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segunda-feira, 14 de abril de 2008

TETÉIA DA SEMANA: EPÍLOGO

Quarta-feira é dia de festa no blog, com o nosso primeiro aniversário. Sim, a festa vai ser de arromba, um verdadeiro rega-bofe de fazer essas festinhas do Amaury Jr. (simplesmente um luxo!) corarem de vergonha. Jet-Set é isso ai. Mas, deixa eu falar sério com vocês por um instante. Muda a tônica, Dj, diria o mito Sérgio Mallandro. Tomei uma decisão realmente dolorosa : no more Tetéia da Semana. Resolvi acabar com a sessão mais tradicional das Segundas-Feiras depois da Tela Quente.

A sessão, que estreiou exatamente uma semana depois do início do blog, com a cantora inglesa Lilly Allen ocupando o espaço que viria a ser compartilhado com outras 46 mulheres (foram 52 semanas de posts, mas a Lindsay Lohan ocupou 4 vezes o espaço no seu mês especial, em Junho), chega hoje ao seu derradeiro post. Tomei essa decisão por achar que a sessão já cumpriu o seu papel no blog. Nesse ano inteiro, pudemos construir um belo panorama das mulheres que provocam a nossa admiração por trazerem algo realmente válido e relevante para o cenário pop contemporâneo. Mulheres que trazem graça, inteligência e elegância para um mundo um tanto quanto aborrecido quanto esse que encaramos hoje em dia.

Nem sempre foram escolhas perfeitas (me arrependo amargamente de 4 delas, mas não confesso nem sobre tortura quais são), mas saibam que sempre tentamos entregar escolhas realmente interessantes para vocês. A última Tetéia, que será revelada no final desse post, foi escolhida por ser o modelo que me veio na mente quando revelei ao Camarada Fundamentalista a idéia da sessão, a mulher que personificou (uhm, dica grátis ai) o verdadeiro espírito que as Tetéias deveriam exalar, ainda que cada uma à sua maneira. A única cujo nome poderia ser escolhido como substituto para a sessão, e ainda sim todos pegariam a idéia das Tetéias no ato. Mas antes de revelar, gostaria de trazer um rápido olhar sobre as outras figuras, vivas ou mortas, que poderiam pleitear o da nossa última Tetéia, e que ocuparam ou ocupam um lugar marcante no imaginário pop, mas que ainda sim não puderam superar a nossa escolhida. É importante lembrar que a última Tetéia vai fugir da regra que marcou a sessão, já que não escolhíamos (salvas raríssimas exceções) por opção celebridades óbvias demais, como as Britneys da vida . E também preciso dizer que criaremos novas sessões para ocupar o lugar da Tetéia. Sem mais delongas, ai vai. No final do texto, a última tetéia.

Mortas


Marilyn Monroe
É uma das cinco personalidades mais importantes do Século XX, sem dúvida alguma, mas era toda sex appeal. Um sex appeal devastador e inigualável, mas tão e somente o sex appeal. Toda a sua substância era puramente física, todo o resto sendo apenas um oco constrangedor. Em nenhum momento vocês leram eu escrever a palavra “vulgar” aqui. Putz, agora deu pra ver. E ela deve muito para o Billy Wilder, que teve a idéia da mítica cena na calçada do metrô de Nova York no O Pecado Mora do Lado. E ao Hugh Heffner, logicamente. E ao Andy Warhol também? Ai não, ela não deve nada pro tcheco maluco. É outro ideal, importantíssimo, mas bem diferente.





Ingrid Bergman
Tinha toda a classe do mundo, dentro e fora das telas, e protagonizou a história de amor mais importante do cinema, mas não tem o “star power” da nossa escolhida. O Yul Brynner disse uma vez que ela era “forte que nem um cavalo”. Que careca desbocado!







Grace Kelly
O Mika e o mundo inteiro concordam que ela é uma unanimidade. Ouso dizer que de todas nessa lista, ela seria a que mais próximo poderia ter chegado da nossa escolhida. Mas traiu o mundo pop ao ir morar com o príncipe mala em Mônaco. Deu um belo talk to the hand para todos os seus fãs. Isso não se faz!







Greta Garbo
Um mito, mas por demais auto-centrada para poder merecer o posto da nossa Tetéia. Humildade (logicamente sem exageros) também é sinal de classe. E também era muito mistério pro gosto do pobre. O que tinha de ficar se escondendo pelos cantos, hein? Feio, bem feio.





Vivas, mas nem tanto (ups!)





Sophia Loren
Um nome fortíssimo, mas que, pelo menos a mim, sempre soará como sendo a Monica Bellucci da sua era. Obviamente mais talentosa, mas que ocupava um papel (imerecidamente) limitado dentro do contexto de sua época.





Brigitte Bardot
Maleta sem alça. Ver ela dando vexames e sendo presa em nome de causas ambientais não é exatamente o que eu chamo de “discrição”. E foi casada com o sujeito mais vulgar do mundo, Roger Vadim. Ela, a Jane Fonda e aCatherine Deneuve seriam eliminadas automaticamente somente por terem dado danda trela pra esse sujeito (patético vê-lãs de mãos dadas no enterro do cidadão, anos atrás).





Alive and Kicking (vivaças)


Sharon Stone
“A minha carreira por uma cruzada de pernas”. Como muitos tonhos pensariam nela sem hesitar como maior tetéia de todas, tive de incluí-la aqui. Sadismo puro (opa, isso é com ela mesmo, vide o inclassificável Instinto Selvagem 2).





Britney Spears
É a celebridade viva mais famosa do mundo. Não sou eu que digo isso, é o Google, que sempre a declara como campeã absoluta de buscas no site. Se houvesse uma ‘Tetéia da Semana especial- starletes de manicômio”, quem sabe. Ela e a Frances Farmer, juntinhas. Seria lindo.





Scarlett Johansson
Os blogs amam ela. Tem um baita apelo, está por todas as partes, mas não convenceu realmente como atriz. Na única vez que encaixou com perfeição num papel, no belo filme Encontros e Desencontros, interpretou uma garota mais vulnerável e menos irritadiça, e nunca mais repetiu uma escolha parecida, sempre optando por interpretar as femme fatales que claramente não passam nem perto da sua real personalidade. Você não é devoradora de homens não, Scarlett!


Natalie Portman
Pra mim, sem dúvida a maior Tetéia viva, nunca foi para a sessão apenas por ser uma escolha dolorosamente óbvia. Foi seriamente considerada quando pensamos em fazer a última com uma celebridade ainda viva (o que sempre foi feito na sessão,), mas foi descartada quando decidimos quebrar a regra para fazer uma justiça poética. Mas fica aqui a nossa lembrança, uma pequena homenagem para ela, um prêmio de consolação por ter chegado tão perto. É como dizia a músiquinha: I can’t take my eeeeeyyyyyyeeeeeeessssss of. you!


Bom, é chegada a hora então. Rufem os tambores. Preparem os agogôs. Liguem os amplificadores. Aqui vai, a última Tetéia da Semana do Fomos ao Cinema, com direito ao título em cima e tudo, sabe como é, tradição é tradição.

TETÉIA DA SEMANA

Audrey Hepburn
Não poderia ser outra. Era ela que eu tinha em mente, quando revelei ao estimado Fundamentalista a idéia da sessão. Por isso, nada mais justo que ela seja eleita a última Tetéia da Semana. Hepburn foi a personificação da classe e elegância em todos os aspectos de sua vida. Hoje é o maior ícone fashion, tendo sua imagem e estilo usados à exaustão por estilistas e grifes de todo o mundo. Foi uma atriz extremamente talentosa, indicada cinco vezes ao Oscar (ganhou o prêmio na sua primeira indicação, pelo filme A Princesa e o Plebeu). Para se ter uma idéia, ela fez 23 filmes em toda a sua carreira apenas, o que confere um índice altíssimo de indicações. Sua conduta na vida pessoal refletia toda a classe que mostrava nos filmes, algo raro entre as estrelas de qualquer era. Nascida em Bruxelas, filha de um banqueiro inglês e de mãe holandesa, Audrey era ainda adolescente quando explodiu a Segunda Guerra Mundial. Sem hesitar, alistou-se como enfermeira voluntária num hospital na Holanda, aonde morava com a mãe.

Sim, vejam só o paradoxo, enquanto um falastrão como o John Wayne ficou bem longe do conflito, recusando-se covardemente a se alistar, Audrey, que talvez seja o maior símbolo da famosa suavidade feminina, não hesitou em ajudar as pessoas num momento horrendamente crítico, mesmo lhe custando ter de presenciar todo tipo de atrocidades. Não quis fazer o filme O Diário de Anne Frank por culpa de todas as memórias horrendas que o filme poderia trazer de volta (ela seria a escolha natural, já que viveu de perto a guerra na Holanda). Casou-se duas vezes, com os dois casamentos durando curiosamente o mesmo tempo (14 anos cada um), e sempre mostrando em entrevistas um profundo pesar pelo fim dos dois, culpando-se de maneira compulsiva por não ter conseguido levá-los até o fim. Os 23 filmes que ela fez, um número baixíssimo, devem-se às tentativas dela de passar tempo com sua família, principalmente no segundo, quando chegou a ficar quase uma década sem atuar Era a primeira escolha para o papel da mãe no Exorcista, mas somente faria o filme se ele fosse filmado em Roma, aonde morava com os filhos, e o papel acabou indo para a Ellen Bursthyn. Não quis se casar mais depois do fim do segundo, em respeito aos seus filhos e ao seu ex-marido também, atitude de rara, olhem só, veja, vocês, rara classe.

Tornou-se embaixadora da Unicef para países da África e América Latina nos anos 80, e ao contrário das Angelinas Jolies da vida, que levam legiões de repórteres e adotam filhos a torto e a direito por pura propaganda, sempre adotou um ativismo bem mais discreto e eficiente também, efetivamente viajando para nações carentes e alertando o mundo sobre os problemas existentes. Uma história exemplifica bem o que ela representava. Seu último filme foi o Além da Eternidade, um filme que Spielberg fez no final dos anos 80 com o Richard Dreyfuss. Ela interpretou um anjo, que recebia o personagem de Dreyfuss no céu, naquela que é disparada a melhor cena daquele filme (que era bem fraquinho, um dos raros filmes insípidos de Spielberg). Quando Spielberg foi escalar o elenco, na hora de decidir quem interpretaria o anjo ele olhou para a produção e os atores, e no mesmo segundo disse: “eu só consigo pensar em uma pessoa: Audrey Hepburn”. Então, ele conseguiu convecê-la a sair de um retiro que já durava oito anos dos filmes para fazer esse último papel. Quatro anos depois, Audrey morreria de câncer. A classe ficou, mais forte do que nunca. E podemos dizer que, finalmente, a Tetéia da Semana está em casa. Que final singelo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Anna Friel

Atriz inglesa, destaque na série mais hypada do momento, Pushing Daisies, que vai estreiar no Brasil num canal a cabo da vida nessa semana (o canal dos irmãos lá, aqueles mesmos). Começou construindo uma sólida carreira no teatro (sendo indicada até para o prêmio Tony). Resolveu então tentar algo no mundo do cinema. Depois de apanhar fazendo os dois horrendos filmes de futebol, Gol e Gol 2: Vivendo o Sonho (sim, aquele que tem o David Beckham, que como ator é um excelente cobrador de escanteios), Anna finalmente consegue fazer algo relevante para o mundo pop, ao ser escolhida para fazer a série do maluco que pode salvar as pessoas com um toque e matá-las no segundo. Sua personagem (uma defunta trazida do mundo dos mortos pelo personagem principal, e o seu dilema de não poder toca-lá acaba se tornando a força motora do show) é obviamente calcada na Amelie Poulin, mas se a série mantiver o nível dos primeiros episódios, poderá ser uma bela alternativa para aqueles que acham Heroes e Lost as coisas mais insuportáveis desse mundo. Fantasia e sensibilidade, meu!

segunda-feira, 31 de março de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Laura Linney

Atriz norte-americana. Apareceu bem dando um pouco de luz ao péssimo filme Congo, em 1995. Depois disso, conseguiu construir uma bela carreira, emprestando sempre seu imenso talento a filmes como O Show de Truman, Conte Comigo, Sobre Meninos e Lobos, Simplesmente Amor (quando contracenou com o cosa-nostra Rodrigo Santoro), Kinsey e A Lula e a Baleia. Foi indicada pela terceira vez ao Oscar nesse ano com o filme A Família Savage (filme visto no Brasil por mim, o Fundamentalista e mais umas sete pessoas, infelizmente). Na fraca adaptação cinematográfica do livro Os Diários de Nanny, lançado ano passado, humilhou a Scarlett Johansson em todas as cenas que contracenevam juntas, fazendo a queridinha dos nerds ficar menor ainda perto do seu talento e conseguindo os únicos elogios reservados para o filme. Está na hora da Academia reconhecer que Linney está um patamar acima de suas colegas e finalmente fazer justiça a essa nova-iorquina, filha de um dramaturgo teatral e que sempre sonhou em atuar nas peças do pai. Logicamente o destino reservou surpresas mais fascinantes para a senhorita Linney.

segunda-feira, 24 de março de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Beth Gibbons
Cantora inglesa, vocalista da mítica banda de trip-hop Portishead, que forma ao lado do Nirvana e do Radiohead a trinca de ouro da música na década de noventa (o quê, Prodigy? Habla com la mano!). Depois de lançarem dois discos seminais, Dummy (1994) e o epônimo Portishead (1997), a banda sumiu por longos dez anos, e finalmente anuncia o seu terceiro disco, por enquanto entitulado Thrid, previsto para sair em breve. Obviamente a senhorita Gibbons não ficou parada durante esse longuíssimo hiato, produzindo belos discos solos e vindo até para o Brasil em 2003. Que Beth coloca qualquer cantora de música pop hoje no chinelo, disso não há dúvida. O medo é o Portishead ter perdido o bonde da história, e Beth e seus parceiros de banda Adrian Utley e Geoff Barrow (principal compositor) não fazerem um disco à altura das glórias passadas. Mas, caçamba, do jeito que essa mulher canta, o cara pode colocar atirei o pau no gato (belo exemplo de dodecafonia musical) que ainda sim sai algo digno. Esperemos.

segunda-feira, 17 de março de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Alicia Keys

Cantora americana. Atingiu o sucesso em 2002, logo com o seu primeiro disco, emplacando o sucessão Fallin. Na época com apenas 22 anos, Alicia se destacou ao se mostrar uma cantora autoral, habilidosa ao piano e também participando ativamente do processo de composição dos seus discos. Algo que era incomum quando vivíamos o fim da era Britney Spears/boy-bands, quando o negócio era cantar músicas grudentas criadas por produtores espertos. O sucesso de Alicia e Norah Jones e o início da derrocada das gravadoras, sufocadas pelo crescimento da internet, acabaram elevando, ainda que indiretamente, o padrão das composições do mundo pop. Hoje, temos as Amys Winehouses e Kates Nashes fazendo música de qualidade para as massas. Agradecemos a Alicia por isso. O seu mais novo disco, As I Am, acabou de ser lançado no Brasil, e a bela música No One já está fazendo estragos por aí. Hoje a concorrência é feroz, mas se depender da qualidade do novo disco, talvez ela possa clamar o seu lugar de cantora jovem mais respeitada do mundo pop. Sempre a achei mais talentosa que sua concorrente Norah, sem tanto medo de ousar e experimentar caminhos novos. Pelo menos sabemos que podemos acordar tranquilos de manhã sem esperarmos ver o seu nome na lista de obituários, como é comum com os fãs da Winehouse. Isso conta, e muito. Estatística, sabe como é.

segunda-feira, 10 de março de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Camilla Belle
Atriz americana, mas uma brazuca de coração (explico no final o motivo), estrela do mais novo arrasa-quarteirão do alemão doido de pedra Roland Emmerich, 10.000 a.c., que estreiou sexta-feira aqui. Sim, mais um épico do diretor que deu ao mundo Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã. Seria isso um currículo ou uma ficha criminal? Bom, voltando a falar da Camilla, depois de fazer um bom currículo como atriz infantil em filmes como O Patriota (do Emmerich também) e Mundo Perdido, ela apareceu mais crescida e clamando um lugar ao sol para o mundo contracenando com um atorzinho de quinta, um tal de Daniel Day-Lewis, no filme A Balada de Jack e Rose. Tarefa pra deixar qualquer um preocupado (né não, Paul Dano?), mas que ela conseguiu tirar de letra, sem sumir perante o mito irlandês. Depois fez o péssimo remake do filme Quando um Estranho Chama, e agora aparece bem na mais nova produção de Emmerich, que estreiou em primeiro lugar nas bilheterias yankee. O filme vem sendo malhado, mas todos estão poupando Camilla das críticas, um bom sinal. Apesar de ter nascido em Los Angeles e do pai ser americano, Camilla é filha de uma brasileira, e toda a família da parte da mãe vive em São Paulo. Por isso, ela fala um português perfeito e está sempre por essas bandas, e anda dizendo por aí que se acha mais brasileira que gringa. Que bonito éééééééééé....., já dizia Luis Bandeira.

segunda-feira, 3 de março de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Alice Braga
Atriz paulistana, fazendo sucesso nos US and A (como diria Borat) ao aparecer junto do Will Smith no filme Eu Sou a Lenda. Sobrinha da Sônia Braga, construiu uma respeitável filmografia aqui na terra do Zé Carioca, fazendo filmes como Cidade Baixa e Cidade de Deus. Com o estouro do último filme no exterior e as surpreendentes indicações ao Oscar, Alice acabou sendo visada no cenário internacional, recebendo belas ofertas para colocar à prova o seu talento. Como se saiu bem ao dividir a cena com Smith, que é o astro mais rentável do mundo no momento (seus dez últimos filmes renderam mais de cem milhões nos EUA), podemos esperar coisas muitos boas dela. Está filmando com o renomado David Mamet um filme chamado Redbelt (junto do bibelô Rodrigo Santoro), filmou o Ensaio Sobre a Cegueira com o Fernando Meirelles e famosos como a Julianne Moore e o Mark Ruffallo, e tem outros grandes projetos engatilhados. Que ela é mais completa como atriz do que sua tia, isso não se duvida. Apareceu até na capa da Vanity Fair, conceituada revista americana, junto de outras atrizes promissoras. O caminho está engatilhado, é só ficar longe das party girls, que tudo vai dar certo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Marion Cottilard

Atriz francesa, fez história ontem ao se tornar a segunda atriz a vencer o Oscar por um filme falado em língua não-inglesa (a primeira a alcançar tal feito foi a Sophia Loren, na década de 60). A sua perfomance como Edith Piaf no filme que retratou a vida da cantora foi digna de trocentos prêmios mundo afora, e o Oscar, embora surpreendente, foi justíssimo. Realmente não esperava que fossem dar o prêmio para ela. Agora com certeza o passe dela subirá às alturas. Só espero que ela não termine como a Audrey Tatou, aceitando fazer uma atrocidade como Código DaVinci em nome dos dólares. Ron Howard, fique bem longe da francesinha, ok?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Feist

Cantora canadense. Depois de lançar três discos elogiados pela crítica mas de pouca repercussão, finalmente consegue estourar com o sucesso da belíssima 1234, música do seu quarto disco, The Reminder. Na época do grunge, chegou a formar uma banda punk (ela já tem 31 anos e é mais velha que as cantoras da nova safra inglesa, Lilly Allen, Winehouse, Kate Nash e afins), mas aos poucos mudou o seu foco de interesse, a medida que ia amadurecendo (falo aqui que punk é coisa de adolescente? You tell me). O álbum The Reminder é muito bom, mas é nítido que a 1234 é superior às outras composições. Mas nada que não se possa corrigir subsequentemente. A música estourou depois de aparecer num comercial do I-Pod Nano, na Inglaterra e nos EUA. Concluímos então que, apesar da qualidade da canção, o sucesso da cantora deve-se muito ao maior hipócrita da nossa era, Steve Jobs? É claro que não. Um dia a sua máscara cai, chefão da Apple.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Kelly Macdonald

Atriz escocesa. Surgiu em 1996, com o clássico alternativo Trainspotting, filme do diretor Danny Boyle na qual interpretava a junkie que virava (na lógica insana daquele filme) o interesse amoroso do personagem do Ewan McGregor. Depois da repercussão estrondosa daquele filme, que repercute até os dias de hoje, Kelly passou bons dez anos longe dos holofotes, fazendo papéis de pouca expressão em filmes britânicos. A sorte virou de novo somente faz pouco tempo. No ano retrasado apareceu bem no filme Nanny McPhee-Uma Babá Encantada, no qual foi destaque como coadjuvante da Emma Thompson. Então, foi escalada pelos irmãos Coen para um papel importantíssimo no belo filme Onde os Fracos Não Têm Vez, indicado ao Oscar de melhor filme desse ano. Sua personagem é a única a deixar desconcertado o vilão parrudo do Javier Bardem, Anton Chiguhrn, desde já Top-10 entre os maiores vilões do cinema. Vê-se que a façanha é verdadeira. Espanta ver que essa escocesa de raiz, tão ligada à sua pátria natal por culpa do filme de dez anos atrás, simular um perfeitíssimo sotaque texano, humilhando seus companheiros de Reino Unido, os ingleses Jude Law e Kate Winslet, que foram uma vergonha interpretando personagens do sul yankee no péssimo Todos os Homens do Rei. Talvez a mão precisa dos Coen tenha sido a responsável pela bela perfomance dela, mas ela tem grandes méritos, sem dúvida. Agora, vamos torcer para ela não sumir por mais dez anos, ou então, se isso acontecer, como seria o seu retorno na próxima vez. Talvez interpretando uma cientista nuclear num filme do Michael Bay? Talvez.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Romola Garai


Atriz inglesa, protagonista da série inglesa Angel e que está bombando nos cinemas por aí com o belo Desejo e Reparação (o qual falarei em breve, segurem aí). Três atrizes interpretaram no filme a personagem Briony, vital para o desenrolar da obra. Com 13 anos colocaram a Saorsie Ronan, com 18 colocaram ela e já idosa enfiaram a Vanessa Redgrave. A única indicada foi a Saorsie, uma injustiça, já que Romola pega algumas das cenas mais densas do filme e consegue passar com clara habilidade a culpa da personagem. Coloco-a já no rol das grandes promessas do cinema da ilha, e se vocês acham muito, bom, aí já não é problema meu. Mau humor de Carnaval, desculpa aí. Há, esqueci de um bagulho: ela fez a continuação tardia do Dirty Dancing, Noites de Havana, com o Diego Luna. Agora que você leu isso, apague da sua memória esse detalhe. Bipppppppppp............

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Gabriela Spanic

Atriz venezuelana, imortalizada ao atuar na colossal novela mexicana A Usurpadora, sucessão no SBT no final da década passada, antes do Sílvio Santos ficar gagá e mudar a programação da emissora a cada cinco segundos. Se nós considerarmos, vamos ver, Cidadão Kane como o maior êxito da linguagem de dramaturgia transposta para vídeo, tanto em termos de cinema quanto de televisão, as novelas mexicanas estariam juntas com os filmes do Michael Bay do outro lado da moeda. Mas, ao contrário dos filmes de Bay, as novelas mexicanas conseguem proporcionar belíssimas risadas, ao desconsiderar desde o início qualquer tipo de sutileza em termos de roteiros e interpretações e partir logo para o dramalhão, com épicas histórias de drama, vinganças e amores impossiveís. A máxima do "é tão ruim que chega a ser bom" vale. No caso da Usurpadora, quem já ousou assistir algum capítulo sabe bem o que fez a novela ser um dos maiores êxitos da história da Televisa, a Globo Mexicana, lançando a Gabriela Spanic ao estrelato. Fez tanto sucesso por aqui também que quando ela veio para o Brasil, levantou a audiência de todos os programas do SBT que visitou. A saga das irmãs gêmeas separadas no nascimento, com uma se tornando bondosa e pobre e a outra rica e malvada é uma aula de como não ter vergonha alguma daquela palavra chamada maniqueísmo. Pô, pra quê complicar, enfiar complexidade e profundidade nos seus personagens, se você pode partir pra ignorância e deixar tudo às claras desde o começo? Quem é bonzinho é bonzinho e não tem defeitos, e quem é mal é pior do que bater na mãe, oras! Nem todo mundo pode ser o Tennessee Williams não, pô! "O quê, eu não sou filha de Dom Carlos Eduardo da Veiga? NÃÃÃÃAÃÃÃÕOOOOOOO!!!!!!!".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Mary Lynn Rajskub


Atriz e comediante americana, mais conhecida por interpretar a agente anti-terrorista Chloe O’Brian na série 24 Horas. Ela entrou na terceira temporada para fazer apenas uma participação especial, mas agradou tanto os freaks do show que acabou sendo efetivada, e hoje é o segundo maior salário da série e também segunda em número de episódios, perdendo nos dois quesitos apenas para você sabe quem. Sim, num show no qual Jack Bauer sai atirando em qualquer criancinha que vê pela frente em nome do Tio Sam, Mary Lynn injeta um pouco de, digamos, humanidade numa atmosfera tão árida. Será que a fraca sexta temporada fará os produtores darem um belo de um chutão no Kiefer Sutherland e fazerem da Mary Lyon a protagonista de facto do bagulho todo? É lógico que não, mas esperem cada vez mais proeminência da ex-comediante de stand-ups dentro do mundo do senhor Bauer. Há, uma última coisa: ela estava no Pequena Miss Sunshine, numa participação pequena, porém deveras marcante. Não falei pra vocês que só faltou o Bill Murray para aquilo ser perfeito?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Guta Stresser

Atriz paranaense, protagonista do filme Nina e mais famosa por fazer parte da série global A Grande Família, remake de outra do mesmo nome passada nos anos 70, interpretando a caçula da família Bebel. Lógico que a série, que começou no já longínquo ano de 2001, já demonstra algum cansaço, mas não se pode negar que é um produto de classe superior. As três temporadas antes da morte do ator Rogério Cardoso em 2004 são sensacionais, e a série não deve nada para qualquer sitcom yankee, pelo contrário, quando lembramos de coisas como Three and A Half Man sentimos até orgulho de sermos brasileiros. Guta tem um papel de destaque na série, conseguindo se impor mesmo diante de excelentes atores como Marco Nanini, Pedro Cardoso e o finado Rogério Cardoso. Tenho ressalvas apenas em relação ao filme Nina. Quantas a equipe tomou quando foram filmar aquilo? De resto, vejamos como andará a carreira dela quando a série encerrar as suas atividades, o que está previsto para meados desse ano. Aguardemos então, sim, aguardemos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Ellen Page

Atriz americana, todos devem se lembrar dela nos filmes dos X-Men, interpretando a garota mutante psíquica espertinha Kitty Pride, que no final do terceiro filme, depois do farsante, ops, diretor Brett Rattner ter matado metade do elenco principal, acaba tendo de se juntar aos mutantes mais experientes (leia-se Wolverine) para descer a porrada nos partidários do Magneto. É dada como certa a sua indicação para o Oscar de melhor atriz desse ano pelo filme Juno, no qual interpreta uma adolescente enfrentando uma gravidez não planejada. Já ganhou e foi indicada para uma penca de prêmios, então não será nada surpreendente ver a moleca mutante ganhando o Oscar. Quem sabe ela não pega a estatueta e dá na cabeça do Senhor Rattner, por ter a colocado no meio do fogo cruzado? Magneto move pontes com a mente, jão!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Kate Nash

Cantora inglesa, primeira tetéia do novo ano que se inicia nesse blog que odeia clichês (principalmente aquele Progressista lá). Bombando nas rádios inglesas com a bela Foundations (um nome nada usual para canções de amor pops) e escrevendo todas as músicas de seu primeiro disco, Made of Bricks, tem tudo para dar um belo de um pé na bunda das bagaceiras Amy Winehouse e Lily Allen das paradas (tem apenas 20 anos de idade). Como elas vão capotar logo, então veremos a senhorita Nash dominando todo o bagulho. Quer dizer, até ela ir pára os States e ser chamada para uma baladinha com a Lindsay Lohan... opa, quer dizer, isso já aconteceu. Fazer o quê, né?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

TETÉIA DA SEMANA

Sarah Polley

Atriz canadense. Queridinha dos circuitos independentes, surgiu para o mundo no filme de natal mais, é, digamos, "descolado" já feito, o Vamos Nessa, uma versão junkie-adolescente do Pulp Fiction. O filme, que contava histórias paralelas envolvendo funcionários de um mercadinho que se envolviam em tramas com drogas, mafiosos e tudo aquilo que fez parte das milhares de cópias do filme do Tarantino que infestaram o fim da década passada, acabou se tornando um cult. Polley também teve êxito no filme Madrugada dos Mortos, mas o Vamos Nessa continua sendo o seu melhor momento. O filme é de 1999. Oito anos se passaram. E aí, vai ou não, senhorita Polley?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

TETÉIA DA SEMANA

Lauren Graham

Estrela do finado seriado Gilmore Girls (RIP -2000+2007) e famosa também pelo seu papel no sensacional Papai Noel às Avessas (Bad Santa no original), filme já falado nesse mês especial pelo digníssimo e deveras natalino Camarada Moderado. Não deixou de ser surpreendente a mudança , da mãe modernete e linguaruda do seriado para o interesse romântico do Papai Noel boca-suja do Billy Bob Thorton. Um belo choque de realidade, não? Agora que o seriado foi para as cucuias, quem sabe não rola uma continuaçãozinha do filme? Sei lá, temo bastante pela carreira da senhora Graham, as coisas não andam muito fáceis não.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

TETÉIA DA SEMANA

Helena Bonham Carter

Atriz inglesa, musa-mor do maluco de plantão e diretor nas horas vagas Tim Burton, que levou essa história de musa tão a sério que até se casou com ela. Burton é fascinado pelo Natal, sempre trabalhando o lado sombrio e "gótico" da data nos seus filmes. A senhorita Bonham Carter, com seus trejeitos de atriz vitoriana e suas tendências para o burlesco, acaba caindo como uma luva no universo Burtoniano. E ela estava no Clube da Luta. E como estava: sua personagem é vital. Mas aquele era um filme natalino? You tell me.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

TETÉIA DA SEMANA

Beverly D'angelo

Estrela (?) da imortal (??) série de filmes Férias Frustradas. O exemplar mais famoso da série, além do primeiro filme, era o terceiro, Férias Frustradas de Natal. Tendo de aturar o mala-mor Chevy Chase do lado, Beverly pouco pôde fazer além de contornar as caretas e expressões sem graça de seu parceiro de cena. Mas o filme virou um crássico de Natal da Sessão da Tarde (mas não o são todos os filmes que passam nessa sessão? Os caras amam colocar filmes natalinos nessa faixa), e será, logicamente, futuramente dissecado pelos experts desse blog. Fora a série, Beverly se destacou também no... e naquele outro clássico, o... há, teve também aquele baita filme, ganhou Oscar e tudo, o... é, bem, a vida é assim mesmo, fazer o quê. A, tá: ela foi parceira do Al Pacino por mais de vinte anos. Sem jamais se casarem. Al Pacino, que nunca viu um altar na vida. Uhm, deve ter sido um belo de um contrato... cala a boca, Progressista. E o Al Pacino nunca fez nada de interessante quando se trata de Natal. Então, dane-se ele.