres pegou muito, mas muito mal mesmo. E justificou um evento anterior, no qual Bale foi preso na pré-estréia do Cavaleiro das Trevas por culpa de ataques verbais e ameaças cometidas contra a sua mãe e irmã. Muitos duvidaram das duas, achando que elas estavam apenas procurando embarcar na fama do parente famoso, mas os gritos de Bale contra o pobre incauto acabaram mostrando que era tudo verdade. Vale lembrar que foi a irmã de Bale que introduziu o ator no ramo da atuação. Além de ser um cretino, Bale é também um baita de um ingrato. O filme pode até surpreender, mas tudo indica que será mesmo uma bomba. E Bale já precisa olhar com cuidado para os rumos que a sua carreira tomará a partir de agora. E o McG... não, sem essa de chutar cachorro morto.


Uma Noite no Museu, BlábláblábláSmithalgumacoisaqueninguémliga – Diretor: Um dos amigos do Ben Stiller – Elenco: Ben Stiller e seus amigos famosos e decadentes
É de dar nos cornos mesmo. Lembram de como era o mundo antes do Ben Stiller ficar famoso? Lembram como tudo era mais simples e divertido? Que saudades. Depois de lançar oitocentos filmes por ano no começo da década e amargar uma massacrante exposição de imagem que provavelmente teria significado o fim da sua carreira e um alívio mais do que merecido para os fãs de cinema, o sucesso inesperado do primeiro Uma Noite do Museu acabou revitalizando a sua carreira. Nada mais surpreendente do que apostar no que já caiu no gosto bovino das massas.Façam um teste: selecionem 5 filmes do senhor Stiller de maneira aleatória, e reparem no desenvolvimento dos personagens que ele interpreta. Não importando o gênero do filme, a trama, os coadjuvantes, é sempre a mesma coisa. Personagem introvertido, inseguro, pisado por todos em sua volta, acaba sempre, exatamente no meio dos filmes, tendo um ataque inesperado de raiva, que embora lhe cause constrangimentos, acaba sendo determinante para eles adquirirem confiança e, até o final dos filmes, conseguirem superar os seus traumas e alcançarem os seus objetivos. É sempre igual. Digo apenas algo para todos os pais que levarem os seus filhos para assistir a essa porcaria: JUIZADO DE MENORES. Cuidado.


Anjos e Demônios - Diretor: Ron Howard 666; Elenco: Tom "alguém empresta uma carreira de sucesso para mim ai?" Hanks, Ewan "deixa comigo Tom, toma que o filho é teu" McGregor, Ayelet Zurer
Quando o horrendo livro Código Da Vinci começou a vender mais do que pão quente em padaria de bairro, não ficou nada difícil imaginar quem seria o diretor ideal para comandar a inevitável adaptação cinematográfica da bomba. Um palhaço de marca maior como o Ron Howard, obviamente. Ele e o Dan Brown nasceram um para o outro. Os dois compartilham aquela mediocridade asséptica e segura, uma capacidade rara de jogar sempre no seguro para agradar as massas, e o entendimento básico de que a melhor maneira de se comunicar com os seus espectadores é tratá-los como se fossem crianças de 8 anos de idade. É um casamento perfeito. O filme Código Da Vinci rendeu zilhões de bilheteria em um âmbito mundial (nos EUA foi bem, mas abaixo do que se esperava), e nada mais justo do que manter o mesmo time para a adaptação do livro que deu sequência às aventuras nada emocionantes do Indiana Jones dos pobres, Robert Langdon. A péssima notícia em toda essa história é que a única coisa que se sobressaiu no fraquíssimo filme anterior não vai estar mais lá para salvar o dia. Sim, a graciosa Audrey Tautou não estará nessa continuação, já que a personagem dela não aparecia no livro Anjos e Demônios. Por isso, basta apenas rezar para a verdadeira Opus Dei fazer alguma coisa a respeito. Pô, galera, vocês eram bem mais eficientes na idade média, né não? Se dois ignóbeis como Howard e Brown aparecessem naqueles tempos, era fogueira na hora. Inquisição, essa injustiçada.


Whatever Works - Diretor: Woody Allen; Elenco: Larry David, Evan Rachel Wood
Ok. O negócio é o seguinte: eu não vou perder esse filme por nada nesse mundo. Woody Allen e Larry David juntos. Sério, se isso não é um motivo mais do que suficiente para você levantar o seu rabo gordo do sofá e ir ao cinema, eu não sei mais o que nós podemos fazer por você. Eu já estou lá. Como os filmes do senhor Allen normalmente demoram para chegar aqui na terra na qual tudo se planta, temo pelo pior. Por isso, já vou mandando e-mails tensos e nervosos para a distribuidora brazuca. Recomendo a vocês fazerem o mesmo. Pena que Woody apenas dirigirá o filme. Perderemos a chance de vê-lo contracenando com David na tela. No mais, já estou também no aguardo da próxima temporada do Curb Your Enthusiasm, que reunirá pela primeira vez em dez anos os quatro protagonistas do Seinfeld em um arco narrativo. Sim, a vida pode ser boa, muito boa.


Funny People - Diretor: Judd Apatow; Elenco: Adam Sandler, Seth Rogen, Eric Bana e Jason Schartzman
O superestimado Judd Apatow é, indubitavelmente, o Midas da comédia dessa segunda metade da década de 00. Tudo o que ele e o Seth Rogen tocam vira ouro, e rende os tubos nas bilheterias. Adam Sandler é mais um a se render ao hype feito em cima do nome do diretor e roteirista. Em teoria, parece ser um sucesso garantido. Mas sabe como é. A noção de Sandler de comédia é tão equivocada que eu não me espantaria se ele conseguisse destruir esse filme, tendo em vista o seu histórico de caracterizações insuportavelmente exageradas em filmes cômicos. Dizem que esse é provavelmente o filme mais ambicioso do diretor, que teria se unido até com o oscarizado diretor de fotografia Januzs Kaminski para o filme. Sei não, meus instintos dizem que... bom, veremos.



Inimigos Públicos - Diretor: Michael Mann; Elenco: Christian Bale, Johnny Depp, Billy Cudrup
Esse é o filme mais aguardado da temporada de verão nos circuitos mais, digamos, sérios de cinema. Mann é amado pelos críticos, e uma história passada no auge da depressão dos anos 30 contando a saga de três míticos gangsters como John Dillinger, Pretty Boy Floyd e Baby Face Nelson, e a perseguição empregada por J. Edgar Hoover e o FBI não pode ser nada menos do que promissora. Johnny Depp como Dillinger deve ser o bicho, mas temos que controlar o entusiasmo, já que não foi uma nem duas vezes na sua carreira que Michael Mann exagereu na dose e conseguiu transformar filmes promissores em verdadeiros espetáculos de auto-indulgência, o Christian Bale é um mala, e imaginar o Billy Crudup como o J. Edgar Hoover, chefão do FBI por mais de meio século, é um tanto quanto bizarro. Mas o que realmente pega comigo é ver o nome do Giovanni Ribisi no elenco. Acho que vou tentar algo ousado quando for ver o filme. Vou subornar o projetista da sala de cinema para editar o filme, cortando toda e qualquer cena na qual o senhor Ribisi apareça. É sério. Nem com cachaça na cabeça dá para aguentar um troço desses. Mas, tirando essas ressalvas, imagino que o filme deva ser bom.


Hannah Montana, O Filme - Diretor: Hannah Montana; Elenco: Hannah Montana, Hannah Montana e Hannah Montana
hEhEhEhEhE! é iSsU aI, gAlErInHa! u fIlMe dAh hANnAh mOnTaNa eStA xEgAnDu!!!! hIhIhIhIhIhIhI! mUiTa aVeNtUrA, AzArAcAuM i dIvErSaUm! hEu i uS mEuS mIgUxInHuS i mIgUxInHaS nAuM vEmUs a hOrA! jÁ vAmUs tOdUs pArA a fIlA nU cInEmA! HiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHiHi! kEn nAuM gOsTa dA hANnAh e bObU, fEiu i cHaTu! i mALvAdU! mAs a mInHa mAe nAuM vAi mE DaR dInHeIrU pArA hEu kOmPrAr uS inGrEsSuS!!! bUáááááááááááááá!!!! iSsU e iNjUsTu! hEu mErEçU, sO tIrU nOtAs bOaS nA iSkOlA, sOu cOmPoRtAdU! sErA kI alGuEm aI pOdI Mi aJuDaR? fAçAuM uMa rIFa! i dEPoIs mE mAnDen u dInHeIrU, pUr FaVoR!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Grandes Frases do Cinema - Traduções

O Poderoso Chefão
-I'll make an offer he can't refuse

-Eu farei uma proposta a qual ele não poderá recusar.



Cidadão Kane

-Rosebud

-Rosebud



O Iluminado


-Here's Johnny!

-Aqui está o Johnny!





Meu Ódio Será Sua Herança

-If they move, kill'em

-Se eles se moverem, matem todos.

Jerry Maguire
-Show me the money
-Mostrai-me o dinheiro

...E O Vento Levou
-Frankly, my dear, i don't give a damn
-Francamente, minha querida, eu não dou a mínima.

Taxi Driver

-You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me? Then who the hell else are you talking... you talking to me? Well I'm the only one here. Who the fuck do you think you're talking to? Oh yeah? OK.

-Você está falando comigo? Você está falando comigo? Você está falando comigo? Então com quem diabos mais você está falando... você fala comigo? Bem eu sou o único aqui. Com quem você acha que está falando? Ah é? Tudo bem.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Wolverine não é um bom filme.

Infelizmente, Wolverine é um filme fraco. Um personagem tão vibrante, carismático, com uma história rica construída através de décadas nas HQs e com um intérprete tão adequado como Hugh Jackman, acabou sucumbindo a uma produção de gosto duvidoso e a um roteiro fraco e esquemático. Sabendo da fragilidade da trama, o inexperiente diretor Gavin Hood (um ator acostumado a papéis de coadjuvantes e com poucos créditos como diretor no currículo) aposta tudo no ritmo, abusando de cortes rápidos e sequências de ação.
Uma pena que a produção deixe de se esmeirar na construção dos personagens, se afastando das discussões tão importantes levantadas pelos filmes da série X-Men dirigidos pelo Bryan Singer (os dois primeiros) e pelo talentoso Brett Ratner (o último). O filme também desperdiça um talentoso exército de coadjuvantes (Liev Schreiber, Ryan Reynolds, Danny Huston), que surgem com pouca motivação e repetindo suas linhas de diálogo de maneira monocórdica e monótona. Mas quem gosta de uma adrenalina, de muita violência e de um clássico conto de vingança com um personagem sarcástico e carismático, vai se amarrar. E esperar que momentos como os vividos nos filmes dos mutantes possam se repetir sempre.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Volta do Polêmico: Oliver Stone e o seu W.



Oliver Stone é um diretor de paixões. Um questionador, um polêmico, um cineasta pronto para desafiar a verdade pré-estabelecida e lançar novos campos de visões sobre fatos marcantes na trajetória da sociedade americana contemporãnea. Depois de demonstrar o seu virtuosismo técnico em filmes que questionavam momentos como a Guerra do Vietnã, o assassinato de John Kennedy, o fascínio que a violência causa no subconsciente americano e a trajetória de homens polêmicos como Richard Nixon e Fidel Castro, Stone volta as suas armas contra o desastroso ex-presidente George W. Bush, cujos 8 anos de reinado na Casa Branca geraram cicatrizes que provavelmente jamais serão curadas na memória coletiva daquele país.
Escolhendo a dedo o ator Josh Brolin para representar o fraco Bush Jr., Stone lança um efetivo e necessário estudo de personagens, que ousa questionar as intenções e latentes inseguranças do personagem, a herança do legado da família Bush sobre as suas ações, a equipe que ele formou ao seu redor e que é considerada por muitos como uma verdadeira quadrilha em busca de petrodólares fáceis (busca essa que gerou uma das guerras mais infrutíferas e inúteis da história da humanidade, a Guerra do Iraque), e o legado que a sua "obra" como presidente deixará para o seu país, que por culpa dos seus atos ficou negativamente marcado pela comunidade internacional, como jamais em momento algum na sua longa história, e a culpa do povo americano por ter dado tanto crédito e poder para um homem com pouquíssimos e duvidosos predicados.
Cercando o eficiente Brolin com um notável exército de coadjuvantes (a lista tem Richard Dreyfuss, Jeffrey Wright, Thandie Newton, James Cronwell e Ellen Burstyn, entre outros), Stone procura, com mais disciplina narrativa do que em outros momentos da sua brilhante carreira, ser o mais imparcial possível, mas sem perder em nenhum momento a sua linha de questionamento, nem deixar a narração descambar para um possível tom de deboche, como em outras produções que questionaram a administração Bush, como Fahrenheit 11/9, do documentarista Michael Moore. Stone é sóbrio, contudente e certeiro, sabendo que não poderia desperdiçar sua munição em uma situação tão delicada como a de retratar em filme a história de um personagem ainda bem vivo, e que cuja passagem pela presidência mal terminou, estando ainda bem fresca na memória do mundo como um todo.
Com isso, e tendo em mente o modus operandis dos outros filmes de Stone, podemos concluir que temos, terminados os 129 minutos de projeção do filme, a história contada da maneira mais isenta possível sobre um personagem que assombrará a nação mais poderosa do mundo por eras. Stone não corre atrás da história, ele se antecipa e arrisca lançar o seu próprio e bem particular olhar sobre ela. E esse combativismo será agradecido por nós, espectadores, por todo o sempre.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

J.G. Ballard, RIP: 1930-2009


E o mundo da literatura sofreu uma forte perda no dia 19 de Abril. J.G. Ballard, aclamado escritor inglês (embora nascido em Xangai, na China, por culpa do emprego do pai), autor de clássicos da literatura contemporãnea como Império do Sol, Crash - Estranhos Prazeres e Exibição de Atrocidades, faleceu de uma doença não especificada, a qual ele vinha sofrendo a alguns anos, segundo o seu agente. Ballard foi uma influência marcante para diversos escritores, poetas e músicos das novas gerações, já que suas obras ( predominantemente trabalhos de ficção científica) eram marcadas por suas distopias e temáticas urbanas. No mundo do cinema, Ballard causou momentos de grande comoção, ao ter obras como Império do Sol e Crash sendo filmadas por diretores de porte, como Steven Spielberg e David Cronenberg. Ballard, um viúvo desde a morte de sua esposa, Helen Mary Matthews, em 1965, deixa 3 filhos. Sua perda será sentida.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O mais novo filme de Charlie Kauffman: Sinédoque, Nova York

Sinédoque, Nova York é a mais nova realização do aclamado roteirista norte-americano Charlie Kauffman. Autor do roteiro de clássicos contemporâneos como Quero Ser John Malkovich, Confissões de uma Mente Perigosa, Adaptação (que lhe rendeu um Oscar de melhor roteiro) e Brilho Eterno De uma Mente Sem Lembranças, Kauffman escreve o roteiro e também faz a sua estreia como diretor nessa nova produção, que conta, com os tradicionais traços surrealistas do escritor, a história de um dramaturgo hipocondríaco reavaliando os seus relacionamentos com as mulheres da sua vida.



Se utilizando das suas tradicionais quebras narrativas e alterações de percepções e realidades, Kauffman cria, ao adentrar na mente do perturbado dramaturgo, um fascinante caleidoscópio do comportamento humano, refletindo com maestria os incontáveis meandros e nuances que existem nas dinâmicas de relacionamentos no mundo moderno. Interpretando o dramaturgo, temos o brilhante ator Philip Seymour Hoffman (ganhador do Oscar e melhor ator pelo filme Capote), roubando mais uma vez a cena e transformando a nós, espectadores, em cúmplices das angústias e bravatas do protagonista.


Completando o elenco, temos um talentoso time de atrizes que, pronto para dar vida às mulheres que provocam tanta dor de cabeça ao atormentado dramaturgo. Samantha Morton, Catherine Keener, Michelle Williams, Hope Davis, Dianne Wiest e Jennifer Jason Leigh estão entre as estrelas que completam o talentosíssimo elenco. As narrativas paralelas que se chocam durante o filme (os eventos ocorridos na vida real do protagonista e as peças de teatros escritas por ele) são metáforas brilhantes para o choque de estilos vivenciado pelos Estados Unidos, que depois de 8 anos mergulhados na administração Bush, agora navegam liderados pelo novo timoneiro Barack Obama. Como se a história tivesse sido escrita de maneira turva e turbulenta com Bush, e agora chegasse Obama com uma pena pronta para descrever a verdade, a justiça e a clareza da vida.






Como o protagonista desse filme, perdido entre essas várias verdades, lutando e esperando a verdade aparecer na linha do seu destino, que será escrito por ninguém mais, ninguém menos do que ele mesmo, assim como os americanos escreveram o seu turbulento ao elegerem duas vezes Bush, e agora encontraram a verdade ao elegerem Obama.


Além de nos proporcionar um raro, elegante e inteligente exercício de estilo, que não se prende ao convencional e nem espera respostas fáceis e soluções simples para os anseios dos seus complexos personagens, Charlie Kauffman também nos traz, com os traços impávidos e belos da melhor ficção, a melhor reflexão lançada até o presente momento sobre o novo mundo que se monta à nossa frente. Mundo esse que tem “Obama” escrito por todo ele. A nós, resta apenas a oportunidade de agradecermos, e desejarmos que momentos como esse possam sempre se repetir.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Você tem um Twitter? Parabéns! Você é um(a)... (resposta no final do post)




camarada progressista






Soulja Boy is in da house, Biatches!
18:03 minutos 12 Abril por Camarada Progressista


"O homem sensível, emocional e romântico não é um homem. Ele é uma mulher". Autor desconhecido
18:00 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


A música acabou, então eu parei de ouvi-la
17:57 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Ouvindo We Didn't Start The Fire, by Billy Joel
17:52 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Pena
17:32 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Aborto a piada então
17:25 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Na verdade, o Hamlet está mal encaixado também
17:23 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Ai ficaria batuta
17:15 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Preciso encaixar o Harry Potter nisso ai
17:08 12 de Abril por Camarada Progressista


Harry Potter e a Pedra Filosofal
17:03 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Hamlet foi ao banheiro. Qual é o nome do filme?
16:58 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Por terem conseguido levantar o show
16:55 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Parabéns aos roteiristas
16:53 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Aí, nos últimos 5 episódios, a trama deu uma virada maluca e pegou no breu
16:50 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


A recente temporada (quinta) do The Office vinha sendo uma decepção
16:45 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Hoje eu me peguei pensando: o homem é o lobo do homem. Ai eu lembrei que essa sentença já existia
16:35 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


A personagem da Joan Fontaine é a típica mulher de malandro
16:25 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


O personagem do Cary Grant é ambíguo
16:15 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Conta a história de um golpista malandro que casa com uma mulher bonita da alta sociedade, e a mulher começa a achar que o cara é um assassino, e que irá matá-la
16:08 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


O filme é muito bom
16:04 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Hitchcock era conhecido por fazer filmes com muito suspense
15:56 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


O filme tem muito suspense
15:45 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


O filme tem o Cary Grant e a Joan Fontaine
15:32 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Outro filme que eu vi outro dia foi o Suspeita, do Alfred Hitchcock. Para quem não sabe, ele era um diretor inglês.
15:23 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Digo isso porque o Ian era epiléptico, e as cenas mais tristes no filme são as que mostram os seus ataques. Por que as pessoas precisam passar por isso? Vamos fazer o seguinte: pegue nas mãos da pessoa com epilepsia mais próxima de você e cante "Give Peace a Chance"
14:56 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Eu achei a atriz romena Alexandra Maria Lara -que interpretou a amante do Ian, Annik Honoré no filme- um cajuzinho. Ela estava no Leitor, aquele filme do borogodó! Por ela, o Ian deveria até largar a epilepsia, se isso fosse possível
14:50 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Que coisa triste, as pessoas se matarem. Por que as pessoas fazem isso? Por que não podemos todos viver em paz e amarmos uns aos outros? Faça o seguinte: pegue no braço da pessoa mais próxima de você e cante "Imagine"
14:45 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Esqueci de falar, mas o Joy Division era gótico e depressivo, e o New Order era dançante e gay, urban style
14:42 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Esqueci de falar: os 3 membros que sobraram depois do suicídio dele formaram o New Order
14:40 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Esqueci de falar: ele se matou usando o método de enforcamento
14:39 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Esqueci de falar: o Ian Curtis era vocalista do Joy Division
14:38 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Tudo maravilhoso
14:36 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Nossa, gente, ontem eu comprei o DVD do Control, filme sobre a vida do Ian Curtis, e que coisa maravilhosa, que filme maravilhoso, e que vida maravilhosa!
14:30 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Só o Jota Quest sabe expressar tudo o que eu sinto. "Pra que tanto telefonema, se o homem inventou o avião?"
14:22 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Uau! o Velozes e Furiosos 5 será filmado no Brasil! Como é bom estar vivo!
14:16 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista


Ghost - Do Outro Lado da Vida é o filme DA MINHA VIDA! UÔÔÔÔÔÔÔÔÔU, MAI LÓVI!
14:07 minutos 12 de Abril por Camarada Progressista





Idiota

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Trotsky & Anastácia

Trotsky

Anastácia

16 de Abril - 2 anos de Fomos ao Cinema. Viva a Mãe Rússia.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Barney


Barney

Barney



Barney


Barney



Barney




Barney

JTS?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vá ao show do Radiohead, mas não me chame.

É isso ai, cambada. A crise está batendo na canela de todos. O Fomos ao Cinema, esse blog mais procrastinado que aluguel de malandro, não será afetado pelo tumulto que assola a realidade econômica da geopolítica internacional, já que não somos uma sociedade anônima em busca de lucros fáceis, o que significa que nós não buscamos a renda de títulos, ações e capitais, e por isso não estamos sujeitos a cobranças de impostos,encargos trabalhistas e outras ferramentas. O máximo que poderia acontecer seria alguém confiscar os nossos computadores, mas ai nós poderíamos pedir uns trocados nos faróis para postarmos nas lan houses da vida. A velha rotina do "boa tarde senhores motoristas, eu poderia estar roubando, mas estou aqui, pedindo alguns minutos do seu tempo para mostrar para vocês essa deliciosa novidade, o Chocobis de morango e blá, blá, blá". Uma vez eu fiz uma piada assim para uma ex-namorada, e ouvi um "isso foi muito insensível da sua parte". Pô, fiquei constrangido. Mas o relacionamento estava indo para a tumba mesmo, e a menina tinha tanto humor quanto o Hitler, então tudo ficou bem depois.

Mas, já pedindo para vocês esquecerem essa digressão irritante, venho aqui colocar o dedo na cara do Thom Yorke e dizer que eu estou boicotando o show que a banda mais mala do hemisfério norte fará aqui na terra dos modernistas (nós te amamos, Oswald de Andrade) domingo. Sim, Radiohead, da minha bufunfa vocês não verão nem a sombra! Sei que a banda nem dormirá de preocupação com isso, mas preciso alertar todos os indies que se deslocarão até a longínqua Chácara do Jóquei (é tão longe que nem São Paulo é mais), no bairro da Vila Sônia. Todos vocês que atravessarão a cidade até as fronteiras do oeste precisam ter em mente que esse show poderá ter dois cenários distintos. Peguei a lista de músicas tocadas nos dois shows que a banda fez na Cidade do México (solto um estereotipado arriba para os mexicanos) dias atrás, e a coisa vai ser feia. Quer dizer, se a banda resolver seguir a lista do primeiro show, veremos um suicídio coletivo da indieaiada, no melhor estilo Reverendo Jim Jones, de tão chato que seria o negócio. Se a banda seguir o set-list do segundo dia, ai vai melhorar um pouco só, mas ainda sim veremos um "eu não aguento mais!" aqui e acolá. Lógico que ainda haverão os shows do Kraftwerk (o krautrock morreu, antes ele do que eu) e a volta do Los Hermanos, mas eu vou me concentrar no cardápio principal. Manda ai garçom, dois filés com fritas, morô? Vamos aos dois cenários então:



Radiohead, no melhor estilo Judas Priest. Breaking the law, Breaking the law

Primeiro Cenário
Set-List do primeiro show na Cidade do México

1. 15 Step
2. Airbag
3. There There
4. All I Need
5. Nude
6. Weird Fishes/Arpeggi
7. The Gloaming
8. National Anthem
9. Faust Arp
10. No Surprises
11. Jigsaw Falling Into Place
12. Lucky
13. Reckoner
14. Optimistic
15. Idioteque
16. Fake Plastic Trees
17. Bodysnatchers

Primeiro Bis
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. My Iron Lung
22. Street Spirit (fade out)

Segundo Bis
23. Pyramid Song
24. Just
25. Everything In Its Right Place

Esse set-list é o mais comum na turnê da banda, e é provável que seja o seguido no show. A sequência inicial (as 17 músicas antes do primeiro bis) é assustadora. Sério, pagar 200 pilas para ver um show dominado por músicas dos soporiferos Kid A, Amnesiac, Hail to the Thief e In Rainbows (que tem TODAS AS MÚSICAS na lista) é de corar. As três do Ok Computer perdidas ali (Airbag, No Surprises e Lucky) são lindas de morrer (ui!), mas ao vivo provocam apenas o sono dos espectadores. Idioteque é uma excelente canção (a melhor do Kid A), mas ao vivo faz a galera toda procurar o bar. E Fake Plastic Trees... blergh. A pior música do The Bends é sempre tocada ao vivo pelo Radiohead como se a banda estivesse fazendo por pura obrigação, jogando para os fãs. Quando menos se espera, é ai que não sai nada mesmo.

O primeiro bis pode acordar finalmente a galera, já que Videotape é a melhor música do In Rainbows (e ao vivo normalmente soa muito bem), My Iron Lung garante boas guitarradas, e Paranoid Android é espetacular, e ao vivo, por mais letárgica que a banda seja, sempre fica apocalíptica. House of Card é um lixo e Street Spirit é uma musica que jamais deveria ser cogitada para se tocar em qualquer show. Mas o Radiohead... Mas o Thom Yorke...
O último bis tem Just apenas para salvar os incautos, já que Pyramid Song é música de elevador da pior qualidade, e Everything in Its Right Place encerrando um show é uma ofensa de uma banda que acha que qualquer arroto que solta é divino. Sério, é piada. Isso é um show, caramba, não um funeral. Se esse for o set-list do show em Sampa, eu repito, temo pelo pior. Mas as coisas podem ser um pouco melhores.




Segundo Cenário
Set-list do segundo show na Cidade do México

01-- 15 Step
02-- There There
03-- The National Anthem
04-- All I Need
05-- Kid A
06-- Karma Police
07-- Nude
08-- Weird Fishes/Arpeggi
09-- The Gloaming
10-- Talk Show Host
11-- Videotape1
12-- You and Whose Army?
13-- Jigsaw Falling Into Place
14-- Idioteque
15-- Climbing Up The Walls
16-- Exit Music (For a Film)
17-- Bodysnatchers

Primeiro Bis
18-- How to Disappear Completely
19-- Paranoid Android
20-- Dollars and Cents
21-- The Bends2
22-- Everything In Its Right Place

Segundo Bis
23-- Like Spinning Plates
24-- Reckoner
25-- Creep

Não é um grande alívio, mas os mexicanos que foram no segundo show tiverem muito mais sorte que os seus conterrâneos que foram no primeiro. Esse set-list é melhor. Longe do ideal, mas um cenário menos catastrófico. Tirando a mania da banda de começar os shows com a inqualificável 15 Step (zzzzzzzzz), temos 3 grandes canções do OK Computer que soam bem ao vivo (Karma Police, Climbing Up The Walls e Exit Music), as músicas dos quatro últimos discos estão melhor colocadas, Paranoid Android permaneceu na lista (se a banda não tocar, quebrem tudo por lá) e, por um milagre divino, a banda incluiu The Bends, canção que garante um bom momento "vamo pulá", como diria SandyeJunior, e Creep. E é aqui que mora o grande mistério do negócio todo. Todo mundo sabe que a banda detesta a música que a lançou ao estrelato, que eles tocam raríssimas vezes ao vivo (normalmente em cidades importantes), e que, quando o fazem, normalmente rola uma má vontade do tamanho de um bonde, ou eles esculhambam tudo de uma vez mesmo, mudando o ritmo e andamento, o Yorke mudando a letra, entre outras molecagens.

Ainda sim, Creep é a única canção do Pablo Honey (primeiro disco) que a banda vem tocando esparsamente nos últimos 10 anos. O resto do álbum simplesmente é ignorado em todas as turnês. Realmente, é de emocionar o carinho que a banda trata o álbum que fez os seus integrantes poderem pagar as suas contas. Só porque ele tem uns clichezinhos do rock alternativo (a velha alternância calmaria-distorção da cartilha Nirvanista assola as músicas) e umas letras meio "mamãe, o mundo é feio", a banda tem vergonha dele. Mas vocês virariam as costas para um filho? Mesmo que, sei lá, ele fosse boca suja, ou batesse em vocês e tudo mais? NÃO! Já passou da hora do Radiohead perder a guarda do moleque. Mas voltando à grande questão, o negócio é saber se eles vão tocar Creep em São Paulo ou não. Se tocarem, por mais safada ou não que seja a execução, vai ser o bicho.

Vi uma vez um vídeo bem maltratado com eles tocando a canção num festival chumbrega dos Estados Unidos em meados de 94, e foi, usando uma expressão batidíssima, catártico. Se eu fosse apostar, colocaria o show do Rio (que será hoje) na questão. A banda vai tocar Creep no Brasil, mas apenas em uma das cidades. Portanto, caso amanhã, meu caro indie paulistano, você leia nos periódicos (momento de época do dia) que a banda tocou Creep na Praça da Apoteose (arrepia Salgueiro!) no Rio, pode colocar a cabeçinha nos braços e chorar. Se não, esfregue as mãos. Aviso do seu melhor amigo, Camarada Progressista, esse insuspeito detrator de Yorke e cia.


Essa foto prova as minhas intenções de amizade com os fãs dos Los Hermanos.

Notas dos discos do Radiohead:
Pablo Honey - 7
The Bends - 9
OK Computer - 10
Kid A - 7,5
Amnesiac - 0
Hail To The Thief - 2,5
In Rainbows - 5

Obs: em breve, tudo sobre os shows da Liza Minelli no Brasil. Músicas, reação do público, depoimentos dos famosos presentes, bastidores, e muito mais.