Cinco melhores letras escritas pelo Morrissey (na época dos Smiths):5- Cemetery Gates
4- Pretty Girls Make Graves
Cinco melhores letras escritas pelo Morrissey (na época dos Smiths):5- Cemetery Gates
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“Não gosto de sampler!”, disse o camarada quando conversávamos sobre o rumo da música. Eu, como o meio moderninho do grupo, não posso dizer o mesmo: adoro sampler e música eletrônica, mas boa música eletrônica, e isso existe, acreditem!
Tudo começou - em veias pop lógico; pois a música clássica faz tudo antes e de modo mais chato, com o Krautrock e as respectivas bandas Can e Faust. Essas bandas, em meados da década de 70, resolveram gravar uma quantidade enorme de sons e depois, na edição, fazer colagens com as músicas( na época se fazia realmente colagem, pegava as fitas cortava e grudava uma na outra). Essa brincadeira, influenciou o Kraftwerf e uma pancada de gente até hoje em dia, sobretudo o pós-rock.
Passamos pela colagens, começo da música digital e chegamos no hip-hop: base fundamental da música eletrônica de uma forma geral. África Bombataa é conhecido por criar as bases do hip-hop, Public Enemy e Beastie Boys por expandi-las . Hoje quando ouvimos alguma música eletrônica, as batida, os “scracth” vem do hip-hop, exceção das músicas mais ambientes ou lounges.
Chegamos na atualidade(ufa!). a música dita como eletrônico e o hip-hop chegaram em níveis de produção que assustam. IDM, sigla para Inteligent Dance Music, onde Aphex Twin é o maior expoente. Há o Noise( quando eu ouvi achei que minha caixa de som estava com problema) onde temos Ben Frost e, numa veia mais rockeira, Sonic Youth. Do lado dos manos ou das pessoas mais swingadas temos o rei da mesa de mixagem: DJ Shadow e o louco, esquizofrênico e mago das mil faces: Madlib que lança álbuns numa velocidade incontável, seu último projeto consiste num apanhado de trilhas sonoras para filmes indianos imaginários.
Vocês, garotos e meninas, que como o camarada detestam sampler e, de uma forma geral, batidas eletrônicas ,agora pode rever seus conceitos e se aproximar um pouco da música eletrônica e do hip-hop, depois a gente pode ir numa balada da Vila Olímpia para "ouvir" um psytrance.
Eu sempre me surpreendo quando costumo surfar na rede na procura de novas bandas, novos sons. E como sempre estava eu nesse vício quando me deparei com esse álbum do Yesterday New Quintet, vulgo Madlib. O novo álbum que o esquizofrênico Madlib resolveu não se limitar ao seu quinteto imaginário e “criou” 10 bandas. Na suas primeiras experimentações como Yesterday New Quintet sempre faltou alguma coisa; os álbuns eram geniais: uma mistura de hip-hop com jazz de fazer inveja em qualquer apreciador de fusion, mas eram músicas difíceis de digerir, talvez ele se perdesse na própria empreitada e torna-se seu som um tanto complexo, pelo próprio conceito do álbum: um cara fazer o som de toda banda e depois samplear tudo, sozinho.
Nessa empreitada ele achou que precisava de ajuda(pelo menos uma vez), então resolveu convocar dois bateristas que tocassem bateria melhor que ele. As escolhas findaram em Karriem Riggins(jazzista de mão cheia) e Ivan "Mamão" Conti do Azymuth(boa banda brasileira) e começou a compor as músicas.
Começa com Bichtes Brew, sampler da saudosa música de Miles Davis tocada pela Otis Jackson Jr. Trio e, a partir daí, percebo que dessa vez ele acertou em cheio. As faixas são extensas, mas não são cansativas e, lembre-se, estamos falando de música que é quase sempre intrumental(pode chamar música sampleada de música instrumental?).
As bandas conseguem ser diferentes umas da outras, ainda sim o álbum tem uma unidade e as próprias bandas apresentam similariedades entre si. Como se fossem desdobramentos da banda anterior, do Yesterday New Quintet; todas aquelas bandas fossem influenciadas por esta.
A tal fusão hip-hop com jazz é bem executada. Arrisco dizer que ninguém conseguiu executar tão bem como ele. Com isso Madlib engrandece o hip-hop, reanima o jazz e os amantes de boa música agradecem.
Não dá mais. Alguém precisa, urgentemente, internar o Billy Corgan no primeiro hospício de Chicago que tiver pela frente. Depois de encerrar a banda sete anos atrás em meio a brigas, disputas internas e discos fracassados, Corgan dedicou-se a dois projetos que já nasceram mortos, a banda Zwan, com a qual lançou um disco constrangedoramente ensolorado e insípido para logo em cima acabar com a banda, e um disco solo em 2005 que é tão ruim que os fãs evitam mencionar, como se fosse algo que nunca aconteceu. Depois desses dois tiros no pé, os fãs logo pensaram, aliviados: "agora ele vai sossegar, virar um produtor estilo Timbaland roqueiro e deixar o nome do Smashing Pumpkins descansar em paz, finalmente". Ledo engano.
Ano passado ele veio e anunciou a volta do Smashing Pumpkins, dizendo que queria voltar com "a sua banda, com os seus sonhos". Pronto, todos se arrepiaram de novo. Lá vai o Corgan afundar ainda mais as coisas. Mas nem nos piores sonhos, nem nos piores devaneios, poderia-se imaginar que a volta da banda seria tão patética. Sem dois membros fundadores, James Iha e a D'arcy, apenas com o Jimmy Chamberlain (pobre coitado), ele prometeu um disco novo, que sairá agora, em Julho. Eu já ouvi o álbum, e afirmo com todo pesar: é ridículo. Uma das coisas mais horrendas que eu já vi. De corar qualquer fã, capaz de fazer todos que tinham a banda como favorita negar e virar o rosto imediatamente. Corgan resolveu juntar-se ao coro dos descontentes com a políca externa norte-americana, e descer a lenha na administração Bush.
O nome do álbum, Zeitgest, é uma expressão alemã que significa "o espírito de uma época", e a capa (horrorosa) mostra a estátua da Liberdade dentro de um mar vermelho de sangue. É, meu caro leitor, isso mesmo que você leu. Uma metáfora bem sutil mesmo. Só faltou colocar uma foto do Bush e desenhar uns chifrinhos em cima. Mas com relação ao conteúdo musical, temos músicas ridiculamente pesadas, mas não com a velha classe Pumpkiniana, quando a banda fazia músicas etéreas misturando o peso das guitarras com melodias intricadas e inteligentes, permeadas com belas letras que tratavam sempre de temas facilmente identificáveis para pessoas que quisessem sentir alguma coisa, frustrações, esperanças, medos.
Não, o que temos nesse disco são guitarras tristemente padronizadas, sem qualquer resquício de inteligência, com a bateria do Jimmy Chamberlain parecendo um cavalo doido, trotando sem sutileza alguma na frente. Em cima dessa massaroca sonora, Corgan berra letras de ordem sem qualquer relevância, apenas pelo efeito que ele imagina passar ao gritar coisas como "Revolução, eu quero lutar numa revolução nessa noite" na música apropriadamente chamada United States. Imagine o Smashing Pumpkins tentando soar como uma banda punk politizada. Imediatismo, demagogia, chame como quiser, Corgan viu que o Green Day conseguiu sair do ostracismo falando de política com delineadores e maquiagem e resolveu fazer igual. As duas baladas do disco passam longe de provocarem o efeito de músicas como Disarm, Tonight Tonight e 1979, clássicos da banda, servindo apenas para tentar arrancar um trigésimo quinto lugar na parada de singles da Billboard pra fazer aquela média, sabe como é, não tá fácil pra ninguém.
O primeiro clipe do disco, feito para a horrenda música Tarantula (nem dar nomes decentes para as canções o Corgan consegue), é um caso a ser estudado por juntas de psiquiatras e estudantes Freudianos, Jungianos e o que tiver. Mistura descarada dos trabalhos da Björk com um clipe do The Vines, no qual a banda tocava também no meio de dezenas de outros músicos, é de fazer chorar para aqueles que lembram da sobriedade e excelência de clipes como Cherub Rock, Today, 1979 e Tonight Tonight. Aqui está o link, vejam por si mesmo. http://www.youtube.com/watch?v=O5V2m3E4VvA. Sou um fã inverterado do Smashing Pumpkins, mas daquela banda que construiu discos fabulosos como Gish, Siamese Dream e Mellon Colie, não esse pastelão ridículo que volta do mundo dos mortos para satisfazer o ego insaciável de um rockstar, fazendo todos os fãs passarem vergonha com músicas, discos, clipes e capas de discos ridículas. Corgan, vou dar aqui três sugestões para você recuperar o nome Smashing Pumpkins da lama em que você mesmo colocou:
1-Traga a D'Arcy e o James Iha de volta, caramba! Dá pra deixar um pouco o ego de lado só uma vez? Será que não entende que sem eles a unidade que a banda tinha fica totalmente comprometida?
2-Volte a compor canções sobre sentimentos humanos, não factóides políticos que já nascem datados e fadados ao escárnio alheio.
3- Por misericórdia, nunca mais faça uma capa tão horrenda como a desse disco. Nem que você escreva apenas o nome da banda e do disco num fundo branco. Ou melhor, pegue o cd e enrole num papel higiênico de uma vez, seria totalmente adequado à qualidade atual da banda, ninguém mais compra CD mesmo, não é?
Pronto. Com essas três atitudes tomadas, logo teremos nos nossos I-Pods da vida músicas que façam juz à classe com que Billy Corgan nos habituou. Believe, believe in me, believeeeeeee!!!!!!!
1) Shades Of Blue - Madlib - 2003 - hip-hop alternativo com toques de jazz
2)Nadadenovo - Mombojó - 2004 - "novo maguebeat", pop, samba, rock
3)Unsolved - Karate - 2000 - indie rock com pitadas de jazz
4) Por Pouco - Mundo Livre S/A - 2000 - manguebeat
5)Amputechure - The Mars Volta - 2006 - indie rock, rock progressivo, pós-rock
Jorge Ben (Jor), no caso. Meu Virgílio reconhece a genialidade do músico. Ouve A Tábua de Esmeralda e, como qualquer crítico isento e agudo, diz que é das coisas mais altas de que Jorge Ben foi capaz. Pois é. Musicalmente, é isso.
Não tinha jeito. Nós, ambiciosos e ousados blogueiros, quando decidimos dedicar um mês temático para a Lindsay Lohan, sabíamos que, cedo ou tarde, deveríamos tratar do ponto mais delicado e controverso da carreira da junkie girl: a parte musical da história. Lindsay lançou dois discos, separados pelo espaço de um ano apenas. Em 2004, lançou Speak, um disco vagabundo feito com o propósito de testar a recepção da mídia e fãs para uma possível carreira musical de Lohan, com faixas produzidas a toque de caixa e sem o menor preparo que fosse adequado a um lançamento desse. A verdadeira estréia de Lindsay veio menos de um ano depois, com esse disco entitulado "A Little More Personal (Raw)". Ela deu entrevistas antes do disco dizendo que queria participar ativamente de toda a produção, escrevendo letras e produzindo faixas inclusive, o que acabou acontecendo, já que das 12 músicas, Lindsay co-escreveu 8, restando duas covers e apenas duas músicas não escritas por ela. Uma verdadeira façanha para uma atriz de 19 anos de idade sem qualquer experiência. Principalmente se lembrarmos que a cantora de maior sucesso da nova geração das princesinhas da Disney, Britney Spears, foi somente tentar escrever alguma coisa no seu quarto disco, e esse é o ganha pão dela, já que como atriz ela é uma excelente interna de hospício.
A música pop/popular ocidental se baseia em cinco grandes pilares: EUA, Reino Unido e afins (estou falando de vc, Irlanda), Cuba, Jamaica e, por incrível que pareça, o Brasil. Existe uma possibilidade grande de que qualquer música que vc pegar feita hoje em dia, nesse lado do hemisfério, tenha uma influência, nem que seja mínima, dessas regiões (senão de todas elas, na verdade o mais provável); a força harmônica dos dois países desenvolvidos juntou-se com o peso rítmico dos países latinos, criando o que se ouve hoje em dia.
Agora sim, comento Funeral, do The Arcade Fire. Aí, você me diz: “Ah, mas esse disco é velho, e eu já ouvi ele inteirinho; não preciso que você me diga o que esperar.” Aí, eu te respondo: “Egocêntrico! O mundo agora gira ao seu redor, e eu não sabia? Deixa eu curtir essa minha descoberta abortiva, pomba!”
Mas o que eu mais gosto em Arcade Fire é o caráter postiço deles. Explico: por mais que o som pareça, a gente sabe que não é anos 80. É uma versão elegante pra uma época kitsch, apelando pra outro paradoxo, que talvez possamos resolver respondendo à seguinte pergunta: o barroco é kitsch?
Eu não costumo sentar num bar e encontrar acidentalmente rockstars desaparecidos há mais de uma década. Isso não é comum para mim, como é para o resto das pessoas. Então, quando isso acontece, e, melhor ainda, quando se faz parte de um blog no qual posso relatar tal experiência, o jeito é aproveitar e contar tudo.
ARCADE FIRE - NEON BIBLE: Segundo disco dessa big-band-indie-rock canadense (país que nos deu artistas fabulosos como Bryan Adams e Celine Dion), possui um conteúdo metafórico-político que não existiu no primeiro disco deles. Com sete integrantes e instrumentos nada comuns como escaletas, arcodeons, órgãos e harpas (foi-se o tempo que harpas eram comuns no rock, principalmente na época do punk, eles adoravam uma harpinha, vide o Sex Pistols). Um faixa-a-faixa pra vocês entenderem melhor (não, não chamo vocês de burros):
The B-52's - "The B-52's" - 1977 
Vem daí meu gosto por indie rock. Em especial, Bettie Serveert, banda holandesa, mas de expressão inglesa, com vocal feminino, desconhecida até pelos meus amigos chatos que manjam de música. Seu primeiro álbum, Palomine (1992), houve quem o considerasse o London Calling do college rock. Como o meu filisteísmo é radical e ilimitado, eu nunca ouvi London Calling, e não estou nem aí pra isso, porque não manjo mesmo nada de música. Parece, de todo modo, que eles não convenceram muito aqueles entusiastas, com os trabalhos posteriores. Tanto melhor. Ficaram sendo só uma banda holandesa de indie rock, seja lá o que isso signifique.