Gente, talvez seja por causa dos blogs que eu acho por aí, desses em que o cara ou a mina escrevem bem pra caramba, e são inteligentes e espirituosos pra caramba, e aí eu vejo como eles tratam todo o mundo mal e ficam fazendo pouco de tudo, e como, no fundo no fundo, eles não gostam dos leitores que têm, dos quais alguns podem ser vocês; ou talvez seja por causa desse Mês Lindsay Lohan, que por acaso tem deixado meu coração mais mole que de costume; ou talvez eu só esteja endoidecendo mesmo - mas eu tenho que falar um negócio pra vocês, que lêem este blog:
eu amo vocês
É, isso aí.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
TETÉIA DA SEMANA
Lindsay Lohan (Again?)LL, segundos antes de ser atropelada por um maluco no meio de uma sessão de fotos (como ele conseguiu entrar com esse trabuco lá dentro?). Se você, pelo ângulo da foto, acha impossível o carro ter acertado a nossa Drunk Lady, lembre-se de um detalhe chamado DIREÇÃO HIDRÁULICA e pense nas curvas parabólicas que podem ser feitas com ela. O quê, a Lindsay já tinha sido Tetéia na semana passada? Parafraseando o Rei e aprendiz de inquisitor Roberto Carlos: "Obsessão, não, não, Obsessão".
domingo, 3 de junho de 2007
Escola peripatética de cinematografia
Como adoro simplicações, e nisso até pareço o próprio Aristóteles, com suas classificações maravilhosas, aí vai uma sobre cinema. Existem dois tipos de filme, e somente dois:
O representante do primeiro tipo é Kill Bill, os dois volumes, que você vê e fica achando que Tarantino é gênio. É aquele filme que te fascina a princípio; na verdade, te ofusca, e você esquece todo o resto, todas as suas preferências anteriores e, principalmente, os seus referenciais. Não é à toa que você quer comprar a caixa Deluxe com os dois filmes, quer ler o roteiro original em inglês, e fala que é o seu filme favorito de todos os tempos, e entra na comunidade do Orkut do filme, e fica fazendo alusões ao filme em textos de blog.
Só que isso passa. Depois de assistir quinze vezes a cada um dos volumes e, só então, deixar os discos esfriarem alguns meses na caixinha legal em que vieram, você, um dia, topa com uma reprise deles na HBO ou na Globo mesmo e aí cai na real, e percebe que não era tudo isso. Que era um filme bacana, e só. Mas agora é tarde. A edição Deluxe tá comprada.
Já para o segundo tipo, e agora deixa eu esfregar toda a minha sofisticação na cara de vocês, me vêm os seguintes nomes, que serão recorrentes neste Mês Lindsay Lohan (por razões heterogêneas): La Dolce Vita e A Prairie Home Companion. Filmes incrivelmente distintos que, no entanto, coincidem no fato de que a gente precisa aprender a assistir aos dois.São daqueles que, da primeira vez, você, terminada a sessão, fica sem o que dizer - no fundo, de alguma forma, você sabe que acabou de ver um ótimo filme, talvez uma obra-prima, mas está confuso demais, foi incapaz de absorver tudo. E é exatamente essa a questão. Nesse segundo tipo se encaixam os filmes que a gente nunca absorve da primeira vez, nem da segunda, nem da terceira. Na verdade, a gente passa a vida inteira assistindo e assistindo a eles e sempre vai descobrindo uma nova razão para por que são tão bons, sem nunca se cansar.
Se a gente, com o nosso machismo benigno - e sofisticado -, emprega essa mesma classificação para as mulheres, logo vê que a senhorita Lohan é do segundo grupo: é em geral necessária uma segunda olhada pra sacar o encanto dela, mas depois... Depois, a gente até apela, e vai ao cinema assistir Herbie - Meu Fusca Turbinado e Sorte no Amor, só por causa dela.
Isso daria um filme indie
Manhã de domingo. Tempo parcialmente nublado, dois garotos: um, sentado ao lado do ponto de ônibus; outro, encostado no mesmo ponto. Ambos esperando o ônibus que demorava pra chegar. Poucas palavras trocadas, nada além de confissões banais e discursos vazios. Um, cita o título; o outro, concordando, sorri discretamente. Sim, eles estavam trajados a carater: all-stars, blusas de frio estilosas e roupas compradas na Inglaterra. Chega o ônibus, e, após se aprumarem, começam a perceber a semelhança com tal tipo de filme: os figurantes blasés, o tempo, até os motoristas mal encarados. Chegam até ver , no outro ônibus,uma garotinha triste a la Scarlet ou, pra ficar mais indie, a la Rita Batata (guardem esse nome, logo será muito famoso). Conversam sobre cultura e cinema. Se despedem e o tempo continua cinzento.
sábado, 2 de junho de 2007
Lindsay e eu. Eu e Lindsay
Antes de começarmos a nos aprofundar mais na vasta obra cinematográfica e musical deixada pela Ms. Lohan (embora ela NÃO esteja morta ainda), deixe-me contar uma pequena história aqui pra vocês. Deixe-me contar de uma noite de sexta feira em especial. Na época, eu fazia uma outra faculdade, diferente da que faço agora e que eu sai depois de alguns meses cursando. Tinha tido uma prova no dia, e naquela faculdade, dias de prova eram mais curtos que os habituais: era chegar, fazer a mesma e se mandar. Eu fiz isso. Cheguei, fiz a prova e me mandei. Não era na época homem de artifícios desnecessários, como ficar com os meus colegas recém-saídos de um episódio da Malhação comentando sobre a prova e projetando expectativas sobre as baladas que viriam depois. Não. Fiz os meus deveres e, mais rápido do que cheguei, logo fui embora. Estava na época louco para ver um filme que tinha estreiado nessa mesma sexta e que, por um lamento do destino, me esqueci totalmente o nome (devia ser um filme muito importante mesmo). Peguei o busão, o lendário Aeroporto, e fui para um shopping o qual não falarei o nome, mas que parece uma caixa de Panetone e fica em cima de uma grande estação de Metrô. Esbaforido pelas péssimas condições da viagem (número excessivo de passageiros, trânsito lento), cheguei no mesmo e fui me arrastando até o último andar, local das salas de cinema. A última sessão do filme que eu iria ver estava esgotada. Sold out. Estando em péssimas condições físicas e psicológicas, a primeira reação a tomar seria colocar a viola no saco e ir para casa.
Mas não. Senti uma sensação inexplicável. Como Ulisses na Odisséia quando ouve o canto das Ninfas (comparação ABSOLUTAMENTE PERTINENTE), algo mantinha-me hipnotizado, estático, preso no lugar, imune aos chamados do meu corpo dilacerado. Olhei para a tela dos horários dos filmes. Sexta-Feira Muito Louca, 21:30. Dez minutos eram antes desse horário. Nunca tinha ouvido falar do mesmo. Mas isso não mais importava. Comprei o ingresso. Não tinha qualquer controle sobre os meus atos. Fui para a direção das salas. Chegando ao local, péssima notícia: a sala do filme era uma sala especial do Shopping, para crianças, de uma famosíssima companhia cujo garoto propaganda é um rato chato. A sala tinha cadeira coloridas, aromas artificalizados, desenhos de personagens, enfim, um embaraço COMPLETO para um jovem universitário problemático como eu. Mas nada disso fazia qualquer diferença. Como um zumbi num filme de George Romero, adentrei o recinto, e instalei-me em poltronas num lugar no fundo. A sala não estava cheia. Muitos adolescentes, pais com filhos pequenos berrando insuportavelmente, barulhinhos engraçadinhos da sonoplastia da sala. Fechei os olhos fingindo dormir para que, na hora que o filme começasse e as luzes se apagassem, eu pudesse abri-los de novo, evitando assim contato visual com aquela experiência patética. Logo, as luzes se apagaram e o filme começou. Uma comédia adolescente-romântica, que depois descobri ser um remake de um filme dos anos 70. Jamie Lee Curtis, fazendo um dos papéis principais. Nada promissor, mesmo, afinal essa mulher deu ao mundo apenas gritos e gritos e gritos nos duzentos Halloweens dos quais participou. A tortura não parecia ter fim.
Logo, o filme apresentou a outra personagem principal, filha da Jamie Lee que depois, por coisas que só podem acontecer num filme Hollywoodiano, trocaria de lugar com a Mãe. Era uma menina de traços não usuais, mas de beleza e expressividade sinuantes. Tinha ouvido falar dela antes, sabia que era uma daquelas atrizes mirins que infestavam o mundo pós-Backstreet Boys (que na época, pena, tinham morrido num desastre de trem). Mas, como nas melhores surpresas da vida, percebi que aquela não era mais uma entre tantas inexpressivas e marqueteiras estrelas. Não. Vi ali uma classe tão estonteante que conseguia destoar num filme tão pudicamente inexpressivo como aquele. Salvando todas as cenas que participava e deixando um ar de lamento quando se ausentava na tela, aquela garota pegou o filmeco protagonizado por uma decadente veterana do circo e transformou-o em algo mais, talento comum para aqueles que realmente podem fazer a diferença. Vi ali um talento bruto, não lapidado, natural e sem traços transgênicos, uma verdadeira tour-de-forcé sem igual nem entre as atrizes de patamar Oscariano da época. Depois, descobri finalmente o nome da menina: Lindsay Lohan. Até chegar nesse atual patamar de escândalos, lama e bebedeiras homéricas, esperei que tudo aquilo que presenciei naquela estranha noite pudesse se tornar realidade. Vieram espasmos de brilhantismos depois, mas sei que ainda não foi nada, que o melhor, overdoses a parte, ainda está por vir. Espero, firmemente, por tudo o que essa garota ainda pode fazer. Exagerado? Talvez. Mas NUNCA erro, põ! A, um adendo: no filme original da década de 70, quem fez o papel que foi da Lindsay no remake foi uma certa atriz aí, que dizem ter talento, uma tal de Jodie Foster...só pra lembrar.
Mas não. Senti uma sensação inexplicável. Como Ulisses na Odisséia quando ouve o canto das Ninfas (comparação ABSOLUTAMENTE PERTINENTE), algo mantinha-me hipnotizado, estático, preso no lugar, imune aos chamados do meu corpo dilacerado. Olhei para a tela dos horários dos filmes. Sexta-Feira Muito Louca, 21:30. Dez minutos eram antes desse horário. Nunca tinha ouvido falar do mesmo. Mas isso não mais importava. Comprei o ingresso. Não tinha qualquer controle sobre os meus atos. Fui para a direção das salas. Chegando ao local, péssima notícia: a sala do filme era uma sala especial do Shopping, para crianças, de uma famosíssima companhia cujo garoto propaganda é um rato chato. A sala tinha cadeira coloridas, aromas artificalizados, desenhos de personagens, enfim, um embaraço COMPLETO para um jovem universitário problemático como eu. Mas nada disso fazia qualquer diferença. Como um zumbi num filme de George Romero, adentrei o recinto, e instalei-me em poltronas num lugar no fundo. A sala não estava cheia. Muitos adolescentes, pais com filhos pequenos berrando insuportavelmente, barulhinhos engraçadinhos da sonoplastia da sala. Fechei os olhos fingindo dormir para que, na hora que o filme começasse e as luzes se apagassem, eu pudesse abri-los de novo, evitando assim contato visual com aquela experiência patética. Logo, as luzes se apagaram e o filme começou. Uma comédia adolescente-romântica, que depois descobri ser um remake de um filme dos anos 70. Jamie Lee Curtis, fazendo um dos papéis principais. Nada promissor, mesmo, afinal essa mulher deu ao mundo apenas gritos e gritos e gritos nos duzentos Halloweens dos quais participou. A tortura não parecia ter fim.
Logo, o filme apresentou a outra personagem principal, filha da Jamie Lee que depois, por coisas que só podem acontecer num filme Hollywoodiano, trocaria de lugar com a Mãe. Era uma menina de traços não usuais, mas de beleza e expressividade sinuantes. Tinha ouvido falar dela antes, sabia que era uma daquelas atrizes mirins que infestavam o mundo pós-Backstreet Boys (que na época, pena, tinham morrido num desastre de trem). Mas, como nas melhores surpresas da vida, percebi que aquela não era mais uma entre tantas inexpressivas e marqueteiras estrelas. Não. Vi ali uma classe tão estonteante que conseguia destoar num filme tão pudicamente inexpressivo como aquele. Salvando todas as cenas que participava e deixando um ar de lamento quando se ausentava na tela, aquela garota pegou o filmeco protagonizado por uma decadente veterana do circo e transformou-o em algo mais, talento comum para aqueles que realmente podem fazer a diferença. Vi ali um talento bruto, não lapidado, natural e sem traços transgênicos, uma verdadeira tour-de-forcé sem igual nem entre as atrizes de patamar Oscariano da época. Depois, descobri finalmente o nome da menina: Lindsay Lohan. Até chegar nesse atual patamar de escândalos, lama e bebedeiras homéricas, esperei que tudo aquilo que presenciei naquela estranha noite pudesse se tornar realidade. Vieram espasmos de brilhantismos depois, mas sei que ainda não foi nada, que o melhor, overdoses a parte, ainda está por vir. Espero, firmemente, por tudo o que essa garota ainda pode fazer. Exagerado? Talvez. Mas NUNCA erro, põ! A, um adendo: no filme original da década de 70, quem fez o papel que foi da Lindsay no remake foi uma certa atriz aí, que dizem ter talento, uma tal de Jodie Foster...só pra lembrar.
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sexta-feira, 1 de junho de 2007
Da beleza despretensiosa de Lindsay Lohan
Holden Caufield, protagonista de O Apanhador no Campo de Centeio, dizia que um livro é bom quando, terminada a leitura, você tem vontade de pegar o telefone e ligar pro autor. O meu senso de qualidade é muito parecido com isso. Por exemplo, pra mim, uma banda é boa quando dá vontade de ser amigo dos integrantes dela e de tocar junto com eles. Principalmente, quando a própria banda passa essa idéia pra gente, de proximidade, de que a gente podia ser um deles. Quer dizer, é o meu adolescente trouxa interior falando mais alto. Mas é sério. Ele é boboca, mas não erra. No caso da Lindsay Lohan, da beleza dela: ela não é a menina mais linda do mundo. É uma gracinha, mas não venceria qualquer concurso; dependeria muito das outras concorrentes. Na verdade, ela tem um tipo despretensioso de beleza. Sim, ela é despretensiosamente bonita. E é isso que dá, quando você assiste a um filme com ela, aquela sensação de que, apesar de Hollywood e tudo, essa menina é que nem a gente, que a gente podia encontrar ela andando pela rua. É a beldade de condomínio; a musa da casa ao lado. Em ambos os casos, sempre vai ter gente dizendo, desdenhosamente: "Ah, a menina do vizinho? Ela é bonitinha." Mas eu sei que vocês, marmanjos, também pagaram pau pra filha do vizinho. No fim, são tão românticos quanto eu. Por isso, entendem se, quando eu faço uma pesquisa no Google sobre a Lindsay Lohan, e de 100 fotos que aparecem, 20 são dela com o seio saltando do vestido, 20 dela cheirando alguma coisa e mais 20 com ela com uma garrafa na mão, eu digo que nem o pessoal: de ilusão também se vive.
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Mês Lindsay Lohan: as coisas no devido lugar
Este mês vamos ao cinema com Lindsay Lohan. E até damos uma esticadinha depois.
Vocês podem estar se perguntando como é que vai ser isso: postagens só sobre Lindsay Lohan? Como? É claro que não! Não literalmente, não exclusivamente – seria impraticável. Havemos, no entanto, de sempre fazer alguma alusão à menininha, isso sim!
Lindsay Lohan e Cannes. Lindsay Lohan e Arcade Fire. Lindsay Lohan e a ocupação da Reitoria. Lindsay Lohan e As pupilas do senhor Reitor. Lindsay Lohan e Ally Mcbeal.
E eu começo com Lindsay Lohan e La Dolce Vita. É que eu estava pesquisando alguma foto dela pra colocar aqui e acabei me deparando com uma que, na hora, me fez lembrar do filme do Fellini. Pra vocês mesmos conferirem, vejam a foto.
Ah, La Dolce Vita, que filme poderia ser mais oportuno do que este pra ilustrar quem é esta senhorita? Como anda sua vida; como a vemos, como a lamentamos? Lindsay Lohan é a nossa Anita Ekberg.Na Fontana di Trevi, Marcello, fascinado por Sylvia, lhe faz juras de amor, mas ela não compreende uma palavra sequer. Desesperado, quer resgatá-la de uma vida que a está destruindo. Mas o esforço é inútil. E ele, enfim, a leva para casa, para os braços de um canalha. Ah, Lindsay, sai dessa!
Nós assistimos a Sorte no Amor – aliás, fomos ao cinema assistir a Sorte no Amor! Nós compramos o teu CD! E agora, agora nós te dedicamos um mês inteirinho, um Mês Lindsay Lohan!
Tudo porque sabemos que o que anda te faltando é um Fellini, que te eternize como a Anita Ekberg. Robert Altman até ensaiou alguma coisa nesse sentido. Botou ela naquilo que foi seu réquiem: A Prairie Home Companion, que é, aliás, bem felliniano. Se ele não tivesse morrido...
Pois é: por que não Hilary Duff? Por que não Amanda Bynes? Por que Altman foi escalar logo Lindsay Lohan, que anda com gente da laia da Paris Hilton? Eu vou lhes dizer por quê. É que o velhote sacou a menininha; como nós, ele sabia que aquela sardenta eventualmente alcoolizada há de ser uma nova Audrey Hepburn!
Mas, aqui, no Fomos ao Cinema, primando pela tradição de mostrar quem é quem, seja nas artes, seja na política, colocaremos as coisas no devido lugar e faremos justiça - como sempre.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
DICAS DO PROGRESSISTA: NEW WAVE
Esquentando o clima para o esperadíssimo mês Lindsay Lohan, venho aqui falar de um assunto que tem tudo a ver com a nossa viciada em medicações prescritas favorita: New Wave, cambada! Ou, como dito por essas bandas, Niu Uaivi. Movimento nascido da confusão que rolava na música no final dos anos setenta, marcou o encontro entre o Punk e a Disco Music, e os filhos bastardos acabaram fazendo a fama no mundo pré-Aids. Sim, a Aids, feia e malvada, murchou a festa e os New-Wavers foram trocados pelos góticos na preferência do povão. Mas eu, sempre pronto para abrir o baú de memórias, trago aqui cinco discos que formam o DNA do movimento. Preparem a festa, caprichem na decoração Kitsch, e cantem bem alto: "and heavy equipaments, WE'RE IN THE BASEMENT!":
The B-52's - "The B-52's" - 1977
The B-52's - "The B-52's" - 1977 Inspirados por filmes trashes dos anos 50 e pelo ar Kitsch que dominou a década de 60, essa banda de Athens, Geórgia (terra do R.E.M.) acabou marcando uma espécie de polaridade oposta com os contemporãneos punks: a simplicidade instrumental, a ênfase no ritmo e nas sonoridades diretas, mas o discurso voltado para celebrações e paranóias marcadas por estados alterados da mente (leia-se drogas), a banda inovou, e nesse disco percebe-se bem que eles chegaram chutando a barraca. Com músicas sensacionais como Private Idaho e a célebre Rock Lobster, quase um punk-rock que versa sobre uma festa maluca de estrelas do mar e lagostas na areia (?), os vocais ensandecidos de Fred Schneider, as harmonizações das new-wave girls Kate Pierson e Cindy Wilson e a fabulosa guitarra de Ricky Wilson (que tinha inacreditáveis 2 cordas), o B-52's abri o caminho para todos os que queriam festejar sem os excessos da discoteca. A festa estava só começando.
Terceiro disco da banda de Nova York, liderada pela carismática ex-coelhinha da Playboy Debbie Harry, foi o ponto de virada da banda, que fracassara nas duas tentativas anteriores. Soando mais pop e digerível que nos discos anteriores, a banda criou faixas que virariam obessão para as bandas one-hit-wonders nos anos 80, como Sunday Girl, Hanging on the Telephone e a clássicaça-aça Heart of Glass, talvez a música de maior fama de toda a New Wave. A banda sempre andou com artistas mais "cabeça" como o Talking Heads, o Television e até com os reis do punk Ramones, mas o negócio deles mesmo sempre foi o glamour e o hedonismo do art-pop.
Terceiro disco do londrino Numan, marca o auge das suas experimentações eletrônicas, mixando o uso de sintetizadores (ele praticamente ditou o uso deles que acabou infestando todos os anos 80) com poderosas percussões e batidas eletrônicas. Fascinado por temas industriais, que ditam a temática do disco, e criando uma persona robótica imortalizada em clipes sensacionais, Numan colocou a New Wave na crescente classe operária inglesa, dando um necessário ar cinzento as convenções do gênero. Mas tudo isso é completado pelas incríveis composições do album, a insandecida Metal, a atmosférica Airlane e a mítica Cars, maior sucesso dele. Gary Numan foi o cara que, sozinho, criou um estilo e sonoridades que fizeram toda uma década. Para o bem e para o mal.
Filho bastardo do Punk, filho ilegítimo do Buddy Holly e homem dos dentes mais podres do showbusiness, Elvis Costello era um cara de rara sensibilidade pop, o que sempre o afastou das convenções Punks. Terceiro disco dele, marcou a sua inclinação por arranjos mais elaborados e instrumentações de maior complexidade em relação aos seus dois sensacionais discos anteriores. Usando política e guerra como metáforas para relacionamentos amorosos, Armed Forces é talvez o melhor disco já feito na New Wave, com músicas inspiradas como Accidents Will Happen, Party Girl, Oliver's Army e a cover de Peace, Love and Understanding. Quem assistiu o filme Encontros e Desencontros pode lembrar da cena do videoke, quando o Bill Murray canta a música imitando a voz do Elvis Costello. Sofia Coppolla, espertinha como ela só, sabe separar o joio do trigo.
A New Wave sempre produzia os seus hits aqui e acolá. Mas quem tratou de escancarar tudo e tacar na cara das massas o estilo foi o Duran Duran, banda que, na opinião do mano Progressista (terceira pessoa agora? Tô maluco mesmo) é a banda que melhor nomeia músicas, mas isso é assunto para depois. Com jeitão de avôs das boy-bands (embora fossem autorais) e clipes com mulheres e praias, a banda invadiu o mainstream e colocou músicas como Hungry Like the Wolf e Save a Prayer (campeã da Antena 1) para sempre no imaginário popular. Muito se discute sobre a qualidade da banda, mas não pode-se negar que eles souberam se aprovitar de todos os elementos da new wave e transformá-los numa linguagem que atingiu em cheio o povão. E Rio, a música, tem uma linha de baixo SENSACIONAL. É isso aí, todo mundo nega, mas deixa alguém tocar Save a Prayer pra ver se o pessoal não faz aquela cara de "putz, saudades daquela época".
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
RUFEM OS TAMBORES
Amanhã começa o mês Lindsay Lohan no Fomos ao Cinema. Como será? Não sei. Só falaremos da Lindsay Lohan? Não sei. Teremos outros assuntos na pauta? Não sei. PÔ, DÁ PRA RESPONDER ALGUMA PERGUNTA? Não.
terça-feira, 29 de maio de 2007
A Confraria dos Camaradas Apedêuticos: Calúnias
Sinto que os meus camaradas, aqui usando a palavra no seu sentido mais vago, estão fazendo uso das suas intensas atividades intelecto-subjetivas, das suas predileções por textos auto-analíticos para criar para mim uma imagem de moleque sensível-romãntico-banana, um ursinho de pelúcia movido a tenrices, caixas de bombons e lenços de papel. CALÚNIAS! INFÂMIAS! Todos sabem que homem sensível, na nossa sociedade de hoje, é um ser visto por seus iguais, homens e mulheres, como alguém sem masculinidade. Isso mesmo, homem sensível é palavrão. Diante de tantos disparates, terei de, enfim, provar por A+B que EU SOU MACHO, PÔ! E farei isso com uma impetuosidade digna de um John Wayne. Se bem que cowboys depois do Brokeback Mountain... bem, o negócio é o seguinte, primeiro o Moderado diz que eu só sirvo pra fazer muié dar risada tomando sorvete. Sim, me chamou de Bozonildo, imagino que eu devo usar truques como o da flor que sai água, piadas envolvendo Tomate Cru e o escambau. Até aí, tudo bem.
Aí me chega o Fundamentalista, vindo do mundo dos mortos, e me traz junto com ele a Ally McBeal. Essa não dá pra engolir. Nem a Calista Flockhart lembrava mais dessa série, aí vem o cidadão, tira do fundo do baú e ainda me joga aos leões, como nos sombrios tribunais da Inquisição, e diz que eu sou fã da série. INSANO! CANALHOCRATA! BALUARTE DAS EPIFÂNIAS! A seu tonho, você vai ter que provar o bagulho! Eu JAMAIS seria fã de uma série tão mela cueca como essa, símbolo máximo da colorida era Clinton... er... bem... ãhn...., o que eu disse mesmo? O negócio é o seguinte, ídolo pra mim é o Jack Bauer, certo? Bate primeiro, pergunta depois, caramba! Honra aquilo que tem entre as pernas! Perguntem-me qualquer coisa sobre TODOS os CSI, Miami, Nova Iorque, Flórida, Texas, New Hampshire, e eu direi detalhes de todos os episódios. E por que? Por que CSI É SÉRIE DE MACHO, POMBA! David Caruso, você é o cara! Locadora? Pô, sessão pra mim só vale a de ação mesmo o resto me dá alergia só de chegar perto. Tango e Cash, O Juiz, Demolidor, Exterminador do Futuro, Vingador do Furturo, Lança-Chamas do Futuro, Inseticida do Futuro, Força em Alerta 1, 2, 3, 5.678.890, Determinado a Matar, Duro de Matar, Pensando em Matar Alguém Hoje, Tá Difícil de Matar o Cidadão Hoje, Chuta que é Macumba, isso sim são filmes que fazem um dia pra mim! FILME DE MACHO! Outra coisa: futebol. Sim, percebam vocês a total falta de textos sobre o esporte bretão nesse blog. Simples: os dois camaradas gostam mesmo é de dar as mãos e praticar remo nas raias uspianas, Futebol pra eles é coisa de neandertal! E eu, corintiano da gema, sou censurado em todas as minhas tentativas de trazer a voces minhas opiniões (opa) sobre a nobre arte de se chutar uma bola. Afinal, quem é o sensível e quem é o macho na história? EU, GOSTAR DE ALLY MCBEAL? Imagine...
Aí me chega o Fundamentalista, vindo do mundo dos mortos, e me traz junto com ele a Ally McBeal. Essa não dá pra engolir. Nem a Calista Flockhart lembrava mais dessa série, aí vem o cidadão, tira do fundo do baú e ainda me joga aos leões, como nos sombrios tribunais da Inquisição, e diz que eu sou fã da série. INSANO! CANALHOCRATA! BALUARTE DAS EPIFÂNIAS! A seu tonho, você vai ter que provar o bagulho! Eu JAMAIS seria fã de uma série tão mela cueca como essa, símbolo máximo da colorida era Clinton... er... bem... ãhn...., o que eu disse mesmo? O negócio é o seguinte, ídolo pra mim é o Jack Bauer, certo? Bate primeiro, pergunta depois, caramba! Honra aquilo que tem entre as pernas! Perguntem-me qualquer coisa sobre TODOS os CSI, Miami, Nova Iorque, Flórida, Texas, New Hampshire, e eu direi detalhes de todos os episódios. E por que? Por que CSI É SÉRIE DE MACHO, POMBA! David Caruso, você é o cara! Locadora? Pô, sessão pra mim só vale a de ação mesmo o resto me dá alergia só de chegar perto. Tango e Cash, O Juiz, Demolidor, Exterminador do Futuro, Vingador do Furturo, Lança-Chamas do Futuro, Inseticida do Futuro, Força em Alerta 1, 2, 3, 5.678.890, Determinado a Matar, Duro de Matar, Pensando em Matar Alguém Hoje, Tá Difícil de Matar o Cidadão Hoje, Chuta que é Macumba, isso sim são filmes que fazem um dia pra mim! FILME DE MACHO! Outra coisa: futebol. Sim, percebam vocês a total falta de textos sobre o esporte bretão nesse blog. Simples: os dois camaradas gostam mesmo é de dar as mãos e praticar remo nas raias uspianas, Futebol pra eles é coisa de neandertal! E eu, corintiano da gema, sou censurado em todas as minhas tentativas de trazer a voces minhas opiniões (opa) sobre a nobre arte de se chutar uma bola. Afinal, quem é o sensível e quem é o macho na história? EU, GOSTAR DE ALLY MCBEAL? Imagine...
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