sexta-feira, 18 de maio de 2007

Os Melhores Filmes, Década de 90, Parte 1

A década de noventa acabou faz muito tempo já. pra quem não sabe. Mas nós, incorrigíveis saudosistas (excluo dessa afirmação o mano fundamentalista, para quem nostalgia é "coisa de cavalo açoitado"), vamos abrir o baú de recordações cinematográficas e trazer, irrevogavelmente, os dez melhores filmes da década de 90. Nessa primeira parte, a contagem vai do décimo melhor filme para o sexto melhor, e amanhã, os cinco primeiros. Enjoy


10- Os Suspeitos (The Usual Suspects, 1995 ) - Diretor: Bryan Singer; Elenco: Kevin Spacey, Gabriel Byrne, Chazz Palminteri, Benicio Del Toro, Stephen Baldwin
Começo de 1995. Auge da euforia alternativa provocada primeiramente pelo Nirvana no campo musical e complementada pelo estouro do Pulp Fiction nos cinemas. Nunca o momento tinha sido tão bom para filmes fora do esquemão tentarem alcançar alguma notoriedade. Bryan Singer e Christopher McQuarrie sabiam bem disso. Era agora ou nunca. Pegaram o roteiro que McQuarrie tinha escrito por tres anos, chamaram atores de confiança e outros mais famosos interessados na história que colocava a trama do Rashomon, clássico de Kurosawa que contava a história de um crime usando vários pontos de vista diferentes, no contexto mafioso-crimonoso americano. Com inacreditáveis seis milhões de dólares, finalizaram o projeto, mandaram para Cannes para exibição fora de circuito, e fosse o que Deus quisesse. O resultado, como não poderia deixar de ser outro: críticos atonitos, estarrecidos com o roteiro intricado, a direção classuda de Singer e as intepretações apaixonadas de Palminteri, Byrne e, principalmente, Kevin Spacey, cuja atuação hoje tem status de mítica. Ganhou dois Oscars, roteiro e ator coadjuvante para Spacey, fez bela carreira nos festivais mundo afora e deu ao mundo pop dois nomes a serem citados para sempre: Verbal Kint e Keyser Soze.

9- A Lista de Schindler (The Schindler's List, 1993) - Diretor: Steven Spielberg; Elenco: Liam Neeson, Ralph Fiennes, Ben Kingsley
Esse filme tem gosto de acerto de contas. Spielberg sempre quis fazer um filme sobre a história do Holocausto, para homenagear a sua família, vítima da maluquice nazista. Mas o cidadão sempre teve a estima baixa, e queria que outro diretor dirigisse e ele apenas ficasse na produção. Depois de ouvir negativas de vários diretores, tentou oferecer para o lendário Billy Wilder, que fugiu da Alemanha no começo do nazismo. Wilder recusou, mas consternado com a determinação de Spielberg, convenceu o rapaz a finalmente parar de palhaçada, agir que nem macho e dirigir ele mesmo o filme. Com os brios mexidos, Spielberg deixou a emonice de lado, chamou um grande elenco encabeçado pelo gigante (tem 1,94 de altura) Liam Neeson e contou a história que tanto queria, concentrando-se principalmente no retrato psicológico de um oficial nazista psicótico e explosivamente imprevisível (melhor atuação na carreira do nem sempre eficiente Ralph Fiennes) e encheu os cinemas do mundo de lágrimas com o final um tanto quanto melodramático, mas que em nada tira o brilho do seu trabalho. Depois disso, Spielberg achou que era a última bolacha no pacote, resolveu imitar o maior de todos Stanley Kubrick em todos os seus filmes e quebrou lindamente a cara. Mas uma vez, ele quis ser gente grande e acertou.

8- O Silêncio Dos Inocentes (The Silence Of The Lambs, 1991) - Diretor: Jonathan Demme; Elenco: Jodie Foster, Anthony Hopkins
As histórias escritas por Thomas Harris sobre o psiquiatra canibal Hannibal Lecter (oiginalmente nos livros o sobrenome era Lecktor, ele tinha origem lituanesa nas novelas) nunca foram consideradas geniais, obras-primas ou coisas do tipo. O primeiro filme feito com Hannibal, Manhunter, de 86, dirigido pelo Michael Mann e com Brian Cox no papel principal é um filme eficiente, mas nada além disso. Por isso, as expectativas eram pequenas quando anunciou-se um novo filme do canibal, mesmo com a presença da estrela Jodie Foster. Anthony Hopkins na época era apenas um talentoso ator teatral relagado a inexpressivos filmes para a TV. Jonathan Demme era conhecido apenas pelo documentário feito junto da banda cabecóide Talking Heads. Mas, quando o bagulho é pra funcionar, sai de baixo. Denso e nervoso até a medula, o filme aproveitou todo o talento dos seus atores principais. Tanto Foster, interpretanto uma investigadora novata do FBI que exalava determinação e sagacidade, quanto Hopkins, no papel que marcou a sua vida, ofereceram momentos que vivem na memória de todos os cinéfilos, como no sensacional duelo psicológico que acaba gerando o nome do filme. Foi o terceiro filme a ganhar os cinco oscars principais, Filme, Roteiro, Atriz, Ator e Diretor. Nada mal para um filme que todos esperavam ser nada mais além de habitue de locadoras de bairro.

7- A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge, 1994) - Diretor: Krzysztof Kieslowski; Elenco: Irene Jacob, Jean-Louis Trintignant
Parte final da trilogia feita por Kieslowski usando metaforicamente as três cores da revolução francesa e os seus sentidos equivalentes (os dois primeiros, A Liberdade é Azul de 93, e A Igualdade é Branca, também de 94), A Fraternidade é Vermelha acabou sendo o filme mais conhecido dos três talvez pelo fato de Kielowski ter sido indicado ao Oscar de diretor por ele. Mas a trilogia inteira é sensacional, e esse filme, que conta a história de uma jovem modelo que acaba fazendo amizade com um velho bisbilhoteiro que espiava a vida dos vizinhos com um binóculo, acabou sendo o retrato mais perfeito do cinema sensorial de Kielowski, um final digno para esse talentoso polonês que morreria no ano seguinte ao lançamento do filme.

6- Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)- Diretor: Frank Darabont; Elenco: Tim Robbins, Morgan Freeman
O Stephen King lançou uns 785 livros na sua carreira toda. Desse total, 90% foram livros de terror, normalmente boas premissas disperdiçadas em clichês toscos e óbvios e um respeito excessivo e bovino as convenções do gênero. Dos 10% restantes, 9,99% falam sobre amizade, metade com as histórias versando sobre um adulto recordando um momento importante de sua infãncia e dos seus amigos, e a outra metade sobre laços de amizade criados em presídios nos anos 30 misturados com pitadas de realismo fantástico.O 0,1% restante é prenchido pelo Apanhador de Sonhos, que junta tudo num caldeirão só para criar um dos momentos mais pavorosos da ficção americana no século 20. Toda essa previsibilidade, quando transformada em filmes, somente conseguiu ser quebrada quando encontrava um diretor bom o suficiente pra chutar as bobagens e excessos de King pro lado e concentrar-se nos esforços de um bom elenco ou em firulas com a câmera (estou falando com voce, De Palma) . Frank Darabont, diretor burocrático e eficiente, como tantos que infestaram os anos noventa, encontrou o seu melhor momento com essa bela história de redenção através da força emergida de uma improvável amizade de um torturado homem que matou a sua esposa e amante com um influente prisioneiro, o filme até hoje mantém um gigantesco séquito de fãs, algo surpreendente considerando que o filme foi um fracasso de bilheteria quando saiu, somente sendo justiçado pelas diversas indicações que recebeu ao Oscar. Um filme que encontra toda a sua força na sua mensagem e na maneira como ele a passa para os espectadores, sem sentimentalismos baratos, mudanças forçadas ou truques narrativos voltados para o melodrama. Algo raro no cinema, em qualquer época para ser verdadeiro.

Eu, ombudsman de mim mesmo

Universidade tem de produzir, sim. Posso ter dado a entender que não pensava assim, fazendo uma apologia chinfrim da ociosidade institucional. Eu sou bem impreciso mesmo. Mas retifico, clareio.

Tem de ganhar o Nobel, sim. Se não ganha, a gente senta pra ver o que é que está acontecendo. É gripe aviária? Vaca louca? Francesismo? E dá-lhe xarope e lactobacilos vivos. Aí, ela vai e ganha um monte de Nobel.

Só que se interpõe uma questão. Produzir em função do Nobel é o mesmo que produzir em função do mercado? Ou: o neoliberalismo, como política educacional, visa a progressos científicos em todas as áreas do conhecimento e, assim, nos conduz ao reconhecimento científico internacional, tanto na Física quanto na Literatura?

FEA e Poli já contam com o patrocínio da iniciativa privada e, por isso, atendem, em sua produção, a demandas e parâmetros certamente aprovados pelo governador Serra e pelo jornalista Reinaldo Azevedo. Ganharam o Nobel? Ganharão? Esperemos.

FFLCH, Física e outras dependem dos 9,57% do ICMS do Estado. A FFLCH, pelo menos, é onde os vermelhos estão todos entrincheirados, aquela corja. Eles ficam escrevendo um monte de tese sobre Safo, neokantismo e positivistas lógicos no gel. Mas ganharam o Nobel? Ou ganharão? Não!

Qual a solução? Acabar com essa História. Que não sobre pedra sobre pedra. Tem gente que diz que literatura, filosofia, essas coisas humanizam a gente, que isso é cultivar o espírito. Ora, tá me cheirando à mística de boteco freqüentado por universitário. Além do mais, pobre não tem espírito: tem estômago. Não é questão de formar "espíritos livres"; por favor, todo o mundo sabe que a academia aboliu há muito tempo essa superstição que é o espírito, e, ainda mais, livre.

Lição básica de economia, na sociedade capitalista, for dummies: dinheiro é capital, ou seja, dinheiro é feito pra ganhar mais dinheiro. Cultura, árvore, coala, criancinha, fica tudo no caminho, às vezes como meio, mas na maioria das vezes como empecilho pra se chegar de um lado, o dinheiro, ao outro, mais dinheiro. Dinheiro não é pra gastar com pessoas, isso é coisa do mais superado e tosco keynesianismo.

Pronto. Obrigado. Quanto é que foi?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Manual Prático do indie pinguim - Parte 1: Discos de Jazz

Bem esfriemos um pouco o nosso blog( não estamos fugindo Azevedo, nós voltaremos) e trago agora o começo do manual de como se passar por bem entendido sem fazer muito esforço( eu faço isso muito bem); senhoras e senhores, o manual do bem entendido ou indie pinguim.

Jazz: só a palavra já é difícil, imagine pegar quase um século de música e ouvir? Atitude quase impossível, agora vc não precisa passar madrugadas inteiras baixando álbuns de um cara esquisito que toca trompete( só a discografia do Miles Davis tem, por baixo, 30 Gb). Apenas se informe um pouco sobre certos albuns do jazz, algumas pilastras do jazz e você pode sair falando coisa difíceis sobre uma música nada fácil.




1) Kind of Blue (1959) - Miles Davis
O álbum de jazz mais vendido de todos os tempos. Pessoas que não gostam de jazz adoram esse disco e não foi pelo charme do Miles Davis( sem ofensas, Chet Baker). Ele hj, nas fotos era estranho e deveria ser o mesmo na época, mas manjava muito de música. Não foi a toa que ele chamou John Coltrane( Sax tenor), Bill Evans(piano) e Julian "Cannonball" Adderley (Sax Alto). Não, ele não convidou todos para um churrascão e depois um futebol, talvez eles devem ter feito algo semelhante depois da gravação, mas o intuito primordial não foi esse. Voltando, como boa farsa que sou, recomendo ouvir esse disco, mesmo você menino ou menina que gosta de Soweto vai amar esse álbum. Em Kind of Blue ( "Um pouco de tristeza", se fosse traduzido e virasse longa metragem) Miles rompe com o estilo atual, o cool, e instaura algo novo, o jazz modal. Não se assuste, não precisa saber o que são esses estilos de jazz, pouca gente sabe.




2) Time Out(1959, é o que diz o allmusic eu achava que era de 54) - The Dave Brubeck Quartet
Dave e um tal de Paul Desmond( não precisa saber quem é) depois de fazerem um bom tempo de parceria fizeram esse cd magnífico. E muito bom mesmo, ainda considerando que grande parte da banda era branca( com excessão de um negro, pq se não tiver pelo menos um dá azar, em bandas de jazz). Dave no começo da sua carreira sofreu muitos preconceitos por ser branco, da própria familia, sobretudo. O pai(negro) queria que ele fosse médico ao invés de ficar tocando, agradecemos a deus que isso não aconteceu, se bem que ele poderia ter erradicado todas as doenças do mundo( Desmond vai se....)



3) My Favorites Things(1961) - Jonh Coltrane
Ele cresceu, tomou vergonha na cara e resolveu partir pra carreira solo. Esse não é seu primeiro álbum, mas é o mais gostoso de ouvir. Coltrane colocaria qualquer guitarrista no chinelo por causa da sua velocidade fora do comum, dizia que ele era capaz de tocar cem notas por minito, isso em dias de mal humor. Sua música era viva como o fogo, igual sua vida: extigui-se aos 40 anos. E sua carreira também: começou a ganhar notoriedade só com 29 anos, parece que ele sabia que não duraria muito. O album mostrado aqui foi composto e ficou pronto em três dias( maldito gênio!).




4) Mingus Ah Um (1959) - Charles Mingus
Considerado por muitos como o rabugento, a abelhinha operária do jazz. Pois sim, é capaz de ter morrido brigando pelos direitos dos músicos de jazz e dos músicos negros( sim, para variar um jazzista negro). Sem ele talvez os musicos de jazz seriam continuamente explorados(elvis te lembra alguma coisa?) até hj ou apenas teríamos um ótimo musico rabugento a menos. Mas esse disco é muito bom mesmo, gostoso de ouvir, bem feita as composições ( ele era chamado de abelhinha, lembra?) . Tem até um referência ao bird: Charlie Parker(esse abaixo).




5) The Charlie Parker Story [Savoy Jazz](1945) - Charlie Parker
Pra comemorar o fim da guerra mundial a gravadora resolveu lançar esse coletânea
pra encher os bolsos de dinheiro. Um bom disco sem dúvida, tratando-se do Bird não poderia ser diferente. O interessante é a imagem que difere muito das capas dos cds de jazz; alternando sempre entre uma foto do principal músico acompanhado de letreiros grandes ou de uma ilustração no mínimo abstrata. Talvez a ídeia era confundir o Charlie Parker com o papai noel; o velho bonachão está de volta antes do natal e toca sax! Uma ilustração do Charlie Parker tocando seria muito mais agradável, sem dúvida. Outro disco ótimo, recomendado.



Ouça algumas faixas dos discos e já pode xavecar uma menina que goste muito de jazz( me apresente se conhecer) ou quem sabe, fazer o propósito do manual: fingir que gosta, é sempre interessante, veja meu caso.

Estupidez

camarada, feche a boca, já chegou aqui!

E tem mais

Eles são malvados, barbudos, não tomam banho e comem criancinhas; antes fossem padres irlandeses, além de tudo eles são ateus. Mas se o acordo com o governo atual vingar eles prometem devolver a reitoria, o Ulisses Guimarães, mas se ainda sustentarem a maioria deles por mais tempo, ou seja além da faculdade prometem devolver também o corpo do Jimmy Hoffa (CIA vcs estão ferrados) . Se o acordo com o Tucanomaster for feito em até trinta dias, lógico.

Se um dia eu te escrever uma cartinha

Se um dia eu te escrever uma cartinha, a você mesmo, e vier a citar Isócrates, Demóstenes, Cícero, não o farei por me alinhar ideologicamente com nenhum deles. Antes, o farei, por serem nomes que remetem à arte retórica, com ou sem conteúdo.

Se um dia eu te escrever uma cartinha em que diga que ser professor, no Brasil, equivale a se alistar em alguma missão de ajuda humanitária na África, de combate à fome, não o farei por achar que professor ganha mal; não, nada disso. Mas porque o sistema educacional público brasileiro é uma causa perdida quase como a erradicação da fome no mundo.

Se um dia eu te escrever uma cartinha, e você for de um partido, digamos o PSDB, e você estiver a serviço do PSDB, e eu, nessa cartinha, discordar de você e do PSDB, não o farei porque estou do lado adversário, porque sou, por exemplo, petista. Não, mas o farei porque discordo do PSDB e, pra falar a verdade, acho o PT um PSDB mais estabanado.

Enfim, se um dia eu te escrever uma cartinha, no fundo, no fundo, a minha intenção será só tornar você meu amigo, porque eu acho que todo o mundo é mó legal, e que a gente pode superar as diferenças, fazer churrasco juntos e emprestar havaianas um pro outro. E saiba que, no fundo, no fundo, eu sou só um bufão.

Estudantes da USP mantêm Ulysses Guimarães em cativeiro desde 1992

A Rede Bandeirantes divulgou que os estudantes que invadiram a Reitoria da USP, além de furtarem documentos confidenciais, depredarem patrimônio público e ameaçarem repórteres do canal, mantêm Ulysses Guimarães em cativeiro desde 1992.

Ulysses Guimarães, político brasileiro, fora dado como morto em acidente de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, ainda que seu corpo nunca tenha sido encontrado.

Foram descobertas fotos do político que indicam que ele está vivo, em poder de estudantes, em local ainda desconhecido.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Sobre a estupidez universal

Só não babamos porque mantemos a boca fechada.

Hilário

Lendo o blog do Reinaldo Azevedo, nao pude deixar de notar um dos títulos dos posts: "Professor relata a humilhação a que foi submetido pelos neomaoístas ". Neomaoístas? NEOMAOÍSTAS? HUAHAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHUAHAUA!!!!
Pelo o que sei, os partidários do carniceiro-mor Mao Tse-Tung queimavam livros e vestiam os professores com chapéu de burro. Por enquanto, no Brasil, quem anda queimando livros é somente o queridíssimo Roberto Carlos, e impedir professor de dar aula em nome de protestos ainda não pode ser considerado humilhação, ainda não, já que a humilhação so é constituída quando existe uma causa extrema para um efeito inexistente, e esse não é o caso, em nenhum dos lados. Mas vai tentar explicar isso pro inflado Azevedo e o seu estilo Carlos Lacerdiano de fazer notícia. Pena que não temos Getulios Vargas para serem acossados na história toda.
(Obs: não sou da faculdade dos meus camaradas de blog que vem sendo o centro de toda a confusão, eu vomitei no meio da prova no vestibular. Por uma indisposição estomacal causada pela ansiedade, deixei de ser um apedeuta. Pena?).

Reinaldo, e você? Você me ama?

"Educação humanística dos pobres é saúde para todos, o que ainda não há; é escola fundamental e média para todos, o que ainda não há; é saneamento básico para todos, o que ainda não há. Em que país do mundo, capitalista ou comunista, o ensino universitário é considerado um direito? Nos EUA ou na China, no Chile ou em Cuba, é para os mais capazes."

Reinaldo Azevedo, colunista da VEJA

Eu, Camarada Fundamentalista, ou melhor: "apedeuta, cretino, petralha, vermelho, esquerdopata, porco, vagabundo e parasita do esforço alheio", fui inventar de comentar no blog do Reinaldão suas opiniões sobre a Querela Serra-USP (ambíguo assim mesmo) - Dos Decretos à Ocupação da Reitoria. Escrevi um comentário em dez minutinhos e postei. As qualificações mencionadas vieram, logo após o colunista se dignar a refutar meu comentário (que ele chamou "cartinha", termo muito miguxo, obrigado) linha a linha, por parte dos leitores de seu blog que discordavam de mim. Minha favorita é "apedeuta", gosto das palavras difíceis, principalmente dessas que dão na cara sua origem greco-latina.

Segundo Reinaldo Azevedo: pobre não precisa de Homero (que só falava de rico), nem de La Rochefoucauld (que odiava pobre). Machado, só se for daqueles edições do Estadão que a gente acha em sebo por 2 real. Pobre precisa é de dentadura, cachaça, camiseta e boné do partido do candidato.

E, ainda segundo ele, os mais capazes é que merecem a oportunidade de ingressar no Ensino Superior. Concordo. Só não usaria o termo "capazes", parece darwinismo social, e eu sou muito politicamente correto. Não vou fazer que nem aquela ministra que teve que retificar o que disse, porque tinha pegado mal, mas era tarde demais. Em lugar de "capazes", diria "dispostos", "desejosos". Na prática, quem quer realmente se formar? O que todo o mundo quer mesmo é ganhar muita grana, e ponto.


Eles, leitores do blog do Reinaldo antipetistas, eu sei que não me amavam, mas o Reinaldo... ele até retrucou as minhas palavras, como vêem. Mas, ainda assim, fiquei na dúvida: ele me ama ou não? Ambíguo.

Eu não volto lá pra contrargumentar, porque eu não sou de comprar briga. Sou, na verdade, um tremendo miguxão, se vocês ainda não perceberam. Porque se o Reinaldo disser que quer ser meu amigo, visto a camisa do PSDB na hora. Juro que visto.

Em lugar de tudo aquilo que disseram de mim, apresento a lista oficial dos meus defeitos atuais, confirmada pelos íntimos e ex-namoradas:

Filisteu, diletante, doutrinador, conservador, puritano, doutrinado, obsessivo, arrivista, oportunista, cheio de si, egocêntrico, redundante, verborrágico, dispersivo, intolerante, e por aí vai.
O link para o post "As Catilinárias do Tio Rei", em que Reinaldo Azevedo confessa que "ama meu ser, mas odeia meu viver", é:
Ele devia saber que eu só escrevi lá, no blog dele, porque queria aumentar o número de acessos aqui, no nosso, e que eu nem gosto de Cícero, porque nunca li, só tava enrolando o pessoal. Isso, acrescentem à lista: "charlatão", logo após "oportunista".