sábado, 21 de abril de 2007

Buscemi for President 2008 - Join the Presidential Campaign

Buscemi serving afro-american customers at Hattie's Café: pro-multiracial coexistence and against racism!

Como arranjar um amor perfeito - 2ª parte

Agora que o camarada fundamentalista definiu como arranjar o homem certo ou pelo menos um pateta de bom coração, senti uma necessidade de passar o pouco que eu sei sobres as mulheres. E quando falo pouco é pouco mesmo, até os grandes pegadores de mulheres não sabem o que se passa naquela linda cabeça feminina. Na verdade, vc não não precisa saber o que se passa na cabeça das mulheres; primeiro pq todo homem que tentou isso enlouqueceu ou se perdeu por lá e não voltou; segundo, ainda que toda essa complexidade do sexo oposto pareça um osbtáculo existe ainda um fator comum: a insegurança.

É sabido que as mulheres são inseguras: vivem num mundo do patriarcado, são vistas como objetos e grande parte das obras de arte são culpas delas( até parece que nenhum que leia isto nunca fez nada pensando em uma mulher, eu sou bem suspeito pra dizer não). Finalizando, a insegurança vem desse mundo que é machista e adorador obssessivo por elas, em suma: cada passo dado por uma mulher é acompanhando e julgado; seja do seu físico até suas atitudes.

Depois de saber essa informações o que vc deve fazer? Ter penas dela? Pelo contrário, se aproveite da situação. Elas se perdem nessas coisas, dificilmente elas sabem o que querem. Aí está a questão: vc deve saber o que ela quer, tem que tranparecer isso. Mas não confunda segurança com obssessão, tome cuidado. Mande flores, bombons, mas tudo sem demostrar interesse demais, sem mostrar suas intenções claras. Controle a situação, prepare o ambiente. Seja um pouco romântico e safado. Mas acima de tudo confiança é a chave. Pergunte como ela está , as coisas em geral e deixe ela falar( se não tiver interesse, finja).

Não vou me delongar sobre a conquista em si, mas em termos gerais é isso. Vai devagar, se não for em baladas e se for amiga. Quando a mulher não te conhece vc tem uma vantagem, vc pode confudi-la, e´simples. Mas depois de ter pegado a moça, não se desespere, esqueça de ligar, deixe ela vir atrás. e fale "pô, era eu que tinah que ligar?". Mas prepare o ambiente, quando se reencontrarem prepare um almoço, um bom vinho. E mais um presente na hora certa e continue fingindo interesse, por pelo menos 20 anos, depois vc pode falar que teve a impressão errada das coisas.

Como arranjar um amor perfeito - 1ª parte

Censurado por mim mesmo.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

On vacation

Camarada Progressista está viajando. Retorna dia 22. Aproveitamos sua ausência e divulgamos uma das poucas fotos disponíveis dele. A foto, tirada em preto e branco, dissimula suas imperfeições epidérmicas, apesar das limpezas de pele mensais:

Camarada Progressista

Bem... o que podemos fazer?

digo agora, um tanto mais sóbrio e depois de trabalhar, o que acontece com cinema nacional.

A coisa que acontece com o cinema nacional, sobretudo aqueles que recebem incentivo governamental: corrupção. Isso mesmo caros leitores, nada mais além do velho problema do nosso país. Imagine, no período de 2006/2007 tem-se em produção, nada menos, que 165 filmes, assustador né? E grande parte deveria estrear ao longo desse ano. Temos bastante filmes nacionais que estrearam em 2007, contudo muito longe da meta estipulada. Ou seja, muitas vezes os responsavéis pelos filmes simplesmente esquecem de prestar conta do dinheiro público investido( vide Chatô). Atrelado ao famigerado problema da corrupção, há também outro, o qual não só a mídia do cinema como também os impressos sofrem: distribuição. Diferente dos livros e revistas, o problema não é a logística devido ao tamanho do nosso país mais usarmos um método de escoamento muito caro, o automóvel. Mas sim a reserva de mercado: o quanto as distribuidoras de filmes reservam às películas brasileiras. Estou falando de cinema de verdade, e não globo produções. Um bom filme seja ele de arte ou pipoca. Quer dizer: temos poucos espaço de exibição, atigindo, com sorte, o eixo Rio-Sampa. E depois de todas esses problemas para destinar o filme ao grande público, tem que concorrer com o lobby da Globo Filmes e seus enlatados( claro que a globo tem bons filmes, mas são exceções) e não fica só nisso: há poucos cinemas e eles são dominados por empresas multinacionais que seguem a onda estadunidense(quando escrevi isso me senti comunista), além, é claro, de ir ao cinema é muito caro hj em dia.

Concessões

Hora das concessões, eu mesmo as faço. Fora as truculências cometidas contra a ortografia, testemunhou-se um fio de luz, um vestígio quase imperceptível de lucidez em todo o jornalismo, amador ou profissional, no texto do Camarada Progressista (qual a razão deste nome? alguém sabe o que se quis dizer com isso?). Contrariando a estupidez geral, do tipo paga-pau, da cobertura dada ao BBB e ao casal com selo Boninho, Inc., de qualidade, o falacioso e falador Camarada Progressista parece ter dado uma dentro. Provavelmente, foi o pai dele que lhe disse essas coisas, limitando-se o rapazinho a simplesmente repetir as impressões e opiniões do papai.

Como deveriam saber, o que há de verdadeiro no romance Alemão e Siri é o que havia de verdadeiro no "quadrado mágico" da Seleção de Parreira, nos idos do ano passado. Ou seja, a Rede Globo tem se empenhado, com seu profissionalismo e competência assombrosos de sempre, a nos proporcionar uma grande farsa nacional por ano. É uma regularidade louvável. 2006: o Hexa. 2007: Romeu e Julieta, e um Romeu que, de quebra, é também herói da raça, macunaíma global, o Alemão.

Parabéns a todos, que eu tiro as minhas tranqueiras da frente pra deixar vocês passarem.

Observação inoportuna: uma razão para odiar irracionalmente o cinema nacional: o artista nacional. Exemplo: Walter Salles. Uma razão para odiar (ir)racionalmente o cinema nacional: o filme nacional. Exemplo: O Pagador de Promessas, Cidade de Deus, etc. Explico: tais filmes não são a regra, mas a exceção, numa terra onde todo o mundo se diz artista, nos remetendo de novo à necessidade de odiar o artista nacional. Tais filmes fazem a gente ver, por causa da sua qualidade excepcional, ou seja, de exceção, como o dinheiro do contribuinte está sendo, como sempre, jogado fora. O Camarada Progressista já o tinha assinalado.
Mas, e o que fazer? Bom, eu defendo é que, enquanto não houver quem assuma a responsabilidade de fazer cinema pipoca, e cinema mesmo, a Globo Filmes vai continuar nos forçando a engolir episódios autônomos e estendidos de seus programas e novelas. É preciso, em suma, que haja um cinema nacional, e não a Globo Filmes e meia dúzia de pretensiosos querendo mostrar a miséria dos trópicos, só que apelando pra tese sociológica de coluna de jornal. Não, não estou me referindo ao Waltinho. Porque ele sabe, de qualquer modo, segurar uma câmera, e quando ele se despir do tipo do "artista nacional", convido-o pra lanchar lá em casa, e vai ter pão com ovo.

E viva "O Homem que Copiava"! Jorge Furtado, seu petista de uma figa! Tu fizeste um filme trilegal!

BBB - uma ode à Grande Irmã

"Alguém me traz um cigarro aí?"
O Big Brother Brasil 7 foi um inesperado sucesso, devido ao esgotamento que o programa tinha mostrado na sua edição anterior. Todo esse sucesso de audiência e repercussão deve-se ao trabalho brilhante de maniqueísmo novelístico perpetuado pelos editores do programa.

Todos assistimos a consagração de Diego Alemão, dublê de programador, galinha e pornochanchada ambulante, um ser estúpido, arrogante, grosseirão e criador do triangulo amoroso mais tosco da TV brasileira. E também assistimos a criação mais espetacular dos habilidosos editores globais: a transformação do pacato e simplório Alberto "Cowboy" na personificação viva do mal, terceira encarnação do anti-cristo e estrategista impiedoso. Uma façanha, um trabalho digno de Guiness Book, transformaram todo a arrogancia do Alemão em "confiança", criaram para o rapaz uma imagem de como deveria ser o homem contemporãneo e jogaram para o Cowboy toda a culpa por todas os problemas da humanidade. Uma palhaçada completa.

Mas, alheia a tudo isso, existia uma luz de razão e verdade no meio de tanta bobagem. Analy, curitibana de 30 anos de idade. A mais velha do confinamento. Uma garota de voz um tanto quanto singular. De gestos sutis, explanações lentas, suaves e vigorosas, de uma discrição raramente vista num programa onde exibir-se é a alma do negócio. Fumando sempre que nem uma chaminé, emendando um cigarro no outro, desancando os rivais com um cinismo incontrolável e furioso em suas palavras, nunca nas ações. Uma cabeça fria e pensante no meio de tantos bufões incontroláveis. Sempre firme nos seus atos, deu um fora monumental no pobre jornalista-wannabe pernambucano Alan Pierre. Foi a única mulher da casa a jamais bandear para o lado do Diego Alemão, jamais se impressionando com a popularidade crescente do rapaz, sem fazer concessões para se fazer de boazinha para a patuléia., ao contrário da vice-campeã e inócua participante Caroline, que mesmo depois de ouvir do Alemão que "teria as roupas íntimas arrancadas a força" como resposta a uma brincadeira feita contra ele, ainda teve a cara de pau de defender o mesmo no final. Caroline, por sinal, que mesmo sendo a melhor amiga da Analy no confinamento, era sempre motivo de tédio e cortadas impagáveis da mesma.

Ai, veio aquele que entrará para a história como um dos momentos mais desconcertantes já vistos na TV brasileira. Na 7 semana do programa, o líder foi o Alberto Cowboy. Todos então temeram um possível paredão entre Diego Alemão e a Íris, casal favorito para o público do programa. Seria terrível se, a um mes e meio do fim do programa, um deles saísse. Então, numa prova do Anjo estranhíssima, a Íris ganhou o colar. Todos suspiraram aliviados. O Alemão estaria salvo, sendo imunizado por ela, e Íris ganharia de qualquer outro participante de qualquer maneira. Havia um porém. Nessa edição, foi introduzida a possibilidade de veto a indicação do anjo. Nas 6 semanas anteriores, os escolhidos nunca fizeram uso desse direito. Mesmo quando desafetos poderiam vetar imunidade para o outro, não o fizeram, já que temiam a reação do público perante essa descortesia. Alberto Cowboy sorteou, e no papel pego por ele, o nome era o dela, Analy. Então, Pedro Bial, dissimulado apresentador, perguntou a Íris quem ela queria imunizar, e a mala sem alça, como não poderia deixar de ser, escolheu o Alemão. Corte para o Bial. Então, ele se dirige a Analy. Pergunta se ela faria uso do poder de veto. Perguntou rapidamente, atropelando as palavras, já que nunca ninguém tinha feito uso do mesmo, então nem valeria a pena perder muito tempo com isso. Mas não. A camera fechou nela. Então, aconteceu.

Com um sorriso de orelha a orelha, todos os dentes a mostra, com um cinismo indisfarçavel, como se fosse a coisa mais natural do mundo, Analy disse que sim, vetava a indicação de Íris. Diego Alemão não mais estava imunizado, estava nu, como o mais desbaratinado dos reis. Corte para o casal, corte para Bial, suando, tremendo, tropeçando nas palavras, como se tivesse ouvido o anúncio da morte de alguém querido, ainda repetiu a pergunta, para ouvir as palavras proibidas: "Sim, eu veto". Como que sentindo a trágédia se aproximando, virou-se para o Cowboy e rudemente pediu a indicação do mesmo, que votou na Íris, e na justificativa ainda foi bruscamente interrompido por Bial, que já não escondia mais o nervosismo. Nos votos da casa, Diego foi emparedado, e disse que ia "acabar com essa palhaçada", olhando para Analy. Mas ela, impassível, classuda, manteve o belo sorriso, de quem sabia que tinha devolvido as coisas aos seus devidos lugares. Deu a dose de cinismo e sarcasmo que aquele circo global merecia. Resultado: Íris eliminada, Alemão sozinho por um mes e meio, e Analy marginalizada pela edição do programa, pelo público e pelo Pedro Bial até sair, numa honrosa 4 colocação, eliminada pela aprendiz de bibelô Caroline.
Mas ela não estava sozinha. Que tenha sido feita ajustiça nessas horríveis linhas.
Afinal, todos nós deveríamos ter amado a Grande Irmã.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Indies

Quanto aos diretores Indies, eu vou fundar o maior fã clube do David O. Russel do mundo. Esse cara sim, sabe tratar aqueles atorzinhos mimados.

moderado vs. progressista, Round 1, FIGHT!

Será que o moderado estava brincando com a gente tb? Será, será, será? Bom, usando o direito de resposta, direito esse SAGRADO E IRREVOGÁVEL nesse blog que se pretende como um livre intercâmbio de idéias, conceitos e truculências, eu digo em juízo que tenho uma visão extremamente negativa da produção cinematográfica brasileira pós-retomada, retomada essa iniciada com o horrendo Carlota Joaquina em 1994. Visão essa provocada pelo desgosto que sinto com os métodos usados pelos cineastas para poderem financiar os seus filmes, desgosto por saber que a única produtora rentável de cinema do país, a Globo Filmes, lança uns 6 filmes por ano, ou bobages dirigidas pelo Moacyr Góes (filmes do padre Marcelo Rossi e da Xuxa), ou comédias toscas e sem graça dirigidas pelo Daniel Filho (a Partilha, Se eu Fosse Você), ou novelões bregas feitos em cima de livros que teriam potencial para serem bom cinema(Zuzu Angel, Olga). Aí, restam duas alternativas: parcerias com estúdios estrangeiros, raras mas que acabaram gerando o melhor filme brasileiro da história (Cidade De Deus), ou então a roleta russa do cinema nacional, a lei de incentivo à cultura. Para cada Central do Brasil que é aprovado e financiado, temos os Paixões de Jacobina, Acquarias, Benjamins, Carandirus, Gatões de Meia Idade e cia. Os cineastas independentes que conseguem financiamento (ex, o Cheiro do Ralo) o fazem quando possuem algum astro ou conhecidos para fazer aquele lobbyzinho básico, e nos tapas nas costas daqui e nos apertos de mãos dali é que conseguem exito. Por mérito mesmo, é raríssimo, e além de tudo, temos de aguentar sempre o festival de propaganda nos filmes, as indicações estapafúrdias para o Oscar (Olga e Dois Filhos de Francisco é de fazer chorar). Mas você não deveria ter ficado bravo. Afinal, o Batismo de Sangue está sendo elogiadíssimo em todos os cantos. O cinema nacional continuará nessa toada, e não vai ser um zé ninguém como eu que mudará isso.

Na lata

Como diria o outro: xxxxxxxxxiti!