The B-52's - "The B-52's" - 1977 quinta-feira, 31 de maio de 2007
DICAS DO PROGRESSISTA: NEW WAVE
The B-52's - "The B-52's" - 1977 quarta-feira, 30 de maio de 2007
RUFEM OS TAMBORES
terça-feira, 29 de maio de 2007
A Confraria dos Camaradas Apedêuticos: Calúnias
Aí me chega o Fundamentalista, vindo do mundo dos mortos, e me traz junto com ele a Ally McBeal. Essa não dá pra engolir. Nem a Calista Flockhart lembrava mais dessa série, aí vem o cidadão, tira do fundo do baú e ainda me joga aos leões, como nos sombrios tribunais da Inquisição, e diz que eu sou fã da série. INSANO! CANALHOCRATA! BALUARTE DAS EPIFÂNIAS! A seu tonho, você vai ter que provar o bagulho! Eu JAMAIS seria fã de uma série tão mela cueca como essa, símbolo máximo da colorida era Clinton... er... bem... ãhn...., o que eu disse mesmo? O negócio é o seguinte, ídolo pra mim é o Jack Bauer, certo? Bate primeiro, pergunta depois, caramba! Honra aquilo que tem entre as pernas! Perguntem-me qualquer coisa sobre TODOS os CSI, Miami, Nova Iorque, Flórida, Texas, New Hampshire, e eu direi detalhes de todos os episódios. E por que? Por que CSI É SÉRIE DE MACHO, POMBA! David Caruso, você é o cara! Locadora? Pô, sessão pra mim só vale a de ação mesmo o resto me dá alergia só de chegar perto. Tango e Cash, O Juiz, Demolidor, Exterminador do Futuro, Vingador do Furturo, Lança-Chamas do Futuro, Inseticida do Futuro, Força em Alerta 1, 2, 3, 5.678.890, Determinado a Matar, Duro de Matar, Pensando em Matar Alguém Hoje, Tá Difícil de Matar o Cidadão Hoje, Chuta que é Macumba, isso sim são filmes que fazem um dia pra mim! FILME DE MACHO! Outra coisa: futebol. Sim, percebam vocês a total falta de textos sobre o esporte bretão nesse blog. Simples: os dois camaradas gostam mesmo é de dar as mãos e praticar remo nas raias uspianas, Futebol pra eles é coisa de neandertal! E eu, corintiano da gema, sou censurado em todas as minhas tentativas de trazer a voces minhas opiniões (opa) sobre a nobre arte de se chutar uma bola. Afinal, quem é o sensível e quem é o macho na história? EU, GOSTAR DE ALLY MCBEAL? Imagine...
Olha essas minissaias, meu!

O passo seguinte é você emprestando o seu cartão de crédito pro maluco pedir pela net todas as três temporadas de Ally Mcbeal lançadas em DVD no Brasil. E aí, você, passando o número do seu cartão, por telefone, pausadamente, pra que ele te entenda, começa a lembrar que não é a primeira vez que isso acontece. Que, um dia, você acompanhou esse mesmo sujeito até o caixa da Fnac pra ele desembolsar umas 100 pilas na primeira temporada de Frasier...
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Pra variar, complementando
Sobre o ceticismo do desenho animado citado pelo outro camarada, o extremado; sim na maioria das vezes o desenho trata-se disso: sempre atrás de alguma coisa sobrenatural está algo bem humano, realmente o desenho usa(e abusa) dessa metáfora. Ainda assim existe um longa metragem, em cárater de exceção, qual os monstros fazem juz a nomenclatura dada. Recomendo que o sr. fundamentalista assista, chama-se Scooby Doo e a ilha dos zumbis, considero este um dos melhores momentos dos detetives da Máquina Mistério, quando pela primeira vez tenta-se tirar a máscara e não tem máscara alguma.
Pra terminar, o post ja se prolongou demais, gostaria de colocar uma foto nossa que encontrei. Esta em um momento mais descontraído, mais casual. Foi tirada logo após a outra, mas algumas horas depois e em outro ângulo, no meio de uma conversa. E pra variar, estou sempre no meio dos dois, evitando que briguem.
TETÉIA DA SEMANA
Lindsay LohanAtriz nova-iorquina e bad girl por excelência, Lindsay é considerada, ao lado da atriz pornô amadora Paris Hilton, a rainha das party-girls de Hollywood. Ontem foi presa por dirigir bêbada pela milésima vez, uma constante na errática vida dessa talentosa e atormentada garota. A escolha dela como Tetéia pode parecer óbvia, mas tem um propósito bem definido: ela abrirá o Mês Lindsay Lohan no Fomos ao Cinema! Isso mesmo, rapaziada: textos, análises de filmes INESQUECÍVEIS como Operação Cupido, Sexta-Feira Muito Louca e Meninas Malvadas, uma verdadeira festa ao molde das bebedeiras patrocinadas por Lindsay nos States! Será que ela herdará o posto de Boris Yeltsin e se tornará a pau d'água mais famosa do mundo? Não sei, mas digo com profunda consternação, ó Lindsay, poupe os teus fãs de tamanhas descomposturas e vergonhas frívolas!
Os três porquinhos foram ao cinema

Da esquerda para a direita: Progressista, Moderado e Fundamentalista.
(Lembrando: todo o mundo fica bonito em foto preto e branco, até desdentado.)
domingo, 27 de maio de 2007
Um pouco sem palavras
Um dos camaradas na nossa última reuinião de pauta afirmou, com voz de razão, que escrevíamos demais e postávamos na mesma exagerada quantidade. Bem, olharemos o os números que compravam tal contastação: Estamos exercendo tal atividade a seis semanas, dentro de tais semanas tivemos 123 posts. Média de 20 postagens por semana, concordei com o camarada acerca da sua afirmação.
Veio alguns dias e mantemos o habituê, contudo ontem não postamos nada; um consenso secreto e subjetivo foi formalizado? Parecia, pelo menos. Achei interessante.
A defesa: as vezes a não-escrita é o melhor remédio para a escrita. Pois sim, ficar sem escrever algumas vezes nos acomete de ter idéias de escrever. Justifica-se da seguinte maneira: estamos cercado por aquilo e as vezes relaxar, dar uma volta torna-se talvez a grande diferença, porque fazer isso faz com que assimilemos outros lados de um mesmo cenário.
Uma mente criativa necessita de ócio para criar; longe de sermos criativos ou artistas, talvez um pouco preguiçosos e vagabundos. Ainda necessitamos, como humanos, de momentos de contemplação(palavra que mais repito).
Defendo-me agora por meio de exemplos: Newton, clássico; Hermeto, mais obscuro e parecido.
A lei da gravidade foi criada por Isaac Newton, é sabido. Cenário: jovem newton um cara bem sucedido resolveu tirar uma pestana embaixo de uma macieira. Resultado: a lei da gravidade e uma suave dor de cabeça. Legado: revolução na física e avisos ao perigo de dormir embaixo de árvores frutíferas( a física agradece que a escolha newtoniana não foi um pé de jaca).
Segundo exemplo: hermato pascoal, cara mui criativo, resolveu ficar um ano sem ouvir música, além daquelas que compunha. Ouvi o tal cd, devo dizer que é genial.
O primeiro defende a necessidade do tal ócio, o segundo exemplo mostra a necessidade de auto-fechamento e silêncio. Combinadas e aliadas a um pouco de técnica e pitadas de talento; receita pra criar algo interessente.
E finalizando, ninguém gosta de alguém que não feche a boca nunca, olha a mosca!
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Cinema: estréias da cinema
Outros filmes: como todos irão assistir o Piratas, não falarei sobre os outros filmes.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Dublin e a alma irlandesa
James Joyce – só a menção desse nome bastaria pra me dar razão e encerrar o assunto. Ulysses não existiria sem Dublin, é uma epopéia sobre essa cidade, muito mais do que a Odisséia era sobre a fragmentada (e imaginária) geografia grega. Portanto, sem mais explicações.
E – como se precisasse – ainda tenho outro nome, esse menor, pra não dizer que eu fiquei só na literatura, e mais, só no passado: Alan Parker. É, o grosseirão, que vive errando a mão, um dia acertou, e acertou como nunca; aliás, como poucos acertaram, dirigindo essa maravilha que é “The Commitments – Loucos pela fama”: o filme simplesmente nunca, em nenhum momento, perde o ritmo, sempre está lá no alto.
Qualquer sinopse do roteiro será mais ou menos assim: o Senhor viu que os irmãos irlandeses estavam precisando de um pouco de “soul”; então, comissionou Jimmy Rabbitte e Joey “The Lips” Fagan para formarem uma banda que trouxesse “soul” para os irlandeses. Mas, na prática, o filme não funcionaria se não tivesse como plano de fundo a destroçada e sempre cinzenta Dublin.Entre outras preciosidades, destaco essa lição de etnologia do sempre incisivo Jimmy Rabbitte: às tantas, ele, trabalhando por converter os corações incrédulos, diz:
"The Irish are the blacks of Europe. And Dubliners are the blacks of Ireland. And the Northside Dubliners are the blacks of Dublin."
Quando Parker foi fazer filme sobre outra coisa, ferrou tudo.
Dublin é, na verdade, um mote a partir do qual os irlandeses acabam discorrendo acerca de tudo: catolicismo, ingleses, encher a cara, mulheres. Além disso, eles contam com aquela lucidez que só a autodepreciação típica do terceiro-mundista pode garantir.
Assim, existem dois tipos de artistas irlandeses: aqueles que levam Dublin consigo e aqueles que a deixam pra trás. Os últimos, cedo ou tarde, hão de pagar um alto preço: eis o U2.





