domingo, 13 de maio de 2007
O Aranha e o Papa foram ao cinema
1. A mais óbvia e eventualmente verdadeira: porque os dois estão na mídia.
2. Porque os dois são, em sentido lato, personagens autênticas, que assumem quem são e o que pensam da vida: um, nerd, pró-tecnocracia; outro, católico, contrário ao aborto, num tempo de tantas crenças pasteurizadas e descafeinadas, sob a ditadura do politicamente correto. Essa a resposta com vantagem de poder ser apresentada em congressos zzzzzzz... acadêmicos.
3. Porque a gente não tinha mais sobre o que escrever.
4. Porque a gente quis.
Estamos abertos a outros palpites, afinal, este blog é feito não só por nós, mas também por vocês.
Camarada Fundamentalista e as mulheres
Sempre procurem saber do outro (na verdade, não importa se menino ou menina) o que esta sugestão de monólogo supondo um diálogo indica:
“- Gosta da sua família? Não? Ah, então você é o amor da minha vida.”
sábado, 12 de maio de 2007
Cinema - estréias da semana
Um Crime Perfeito: Anthony Hopkins interpreta um milionário pancada que mata a esposa e desafia um jovem advogado (Ryan Gosling, indicado ao Oscar esse ano, por outro filme que não estreiou na selva ainda) a provar a sua culpa. Sim, você não está enganado, já viu esse filme antes, só que não tem a Jodie Foster pré-lesbianismo (tá, são boatos, eu não posso provar, mas aonde tem fumaça...). Fuja como se fosse uma condenação a morte.
Invasão de Domicílio: Jude Law é um arquiteto que resolve preparar uma armadilha para saber quem anda roubando objetos seus num escritório que monta num bairro pobre, e descobre ser um jovem imigrante sérvio, e ele resolve ajudar o moleque e acaba se apaixonando pela mãe do menino. Só por ter o Jude Law já é motivo para você evitar sequer chegar perto das salas de cinema, mas a mãe do guri é interpretada pela péssima Vera Farmiga, a Ben Affleck de saias. Já sabe, evite aborrecimentos.
Baixio das Bestas: filme que fala de 3 histórias paralelas passadas na Zona da Mata pernambucana, uma delas envolvendo prostitutas. Sim, você já viu esse filme antes, e ele chamava Amarelo Manga, mas nesse pra completar o sofrimento ainda temos que aturar o Giovanni Ribisi brasileiro, Caio Blat. E, afinal, que raios de nome é esse? Baixio das Bestas? Saudades da época que os filmes nacionais tinham nomes que iam direto ao ponto, como os clássicaços-aços-aços Navalha na Carne e Matou a Família e Foi ao Cinema.
Complementando ou A epifânia esquizofrênica do camarada moderado
Esqueçamos um pouco o papa e também esses anos recentes. Vou me afirmar, um confissão na verdade, como a maioria dos jovens da minha geração queria ter vivido outra época e em outro lugar, acho que isso é coisa de pessoas insatisfeitas, a maioria dos jovens são, sobretudo incomodadas, mas a questão não é essa; quero falar que adoro os anos 70, isso mesmo, se pudesse eu seria negro na década de setenta vivendo em alguma cidade estadunidense.
Shaft, nascimento do cinema de arte marcial nos Eua, funk: caráter fundamental pra viver nessa época. Exitia alguma possibilidade de um tempo como aquele ser ruim? Esse período foi a solidificação dos nuances culturais dos anos 50 e 60; os beatniks, os hippies, contracultura, Elvis, Jerry Lee Lewis, Beatles, Hitchcock, arte pop, concretismo, feminismo,jazz modal. Tudo isso mexeu-se num liquidificador e daí surgiu os anos 70.
Onde tudo era colorido, brilhante e dançante. Onde as bandas obscuras eram de rock progressivo. Onde James Brown reinava. Onde as bandas tinham nomes geniais: Pure Wilderness, Funkadelic, The Supremes; pra ficar só nas mais populares. Onde se usava roupas geniais. Onde tropeçavamos na rua e já caíamos numa pista de dança. Sempre que tento ver esse período, imagino muitas cores, pistas dançantes e todas as pessoas do meu devaneio tem swing, deveria ser assim. Era uma época talvez otimista, você dançava até quando estava triste, raramente acontecia de ficar triste. Como ficar triste onde você sempre sai na rua e parece que começa a tocar uma música muito swingada?
Mas como o sol antecede a lua, os anos brilhantes antecederam os anos 80 e ninguém estava preparado para aquilo, melhor não falar que pode dar azar. Voltemos aos tempos recentes...
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Cobertura da Imprensa
Fechando as pontas, se houver alguma.
Cuco XVI
Quanto à visita do Papa, se há alguma importância ou significado nela não vem ao caso. Digno de nota é saber: será que ele vai sair na sacada?
Todos reunidos em frente ao Mosteiro de São Bento Resort, onde o Papa está hospedado, esperando o cuco sair da casinha dele. Transformaram Bento XVI num cuco da fé.
São essas idéias fixas, como a do "quadrado mágico", que fazem a pauta do jornalismo televisivo nacional.
Notas sobre o Papa 3: complementando
Blog da ocupação da Reitoria da USP
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