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sábado, 21 de junho de 2008

Eu, eu mesmo e Irene( Uma parábola através de um plágio de filminho vagabundo)


"Mas que merda é essa?"
"Uma foto, não está vendo?"
"Isso eu sei pô! Mas que eh? O tour da França dos sorveteiros? Olha esse carinho amarelo, que ridículo!"
"Não, é a bicicletada que teve aqui em São Paulo, o pessoal que reinvidica mais espaço para as bicicletas nas ruas."
"Tem mô espaço, olha!"
"Tem porque eles interditaram as vias para os ciclitas ocuparem as ruas."
"E os carros?"
"Não ouviu o que eu falei sobre o governo interditaram as ruas?"
"Tá, tô falando que os carros poderia ter uns."
"E qual a finalidade dos carros na bicletada?"
"Ué, fazer a bicletada acontecer, eles não estão reclamando falta de espaço, vamos dar um realidade a esse movimento..."
"Acho que você está tirando sarro de mim."
"Que isso?Eu? Imaginação sua."


"E agora, outra foto?"
"Sim."
"Essa eu sei: carnaval no rio, ê beleza!"
"Como?"
"Oras, tem um cara dançando aquela dança flamenca do leste europeu e tem um peladão: tomo mundo deve tah loko de droga e se divertindo...eh laiá!Saudade da Lapa, lembra aque..."
(interropendo)"Não! Aqui é um ciclista que recebeu tratamento da polícia, sabe, quando eles querem fazer dispersar a multidão."
"Hum, entendeu,to vendo! olha lá ele dispersou os futuros filhos do cara também, dá um olhada (engole seco) dói até de ver."
"Sem dúvida!"


"Outra foto, que merda é essa não vai escrever nada de bom não? Vai ficar me enchendo o saco com fotos que pegou do Google."
Meu nome por acaso é Camarada Progressista ou Fundamentalista?
"Hum, essa eu não esperava, vinda de vc..."
Impressionado?Estou aprendendo com o melhor.
"Tá falando de mim?"
"Imagina...eu falando do senhor: meu outro eu, nunca."
"Bem, deixa quieto...essa parece mais carnaval, olha(apontando o dedo), tem até buzina com spray."
"Spray de pimenta, caro colega. E foi bem no olho do cinegrafista"
"Haha, deve ter ardido, da onde é essa?"
"Do mesmo dia da foto anterior."
"Caramba, é o mesmo peladão da outra foto? esse gosta de aparecer...alguém foi preso?"
"Sim, uma pessoa ficou detida, ele inclusive mostrou que mandou um email para a Polícia informando sobre o evento"
"Hum, nem precisa continuar, ele se ferrou pq eles pegaram ele pra dar o exemplo."
"Exatamente."
"Meu, andar de bike nuzão deve ser problemático..."
"Pensei o mesmo..."
"Como?"
"Exatamente, mas eles são cicloativistas, devem ter encontrado um jeito. Assim espero"
"Não tem nenhuma foto com mulher pelada?"
"Não aqui, pelo menos."
"Cadê a Irene?"
"Boa pergunta, tentei ligar pra ela e nada. Continuamos esperando a moça..."
"É.."
"Não é, Estragon?"
"Quem?"
"Pff... nada..."
"Vamos procurar umas fotos de mulher pelada?"
"Não!"
"Opa, eu quero, só vi cueca pelado, faz mal pra mim, cadê a mulher pelada?"
"Já disse que não tem!"
"Vamos Procurar no Google!"
"Eu..."
"Procurar no google!"
"...disse..."
"No google!"
"...que..."
"GOOGLE!"
"...está bem, está bem"
"Assim é que se fala, Vladimir!"
"Como?"
"Nudismo feminino me deixa letrado."



Um pouco mais?
Eu e minha bicicleta, Algarve!

Os peladões e a polícia confundindo os ciclitas.

Um dia problemático para um ativista das duas rodas.

Outra publicação, diferente do jornal, ela, as vezes, não nos ama.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O cabeça de ovimem cima do muro maldizendo tudo que os ostro falando

...;;;;





ae senhorzinho.....

vou te conta uma istorinha da carocheta, senta aí un tantinho

minina má proxeneta caixinha d' oro era mui amiga da madafenstra, filha do neto grude velho da portera do oeste. Cumeça toda minha istoria na parte da portera


do lado da portera, cumo sabe, tinha um muro bem arto e ficala no muro bem arto um ovo cabecudim
ovim todo prominente
magnata da gema dorada.
Num diantava fala com ele, não arrediava o pé dele dcima do muro, bixim muito do teimoso

dmanhã ensebado naquele muro ficava armadiçondo todo pessoar das bandas do muro
era a temosia peça mais estrela do braquim
não importava;
era homê, muié, tigra, bengala, cobra.
todo mundo avisava
"um dia se oCê cai, como fica?"
todo risonho remedava:
"bem amarelim pra ri da cara docês"
e passidançava Bob Fosse, muito dodeducado, sabia os gringo todo, dmemoria até a ponta da língua.

Passo uns dia, passo umas noite, nem alembro, vc, fazia anos ou era bem do próximo da sua data, a certeza tah no calendário pregado na cuzinha da minha casa, entonces, minina nova pareceu; das banda do rir torto. Ela vêio todo raponçosa, bebendo a´gua d'ali e d'acolá, rondavandada a portera
véia, de mansim-mansim pregunto pro mizim ovim

"tu ta fazendi adi cima?"
"esperanpenso, oce ta fazini adi baixo?
"aindanada, mas deixe de apoquentar, deixa vai subir, me ajuda?"
"ddeixar vou, mas nem drruba"


Minina dolado, ovim d'outro
osso e carne e clara e ovo
ovim rumo no chão dalajota
minina deslembrou dajuda
sai cantintans uma musiqueta,
porreta minina, cantantim toda boba

do lado d'ovim, dreito saiu um minino-mim pequeno, todo triste zóio dluazul magnata
do lado de ká d''ovim, squerdo saiu uma minina-toda, rainha das briga de rinha, galinha de todo chiquero

minino-mim todo tristim fez blog pra ficar em sempre cinema, assim bnão mais tristim


Moral da história: Um ovo tem duas gema, quebra logo!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Dublin e a alma irlandesa

Dublin é a grande contribuição dos irlandeses para a civilização ocidental, uma contribuição que eles ficam reinventando e que nunca se esgota criativamente. Dublin é o único tema que os irlandeses dominam. Eles só se dão bem falando dessa cidade feia.

James Joyce – só a menção desse nome bastaria pra me dar razão e encerrar o assunto. Ulysses não existiria sem Dublin, é uma epopéia sobre essa cidade, muito mais do que a Odisséia era sobre a fragmentada (e imaginária) geografia grega. Portanto, sem mais explicações.

E – como se precisasse – ainda tenho outro nome, esse menor, pra não dizer que eu fiquei só na literatura, e mais, só no passado: Alan Parker. É, o grosseirão, que vive errando a mão, um dia acertou, e acertou como nunca; aliás, como poucos acertaram, dirigindo essa maravilha que é “The Commitments – Loucos pela fama”: o filme simplesmente nunca, em nenhum momento, perde o ritmo, sempre está lá no alto.

Qualquer sinopse do roteiro será mais ou menos assim: o Senhor viu que os irmãos irlandeses estavam precisando de um pouco de “soul”; então, comissionou Jimmy Rabbitte e Joey “The Lips” Fagan para formarem uma banda que trouxesse “soul” para os irlandeses. Mas, na prática, o filme não funcionaria se não tivesse como plano de fundo a destroçada e sempre cinzenta Dublin.

Entre outras preciosidades, destaco essa lição de etnologia do sempre incisivo Jimmy Rabbitte: às tantas, ele, trabalhando por converter os corações incrédulos, diz:

"The Irish are the blacks of Europe. And Dubliners are the blacks of Ireland. And the Northside Dubliners are the blacks of Dublin."

Quando Parker foi fazer filme sobre outra coisa, ferrou tudo.

Dublin é, na verdade, um mote a partir do qual os irlandeses acabam discorrendo acerca de tudo: catolicismo, ingleses, encher a cara, mulheres. Além disso, eles contam com aquela lucidez que só a autodepreciação típica do terceiro-mundista pode garantir.

Assim, existem dois tipos de artistas irlandeses: aqueles que levam Dublin consigo e aqueles que a deixam pra trás. Os últimos, cedo ou tarde, hão de pagar um alto preço: eis o U2.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Curitiba - Parte 3

Agora, depois de algumas semanas sinto um saudade dessa cidade. É depois desses dias as lembranças retornam num misto de saudosismo e com um poder de análise maior. Curitiba, é antes de tudo, a cidade das pontecialidades: tem pontecial para crescer, para se tornar uma cidade festeira, uma megalópole cultural. Ainda gostando dela não consigo levar essas cidade tão a sério. Um lugar onde as pessoas respeitam fila absurdamente, não tem lixo no chão e não se ouve tiros; como pode levar uma cidade, e chama-la de metrópole, onde passei quatro dias e nem vi um mísero punguista, nessas horas que senti saudades de São Paulo, áhhh linda metrópole, quanto você tem a ensinar a esse vilarejo chamado Curitba? Muito, sem dúvida. Tirando essas carências( ladrões onde vcs estão?) a cidade é aconchegante. E finalizando essa série que perdurou demais, um acontecimento que ocorreu com uma colega da UFSC e um comuna. Ok comecemos...

A garota estava lá, onde deveria estar. Se divertia com os amigos e os colegas recém adquiridos da USP, mas só ao chegar o comuna. Como todos da sua espécie ele se aproxima dialeticamente ( não me pergunte como é isso), ela expansivamente tenta explicar o que acontecia. Eu resolvi olhar os dois conversando. Ela começa a conversa:


"Eles estavam me chamando para fazer uma coreografia."
"Um ato?"
"Não, uma farra."
"Uma manifestação?"

Olhei para ela e falei:

"boa sorte."

e saí.

sábado, 5 de maio de 2007

Curitiba - Parte 2

Depois de alguma tempo, ainda sofro os sotaques da terrinha curitibana e não só isso; as pessoas me perguntam se sou curitibano, se vi Danton Trevisan( vi ele passando pela rua, um amigo jogou xadrez com ele uma vez), se fui na Opera de Arame. Deixando essa coisas turísticas de lado, eu sempre deixo de lado, me interesso pela cidade pelo aspecto humano; uma cidade é nada mais que isso: um amontoado de almas; que tentam levar suas vidas e conviver umas com as outras harmônicamente, mesmo com as filas e os ônibus lotados nas horas de pico. Tive uma idéia dos curitibanos, mas convivi intensamente com os universitários de comunicação da UFPR, na verdade, sobretudo os jornalistas. Garotos deveras interessantes, ainda que um único problema: excessiva politicagem, mostro agora mais um caso um tanto hilários dessa situação.

Era de manhã e um garoto entra no alojamento, começa a gritar e fazer barulho. Trancrevo agora o que vociferava:

"Acordem camaradas, o capitalismo está lá fora, acordem! Nós temos que enfrentar a burguesia, ela continua lá . Acordem!"

Meio que me levanto, olho pro garoto, longe de ser um proletário ou um punk, pois trajava um tênis bem caro e roupas de grife. Olho para ele e digo num tom quase gritando:

"a burgesia somos nozes!"

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Curitiba - Parte 1

Depois de me ausentar por alguns dias(motivos de viagem, vide meu último post) resolvi voltar a escrever nesse que considero o blog coletivo mais interessante no qual eu já participei(não me pergunte quantas vezes eu participei de um blog coletivo). Mesmo que não temos ainda certa notoriedade ou qualquer glória ainda me diverto muito contribuindo para essa loucura freudiana; qual não se sabe se somos apenas uma problemática pessoa ou três loucos( não acredite em tudo que lê) que se encontraram pela rua, combinaram de escrever num mesmo lugar e todos, mesmo que internet discada, tiveram a possibilidade de postar graças a essa conectividade regular.

Explicações a parte, ontem nós tivemos uma reunião de pauta( parecemos até profissionais do teclado), rimos e em alguns momentos que não tinhamos o que conversar discutimos sobre este blog. Sobretudo o que deviamos falar. Eu decidi escrever um pouco sobre Curitiba. Então let's vamos.

Algum dia aleatoriamente, não sei se era o segundo ou o terceiro dia da viagem, estava como habitualmente faço; rondando a cidade a procura de alguma dose violenta de alguma coisa, lógico que já tinha bebido um pouco, então não seria surpresa acreditar no que aconteceu comigo sendo apenas uma visão, uma miragem.
Dois amigos e eu andávamos em direção ao movimento noturno da cidade, em direção contrária aporta uma garota da UFPR: seu estado preocupante, quase chorando, nos preocupou. Nós paramos e conversamos com ela, na verdade, eles conversaram. Eu, no momento, apenas ouvia. Falava que a organização do evento estava em risco, pois dois dos "cabeças" do centro acadêmico curitibano haviam brigado, continuou falando sobre eles, algo me assombrava: um dúvida. Tanto eu como meus colegas não sabia se eles, "os cabeças", eram amigos ou se tinham um vínculo mais profundo, um vínculo nas partes baixas. Então resolvi sanar a dúvida coletiva:

"Mas eles transam?"

Ela olhou pra mim e disse:

"Politicamente?"

Olhei pra ela, fingi que alguém me chamava e resolvi continuar a andar. Depois dessa só um pouco de álcool.