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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fantástico mundo novo tem menos de 140 caracteres

A internet é um lugar incrível. Qualquer idiota com algum senso de perseverança pode, de um dia para outro, sair da sua mediocridade pessoal e expandir sua esfera pessoal além dos limites nunca dantes imaginados. Sabemos que, no início, tudo era bom, até Deus nos ensina isso: "Não coma daquela árvore, malandrão". A internet no seu começo era um lugar pacato e tranquilho cheio de frames e gifs mal recortados, tórrida inocência perdida e espurgada; onde cada site mal estruturado com um efeito malandrinho de html poderia nos assustar com seu dinamismo e cores vindas diretas da década de 80. Aqui uso o epíteto velho da nossa querida humanidade: mas o que é bom sempre pode piorar.


Isso era social media

Mircs, web pages pessoais, e-mail, icq, odigo para os mais nerds: não existia nenhum conceito por trás dessas coisas. Minto, existia uns malucos idealistas que pré-diziam toda a massaroca que seria os nossos tempos modernos, mas ninguém além daqueles circuitos acadêmicos estranhos dava oportunidade de fala aos coitados. Voltando, todo aquela parafernália digital existia como perfumaria para a real função da internet: trocar informações e facilitar ações colaborativas. Se avião era meio de transporte, virou arma precisa nas guerras; a energia atômica salvaria o mundo e não apenas ajudaria caras gordos e crianças pequenas a terem exito. Daí regurgito: por que logo a internet seria diferente?

Um revolução digital, sim senhor!


Que tal um sorvete social?

Desde então, meus caros, a internet virou um negócio, legal, cool, moderno. Antes remota e cheia de reclusos com abundância de acnes; agora moderna, antenada(posso twittar do meu celular, cara!). Tão radical quanto Nescau ela cresceu e ganhou várias teorias de caras descolados e jovens que diziam saber tudo sobre ela, caras que dispensavam todos aqueles velhos, mesmo aqueles que falavam dela há muito tempo. Surgiram muito nomes, designações, alcunhas e muitos outros temas vindos dos cientistas de mídias sociais, é, esse é o nome: mídias sociais. Diferente da visão orwelliana das faculdades de jornalismos e mais próxima das veredas pollianas dos cursos de publicidade, a cibercultura tingidas pelas cores dos nossos amigos publicitários, que bonitinho...

Blogs, videos e podcast inundaram a internet; o padeiro da minha rua tem um twitter(alguma coisa com pãozionhosquentesopa!), cheguei a conhecer mendigos com blog(será que ele sobrevivia de adsense?). A dança do quadrado está aí ao mesmo tempo que a saudosa Stephany com seu possante envenenado. Mas cá entre nós, cheguem mais perto, e a parte boa da internet: cadê a rede de convergência de idéias, conteúdo colaborativo, ações sociais? A tal da inteligência coletiva que as vezes surge como relâmpago no meio da tempestade? O ponto é justamente esse, perca tempo: os nossos amigos da social media, nós dizem para nós mantermos antenados onde surge uma mídia social nova a cada segundo... gostaria de saber cadê aquele negócio bonito que não era toda essa perfumaria e somente ela?

Alguém lá no fundo grita: "A Wiki! A Wiki!" Tá... mas e as outras coisas... e alguns me enumeram um monte de coisa, entretanto esse monte quem sabe é aqueles ratos de internet que postam viciadamente até pelo seu ipod(estou falando com vc). Meu tio não sabe procurar no google, não usa rss e nunca ouviu falar de torrent. Caímos em outro controle e mal uso onde aquele vilão não é só o conglomerado do Tio Disney, nem a Rede Globo, mas seu vizinho, seu colega de faculdade que tem 100 seguidores no twitter; quem sabe, dá uma olhada no espelho., não está se sentindo um tanto maquiavélico hoje?

domingo, 7 de dezembro de 2008

Notas sobre notas

Adorno não faz minha cabeça, nem como antagonista. Antes de tudo Adorno é um chato, agora ele tá morto, infelizmente ele fora chato antes de morto, esta situação seria mais aceitável caso ocorresse o contrário: quando há morte somos condescendentes ao defunto, mesmo ele sendo chato, pois morto ele está.

Excluindo as possibilidades de alguém ser chato depois de morto(diga que isso não existe para a máfia e profissionais do ramo), volto aqui para deixar de lado todo essa dialética negativa, herança hegeliano que Adorno leva na bagagem, essa mala que o fundamentalista tanto adora. Ora, no lugar que vamos não precisamos de tanta bagagem assim, meus caros leitores, não, a bagagem que necessitam está já dentro de vocês.

E não sou nenhum Capitão Planeta ou assecla de uma filosofia de auto-ajuda. Digo que até poderia, pois parece que filosofia é tanto futebol como arte é culinária, não é? As coisas se misturam, e Kant agora me dá um tapa na cara quando digo essa frase: "As coisas se misturam". Flap!(barulho de um tapa de um alemão). Verdade, deixei meu imperativo categórico de lado, mas tenho um? Nunca disse isso, enfim, abandonando outra vertente do pensamento clássico alemon e toda as repercussão e influência que Emmanuel deu ao ciclo cibernético e derivados, resta-nos um membro, nosso amigo Hurserl.

Agora volto a minha premissa do segundo parágrafo: pra que diabos você precisa saber algo sobre "Notas de Literatura"? Adorno fala que a pontuação textual aproxima o léxico da música, parabéns, qualquer analfabeto com um pouco de ensino perceberia isso( escrevendo bem menos já que aprendera a escrever faz pouco tempo), como já abandonei o velho Theodor e não é possível se falar de filosofia sem incluir um germânico nos autos; no meu time o capitão seria o bom e velho Husserl, Edmund. Pronto. Está escalado.

Husserl, Walter Benjamin, Flusser, Goethe, Heidegger. Mais alguns e coloco o Sarte para dar os petardos nos penâltis, já disse, filosofia é futebol, agora grite gol, mas antes saia desse torre de marfim e sem usar o maldito elevador.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um texto sem refresco


Um calor absurdo atinge nossa metrópole. Uns dizem que a primavera chegou de vez e outros gostam de ressaltar o período de calor com a famosa conversa de elevador "que calor não?"; deixando os idiotas da obviedade e a retórica de lado, pensei em muitas coisas para postar neste blog no meu período de retiro espiritual forçado, em verdade, até rascunhei uns trechos sobre temas interessantes abrangendo desde música até fenomenologia aplicada ao cinema. Poderia, inclusive, colocar uns trechos desconexos com a finalidade de denotar que não fiquei sem fazer nada, mostrando assim que minha cabeça não é um deserto de idéias, mas quer saber: não vou falar nada, principalmente porque não sei como dizer e justificar as minhas frequentes escapadas e ausências. Posso ter ido para Paris, Texas...




segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bons tempos onde nossos pais pagavam tão pouco para nossa diversão

Tempos atrás, digo algum tempo atrás, já que não sou tão novo: precisamente em meados da confusa década de 90; entre grunges, mangue beat e o bom e velho michael bay em cada esquina nos divertindo, consigo tirar da memória o pequeno valor que se pagava num cine. Alguém mais lembra?

Banda que influenciou o Nirvana e todos os cabeludos de Seattle

Lembro da lotação concorrida rumo ao Shopping Plaza Sul, afinal lotação estava na moda e era bem barata, coisas pequenas como segurança e bem estar dos passageiros eram deixados de lado em prol da efetividade; gastava-se menos tempo dentro de uma lotação comparado até o tempo de um elevador. Afinal, até a chegada do local de exibição passava-se cinco minutos e gastava R$ 1,60, como na época não existia notas de dois reais assim tudo parecia mais barato.

No cinema em si não existia lugares reservados, numerados, cinemark, multiplex, combos e milhares de salas coladas umas a outras, com sorte tinhamos duas salas com som modesto. Poltronas confortáveis eram bem mais raras. Sentava-se no chão, na frente da tela, se necessário. A pipoca era ruim e os jujubas proliferavam, os esnobes compravam Amandita( com modestos R$ 2,00) e a moça da lojinha com seu mau humor habitual.


Cinema hoje que nos brinda com três películas de arte por apenas R$ 1,00



Os poucos trailers, eram sempre feitos pelo mesmo narrador e ainda assim como conseguiram ser tão bons? O filme que num futuro próximo iria assistir por causa daquele trailer se mostraria uma porcaria que o nosso amigo Bay executaria de maneira mais promissora, mas quando a voz clamava "This summer", pena que no período não podia comprar os ingressos tão antecipados.

No final da sessão as pessoas saiam sem pressa, algumas ficavam para ver mais uma vez, quiça duas, havia tal possibilidade: você pagava menos de cinco reais,caso fosse estudante, e tinha a opção de assistir uma vez mais, se quisesse. No fim, após ver duas reprises daquele lançamento do verão, tinha ainda fôlego para encarar um lanche do grande "MC", finalizando seus gastos em menos de R$ 14 reais, lógico sendo esnobe e pagando uma Amandita para sua namorada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Mim minus Mim?

Perdido. Tal palavra basta para me definir, com certeza. De qualquer maneira, os trâmites findam nesse mesmo caminho. São 23, 24 anos e continuo com o mesmo papo de adolescente reclamão: que no mundo não encontro lugar, meu espaço dissolve-se no tempo e vêm todo aquele processo pós-moderno previsível; mas deixo de lado, ora, não sou padre e nem virgem pra brincar de vida interior. Se existe algo que me incomoda ela existe além de mim, algo que não tenho controle total, como se a cabeça se estendesse para o meio exterior: seja pelo meio da consciência coletiva, seja pela comunicação. Sinto constantemente embriagado, por isso fora de um controle social rígido e diário, na qual as pessoas se habituam, querendo elas ou não.



Uma pianola no meio da rua? Mas ninguém por perto, será que posso toca-la?Uma música, um sentido?



Não vou falar que tudo isso me atrapalha, uma grande massa disforme que interage comigo. Posso dizer uma náusea, agora fui exagerado e literário; sim, uma náusea me atrapalha, vomitei tudo aquilo que o Sarte repete desde 48: "sinto ali na parede, nos suspensórios, por todo lado ao redor de mim. Ela forma um todo com o café: sou eu que estou nela". Já disse, o problema é meu mas não está ao meu alcance, ele me cobre, me tange, me cega, pois não vejo na sua totalidade. Que melhor forma de busca-la, pra resolve-la que um diário, anotar todos aqueles pensamentos sobre tudo e todos. Problema pessoal resolvido? Nem precisou comprar "Quem roubou meu queijo"?

Se não me encaixo como posso ter um diário? Todos tem um diário; algo entre um blog ou um confessionário, pelo menos todos aqueles reprimidos, reprimidos até por alguma coisa que não sabem o que exatamente seja: repressão silenciosa que toma forma. Gosto de pensar nos escritores como um bando de "não-fiz por-isso-escrevo", talvez não esteja tão longe de um definição, assim como uma generalização brutal; um pensamento universalista, portanto definidor, pautado pelo isso ou aquilo, dicotomia do velho mestre Platão. Dois mil e quinhentos anos depois e volto pro grego barbudo que falava do professor em diálogos, que patético...



Momentum, o tempo importa... o sentido, mas que sentido, meu caro, tudo vira pra direita...


Tivesse eu uma mulher namorada tudo se resolveria, não é mesmo? Transaria mais, pensaria menos; pensar, parece que quando penso, tento resolver as coisas. Se algo se impõe, não respondo e quando tento, me frusto. Continuo, ora de que maneira mais fácil é esta: existo, logo continuo; caminho caindo, batendo nas paredes, adentrando no labirinto; por enquanto sozinho, fugir junto é sempre mais complicado. Poderia culpar a arte, sim esta sim, tudo movimento, ams tudo se movimenta e as pessoas continuam, a culpa minha de certa forma. Se existo, o mundo que me sufoca o qual não controlo, também é culpa minha. Não é a arte, a falta de comunicação, a sociedade, enfim, algo se impõe, vou esbarrando, batendo a cabeça, cedo eu ou o meu obstáculo. Como gosto da minha pessoa espero que seja o segundo.

Da total inexpressão a quase esquizofrenia, gosto de pensar como alguém a ser salvo, por mim mesmo assim espero. Burguês esclarecido, vai, empina a bunda, mostra o suor no rosto, as mãos cheias de calos e, sim, todo aquele dinheiro amassado. Sou daqueles chatos que querem construir alguma coisa, ver um trabalho meu, digo também, chato e egocêntrico; pois, além de tudo, quero ver o que consegui construir: penso em erguer um puxadinho; filho é muito custo e responsabilidade e nem fale dos feijões, não sou um bom criador de toda forma, por isso vou erguer um puxadinho na minha casa, vai ser minha marca.





Deite e relaxe...imagine, se vc não existisse?


Depois de montar meu puxadinho, talvez me sinta meio perdido, menos esvaziado; menos desfocados, com uma identidade menos deformada, desinformada, passo para a ficção: imagine o mundo sem vc? Do cinema para a vida, da vida para outro meio, mediando tudo. Quero dizer, já pensou nisso, é psicologia de boteco ou de filme barato, mas é um argumento interessante que pras pessoas perdidas, é um último escape, já que as palavras bastam, segue um rumo fora do blog.

sábado, 15 de março de 2008

Camarada Moderado por seus filmes favoritos

Saci, Curupira, Mula-sem-cabeça, Negrinho do Pastoreio, Loira do Banheiro, Homem do Saco, Chupa-cabra, Camarada Moderado. Just highlights. Este último a subversão dos paradigmas folcloristas. O folclore boêmio, engajado, concretista, eletrônico, experimental. O sampler do folclore. Abaixo, um pouco da sua trajetória de blogueiro:

Antes de ser blogueiro, Camarada Moderado fazia teatro de rua. Escrevendo, dirigindo e atuando. Aqui, ele maquia uma de suas atrizes (e também affair).

Camarada Moderado é conhecido por seu ecletismo e versatilidade. Prontamente, aceitou o desafio de ser blogueiro num blog coletivo. Aqui, decidido a blogar.

Ser blogueiro exige renúncias. Apesar da oposição de familiares e amigos, Camarada Moderado não se acovardou. Aqui, ele dando as costas aos caminhos fáceis e às soluções prontas.

Nem sempre é fácil conciliar amor e trabalho. Amar e blogar. Aqui, uma leitora suspirante do camarada. Camarada Moderado ama e bloga, mas às vezes...

... partir um coração é inevitável. Aqui, uma das muitas mulheres elegantemente destroçadas pela notícia de que a fila anda. Isto é, de que a fila andou.

Como tudo começou? Ora, como tudo sempre começa. Com um telefone tocando, como diria Jack Bauer ao Colin Farrell, em Por um Fio. Well, o telefone toca. Camarada Gracinha ligando pra convidar o Camarada Moderado para uma baladeeeeenha. Sussa, meu!

Marcam no metrô. Camarada Gracinha chega antes, espera uns quinze minutos, daí aparece o Camarada Moderado. All Star, camiseta vermelha. Ela sorri. Ela diz: “Posso?” E ele responde: “Claro.” Então, ela o beija. “Mas beijo é traição?”, ela questiona, confusa.

Beijo é traição? Pô, feliz aniversário, Camarada Moderado!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

è o fim do caminho, to ouvindo demais isso, perae deixa eu dar uma mijada

Estou ouvindo, nos últimos cinco anos, que algum ramo morreu: já me falaram que a arte morreu, por isso Duchamp começou, no final da sua vida, a jogar xadrez compulsivamente, pois acreditava que a única arte verdadeira era o xadrez, a única que não fora maculada, digo fora já que os puristas estetas seguidores dele acham que o xadrez faleceu quando Kasparov perdeu do Deep Blue. Uma vez fui numa palestra chamada “a poesia morreu, mas não fui eu que matei”, os palestrantes eram todo auto-demoninados poetas; nunca vi propaganda mais enganosa. Ora, se a poesia está morta, pq diabos tem poetas lá na frente, deveria ter um crítico de poesia, um estudioso da área, quem sabe um editor e, talvez, dois ou três poetas defendendo o contrário, a réplica presente para criar uma boa discussão. Mas justamente aqueles, aqueles que negavam a premissa da discussão logo de cara e estavam em peso. Parecia um sarau, os poetas declamavam uma poesia deles e depois aquela babação e inflação de ego; pessoas comuns passavam rapidamente, algumas enfurecidas foram embora, outras nem entravam na sala. Aí percebi que realmente a poesia, pelo menos aquela coisa que concebiam como tal, para o povo em geral estava morta, enterrada e bem enterrada.

Outras execuções foram anunciadas: a da força estudantil, a do socialismo, a da religião, sobretudo. Como pode dizer que os estudantes não tem força? Que agora são passivos? Basta pensar, as coisas mudam, hoje os centros acadêmicos estão desarticulados e existe outras áreas de grande interesse para os jovens, não tem mais uma ditadura ou repressão clara: não existe um inimigo comum, é isso. Como também é válido para todas as áreas nas quais devemos concentrar as forças. As escolhas, a vida, tudo fragmentou-se e os inimigos comuns seguiram o exemplo, seguiram e aprenderam muito bem; tanto que hoje dão escola. Deixo aqui sem comentar sobre religião e política, pois são religião e política.

Voltando para o extermínio, é fácil perceber o quão longe estamos de tudo e ao mesmo tempo perto; é caro leitor, são momentos de esquizofrenia, nada daquele demodê dos anos 80: o caminho é o abismo, besteira! Estamos perdidos com a velocidade das coisas, os futuristas ficariam loucos com a atualidade, ainda bem que a maioria já morreu. Essa velocidade virtual vem acompanhada junto de uma letargia urbana. Você pode muito bem comprar coisas pela internet, se comunicar com alguêm na China e ver um filme que nem entrou em cartaz e tudo isso ao mesmo tempo e sem sair de casa, mas existem letargias: trânsito, caos urbano, poluição, terrorismo em todo lugar, violência e todas as mazelas cotidianas que atrasam nossa vida. Os meios materias não acompanharam os meios imaterias; aconteceu os Jetsons, só que ao contrário do desenho: não temos robôs, carros flutuantes ou cachorros que falam, contudo os computadores, a biotecnologia, a comunicação que diferença... daí dessa incongruência contribuir para um certo pessimismo, ainda que tenhamos as esteiras automáticas nos aeroportos, mas só nos aeroportos e em alguns lugares chiques.

Se mudou e tudo mudou mesmo, como o chamado pós-modernismo em que vivemos é o mesmo do final da década de 70? Pois toda aquela base de estudo do homem e da sociedade- vulgo comunicação, filosofia e ciências sociais- é a base ainda para os estudos atuais. Acho que toda aquela base findou junto com a década de 80, posteriormente mais breve, com a queda do muro e da Urss( falei que não ia falar, mas...). Ou seja, precisamos de outros parâmetros, os quais ainda não foram cristalizados. Contudo podemos se otimistas, pois se o anos 80 acabaram bem, sem a morte conceitual de nada(apenas do bom gosto), pq justamente agora querem nos fazer acreditar que as coisas estão morrendo e tudo terá um fim trágico?

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

terça-feira, 4 de setembro de 2007

A inutil tentativa de limitar a si mesmo ou epopéoa do camarada

Passei muito tempo esperando as coisas, desde a infância é uma das minhas mais fortes características. É senhoras e senhores, sou moderado desde os meus tempos juvenis; seja a menina com meu beijo prometido, os colegas na porta da escola, um amigo na catraca do mêtro. Além da conhecida paciência que acabou me tomando de assalto(um assalto leve, próximo de uma punga), foi a capacidade de não se estressar muito com os incovenientes freqüentes do dia-dia urbano. Se fosse pra chegar atrasado eu prefiria não me aborrecer e deixar que fosse atrasado.

Mas minha espera, de uma forma geral, acarretou vários problemas para minha formação. Aqui quero salientar é a incapacidade de me definir por completo. Como sempre fui sossegado com as coisas e nunca dediquei um tempo pra me formar e saber certos limites pessoais, trazendo indefinições pra toda as coisas que executo: escrevendo, pensando, em ações onde pudesse deixar minha marca: escrevia o meu nome na lousa com a mão direita; com a esquerda, apagava o que começara.

E na escrita, sobretudo nesse blog começou a ficar claro a situação. Os outros dois camaradas tem suas identidades bem definidas, sejam elas chatas ou ruins, inteligentes ou engraçadas. Por contraste consegui realmente perceber se eu quero continuar a fazer parte desse panteão de bons escritores ou me recolher. E justamente por fazer um contra-peso neles, por cosequência no próprio mecanismo do blog, decidi continuar, alem de ser bem divertido. Só tenho que escrever um pouco mais, mostrar para todos a minha anarquia, assumir minha loucura e falta de preparo. Só isso, talvez vcs tenham que me agüentar, então espero que segurem!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

O mesmo problema, as pessoas não ouvem

O camarada fundamentalista reclamou que as pessoas tem o costume de não ouvir, digo pior, elas so se interessam em falar a opiniões delas e sairem correndo, nem aberta para o diálogo elas estam. Nem capaz de falar, "perae se eu estiver errado...". Não, elas se fecham no seus casulos esquizofrênicos e pronto.

Não sou exceção e desconfio que hoje em dia alguém seja, mas tento me monitorar pra evitar que isso ocorra bastante, só deixo ocorrer as vezes, pois vc não quer ouvir uma mulher falar sobre mudança e transporte de móveis, acreditem.

Tanto o camarada fundamentalista como o progressista dificilmente ouvem minhas dicas musicais, de filmes, etc. Talvez me achem incapaz de ouvir musicas boas(na visão indie deles), ou que minhas dicas não valham a pena mesmo. Eu não me importo muito, só o suficiente para alfinetar eles de leve, só isso. Agora, eu, o cara mal, já ouviu Arcade Fire(lixo musical), viu Senfield várias vezes, foi assistir vários filmes que eles indicaram. Sim, eu ouço o que eles falam, mas não é sempre, eles podem querer falar de mudança e transporte de móveis, aí já viu.

sábado, 7 de julho de 2007

Pelo menos uma luz na escuridão

Hoje tive vontade de escrever sobre fatos gerais, tornar o blog menos opinativo/reflexivo e mais informativo, de uma maneira indireta. Em nossas reuniões de pauta decidimos meio que deixar em segundo plano coisas de duração precoce, algo que se aproximasse do jornalismo feito hoje em dia, sobretudo.

Sim poderíamos escrever sobre assuntos do momento, como fizemos várias vezes, mas sempre com viés que questionasse tais coisas; ao trazer os fatos também pudéssemos mostrar nossa opinião clara e sincera, bem, pelo menos nossa opinião e quem sabe se divertir com isso ou, no mínimo, fazer o leitor esboçar um sorriso.

Mas posso escrever sobre qualquer coisa desde que tenha opinião formada? Acho que não, o “tudo” no topo, aproveitando um dos primeiros textos do camarada fundamentalista no começo, também mente; como o título do blog, afirmado nesse tal texto do fundamentalista(recomendo ler, divertido).

E não só isso, as próprias coisas que podemos falar, será que temos compromisso com isso? A verdade?Por que nos dias de hj, tudo parece tão mutável, inclusive aquilo que se ouve nos jornais; os políticos se envolvem hora com a polícia ora com a política; fatos são desmentidos em segundos. E mesmo assim podemos opinar sobre algo Parece que sim, o cinema e arte ainda são terrenos menos escorregadios e sempre podemos falar de nós mesmos.

Ainda podemos escrever sobre grandes fatos , e aproveitar e acompanha-los de fato, pois assim serão realmente fatos, e de graça, vc leitor, ganhará uma opinião com direito a sorriso de canto de lábio.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sem muitas justificativas

Não, não vou falar da minha ausência, não interessa. Posso dizer que tive obrigações e preguiça para postar, só isso. E também na minha ausência fui acusado pelo fundamentalista, só li agora, realmente estava sem tempo. Digo-te, pena mas quem cala nem sempre concorda, as vezes ele vai embora e espera as coisas voltarem a um estado mais normal. E sempre gostei mais da Hilary Duff mesmo

Estou de volta, para infelicidade da nação

Voltei, deixei as coisas de lado, vulgo trabalho e resolvi voltar, em embalagem moderna e mais nova. Fiz, inclusive, a barba, podem ficar lisonjeados; trabalho em casa, não preciso de cuidados com a aparência, vcs tem que ficar lisojeados, senão eu vou embora. Não magoado, talvez um pouco. Mas como as ondas do mar eu volto, ainda que nem sempre na mesma intensidade.

Camarada moderado ouvindo: Te convidei para o samba, Domenico +2

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A literatura e o camarada moderado

Eu parei de ler livros, isso mesmo, eu parei de ler. Já faz mais de um ano que realmente não leio muitos livros, parece que parei de gostar deles, e eles, como todo marido traído, continuam gostando de mim. Eu so leio quadrinhos, jornais, blogs, livros pra faculdade e legendas de filmes iranianos. Teve um periodo que li, penso, até mais que o camarada fundamentalista. Lia horrores, vivia num centro cultural e quando acaba o horário, levava o livro pra casa e terminava de ler. Eram, fácil, de três a quatro livro por semana, mantive tal maratona durante um ano. Foi um mergulho na literatura de cem anos pra cá; vi a morte do romance nas mãos de Joyce e Kafka; a morte da poesia na escrita automática ; a morte do conto por Borges e Rosa e seus respectivos seguidores: como Calvino e Auster, para o primeiro; Quiroga e Efrin representando o segundo.

Diferente das maioria das pessoas me concentrei no novo, aquilo que grande parte dos estudiosos de literatura abomina, aqueles livros da década de 60 pra frente e agradeço pela minha escolha.

Não falo que li tudo que deveria, mas a literatura, como palavra escrita, deixou de me interessar como antes fazia. Leio, no máximo, alguns contos e muitas releituras, eu disse: parei de ler livros e não de reler.

O cinema, os quadrinhos e os desenhos são hoje muito mais interessantes do que um romance fresco do Marcelino Freire, ainda que o considere um ótimo escritor.

Talvez tudo isso seja uma confissão desesperada, talvez uma grande mentira, talvez eu queria que vocês me comprem um livro.

domingo, 3 de junho de 2007

Isso daria um filme indie

Manhã de domingo. Tempo parcialmente nublado, dois garotos: um, sentado ao lado do ponto de ônibus; outro, encostado no mesmo ponto. Ambos esperando o ônibus que demorava pra chegar. Poucas palavras trocadas, nada além de confissões banais e discursos vazios. Um, cita o título; o outro, concordando, sorri discretamente. Sim, eles estavam trajados a carater: all-stars, blusas de frio estilosas e roupas compradas na Inglaterra. Chega o ônibus, e, após se aprumarem, começam a perceber a semelhança com tal tipo de filme: os figurantes blasés, o tempo, até os motoristas mal encarados. Chegam até ver , no outro ônibus,uma garotinha triste a la Scarlet ou, pra ficar mais indie, a la Rita Batata (guardem esse nome, logo será muito famoso). Conversam sobre cultura e cinema. Se despedem e o tempo continua cinzento.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Pra variar, complementando

Agora que caiu a máscara e as pessoas sabem quem somos, resolvi esclarecer alguns pontos; sai na rua e as pessoas ficaram me olhando, algumas mulheres rasgaram minha roupa, me atacaram( estou falando com vocês, famosas embriagadas). O camarada progressista também foi atacado, infelizmente por homens, considerando os gênero dos moços, lógico. Quero dizer aos leitores(as) acalmarem os nervos. Sei que somos pessoas célebres, notórias, brilhantes. Mas, pessoal, sem exageros e agiotas, sem ameaças, por favor.

Sobre o ceticismo do desenho animado citado pelo outro camarada, o extremado; sim na maioria das vezes o desenho trata-se disso: sempre atrás de alguma coisa sobrenatural está algo bem humano, realmente o desenho usa(e abusa) dessa metáfora. Ainda assim existe um longa metragem, em cárater de exceção, qual os monstros fazem juz a nomenclatura dada. Recomendo que o sr. fundamentalista assista, chama-se Scooby Doo e a ilha dos zumbis, considero este um dos melhores momentos dos detetives da Máquina Mistério, quando pela primeira vez tenta-se tirar a máscara e não tem máscara alguma.

Pra terminar, o post ja se prolongou demais, gostaria de colocar uma foto nossa que encontrei. Esta em um momento mais descontraído, mais casual. Foi tirada logo após a outra, mas algumas horas depois e em outro ângulo, no meio de uma conversa. E pra variar, estou sempre no meio dos dois, evitando que briguem.


Da esquerda para direita: camarada fundamentalista, moderado e progressista.

domingo, 27 de maio de 2007

Um pouco sem palavras

Passamos acometidos pela falta de palavras; o blog ficou um dia sem nenhum post, como vocês podem atestar. De início achei que meus camaradas haveriam desistido do conceito, restara apenas um louco que acreditava ainda nisso, esse maluco que vos fala; logo a premissa foi negada, ainda bem.

Um dos camaradas na nossa última reuinião de pauta afirmou, com voz de razão, que escrevíamos demais e postávamos na mesma exagerada quantidade. Bem, olharemos o os números que compravam tal contastação: Estamos exercendo tal atividade a seis semanas, dentro de tais semanas tivemos 123 posts. Média de 20 postagens por semana, concordei com o camarada acerca da sua afirmação.

Veio alguns dias e mantemos o habituê, contudo ontem não postamos nada; um consenso secreto e subjetivo foi formalizado? Parecia, pelo menos. Achei interessante.

A defesa: as vezes a não-escrita é o melhor remédio para a escrita. Pois sim, ficar sem escrever algumas vezes nos acomete de ter idéias de escrever. Justifica-se da seguinte maneira: estamos cercado por aquilo e as vezes relaxar, dar uma volta torna-se talvez a grande diferença, porque fazer isso faz com que assimilemos outros lados de um mesmo cenário.

Uma mente criativa necessita de ócio para criar; longe de sermos criativos ou artistas, talvez um pouco preguiçosos e vagabundos. Ainda necessitamos, como humanos, de momentos de contemplação(palavra que mais repito).

Defendo-me agora por meio de exemplos: Newton, clássico; Hermeto, mais obscuro e parecido.

A lei da gravidade foi criada por Isaac Newton, é sabido. Cenário: jovem newton um cara bem sucedido resolveu tirar uma pestana embaixo de uma macieira. Resultado: a lei da gravidade e uma suave dor de cabeça. Legado: revolução na física e avisos ao perigo de dormir embaixo de árvores frutíferas( a física agradece que a escolha newtoniana não foi um pé de jaca).

Segundo exemplo: hermato pascoal, cara mui criativo, resolveu ficar um ano sem ouvir música, além daquelas que compunha. Ouvi o tal cd, devo dizer que é genial.

O primeiro defende a necessidade do tal ócio, o segundo exemplo mostra a necessidade de auto-fechamento e silêncio. Combinadas e aliadas a um pouco de técnica e pitadas de talento; receita pra criar algo interessente.

E finalizando, ninguém gosta de alguém que não feche a boca nunca, olha a mosca!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Camaradas e as mulheres

Já que voltamos a sala de psicanálise por que não, igual o camarada fundamentalista, busquemos a profundidade desse tema? Vamos parar de enrolação e ir direto ao ponto: todos os camaradas tem problemas com mulheres, vocês, leitores(as), já devem ter percebido isso.

O camarada fundamentalista, ancião do grupo e talvez o mais certo com as mulheres; costuma tratar as moças com certo respeito e levar a restaurantes chiques, lojas de botique antes mesmo de qualquer proposta. Ele joga limpo e deixa suas intenções sinceras logo de cara. Sem dúvida representa o mais racional dos três: o melhor exemplo masculino a la Proust. Aquele que todo mulher direita deveria gostar de ter ao seu lado nos momentos tristes e de apoio, chama-lo-ei de consorte do grupo, o cara que as mulheres precisam em situação de abalo emocional, nas coisas adultas, problemas a resolver. Um bom partido para namoros e nunca, digo nunca, pra programas de curta duração. Se você quiser isso, mantenha-se longe dele. Mesmo sendo durão, se magoa profundamente; não gosta muito de superficialidade, a não ser as pueris mesmo.

O segundo a qual devo analisar; o tal progressista, caçula do grupo, gosta de se apaixonar e tem um jeito bonachão cafejeste( mas nunca diga isso pra ele) adorável. Costuma buscar amores rápidos nas baladas que frequenta, algo de consumação rápida que segure seu coração completamente emotivo e sensível a tudo e a todos(mesmo que nunca admita). Sim, é o garoto com sentimentos a flor da pele, como mesmo ele diz: um grande miguxão. Garotas se vcs se quiserem se divertir ocasionalmte e não são muito críticas esse é o número de vocês. É o menino perfeiro pra passeios de fim de semana, tomar um sorvete e rir, mas rir bastante.

Ambos estão solteiros, estranho não? Como dínamos de homens desses continuam na solidão dos seus respectivos lares assistindo repetitivamente "Paris, Texas" ou, em momentos mais animados, a quarta temporada do Senfield? Essa é a questão: ambos os garotos são tímido, seletivos. Gostam de escolher a dedo as mulheres, pra eles não servem a disponíveis no momento, a solteira de plantão, aquelas que são amigos. Eles gostam de escolher, talvez por não gostarem de se frustarem afetivamente. Pois sim, ambos são sensíveis, entretanto de intensidade e jeito diferenteres. Ainda ambos chegaram numa mesma resolução: não se envolverem despretensiosamente num relacionamento( as pegadas na baladas do progressista não são envolvimentos emocionais, deixando claro).

Resta um, eu, camarada moderado. Diferente e como cárater de contraste; não sou tímido, não ligo de me envolver(já passei por cada confusão), de experimentar algo diferente( mas não homessexual). Eu acho estranho, sou tão emotivo quanto os camaradas, ainda sim faço isso. O verdadeiro motivo disso vem de tempos antingos quando ainda estava na oitava série. Nesse período eu e um amigos iámos todo sexta-feira no shopping xavecar as meninas; de tanto tomar foras das meninas acabei calejando meu lado emocional nos relacionamentos e aflorando, consequentemente, minha falta de vergonha. Antes eu achava que foi o quase cinco anos de teatro, ledo engano. Todavia me encerro no mesmo time dos camaradas: solteiro convicto. É, desde quando tentar mais me torna mais vitorioso que os camaradas? Nada disso, entretanto com diversão garantida.

Saindo da sala de psicanálise.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Sem palavras pra descrever alguma coisa sobre mim, eu acho

Eu falava pra minha mãe que queria ser artista quando morresse. Ela mandava eu calar a boca, me perseguia e dava um tapa na minha cabeça, pra ver seu eu esquecia essa idéia, ledo engano. Só reafirmou tudo que eu queria,; envelheci, e continuei com algo parecido na cabeça; as coisas mudam, mudam e ainda assim tem o resquício, o cheiro do original. Mas justifico-me agora: esse negócio de artista é pra não acordar cedo todo dia. Ainda faltam algumas décadas, continuo, em alguns dias, não acordando cedo; veremos.

sábado, 12 de maio de 2007

Complementando ou A epifânia esquizofrênica do camarada moderado

Esqueçamos um pouco o papa e também esses anos recentes. Vou me afirmar, um confissão na verdade, como a maioria dos jovens da minha geração queria ter vivido outra época e em outro lugar, acho que isso é coisa de pessoas insatisfeitas, a maioria dos jovens são, sobretudo incomodadas, mas a questão não é essa; quero falar que adoro os anos 70, isso mesmo, se pudesse eu seria negro na década de setenta vivendo em alguma cidade estadunidense.

Shaft, nascimento do cinema de arte marcial nos Eua, funk: caráter fundamental pra viver nessa época. Exitia alguma possibilidade de um tempo como aquele ser ruim? Esse período foi a solidificação dos nuances culturais dos anos 50 e 60; os beatniks, os hippies, contracultura, Elvis, Jerry Lee Lewis, Beatles, Hitchcock, arte pop, concretismo, feminismo,jazz modal. Tudo isso mexeu-se num liquidificador e daí surgiu os anos 70.

Onde tudo era colorido, brilhante e dançante. Onde as bandas obscuras eram de rock progressivo. Onde James Brown reinava. Onde as bandas tinham nomes geniais: Pure Wilderness, Funkadelic, The Supremes; pra ficar só nas mais populares. Onde se usava roupas geniais. Onde tropeçavamos na rua e já caíamos numa pista de dança. Sempre que tento ver esse período, imagino muitas cores, pistas dançantes e todas as pessoas do meu devaneio tem swing, deveria ser assim. Era uma época talvez otimista, você dançava até quando estava triste, raramente acontecia de ficar triste. Como ficar triste onde você sempre sai na rua e parece que começa a tocar uma música muito swingada?

Mas como o sol antecede a lua, os anos brilhantes antecederam os anos 80 e ninguém estava preparado para aquilo, melhor não falar que pode dar azar. Voltemos aos tempos recentes...onde sonhamos em parecer outra pessoa olhando sempre para um espelho.