segunda-feira, 28 de maio de 2007

TETÉIA DA SEMANA

Lindsay Lohan

Atriz nova-iorquina e bad girl por excelência, Lindsay é considerada, ao lado da atriz pornô amadora Paris Hilton, a rainha das party-girls de Hollywood. Ontem foi presa por dirigir bêbada pela milésima vez, uma constante na errática vida dessa talentosa e atormentada garota. A escolha dela como Tetéia pode parecer óbvia, mas tem um propósito bem definido: ela abrirá o Mês Lindsay Lohan no Fomos ao Cinema! Isso mesmo, rapaziada: textos, análises de filmes INESQUECÍVEIS como Operação Cupido, Sexta-Feira Muito Louca e Meninas Malvadas, uma verdadeira festa ao molde das bebedeiras patrocinadas por Lindsay nos States! Será que ela herdará o posto de Boris Yeltsin e se tornará a pau d'água mais famosa do mundo? Não sei, mas digo com profunda consternação, ó Lindsay, poupe os teus fãs de tamanhas descomposturas e vergonhas frívolas!

Os três porquinhos foram ao cinema

Gente, anda parecendo o Scooby Doo isso aqui. Quem é o Camarada Moderado? E o Progressista? E o Fundamentalista? E, no final, a gente descobre que o fantasma não era fantasma, mas o primo do dono da mansão querendo ficar com a fortuna do falecido. Por sinal, nunca vi desenho mais cético que Scooby Doo: sempre tinha de haver uma explicação racional, uma causa natural - isto é, uma vigarice bem humana - pra eventos que eram supostamente sobrenaturais. Só o maconheiro do Salsicha, que falava com cachorro, pra acreditar no sobrenatural. Desenho favorito (e que inspirou) o Padre Quevedo.

Mas, desculpa, me desviei do assunto. O que eu queria é divulgar logo uma foto nossa, acabando com as especulações disparatadas que circulam por aí. A foto é recente, da semana passada, que foi a mais fria do ano em São Paulo. Em frente à sede do Comando de Policiamento de Choque da Capital, quarta-feira (23/05):

Da esquerda para a direita: Progressista, Moderado e Fundamentalista.

(Lembrando: todo o mundo fica bonito em foto preto e branco, até desdentado.)

domingo, 27 de maio de 2007

Um pouco sem palavras

Passamos acometidos pela falta de palavras; o blog ficou um dia sem nenhum post, como vocês podem atestar. De início achei que meus camaradas haveriam desistido do conceito, restara apenas um louco que acreditava ainda nisso, esse maluco que vos fala; logo a premissa foi negada, ainda bem.

Um dos camaradas na nossa última reuinião de pauta afirmou, com voz de razão, que escrevíamos demais e postávamos na mesma exagerada quantidade. Bem, olharemos o os números que compravam tal contastação: Estamos exercendo tal atividade a seis semanas, dentro de tais semanas tivemos 123 posts. Média de 20 postagens por semana, concordei com o camarada acerca da sua afirmação.

Veio alguns dias e mantemos o habituê, contudo ontem não postamos nada; um consenso secreto e subjetivo foi formalizado? Parecia, pelo menos. Achei interessante.

A defesa: as vezes a não-escrita é o melhor remédio para a escrita. Pois sim, ficar sem escrever algumas vezes nos acomete de ter idéias de escrever. Justifica-se da seguinte maneira: estamos cercado por aquilo e as vezes relaxar, dar uma volta torna-se talvez a grande diferença, porque fazer isso faz com que assimilemos outros lados de um mesmo cenário.

Uma mente criativa necessita de ócio para criar; longe de sermos criativos ou artistas, talvez um pouco preguiçosos e vagabundos. Ainda necessitamos, como humanos, de momentos de contemplação(palavra que mais repito).

Defendo-me agora por meio de exemplos: Newton, clássico; Hermeto, mais obscuro e parecido.

A lei da gravidade foi criada por Isaac Newton, é sabido. Cenário: jovem newton um cara bem sucedido resolveu tirar uma pestana embaixo de uma macieira. Resultado: a lei da gravidade e uma suave dor de cabeça. Legado: revolução na física e avisos ao perigo de dormir embaixo de árvores frutíferas( a física agradece que a escolha newtoniana não foi um pé de jaca).

Segundo exemplo: hermato pascoal, cara mui criativo, resolveu ficar um ano sem ouvir música, além daquelas que compunha. Ouvi o tal cd, devo dizer que é genial.

O primeiro defende a necessidade do tal ócio, o segundo exemplo mostra a necessidade de auto-fechamento e silêncio. Combinadas e aliadas a um pouco de técnica e pitadas de talento; receita pra criar algo interessente.

E finalizando, ninguém gosta de alguém que não feche a boca nunca, olha a mosca!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Cinema: estréias da cinema

Piratas do Caribe 3: No Fim do Mundo - O primeiro filme era divertido pacas. O segundo foi fraquinho. Esse terceiro.... bem... o que vocês dizem de terem de encarar um filme de piratas com 170 minutos? Repito, um filme de piratas com CENTO E SETENTA MINUTOS! CENTO E SETENTA! O que é, Poderoso Chefão, pô? Por acaso eles vão até o fim do mundo e acham o fantasma do Marlon Brando, o Al Pacino e uma confraria de piratas mafiosos? E pensar que a série de filmes é baseada num brinquedo da Disneylandia... Haja Johnny Depp pra segurar um negócio desses.

Outros filmes: como todos irão assistir o Piratas, não falarei sobre os outros filmes.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Dublin e a alma irlandesa

Dublin é a grande contribuição dos irlandeses para a civilização ocidental, uma contribuição que eles ficam reinventando e que nunca se esgota criativamente. Dublin é o único tema que os irlandeses dominam. Eles só se dão bem falando dessa cidade feia.

James Joyce – só a menção desse nome bastaria pra me dar razão e encerrar o assunto. Ulysses não existiria sem Dublin, é uma epopéia sobre essa cidade, muito mais do que a Odisséia era sobre a fragmentada (e imaginária) geografia grega. Portanto, sem mais explicações.

E – como se precisasse – ainda tenho outro nome, esse menor, pra não dizer que eu fiquei só na literatura, e mais, só no passado: Alan Parker. É, o grosseirão, que vive errando a mão, um dia acertou, e acertou como nunca; aliás, como poucos acertaram, dirigindo essa maravilha que é “The Commitments – Loucos pela fama”: o filme simplesmente nunca, em nenhum momento, perde o ritmo, sempre está lá no alto.

Qualquer sinopse do roteiro será mais ou menos assim: o Senhor viu que os irmãos irlandeses estavam precisando de um pouco de “soul”; então, comissionou Jimmy Rabbitte e Joey “The Lips” Fagan para formarem uma banda que trouxesse “soul” para os irlandeses. Mas, na prática, o filme não funcionaria se não tivesse como plano de fundo a destroçada e sempre cinzenta Dublin.

Entre outras preciosidades, destaco essa lição de etnologia do sempre incisivo Jimmy Rabbitte: às tantas, ele, trabalhando por converter os corações incrédulos, diz:

"The Irish are the blacks of Europe. And Dubliners are the blacks of Ireland. And the Northside Dubliners are the blacks of Dublin."

Quando Parker foi fazer filme sobre outra coisa, ferrou tudo.

Dublin é, na verdade, um mote a partir do qual os irlandeses acabam discorrendo acerca de tudo: catolicismo, ingleses, encher a cara, mulheres. Além disso, eles contam com aquela lucidez que só a autodepreciação típica do terceiro-mundista pode garantir.

Assim, existem dois tipos de artistas irlandeses: aqueles que levam Dublin consigo e aqueles que a deixam pra trás. Os últimos, cedo ou tarde, hão de pagar um alto preço: eis o U2.

Camaradas e as mulheres

Já que voltamos a sala de psicanálise por que não, igual o camarada fundamentalista, busquemos a profundidade desse tema? Vamos parar de enrolação e ir direto ao ponto: todos os camaradas tem problemas com mulheres, vocês, leitores(as), já devem ter percebido isso.

O camarada fundamentalista, ancião do grupo e talvez o mais certo com as mulheres; costuma tratar as moças com certo respeito e levar a restaurantes chiques, lojas de botique antes mesmo de qualquer proposta. Ele joga limpo e deixa suas intenções sinceras logo de cara. Sem dúvida representa o mais racional dos três: o melhor exemplo masculino a la Proust. Aquele que todo mulher direita deveria gostar de ter ao seu lado nos momentos tristes e de apoio, chama-lo-ei de consorte do grupo, o cara que as mulheres precisam em situação de abalo emocional, nas coisas adultas, problemas a resolver. Um bom partido para namoros e nunca, digo nunca, pra programas de curta duração. Se você quiser isso, mantenha-se longe dele. Mesmo sendo durão, se magoa profundamente; não gosta muito de superficialidade, a não ser as pueris mesmo.

O segundo a qual devo analisar; o tal progressista, caçula do grupo, gosta de se apaixonar e tem um jeito bonachão cafejeste( mas nunca diga isso pra ele) adorável. Costuma buscar amores rápidos nas baladas que frequenta, algo de consumação rápida que segure seu coração completamente emotivo e sensível a tudo e a todos(mesmo que nunca admita). Sim, é o garoto com sentimentos a flor da pele, como mesmo ele diz: um grande miguxão. Garotas se vcs se quiserem se divertir ocasionalmte e não são muito críticas esse é o número de vocês. É o menino perfeiro pra passeios de fim de semana, tomar um sorvete e rir, mas rir bastante.

Ambos estão solteiros, estranho não? Como dínamos de homens desses continuam na solidão dos seus respectivos lares assistindo repetitivamente "Paris, Texas" ou, em momentos mais animados, a quarta temporada do Senfield? Essa é a questão: ambos os garotos são tímido, seletivos. Gostam de escolher a dedo as mulheres, pra eles não servem a disponíveis no momento, a solteira de plantão, aquelas que são amigos. Eles gostam de escolher, talvez por não gostarem de se frustarem afetivamente. Pois sim, ambos são sensíveis, entretanto de intensidade e jeito diferenteres. Ainda ambos chegaram numa mesma resolução: não se envolverem despretensiosamente num relacionamento( as pegadas na baladas do progressista não são envolvimentos emocionais, deixando claro).

Resta um, eu, camarada moderado. Diferente e como cárater de contraste; não sou tímido, não ligo de me envolver(já passei por cada confusão), de experimentar algo diferente( mas não homessexual). Eu acho estranho, sou tão emotivo quanto os camaradas, ainda sim faço isso. O verdadeiro motivo disso vem de tempos antingos quando ainda estava na oitava série. Nesse período eu e um amigos iámos todo sexta-feira no shopping xavecar as meninas; de tanto tomar foras das meninas acabei calejando meu lado emocional nos relacionamentos e aflorando, consequentemente, minha falta de vergonha. Antes eu achava que foi o quase cinco anos de teatro, ledo engano. Todavia me encerro no mesmo time dos camaradas: solteiro convicto. É, desde quando tentar mais me torna mais vitorioso que os camaradas? Nada disso, entretanto com diversão garantida.

Saindo da sala de psicanálise.

Camarada Fundamentalista, Proust e as mulheres

Disseram que o engraçado do blog é o Camarada Progressista. Concordo. Que o charmoso é o Moderado. Se não pegar mal, também concordo. E que eu sou o profundo. Disso eu discordo.

Se eu fosse profundo, mandava vocês lerem Proust e ficava falando de Proust. Porque ler Proust deixa a gente mais inteligente e refinado. Pois, por exemplo, eu estava lendo hoje mesmo “À sombra das raparigas em flor”, segundo dos sete volumes do ciclo Em busca do tempo perdido, e me deparei com uma página que me levou a compreender as mulheres. Sim, eu estava lendo Proust e acabei entendendo as mulheres. E eu sou homem. E Proust era gay. Assim é a Camarada Vida.

Proust dizia (transcrevo-o):

“Esses obstáculos com que têm de lutar os amantes e que a sua imaginação, superexcitada pelo sofrimento, procura em vão adivinhar, residem muita vez nalguma singularidade de caráter da mulher que eles não podem atrair para si, na tolice dela, na influência que sobre ela tiveram e nos receios que lhe sugeriram certas pessoas a quem o amante não conhece, no gênero de prazeres que ela pede no momento à vida, prazeres que o seu amante, e a fortuna de seu amante, são incapazes de lhe oferecer.”

Para os proustianos, é sem dúvida espúrio e leviano o uso que faço da citação, como um mero índice para machos perdidos no adverso terreno do amor. Mas proustiano é tudo bonequinha, e eu não estou nem aí pra eles. Por isso, adiante.

Como sempre, me valho do método mais razoável, que é procurar entender a mulher por contraste ao homem, ou seja, partir de mim mesmo pra chegar nelas.

O que Proust me diz nessa passagem? Que o grande problema é a memória. Ora, que, diferente de mim, que sou um indivíduo de pouca ou nenhuma memória afetiva e emocional, que tenho necessidades pontuais, primárias, que sou totalmente absorvido pelo que estou sentindo agora, a mulher, ela não é assim. Diferente de mim, ela se lembra de tudo, e a verdade é que constrói um universo de sentimentos e disposições afetivas ao longo de anos, da acumulação de experiências as mais diversas, de experiências com outros de cuja existência sequer tomarei conhecimento. Uma mulher exige, então, que a gente tenha senso histórico, que a gente saiba que é só mais um numa sucessão de arqueólogos e paleontólogos que se aventuraram nessa topografia.

Não digo que a mulher raciocina em função desse passado que ela sempre mantém vivo, como a boa historiadora que é. Nada disso. Raciocinar é coisa de homem. O que a mulher faz é atender, de maneira bastante condicionada – já que gerações e gerações de mulheres que a precederam se assumiram como “seres emotivos”, e não racionais – e também muito vaga, a uma série de disposições que se criam em função dessas lembranças, que, na prática, formam um amontoado indiscernível.

Mulher é um bicho de memórias que se tornam impressões que se tornam reações que são tudo o que a gente vê quando leva um pé na bunda ou um simples fora sem saber muito bem por quê. É o que eles chamam de intuição feminina.
Em resumo: mulher lembra de tudo e sente em função de tudo que lembra - o desejo delas tem história; a gente, que é homem, só sente, não lembra de nada – a gente tem fome, sede, desejo, e pronto.
A memória é que criou a civilização, a literatura, as artes em geral, e essa criatura diferenciada do homem que é a mulher. Era pra gente morar no meio do mato, coçar o saco o dia todo, esperando o coco cair pra gente comer. Mas não, por causa da memória, criaram-se as cidades, o mullet, os blogs, o plano de carreira e a mulher, em vez da fêmea. Ou seja, era pra tudo ser simples e fácil, mas, por causa da memória, ficou tudo difícil e complicado.

Teste: Você é Miguxo(a)?

Em 1956, João Guimarães Rosa lançou um livro chamado "Grande Sertão: Veredas". A narrativa contava uma história de amor proibido passada no sertão do norte de Minas Gerais/sul da Bahia, e revolucionou a linguagem literária brasileira ao fazer uso de neologismos empregando a típica linguagem sertaneja, fruto de uma densa pesquisa de dois anos por parte do autor. Resumindo: Guimarães Rosa queria expor ao país um retrato da vida dos habitantes dos nossos sertões. Bonito mesmo.

Eu, na minha parca humildade e comovente ingenuidade, resolvi seguir os passos do nosso diplomata e escritor favorito (Vinícius de Moraes era apenas um velho tarado) e fazer um relato completíssimo de uma nova categoria de pessoas que aflui no mundo moderno-contemporãneo. A inclusão digital vem permitindo cada vez mais o surgimento e aflorismos de um grupo peculiar: os Miguxos. Sim, miguxos e miguxas. Eu resolvi entrar nesse perigoso meio para trazer a vocês, fiéis leitores desse blog, a verdade sobre essa turma. Criei milhares de MSNs, profiles de Orkut, fui a festas adolescentes, frequentei matinês em baladas, me disfarcei de aluno de colegial, aprendi a usar a "linguagem" (sic) por eles usada, mandei e-mails de correntes chatos, vídeos engraçadinhos de youtube, fui em todos os shows dos Rebeldes no Brasil, enfim, me joguei de vez nessa nova realidade. Fiz SURPREENDENTES descobertas. Vocês acham que o miguxismo é coisa de adolescentes, e cai em desuso quando a pessoa amadurece? Enganam-se. O miguxismo vive no mundo corporativo também, nas festas de empresas, nos chatos que usam a intenet para brincarem de jovialidades. O principal mandamento do miguxismo é ter o maior número de amigos que puder, e fazer do mundo um playground ambulante, seja na escola, na faculdade, no trabalho, ou em blogs (WHAT?). Tendo tudo isso em mente, criei aqui um rápido eficiente teste, para vocês saberem se fazem ou não parte desse mundo. Seco e rápido: ÉS MIGUXO(A) OU NÃO ÉS?

Você é Miguxo(a):
1- Se tiver mais de 100 contatos no MSN, live messenger, ICQ, qualquer um desses;
2- Se você for emo, e gostar das seguintes bandas/cantores/cantoras: Fall Out Boy, Panic! At The Disco, Simple Plan, Evanescence, NX-Zero, Hateen,
3-Se você não for emo, e gostar das seguintes bandas/cantores/cantoras: Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Asa de Águia, Jeito Moleque, Inimigos da HP, Jota Quest, Papas na Língua, CPM-22, Hateen, Pitty
4-Se você tiver um I-Pod com dois ARM 7TDMI derivados rodando a 90 MHz.de capacidade variando de 512 MB a 80 GB com USB 2.0 E Wi-Fi
5-Se você tivr um celular Motorola V360 com GSM de 1900 MHz, 0.3. megapixels, Control-Pad, Key-Pad, Flip e 5MB de memória instalada
6-Se você usar letras coloridas e alternar maiúsculas e minúsculas quando escreve nos Orkuts e MSNs da vida
7-Se você mandar scraps ou e-mails com arvorezinhas, laranjaizinhos, escadinhas, correntizinhas com mensagens de auto-ajuda, correntes de paquera ou links para sites
8-Se você tiver mais de 12 fotos no seu Orkut, e , como agravante, se algumas das fotos forem montagens com momentos em baladas e amigos com inscrições dizendo que você ama todos eles de paixão
9-Se você tiver mais de 500 amigos no Orkut (essa vai incriminar um dos camaradas), mais de 100 fãs ou mais de 1000 scraps
10-Se você for Canceriano

Níveis do Miguxismo
Se você respondeu sim para 1 até 3 respostas: você é um miguxo iniciante, provavelmente está maravilhado com as maravilhas do miguxismo e logo estará subindo na hierarquia miguxiana
4 até 6: voce é um miguxo intermediário. Já tem bastante experiência no meio, aprendeu muito do que é ser um miguxo e trabalha com afinco para melhorar ainda mais
7 até 9: você é um miguxo avançado, merece dar aulas de miguxismo já, tamanhos são os seus conhecimentos sobre a matéria, a sua facilidade de mexer com tudo aquilo que faz um miguxo de verdade. Parabéns.
10 respostas afirmativas: oBa! vC e uN mIgUxInHu kI nEiN hEu! vAmUs sE aMiGuInHus? kI LeGaU! kI dIvErTiDuXo! hEu sEmPrI vOu iStAr dU sEo lAdU aMiGuXiNhÚ! kI sOrTi a mInHa! vAmUs sE aMiGuXiNhUs pA sEmPr!
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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Magali, minha grafóloga

Existe uma pessoa a quem sempre peço conselhos, uma pessoa que me serve de apoio nas situações mais complicadas da minha vida: Magali, minha grafóloga.

Há tempos lhe devia esta louvação. Ficava ensaiando como fazê-lo, no entanto, até que me surgiu a idéia mais simples possível: traçar um breve perfil dessa pessoa extraordinária.

Magali se formou em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), em 2005, especializando-se em grafologia, que, se não sabem, é a análise da personalidade pelos traços da escrita. Foi ela a pessoa que me abriu os olhos para o meu egocentrismo, que me desmacarou, por assim dizer. Lembro até hoje dela me falando assim, com a Bic em riste:

- Tá vendo essas iniciais balofas? É que tu é muito cheio de si, malucão! Parece um sapo-boi!

Ela é meio despachada mesmo. Sempre precisei desse tipo de gente perto de mim, incisiva assim. Não importa como eu chegue ao consultório dela, eufórico ou melancólico: com ela não tem meias palavras, ela não muda. É sempre "senta aí, seu sangue-nos-zóio; tá cá a caneta, escreve aí, trinta linha". Depois, ela pega o papel e fala tudinho, exatamente aquilo que eu estava precisando ouvir. É como se me lesse a alma, a danada.

E é um mulherão. Eu falo "ah, doutora, se você fosse mais velha (tem 24), casava com a senhora". Aí, daquele jeitão dela, ela diz: "Se eu fosse mais velha? Então, por que tá me atacando de senhora? Deixa de ser comédia, truta!". Claro que é só brincadeira minha e dela. Ela é muito profissional pra se envolver com um paciente. Mas ela é firmeza, 100%. Mesmo.

Sem palavras pra descrever alguma coisa sobre mim, eu acho

Eu falava pra minha mãe que queria ser artista quando morresse. Ela mandava eu calar a boca, me perseguia e dava um tapa na minha cabeça, pra ver seu eu esquecia essa idéia, ledo engano. Só reafirmou tudo que eu queria,; envelheci, e continuei com algo parecido na cabeça; as coisas mudam, mudam e ainda assim tem o resquício, o cheiro do original. Mas justifico-me agora: esse negócio de artista é pra não acordar cedo todo dia. Ainda faltam algumas décadas, continuo, em alguns dias, não acordando cedo; veremos.