Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Datafolha: 74% querem o afastamento de Sarney

José Sarney não é judeu. Nem mesmo marrano. O y no nome faz desconfiar. Mas Britney também é com y e não é judeu. Mulheres judias são geralmente magras. O caso é que nazistas perseguem judeus. Ouvi dizer que também negros e homossexuais. Mas acho que não. Assisti A Lista de Schindler, e não tinha o Morgan Freeman nem o Rupert Everett. Só se forem judeus negros homossexuais. Tipo o 50 Cent. Aquilo na cabeça dele é um kipá, né? E o clipe em que ele e o Eminem estão presos em clima de rebelião lembra Oz.

Costumava desprezar gente que se impressionava com 50 Cent e sua trajetória de superação da bandidagem ao estrelato. “Sou durão porque levei uns tiros.” Não fosse o fato de ser judeu, negro e homossexual, ele seria nazista pensando desse jeito. Olhar as pessoas de cima pra baixo só porque levou uns tiros é o mesmo que eu esnobar alguém porque estou com o braço engessado. Militares fazem isso com civis. Esses civis aí. Tá, eu nunca quebrei o braço, nunca assinaram o meu gesto e eu já me sinto diminuído o bastante sem ter de tocar nesse assunto.

Minha reflexão profunda de hoje é que política é uma espécie de moralização do poder. Em vez de barbarizar geral sem dar satisfação a ninguém, você barbariza geral e depois pede desculpas. Você barbariza geral limpando a boca com o guardanapo. Alguém aí pode dizer que, se for assim, então a única diferença entre a civilização e a barbárie ou o chavismo é que na primeira o tapa na orelha é previsto em lei. Então.

Um ato secreto seria então a exposição necessária da coisa podre que é a nossa alma?

Mas eu estou preocupado com a desumanização que o debate político pode implicar. Queremos ter razão e acabamos enxergando do outro lado apenas a parte equivocada, faltosa, desonesta. O inimigo a ser combatido e derrotado. Um alvo. Sabe, desumanizar o outro é desumanizar a si mesmo. Por isso quero fazer algo diferente hoje.

Veja isso:



Lembra?

Bom, vou contar uma história. Fechem os olhos. Quero que me ouçam. Quero que ouçam a si mesmos.

É a história de um garotinho brincando numa praia. Pensem nesse garotinho. Imaginem o enorme sorriso em seu rostinho de bolacha e ele correndo de um lado pro outro. Imaginem esse garotinho fugindo das ondas, que avançam gentis sobre seus pezinhos bronzeados. Esse garotinho está feliz. Ele é feliz. Porque é uma criança pura e inocente. Ele nunca ordenou um ato secreto. Tirando aquela vez em que a priminha Clarice foi em casa. Mas essa vez não conta. Ele gosta de bolo de fubá. Principalmente do bolo de fubá da vó dele. Esse garotinho tem uma vó. Uma avozinha toda tortinha com um buço que espeta quando ela beija o garotinho. Agora imaginem esse garotinho de volta da praia. Ele está saindo do casarão da vovó pra ir brincar, com a boca cheia de bolo de fubá. Mas, em vez de encontrar a criançada de pé descalço esperando, ele se depara com uma multidão de caras-pintadas. O garotinho não sabe o que está acontecendo. Imaginem sua cara de bolacha ficando vermelha e seus olhinhos se enchendo de lágrimas. Ele começa a chorar daquele jeito que as crianças choram como se alguma coisa muito horrível estivesse acontecendo. E está. A multidão avança sobre ele gritando que ato secreto é crime. Ela pede que o garotinho vá embora do casarão da vovó. Da avozinha dele. Que ele vá embora e fique pra sempre sem o bolo de fubá da vovó. O garotinho corre pra debaixo da saia da vovó e se agarra nas pernas dela. Ele está tão aterrorizado que quando for adulto vai ter que escrever um romance de qualidade duvidosa sobre esse episódio e depois conseguir uma cadeira na ABL. Imaginem todos aqueles estudantes de humanidades gritando “Fora!”. Todos sem tomar banho. Imaginem o cheiro. É uma mistura de cecê e livro de sebo. O garotinho está tremendo. Suas pernas fininhas balançando. Seu coraçãozinho batendo cada vez mais depressa, parecendo que vai explodir. Vocês conseguem ver seu pequeno toráx subindo e descendo debaixo da camisetinha? Vocês conseguem ver o garotinho apertando os olhos muito forte como se isso pudesse fazer aquela gritaria horrível parar? Conseguem ver? Eu quero que vocês imaginem esse garotinho. Imaginem que é o Sarney.

Podem abrir os olhos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Como a minha mente funciona about conservadorismo

É muito fácil ser conservador quando você é velho. Você não precisa explicar por que você é conservador. Você é conservador porque você é velho. Isso é evidente. As pessoas acham isso evidente. Tudo o que as pessoas acham evidente é evidente. Então você é velho e pode ser conservador em paz. Alguém poderia dizer que você pode ser conservador em paz porque as pessoas não te levam a sério. E que as pessoas não te levam a sério porque você é velho. Então seria difícil ser velho porque as pessoas não te levam a sério. Mas não é disso que eu estou falando.

Difícil mesmo é ser conservador se você é jovem. Se você é jovem, as pessoas não acham evidente que você seja conservador. As pessoas acham isso diferente. As pessoas acham isso estranho. Porque as pessoas esperam que alguém jovem seja libertário. Esperam que você seja libertário. Moral e politicamente libertário. Ser moralmente libertário significa acreditar que as pessoas são livres. Acreditar que as pessoas são livres significa acreditar que cada um tem o direito de viver a própria vida do jeito que achar melhor. Acreditar que cada um tem o direito de viver a própria vida do jeito que achar melhor significa acreditar no amor livre. Acreditar no amor livre significa acreditar que o amor tem muitas formas. Acreditar que o amor tem muitas formas significa apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo significa que você é gay.

Se você é gay, é natural que você seja moralmente libertário. Mas você não precisa ser moralmente libertário pra ser gay. Você pode ser gay e ser moralmente conservador. Você se sentiria muito original. As pessoas que você conhece te achariam muito original. E você seria muito original se ser muito original não fosse uma falácia. Porque não existe ninguém muito original. Todo o mundo é muito parecido. Todo o mundo pensa quase as mesmas coisas. Qualquer coisa que você pensou e que aparentemente nunca foi pensada por ninguém na verdade nunca foi pensada pelas pessoas que você conhece. As pessoas que você conhece não são todo o mundo. Mesmo que você conheça muitas pessoas. Mesmo que você tenha dois perfis de orkut lotados de pessoas que você conhece. E nem todo o mundo que você conhece é seu amigo. Mas não vou entrar nesse assunto.

Eu discutindo pressupostos com Olavo de Carvalho (à direita) na minha mente.

Eu estava dizendo que, se você é jovem, as pessoas esperam que você seja não só moralmente libertário, mas também politicamente libertário. As pessoas que sabem o significado da palavra libertário acham que politicamente libertário significa discordar da ordem estabelecida. Discordar da ordem estabelecida significa que você é de esquerda. Ser de esquerda significa (querer) lutar por um mundo melhor. (Querer) Lutar por um mundo melhor significa lutar contra o patriarcado e a opressão patriarcal. Lutar contra o patriarcado e a opressão patriarcal significa ser contra a Igreja Católica. Ser contra a Igreja Católica significa acreditar no amor livre. Acreditar no amor livre significa acreditar que o amor tem muitas formas. Acreditar que o amor tem muitas formas significa apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo significa que você é gay.

Olavo de Carvalho não acredita que discordar da ordem estabelecida significa que você é de esquerda. Porque, pra ele, a ordem estabelecida é apenas uma invenção da esquerda e que ser de esquerda significa que você não é libertário. Olavo de Carvalho acredita que ser libertário é ser de direita e que não existe direita no Brasil. Pra ele, ser de direita é acreditar no primado do individual sobre o coletivo e ser de esquerda é acreditar no primado do coletivo sobre o individual. Olavo de Carvalho diz que o primado do coletivo sobre o individual é a própria definição de totalitarismo. As pessoas que sabem o significado da palavra totalitarismo acham o totalitarismo ruim. Por isso é que Olavo de Carvalho diz que ser de esquerda é ruim.

A maioria das pessoas discorda de Olavo de Carvalho. Porque a maioria das pessoas o acha muito conservador. Conservador e maluco. A maioria das pessoas é conservadora, mas se acha muito libertária. Se achar muito libertário faz com que as pessoas achem ruim ser muito conservador. Mesmo sendo conservadoras e se achando libertárias. Mesmo sem saber o que significa ser libertário. Mesmo sem se decidir se ser libertário é ser de esquerda ou ser de direita.

Na minha mente eu e Olavo de Carvalho somos parceiros de dança.

Algumas pessoas acreditam mesmo que nem exista esse negócio de direita e esquerda. Elas querem dizer que isso não existe no Brasil. Elas estão se referindo à corrupção política e ao fisiologismo. Fisiologismo significa que você não acredita nesse negócio de direita e esquerda e que por isso só quer o poder. Só não acreditar nesse negócio de direita e esquerda não significa que você apoia o fisiologismo. Tem que também só querer o poder. Essas pessoas que não acreditam nesse negócio de direita e esquerda sem só querer o poder não estão necessariamente discordando de Olavo de Carvalho. Talvez porque nem mesmo o leram. E se lerem, talvez o achem muito conservador. Conservador e maluco. Porque ele apoia o papa Bento XVI. Apoiar o papa Bento XVI significa estar do lado da Igreja Católica. Estar do lado da Igreja Católica significa que você é conservador. Ser conservador é muito difícil quando se é jovem. Por causa das pessoas. O problema do mundo são as pessoas. Não haveria guerras nem crianças passando fome se não houvesse pessoas no mundo. Olavo de Carvalho diria que é justamente assim que a esquerda pensa, com a diferença que ela não está nem aí pras guerras e crianças passando fome. Ela só odeia que haja pessoas no mundo. E que por isso ela é totalitária. Olavo de Carvalho é contra coletivismos porque é contra o totalitarismo. Por isso ele se considera moralmente libertário. Ser moralmente libertário significa acreditar que as pessoas são livres. Acreditar que as pessoas são livres significa acreditar que cada um tem o direito de viver a própria vida do jeito que achar melhor. Acreditar que cada um tem o direito de viver a própria vida do jeito que achar melhor significa acreditar no amor livre. Acreditar no amor livre significa acreditar que o amor tem muitas formas. Acreditar que o amor tem muitas formas significa apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo significa que você é gay.

Continua indefinidamente.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nosso amigo, o Azeredo

Querendo ou não, em algum momento, num blog, alguém resolve dar uns escapadelas e arriscar uns pitacos na esfera política. Não que nossos compadres eleitos mereçam nenhum destaque, pois muitas vezes suas ações repercutem em qualquer outra esfera, ora, quando fazem seu trabalho e não são muito apoiados nem por aqueles que colocaram os indivíduos no poder. Por ventura as discussões acaloradas de futebol são timidamente substituídas pela boa e velha política, sobretudo quando estamos em período eleitoral.

As eleições já acabaram, como o termíno é recente, as luzes ainda estão muito forte nas repartições públicas, assim podemos acompanhar mais de perto não só o novo político eleito, vamos mais fundo: tanto na memória, como na história. Enfim, procuramos aquele velho camarada que votamos em eleições anteriores, aqueles que ainda estão nos seus respectivos cargos.

Tenho um cara que admiro muito, lá no Senado, verdade. Seu nome é Reinado Azeredo(PSDB): gente boa, altivo, sempre preocupado em não andar com a nova corja de governantes que assola nossa terra brasilis. Enfim, acho o cara bem boa praça. Mas muita gente não gosta muito dele, na verdade por causa de duas leis dele que estão aparecendo recentemente na grande mídia.

A primeira é a famigerada substituta a PLC 89/2003: a lei que pune cibercrimes e derivados. Derivados aí se inclui fansubber e todos aqueles preocupados em disseminar a horrível pirataria, pois sei que aquele que copia o cd na sua casa é o mesmo que produz a pirataria em larga escala, ainda mais este mesmo é o vilão que é associado com o tráfico de drogas, sei porque vi tudo na propaganda da televisão. A lei sofreu umas mudanças, pena, mas ainda é a lei que muitos de nós estavam esperando, ora, eu pelo menos, assim a internet fica mais segura e sem esses pedófilos!

A segunda leva de críticas é sobre o projeto encabeçado pela conterrânea de partido de Azeredo: Marisa Serrano(PSDB), cujo esboço do projeto é do nosso amigo; o projeto pretende unificar as carterinhas escolares, em âmbito nacional, e ir além: coibir os usos das carterinhas nos feriados e fins de semanas. E essa restrição abrange também os idosos. Outra boa proposta, pois sabemos que a pirataria de carterinha acontece diante de nossos olhos, quiça os responsáveis costumam ser os mesmos que traficam drogas e falsificam programas de computador. Provavelmente deva existir muitos idosos que falsificam com este cartel do mal e assim os verdadeiros idosos, já que são aposentados, poderão desfrutar sossegados seus filmes, em dias de semana, acompanhados dos adolescentes que matam aula, pois muitas das escolas públicas tem péssimas grades curriculares.


"O que se espera é que haja uma redução do preço dos ingressos", diz o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do projeto

Azeredo não deve ter pensando em nada disso, mas suas propostas de leis são realistas e simples: eliminar a maldade de dentro de certos homis.

sábado, 21 de junho de 2008

Eu, eu mesmo e Irene( Uma parábola através de um plágio de filminho vagabundo)


"Mas que merda é essa?"
"Uma foto, não está vendo?"
"Isso eu sei pô! Mas que eh? O tour da França dos sorveteiros? Olha esse carinho amarelo, que ridículo!"
"Não, é a bicicletada que teve aqui em São Paulo, o pessoal que reinvidica mais espaço para as bicicletas nas ruas."
"Tem mô espaço, olha!"
"Tem porque eles interditaram as vias para os ciclitas ocuparem as ruas."
"E os carros?"
"Não ouviu o que eu falei sobre o governo interditaram as ruas?"
"Tá, tô falando que os carros poderia ter uns."
"E qual a finalidade dos carros na bicletada?"
"Ué, fazer a bicletada acontecer, eles não estão reclamando falta de espaço, vamos dar um realidade a esse movimento..."
"Acho que você está tirando sarro de mim."
"Que isso?Eu? Imaginação sua."


"E agora, outra foto?"
"Sim."
"Essa eu sei: carnaval no rio, ê beleza!"
"Como?"
"Oras, tem um cara dançando aquela dança flamenca do leste europeu e tem um peladão: tomo mundo deve tah loko de droga e se divertindo...eh laiá!Saudade da Lapa, lembra aque..."
(interropendo)"Não! Aqui é um ciclista que recebeu tratamento da polícia, sabe, quando eles querem fazer dispersar a multidão."
"Hum, entendeu,to vendo! olha lá ele dispersou os futuros filhos do cara também, dá um olhada (engole seco) dói até de ver."
"Sem dúvida!"


"Outra foto, que merda é essa não vai escrever nada de bom não? Vai ficar me enchendo o saco com fotos que pegou do Google."
Meu nome por acaso é Camarada Progressista ou Fundamentalista?
"Hum, essa eu não esperava, vinda de vc..."
Impressionado?Estou aprendendo com o melhor.
"Tá falando de mim?"
"Imagina...eu falando do senhor: meu outro eu, nunca."
"Bem, deixa quieto...essa parece mais carnaval, olha(apontando o dedo), tem até buzina com spray."
"Spray de pimenta, caro colega. E foi bem no olho do cinegrafista"
"Haha, deve ter ardido, da onde é essa?"
"Do mesmo dia da foto anterior."
"Caramba, é o mesmo peladão da outra foto? esse gosta de aparecer...alguém foi preso?"
"Sim, uma pessoa ficou detida, ele inclusive mostrou que mandou um email para a Polícia informando sobre o evento"
"Hum, nem precisa continuar, ele se ferrou pq eles pegaram ele pra dar o exemplo."
"Exatamente."
"Meu, andar de bike nuzão deve ser problemático..."
"Pensei o mesmo..."
"Como?"
"Exatamente, mas eles são cicloativistas, devem ter encontrado um jeito. Assim espero"
"Não tem nenhuma foto com mulher pelada?"
"Não aqui, pelo menos."
"Cadê a Irene?"
"Boa pergunta, tentei ligar pra ela e nada. Continuamos esperando a moça..."
"É.."
"Não é, Estragon?"
"Quem?"
"Pff... nada..."
"Vamos procurar umas fotos de mulher pelada?"
"Não!"
"Opa, eu quero, só vi cueca pelado, faz mal pra mim, cadê a mulher pelada?"
"Já disse que não tem!"
"Vamos Procurar no Google!"
"Eu..."
"Procurar no google!"
"...disse..."
"No google!"
"...que..."
"GOOGLE!"
"...está bem, está bem"
"Assim é que se fala, Vladimir!"
"Como?"
"Nudismo feminino me deixa letrado."



Um pouco mais?
Eu e minha bicicleta, Algarve!

Os peladões e a polícia confundindo os ciclitas.

Um dia problemático para um ativista das duas rodas.

Outra publicação, diferente do jornal, ela, as vezes, não nos ama.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Hitchcock Apresenta: Memória dos Campos


(um telefone toca, um telefone toca, um telefone toca)


"Pois não?"

"Alô, é o senhor Hitchcock?"

"Exatamente, o que deseja?"

"Aqui quem fala é o Sidney..."

"Claro! Como está, caro colega?"

"Então, vou bem, só liguei por que gostaria de propor uma empreitada cinematográfica"


(todos diálogos traduzidos do inglês puramente britânico, respeitando o sotaque e suas respectivas inflexões)


A Segunda Guerra estava para terminar. A Alemanha era invadida de todos os lados possíveis pelas frentes aliadas: estadunidenses, britânicos e soviéticos encontraram os campos de concentração no final do inverno de 1945. Os soldados e oficiais presentes não esperavam encontrar um ambiente pior àquela guerra que travavam, não havia nada pior que uma guerra total, eles não esperavam encontrar algo pior, eles se enganaram.


Pessoas magras, esqueléticas, deformadas pelas torturas impostas pelos nazistas. A degradação presente era tamanha que aqueles, os que sobreviveram, não conseguiam até comer: a subnutrição aguda pode fazer com que qualquer proteína ingerida no organismo possa ser fatal. Não era só isso: não sentiam cheiro, mal caminham e agradeciam a qualquer deus pessoal a presença dos militares.


As nações ficaram preocupadas, pois a situação era pior àquela esperada. Eles poderiam ter um problema no futuro: como comprovar que todo aquela violência e atrocidades perpetuadas pelos nazistas realmente foi verdade? Mais, como comprovar que existiu um absurdo com aquela dimensão feito por seres humanos?


Produzir um filme foi a solução. Com as cenas coletadas de todas as frentes aliadas, resolveram, em Londres, deixar o documentário nas mãos de Sidney Bernstein, o diretor de propaganda do exército britânico. Ele percebeu no decorrer dos recibementos das cenas filmadas que não poderia dar conta sozinho daquela empreitada. Resolveu chamar um velho amigo: Alfred Hitchcock.


Juntos, editaram e finalizaram aquele projeto que viria a se chamar Memória dos Campos: documentário sobre o horror dos campos de concentração feitos somente de imagens reais. A preocupação era necessária, como também justificada, pois havia a necessidade de denuciar os horrores daquela conflito global; inclusive, muitos planos gerais foram inseridos, mostrando centenas de corpos empilhados, para desmistificar qualquer tentativa de desmintir e ridicularizar o projeto.


Infelizmente o filme nunca foi finalizado, o mito do "documetário inacabado de Hitchcock" fez história. Já era 1985, a rede PBS(da qual nunca tinha ouvido falar) comprou a única fita restante daquela empreitada. Agora está disponível na internet, para todos nós.



segunda-feira, 16 de junho de 2008

O cabeça de ovimem cima do muro maldizendo tudo que os ostro falando

...;;;;





ae senhorzinho.....

vou te conta uma istorinha da carocheta, senta aí un tantinho

minina má proxeneta caixinha d' oro era mui amiga da madafenstra, filha do neto grude velho da portera do oeste. Cumeça toda minha istoria na parte da portera


do lado da portera, cumo sabe, tinha um muro bem arto e ficala no muro bem arto um ovo cabecudim
ovim todo prominente
magnata da gema dorada.
Num diantava fala com ele, não arrediava o pé dele dcima do muro, bixim muito do teimoso

dmanhã ensebado naquele muro ficava armadiçondo todo pessoar das bandas do muro
era a temosia peça mais estrela do braquim
não importava;
era homê, muié, tigra, bengala, cobra.
todo mundo avisava
"um dia se oCê cai, como fica?"
todo risonho remedava:
"bem amarelim pra ri da cara docês"
e passidançava Bob Fosse, muito dodeducado, sabia os gringo todo, dmemoria até a ponta da língua.

Passo uns dia, passo umas noite, nem alembro, vc, fazia anos ou era bem do próximo da sua data, a certeza tah no calendário pregado na cuzinha da minha casa, entonces, minina nova pareceu; das banda do rir torto. Ela vêio todo raponçosa, bebendo a´gua d'ali e d'acolá, rondavandada a portera
véia, de mansim-mansim pregunto pro mizim ovim

"tu ta fazendi adi cima?"
"esperanpenso, oce ta fazini adi baixo?
"aindanada, mas deixe de apoquentar, deixa vai subir, me ajuda?"
"ddeixar vou, mas nem drruba"


Minina dolado, ovim d'outro
osso e carne e clara e ovo
ovim rumo no chão dalajota
minina deslembrou dajuda
sai cantintans uma musiqueta,
porreta minina, cantantim toda boba

do lado d'ovim, dreito saiu um minino-mim pequeno, todo triste zóio dluazul magnata
do lado de ká d''ovim, squerdo saiu uma minina-toda, rainha das briga de rinha, galinha de todo chiquero

minino-mim todo tristim fez blog pra ficar em sempre cinema, assim bnão mais tristim


Moral da história: Um ovo tem duas gema, quebra logo!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Conversa de Boteco: O Anti-Camaradagem


Cena interna, Camarada Aposentado sentado no bar, cerveja no copo, fuma compulsivamente. Daí chega o Anti-Camaradagem, vulgo, o engraçadinho, igual um bozonildo; junto do seu amigo Apêndice.

Camarada Aposentado: Opa, como está?
Anti-Camaradagem: Opa, vou bem e o senhor? Fiquei sabendo das novas, parabéns!(cutuca sorrateiramente Apêndice)
Apêndice: Ah,pois sim, parabéns!
CA:(Envergonhado): Bem, não sei o que vc ouviu mas as coisas vão bem sim, sabe né... mulher em casa, dinheiro para cerveja, a molecada na escola: tudo está em ordem. Vocês não vão sentar e tomar uma?( CA procura um cadeira, no boteco para oferecer a dupla, porém todos os lugares, tanto no balcão quanto as cadeiras das mesas estavam ocupadas)
AC: Calma, sem problemas, meu caro colega, Apêndice!(mostrando o chão e jogando um pedaço de uma bolacha maizena na direção apontada)

Apêndice, como uma boa montaria, se pôe de "quatro" mascando o pedaço da iguaria deixada pelo seu mestre. Uma cena proibida para menores: AC monta nas costas de Apêndice, mostrando suas esporas novas. As pessoas com mais preocupações nem percebem a cena. Só CA olha de uma maneira assustada. AC percebe e antevê a pergunta

AC: Não se preocupe, ele está mais que acostumado; já alimento bem esse garoto( dá um leve esporada..), sempre do bom e melhor: Habib's, Mcdonald's e Burguer King. Sei o que está pensado, mimo demais o garoto, mas agora ele já está acostumado. E não só comida também , educo, dou cultura: as vezes jogo um Sarte, um Camus, sabe?
CA: Entendi, acho. Mas como é vc sai com ele, leva pra passear e talz?
AC: Justamente, caro colega. Duas vezes por dia, no parque. Sabe, sou preocupado com o meio ambiente, logo recolho os dejetos e levo para o lixo mais próximo. Como o senhor, caro colega e próximo, também sabe, sou um humanista, preocupado com as mazelas da sociedade, e, lógico, bem humorado.

Apêndice balbucia alguma coisa , não se sabe ao certo

CA:
Então, mudando de assunto(pigarro) ainda acredita naquela baboseira de pós-pós-modernidade?
AC: O senhor novamente começa com essas acusações e logo depois declinará suas bravatas, sei onde isso vai parar. afinal somos todos pós-humanos não? O homem não está mais no centro das coisa, ora, digo e quero que o senhor reflita, agora é ora das tecnologias no centro, não as tecnologias como evolução social, e sim a alma das tecnologias, abolindo Deus e sua concepção antropomórfica.
Apêndice:
Isso, fora Deus e todas as coisas do homem...
AC(interrompendo Apêndice): voltando, da maneira como vemos o mundo é errada, reina o caos e a ordem não será estabelecida pela internet, ela é apenas um instrumento qualquer, igual a televisão ou o rádio, principalmente pelo seu pouco acesso a todos, pois um computador é caro. Enfim, o mundo em ruínas, na destruição de si mesmo, como disse o cientistas(agora ele emposta a voz): o mundo tende a se expandir até voltar ao nada, a lava primordial(força um momento dramático).
Apêndice(sem bater palmas): Bravo! Bravo!

CA faz um sinal para mais uma cerveja ao garçom, quando chega enche os dois copos e a tigelinha de Apêndice.

CA: Deixa eu ver se entendi, acredita que a gente tá ferrado e ao mesmo tempo que a tecnologia tem que ser colocada no centro das coisas, hum e o que vai adiantar isso? Se tudo tah ferrado, não precisa mudar de centro(toma um gole), pelo menos eu acho.
AC: Sim sou um relativista, sabe disso, tudo é válido e possível, todos os conhecimentos abarcarei e todos estão certos.
CA:
Hum, então eu to certo também, eu um velho universalista careca pra caramba?
AC: Não, pois tu acreditas ser melhor que os outros homens, pois acreditas que tua cultura é melhor que as outras, não tolera como eu faço, apenas acha-te melhor que os outros homens.
CA: Pode ser mas eu não tenho isso(aponta para o Apêndice), esse negócio que vc fica nutrindo.
AC:Hehehe, vou te contar, cada uma, essa sua falácia, meu amigo. Veja bem ele é uma tecnologia, um instrumento do qual usufruto, como disse considero meu associado igual os escravos eram considerados na grécia: instrumentos tecnológicos.
CA: Mas a grécia não é, tipo, o homem no centro das coisas, então ela não tem nada a ver com sua idéia? Não entendi.

AC se levanta, limpa as migalhas de maizena

AC: Vou me embora, logo vejo que o senhor está nervoso hoje, não quero argumentar com o senhor, ora, não gosto do que o senhor fala, mesmo acreditando que tudo é válido, justamente sua leitura, em suma, sua cultura parece não fazer bem para minha gastrite e pode me causar mais calvíce, vê aqui, já está avançada, meu caro, mesmo que nunca li nada do que vc defende, para mim não serve, sou um culturalista de elite, no máximo assisto um episódio de Senfield, com tua licença, até Breve.

AC puxando Apêndice pela coleira sai sem pagar nada da conta










terça-feira, 25 de setembro de 2007

è o fim do caminho, to ouvindo demais isso, perae deixa eu dar uma mijada

Estou ouvindo, nos últimos cinco anos, que algum ramo morreu: já me falaram que a arte morreu, por isso Duchamp começou, no final da sua vida, a jogar xadrez compulsivamente, pois acreditava que a única arte verdadeira era o xadrez, a única que não fora maculada, digo fora já que os puristas estetas seguidores dele acham que o xadrez faleceu quando Kasparov perdeu do Deep Blue. Uma vez fui numa palestra chamada “a poesia morreu, mas não fui eu que matei”, os palestrantes eram todo auto-demoninados poetas; nunca vi propaganda mais enganosa. Ora, se a poesia está morta, pq diabos tem poetas lá na frente, deveria ter um crítico de poesia, um estudioso da área, quem sabe um editor e, talvez, dois ou três poetas defendendo o contrário, a réplica presente para criar uma boa discussão. Mas justamente aqueles, aqueles que negavam a premissa da discussão logo de cara e estavam em peso. Parecia um sarau, os poetas declamavam uma poesia deles e depois aquela babação e inflação de ego; pessoas comuns passavam rapidamente, algumas enfurecidas foram embora, outras nem entravam na sala. Aí percebi que realmente a poesia, pelo menos aquela coisa que concebiam como tal, para o povo em geral estava morta, enterrada e bem enterrada.

Outras execuções foram anunciadas: a da força estudantil, a do socialismo, a da religião, sobretudo. Como pode dizer que os estudantes não tem força? Que agora são passivos? Basta pensar, as coisas mudam, hoje os centros acadêmicos estão desarticulados e existe outras áreas de grande interesse para os jovens, não tem mais uma ditadura ou repressão clara: não existe um inimigo comum, é isso. Como também é válido para todas as áreas nas quais devemos concentrar as forças. As escolhas, a vida, tudo fragmentou-se e os inimigos comuns seguiram o exemplo, seguiram e aprenderam muito bem; tanto que hoje dão escola. Deixo aqui sem comentar sobre religião e política, pois são religião e política.

Voltando para o extermínio, é fácil perceber o quão longe estamos de tudo e ao mesmo tempo perto; é caro leitor, são momentos de esquizofrenia, nada daquele demodê dos anos 80: o caminho é o abismo, besteira! Estamos perdidos com a velocidade das coisas, os futuristas ficariam loucos com a atualidade, ainda bem que a maioria já morreu. Essa velocidade virtual vem acompanhada junto de uma letargia urbana. Você pode muito bem comprar coisas pela internet, se comunicar com alguêm na China e ver um filme que nem entrou em cartaz e tudo isso ao mesmo tempo e sem sair de casa, mas existem letargias: trânsito, caos urbano, poluição, terrorismo em todo lugar, violência e todas as mazelas cotidianas que atrasam nossa vida. Os meios materias não acompanharam os meios imaterias; aconteceu os Jetsons, só que ao contrário do desenho: não temos robôs, carros flutuantes ou cachorros que falam, contudo os computadores, a biotecnologia, a comunicação que diferença... daí dessa incongruência contribuir para um certo pessimismo, ainda que tenhamos as esteiras automáticas nos aeroportos, mas só nos aeroportos e em alguns lugares chiques.

Se mudou e tudo mudou mesmo, como o chamado pós-modernismo em que vivemos é o mesmo do final da década de 70? Pois toda aquela base de estudo do homem e da sociedade- vulgo comunicação, filosofia e ciências sociais- é a base ainda para os estudos atuais. Acho que toda aquela base findou junto com a década de 80, posteriormente mais breve, com a queda do muro e da Urss( falei que não ia falar, mas...). Ou seja, precisamos de outros parâmetros, os quais ainda não foram cristalizados. Contudo podemos se otimistas, pois se o anos 80 acabaram bem, sem a morte conceitual de nada(apenas do bom gosto), pq justamente agora querem nos fazer acreditar que as coisas estão morrendo e tudo terá um fim trágico?

terça-feira, 22 de maio de 2007

A Fraternidade é vermelha

Estive pensando por esses dias escrever sobre alguns filmes do meu coração, pra me harmonizar tematicamente com o Camarada Progressista, coisa que sempre procuro fazer, já que, freqüentemente, apontam a falta de coesão deste nosso blog.

E que coisa! Coincidentemente, assisti na semana a "A Fraternidade é Vermelha", do Kieslowski, filme citado nos dez mais do referido camarada. Assim que o DVD saltou da bandeja, corri pra registrar minhas maravilhosas e frescas impressões sobre o filme. Mas eis que minha perspicácia usual me chamou a atenção, enquanto eu digitava "A Fra-ter-ni-da-de é... Ver-me-me-me-lhaaaaaaa! Corei.

Ruborizado, me dava conta progressivamente do que, eu, precipitando-me a escrever, ia deixando passar. Vozes me assaltaram imediatamente: "Veja só, não disse que o Camarada Fundamentalista era um vermelho? Petralha! Vá fazer a revolução na casa da tua mãe, esquerdopata!"

Mas, por sorte, o notei. E eu, que sou simpatizante do anarquismo telúrico e do monarquismo cósmico, sim, repito - do anarquismo telúrico e do monarquismo cósmico -, querendo evitar mais mal-entendidos, denuncio quem é o verdadeiro vermelho entre nós:

Camarada Progressista!

Sim, pois é. Até outro dia, dissimulado, se empenhava - com uma aplicação da qual devíamos ter desconfiado - em fazer declarações que o discriminassem muito claramente como um tucano com careca e tudo. Mas era um engano, a disgusting disguise! Porque, no fim, eis que vem introduzir neste blog, subrepticiamente, suas mensagens comunas.

Bem que estranhei que ele, sempre ostentando um americanismo histérico, no que diz respeito à cinematografia - e agora vejo que era tudo, tudo cena -, viesse, do nada, colocar, entre os seus dez mais, um filme francês dirigido por um polonês! Muito União Européia pro meu gosto. Mas o sentido era outro, bem outro. Não era de um europeísmo reprimido. Pior. Era vermelho, e de um maoísmo leninista-trotskista-stalinista asqueroso! Pulha!

Em tempo, em tempo desmascaramos esse pulha! Preparemos, sim, preparemos a fogueira!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Eu, ombudsman de mim mesmo

Universidade tem de produzir, sim. Posso ter dado a entender que não pensava assim, fazendo uma apologia chinfrim da ociosidade institucional. Eu sou bem impreciso mesmo. Mas retifico, clareio.

Tem de ganhar o Nobel, sim. Se não ganha, a gente senta pra ver o que é que está acontecendo. É gripe aviária? Vaca louca? Francesismo? E dá-lhe xarope e lactobacilos vivos. Aí, ela vai e ganha um monte de Nobel.

Só que se interpõe uma questão. Produzir em função do Nobel é o mesmo que produzir em função do mercado? Ou: o neoliberalismo, como política educacional, visa a progressos científicos em todas as áreas do conhecimento e, assim, nos conduz ao reconhecimento científico internacional, tanto na Física quanto na Literatura?

FEA e Poli já contam com o patrocínio da iniciativa privada e, por isso, atendem, em sua produção, a demandas e parâmetros certamente aprovados pelo governador Serra e pelo jornalista Reinaldo Azevedo. Ganharam o Nobel? Ganharão? Esperemos.

FFLCH, Física e outras dependem dos 9,57% do ICMS do Estado. A FFLCH, pelo menos, é onde os vermelhos estão todos entrincheirados, aquela corja. Eles ficam escrevendo um monte de tese sobre Safo, neokantismo e positivistas lógicos no gel. Mas ganharam o Nobel? Ou ganharão? Não!

Qual a solução? Acabar com essa História. Que não sobre pedra sobre pedra. Tem gente que diz que literatura, filosofia, essas coisas humanizam a gente, que isso é cultivar o espírito. Ora, tá me cheirando à mística de boteco freqüentado por universitário. Além do mais, pobre não tem espírito: tem estômago. Não é questão de formar "espíritos livres"; por favor, todo o mundo sabe que a academia aboliu há muito tempo essa superstição que é o espírito, e, ainda mais, livre.

Lição básica de economia, na sociedade capitalista, for dummies: dinheiro é capital, ou seja, dinheiro é feito pra ganhar mais dinheiro. Cultura, árvore, coala, criancinha, fica tudo no caminho, às vezes como meio, mas na maioria das vezes como empecilho pra se chegar de um lado, o dinheiro, ao outro, mais dinheiro. Dinheiro não é pra gastar com pessoas, isso é coisa do mais superado e tosco keynesianismo.

Pronto. Obrigado. Quanto é que foi?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

E tem mais

Eles são malvados, barbudos, não tomam banho e comem criancinhas; antes fossem padres irlandeses, além de tudo eles são ateus. Mas se o acordo com o governo atual vingar eles prometem devolver a reitoria, o Ulisses Guimarães, mas se ainda sustentarem a maioria deles por mais tempo, ou seja além da faculdade prometem devolver também o corpo do Jimmy Hoffa (CIA vcs estão ferrados) . Se o acordo com o Tucanomaster for feito em até trinta dias, lógico.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Hilário

Lendo o blog do Reinaldo Azevedo, nao pude deixar de notar um dos títulos dos posts: "Professor relata a humilhação a que foi submetido pelos neomaoístas ". Neomaoístas? NEOMAOÍSTAS? HUAHAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHUAHAUA!!!!
Pelo o que sei, os partidários do carniceiro-mor Mao Tse-Tung queimavam livros e vestiam os professores com chapéu de burro. Por enquanto, no Brasil, quem anda queimando livros é somente o queridíssimo Roberto Carlos, e impedir professor de dar aula em nome de protestos ainda não pode ser considerado humilhação, ainda não, já que a humilhação so é constituída quando existe uma causa extrema para um efeito inexistente, e esse não é o caso, em nenhum dos lados. Mas vai tentar explicar isso pro inflado Azevedo e o seu estilo Carlos Lacerdiano de fazer notícia. Pena que não temos Getulios Vargas para serem acossados na história toda.
(Obs: não sou da faculdade dos meus camaradas de blog que vem sendo o centro de toda a confusão, eu vomitei no meio da prova no vestibular. Por uma indisposição estomacal causada pela ansiedade, deixei de ser um apedeuta. Pena?).

Reinaldo, e você? Você me ama?

"Educação humanística dos pobres é saúde para todos, o que ainda não há; é escola fundamental e média para todos, o que ainda não há; é saneamento básico para todos, o que ainda não há. Em que país do mundo, capitalista ou comunista, o ensino universitário é considerado um direito? Nos EUA ou na China, no Chile ou em Cuba, é para os mais capazes."

Reinaldo Azevedo, colunista da VEJA

Eu, Camarada Fundamentalista, ou melhor: "apedeuta, cretino, petralha, vermelho, esquerdopata, porco, vagabundo e parasita do esforço alheio", fui inventar de comentar no blog do Reinaldão suas opiniões sobre a Querela Serra-USP (ambíguo assim mesmo) - Dos Decretos à Ocupação da Reitoria. Escrevi um comentário em dez minutinhos e postei. As qualificações mencionadas vieram, logo após o colunista se dignar a refutar meu comentário (que ele chamou "cartinha", termo muito miguxo, obrigado) linha a linha, por parte dos leitores de seu blog que discordavam de mim. Minha favorita é "apedeuta", gosto das palavras difíceis, principalmente dessas que dão na cara sua origem greco-latina.

Segundo Reinaldo Azevedo: pobre não precisa de Homero (que só falava de rico), nem de La Rochefoucauld (que odiava pobre). Machado, só se for daqueles edições do Estadão que a gente acha em sebo por 2 real. Pobre precisa é de dentadura, cachaça, camiseta e boné do partido do candidato.

E, ainda segundo ele, os mais capazes é que merecem a oportunidade de ingressar no Ensino Superior. Concordo. Só não usaria o termo "capazes", parece darwinismo social, e eu sou muito politicamente correto. Não vou fazer que nem aquela ministra que teve que retificar o que disse, porque tinha pegado mal, mas era tarde demais. Em lugar de "capazes", diria "dispostos", "desejosos". Na prática, quem quer realmente se formar? O que todo o mundo quer mesmo é ganhar muita grana, e ponto.


Eles, leitores do blog do Reinaldo antipetistas, eu sei que não me amavam, mas o Reinaldo... ele até retrucou as minhas palavras, como vêem. Mas, ainda assim, fiquei na dúvida: ele me ama ou não? Ambíguo.

Eu não volto lá pra contrargumentar, porque eu não sou de comprar briga. Sou, na verdade, um tremendo miguxão, se vocês ainda não perceberam. Porque se o Reinaldo disser que quer ser meu amigo, visto a camisa do PSDB na hora. Juro que visto.

Em lugar de tudo aquilo que disseram de mim, apresento a lista oficial dos meus defeitos atuais, confirmada pelos íntimos e ex-namoradas:

Filisteu, diletante, doutrinador, conservador, puritano, doutrinado, obsessivo, arrivista, oportunista, cheio de si, egocêntrico, redundante, verborrágico, dispersivo, intolerante, e por aí vai.
O link para o post "As Catilinárias do Tio Rei", em que Reinaldo Azevedo confessa que "ama meu ser, mas odeia meu viver", é:
Ele devia saber que eu só escrevi lá, no blog dele, porque queria aumentar o número de acessos aqui, no nosso, e que eu nem gosto de Cícero, porque nunca li, só tava enrolando o pessoal. Isso, acrescentem à lista: "charlatão", logo após "oportunista".

Não acredite em tudo que vc lê( Eu já disse isso antes) - Fragmentos de um discurso quase sincero

é meus caros, a frase acima já disse era o meu intento nesse post. Mas não vou me moderar( ah não dessa vez!). Tanto eu como o camarada fundamentalista estudamos na mesma universidade, ainda que façamos cursos diferentes . Nessa universidade que estudamos costuma ter greve, pelo menos atualmente; ano a ano e a premissa de greve neste ano parece ser maior do que nos anos anterioriores. Nos anos anteriores foram outros propósitos; em 2005 foi a Lei de Diretrizes Orçamentárias( LDO para os íntimos), qual teria o intento de evitar o aumento de repasse de verbas para as universidades, colégios técnicos e faculdades tecnológicas( isso quando todas as instituições de ensino acima citadas passavam por expansões físicas e de cursos); em de 2006, era sobretudo o sobre o salário de funcionários, qual fui contra. Agora, nesse ano, soube dos decretos do Serra e suas idéias sobre as universidade públicas. Não vou me delongar sobre isso, mas o que vemos agora, é o repúdio contra isso, contra o fim da automia universitária, antes outras coisas foram feitas pelo governador Serra(olhe aqui) que caminham na contramão da evolução de um ensino integrado e de melhor qualidade.


Ligo a Tv, leio a revista preferida do meu camarada, entro em blogs e o que vejo? Pessoas falando que a invasão da minha reitoria foi aparelhada por partidos socialistas, que o intuito é a politicagem, a anarquia( no sentido de vandalismo). Onde as mafaldinhas e os remelentos, intimamente conhecidos como colegas de faculdade, são nada mais que pessoas de vários partidos tedenciosos, meninos mimados que não trabalham e por isso vivem de zonear . Isso pra ficar no mais suave. Mesmo sendo aluno da Usp, o remelento aqui trabalha e tem que pagar contas. Aproveitando a deixa e que não tinha visitado a ocupação da reitoria, só sabia das coisas que meus amigos falavam resolvi me aventurar pelas bandas uspianas. Achava que não deveria escrever sobre ocupação até ter melhores conhecimentos sobre o assunto e ver a tal "apropriação aparelhada pelo PSTU". Foi o que fiz, aproveitei que tinha livre acesso a reitoria e fui dar uma espiada.

A sorte estava ao meu lado, no dia que fui( segunda feira, dia 14/05) foi votada a permanência da ocupação ( ganhou de 249 a 179, para desespero dos poucos alunos aparelhados politicamente que queriam sair da ocupação) e também pude conhecer quem estava lá, o que tinha acontecido até então e conhecer a geografia da reitoria. Esperava uma bando de comunistas, como dizia o jornais e a Tv, mas nada disso, era bem heterogênio a populção presente. Lógico , contávamos os vermelhos, eram poucos. Havia pessoas que trabalhavam, pessoas da pós, todo tipo de estudante universitário. Dentro da reitotia pude perceber que realmente esse negócio de influência dos partidos é balela, sim existe - como eu disse; aqueles que são partidários, mas nem de longe compõe um massa forte e influente. As pessoas presentes pensavam em melhorias das universidades e não coalizações partidárias e luta armada, os tempos são outros e as armas também.

Pra finalizar vou explanar uma conversa que tive com um amigo:

"O velho, tá aproveitando a reitoria,hein? Tá fumando vários aqui, né?Sei que vc curte pacas, eu fiquei sabendo que tava rolando muita maconha aqui."

"Nada. eu sou contra fumar maconha aqui, pode prejudicar o andamento das coisas, pode prejudicar a ocupação. A galera que tava fumando aqui, também fazendo daqui um ponto de vedade droga, foram expulsos. Críamos até o lugar pra fumar cigarro."

Realmente temos que cortar o fornecimento de pizza dos estudantes, a única coisa que estão usando lá é orégano.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Diga que me ama, Veja, diga!

Eu, amante ferido e desesperado, em acessos de amor e ódio:

Políticos não sofrem de baixa auto-estima, por isso dispensam elogios. E o governo não precisa ser defendido nem louvado por seus acertos. Mas o governo precisa ser atacado e denunciado quando falha. Eis o único dever da imprensa.

A imprensa não deve, jamais, se prestar à publicidade de partidos e personalidades políticas. Trata-se de alimentar mitos, de envolver a democracia na propensão sempre latente do povo ao messianismo.

Quando um jornalista congratula um político, pode ter certeza de que não é notícia, mas favor, compadrio.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

A Veja não me ama, mas eu amo ela

Eu comprei a minha Veja, que é a revista de que eu mais gosto no mundo inteiro. E o dia em que eu compro a Veja é o mais feliz da semana inteira. Vou correndo pra casa lê-la e, depois, na faculdade, eu conto pros meus amigos as coisas legais que eu aprendi, e eles ficam muito impressionados por eu saber tantas coisas do mundo e das atualidades.

Mas aí chegou essa semana, e não foi assim, eu não fiquei feliz: eu fiquei triste. E eu fiz tudo do jeito que sempre faço. Só que dessa vez, quando eu fui ler a Veja, eu li que eu, sim, eu era um sanguessuga. É, um sanguessuga! E que eu era do mal, só porque eu estudo na USP.

Mas eu não sou do mal, eu sou do bem; eu quero ser bonzinho - por isso eu leio a Veja! Vou explicar pra vocês, que também são cidadãos de bem.

Pra começar, eu sou filisteu - já disse isso antes -, que nem vocês, quer dizer, quase que nem vocês. Porque, de vez em quando, porque eu tô na USP, fico meio poser e, aí, meio blasé e tudo. É chato, mas é só de vez em quando.

Mas, em nome da sociedade, me marginalizaram, a Veja e um gordinho da Bandeirantes (que não entra na história), num desses programas da tarde em dia de semana. Disseram que eu e os meus colegas filisteus e posers da USP não retornamos nada do que a sociedade, ou seja, vocês, cidadãos de bem, investe na gente. Eles falaram assim, como se, só porque eu entrei na USP, eu já não fosse mais que nem vocês, como se eu não fizesse mais parte da sociedade. Pior, disseram que eu sou filhinho-de-papai.
E eu não sou, não. A minha mãe é a dona Conceição, e o meu pai é o seu Oscar. A gente mora na Vila das Mercês, a gente é de classe média bem, bem baixa, não tem carro, e eu até pouco tempo atrás era estagiário e ganhava 500 paus por mês.

Além disso, a Veja, de que eu gosto tanto, disse que eu não mereço ensino superior de graça porque eu não vou ganhar o Nobel. O Nobel é o índice de produtividade de conhecimento da Veja. Segundo ela, se eu, ganhando 500 reais por mês (quando eu ganhava, porque agora eu estou desempregado), tiver de pagar 800 só de mensalidade da USP totalmente privatizada, aí, sim, eu vou ganhar o Nobel. Vou escrever um livro classudo e ganhar o Nobel.

A Veja é pragmática: ou a universidade produz, ou não vale nada, e a gente fecha ela. Só que, tipo, a Renascença não aconteceu assim, na marra. A Renascença é um negócio que demorou uns quinhentos anos, de muita enrolação, de muita gente sem fazer nada. Isso era humanismo. Mesmo antes da Renascença, ou melhor, pra que eclodisse algo como a Renascença, foi necessário muito humanismo, ou seja, gente coçando o saco o dia inteiro. Sem ócio, não há valores humanistas. O trabalho embrutece o homem, esse trabalho voltado à produção, ao mercado, como é aquele de que a Veja quer saber. Trabalho, nesse sentido, e conhecimento não casam. Eu não tô dizendo que, se patrocinarem a USP e deixarem assim, como está, daqui a uns quinhentos anos, virá a Renascença tupiniquim. Pode ser que venha. Mas o que eu estou dizendo é que tem de haver isso que é a USP, um lugar onde as pessoas vão aprender a ler Homero e Tucídides no grego, independentemente se vai dar pra vender isso no shopping.

Além do mais, parte da USP já é meio que privatizada. E é justamente a parte bem comportada, que nunca entra em greve, que não adere à greve, a parte boa da USP, de que a Veja gosta. E é justamente essa a parte que todo o mundo toma pra dizer que a USP é da elite, e que nóis, que é pobre, a gente não temo acesso.
Mas FEA, Direito, Medicina e Politécnica não são a USP; são uma parcela representativa, mas também muito específica da comunidade. Eu, por exemplo, que sou pobre e burro, eu tô na FFLCH, pra ser professor, que eu sou otário e devia de saber que o Serra não gosta de professor e, por isso, não vai gostar de mim. Nem ele, nem o Lula.

E meritocracia existe, sim, e funciona, como tudo nessa vida, em parte. Mesmo que digam que não; mesmo que haja cotas, mesmo que eles digam que lá na USP os pobre num entra porque não tivero chance. Eu, de novo, sou prova de que isso é mentira. Eu que estudei a vida inteira em escola pública; tudo bem que não trabalhei até os dezoito anos, mas isso, como a maioria dos jovens. Só que, em vez de assistir ao Zorra Total (quer dizer, não toda a semana, ou não inteiro, só um pedaço), eu, que era um chato, ia ler Proust, zzzzzzz, e ia escrever poema boboca sobre como eu era um adolescente boboca e incompreendido. Por isso, eu passei no vestibular e, por isso, não virei um injustiçado do pernicioso sistema socioeconômico vigente. Estudo num prédio inacabado desde a década de 1960, por falta de verbas, e tenho aulas de latim numa sala de 150 alunos, também por falta de verbas, mas não sou nenhum injustiçado.

Poxa, e, afinal de contas, eu também sou que nem o Lula. Talvez por isso, a Veja de repente não goste de mim, apesar de eu gostar tanto, tanto dela. Mas, por outro lado, vocês, cidadãos de bem, têm de gostar de mim. Eu também vim de baixo. O Lula veio de baixo e chegou à Presidência da República; eu, a USP. A USP é cheia de Lulas. Cidadãos de bem, vocês votaram no Lula, acreditaram nele, então, acreditem em mim também.

Apesar de que eu, eu mesmo, acho que ter partido é falta de caráter. Que postura política, boa mesmo, idônea e justa, é a de Thoreau, que dizia que "o melhor governo é o que absolutamente não governa". O Mainardi mesmo recomendou uma vez a leitura de Thoreau. Portanto, termino eu, recomendando também Thoreau, e, apesar de tudo, como Winston Smith amava o Grande Irmão, amando a Veja, porque ela zela por mim.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Lula: quem nasce pra ser capacho....


O Lula tá bravinho. O presidente boliviano e ex-plantador de coca Evo Moralles não quer pagar uma indenização para a Petrobrás pela desapropriação feita no ano passado, e que deixou a empresa a ver navios. Quer tomar o Petróleo pra ele (er, digo, para o povo boliviano...) sem pagar nem uma pila por isso. Espertão. Todos nós sabemos o fim que vai dar essa situação: Lula, bundão-mor dos nossos 118 anos de República, irá esbravejar, bater os pezinhos, fazer biquinho, mas no final, entregará os territórios da Petrobrás de graça para o capacho do Hugo Chavez. Mais uma vez, terá de abaixar a cabeça para o presidente Venezuelano (toda e qualquer atitude tomada pelo Evo Moralles é ditada pelo Hugo Chavez, principal financiador da campanha do mesmo), confirmando que o líder de maior influência entre os países sulamericanos é um maluco de carteirinha cujo país se somar a economia é menor que a do estado do Rio de Janeiro. Belo trabalho, Lula.

Ninguém leva a sério o nosso pau d´'agua favorito. O dia do fim de Hugo Chavez está marcado, e não vai ser por meio de guerras, balas, tiros, marteladas: vai ser o dia que os Estados Unidos pararem de comprar o Petróleo venezuelano. É isso mesmo, o maior comprador do petróleo de lá é o país do genial George W. Bush. Toda aquela história de "cheiro de enxofre", "representantes de satã na Terra" é teatrinho do senhor Chavez. Como ele é uma piada, os americanos não estão nem aí, compram o petróleo e se matam de rir das bravatas Chavinistas (ou alguém acha que a Venezuela pode fazer qualquer mal aos americanos?). Se eles pararem de comprar, tiram a galinha dos ovos de ouro, os programas assistencialistas-fascistas do Chavez não se sustentarão mais, o povo passará fome e aí... cabeças vão rolar. E mesmo assim, mesmo sabendo de tudo isso, temos de aturar o Lula bancando o moleque nerd apanhando na hora do recreio dos amigos menores, mas mais espertos e populares. Aí não dá.

Deveríamos ter feito que nem na França: os partidários da candidata derrotada nas eleições, Ségolène Royal (pena, seria a primeira Tetéia da Semana Chefe-De-Estado, seria bem chique) estão aprontando o diabo por lá. Mas aqui, o povo adora apanhar, quanto mais roubam e quanto mais entregam o ouro pro bandido, mais gostam. Desde que os 50 reais estejam garantidos no final do mês...

terça-feira, 24 de abril de 2007

ao bom velhinho.....

Digo isto mais alto: ao bom velhinho dançante! Não, não estou falando do papai noel e sim do bom velhinho bêbado: o bom e velho Boris. Os camaradas postaram sobre isso já, resta-me lembrar suas peripércias quando ia discursar. Boris, drunked showman, ao mesmo tempo divertia a platéia e avisava sobre aumento de impostos, como contestar e se revoltar contra ele? A risada se prova, em tempos de terroristas, o melhor remédio pra qualquer coisa mesmo. O mundo sabia rir ou os presidentes eram tão engraçados? Bill Clinton, maconheiro pegador de secretárias, atuava no Leste enquanto Boris no Oeste. Imagino os dois juntos em farras com secretárias, bebidas e pastas "top secret" do serviço secreto. Será que quando Boris recebeu Bill ele deixou o yankee pegar alguma secretária russa no Kremlin? Boris sempre marcava as visitas nos EUA para o período da Festa de São Patrício? Sobram questionamento sobre esse período, onde o mundo sem dúvida não era mais seguro, mas ríamos muito mais. Bush e Putin não tem nada de engraçado.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Bye bye, Boo-boo

Apesar da amargura com que o Camarada Progressista pontuou sua nota acerca do falecimento de Boris Yeltsin, aproveitando-se para lançar, de modo algo constrangedor, críticas requentadas contra o governo Lula, retificamos nossa despedida, lembrando que Boo-boo sabia sacudir as cadeiras como ninguém, e as sacudia com todos aqueles que se dispusessem a acompanhá-lo: essa era a sua idéia de abertura, sua Glasnost, e ele nunca se afastou dela. Nunca a traiu.

Quem quisesse sacudir as cadeiras, era só vir, que lá estava ele, sacudindo junto, sacudindo com todo o mundo e em toda a parte, no Kremlin, nos botecos de Moscou a São Petesburgo, e no palco inteiro (como se vê na foto postada abaixo pelo Camarada). Que líder mundial possuiu, em toda a história, essa capacidade, de se requebrar, e de se requebrar todo, como este homem, como este russo? Nenhuma Lopez ou Beyoncé sequer chegaram perto disso, da energia dos quadris deste homem!

Que, ao lado dos meneios políticos de Napoleão, Churchill, Gandhi, seja para sempre lembrado este remolejo!

Boris Yeltsin, RIP




Paus d'água desse mundo: uni-vos! Morreu hoje, aos 76 anos de idade, o bebum mais famoso do mundo pós-guerra fria! Sim, ele, Boris Yeltsin, o homem que deveria ter conduzido a transição da Rússia para o capitalismo, a famosa Perestroika, mas que na verdade estava mais preocupado em provar toda e qualquer bebida de cunho alcoólico que passasse perto, motivo também das viagens do premier russo. Política internacional? O cacete, o negócio era beber as melhores iguarias etílicas dos países que visitava! Por isso, e pela falta de toda e qualquer aptidão política, Boris ajudou a Rússia a virar uma zona de magnatas petrolíferos corruptos e funcionalismos públicos inertes, deficitários e (como não poderia deixar de ser) corruptos. Pegou o país desgovernado e ajudou a tacá-lo no primeiro poste que viu pela frente. É difícil falar do querido Boris sem lembrar de outro chefe de estado de outro país gigantesco e ineficiente: sim, ele, o nosso honorável Luis Inácio Lula da Silva. Tão cachaceiro quanto, e com níveis equiparáveis de burrice, ignorãncia e incompetência. Mas pelo menos o Yeltsin ainda divertia o seu povo (rir para não chorar?) com vexaminosas aparições públicas e danças absurdas movidas pela Vodka.
Já o Lula, embora solte suas pérolas eventualmente, não consegue desenvolver todo o seu talento para o humor, talvez por se levar a sério demais. Deveria parar de achar que é o messias do terceiro mundo e assumir de uma vez que é o palhaço com função de entreter as massas enquanto os Petistas saqueiam os cofres públicos. Suspeite sempre que um alcoólatra estiver governando o seu país: algum espertinho deverá estar ganhando muito por trás.


Um último copo para Boris Yeltsin! IRC!!!!!!!