Ontem, assisti a Clube da Luta. Não podia ter sido mais oportuno. Clube da Luta é exatamente o contexto que procurávamos para acomodar Lindsay Lohan. A sociedade de consumo invertida, mas ainda sociedade de consumo: massificada, com um forte espírito de rebanho. A geração fast food voltando-se contra si mesma. Isto é, uma crítica a uma revolução que apela aos mesmos vícios e fraquezas que sustentam a ordem que se quer destruir. Algo como: "isto aqui não presta, mas o que vocês têm feito pra mudar, com esses discursinhos anti-Mcdonald's, também não". O sabonete é uma bela metáfora: transformam-nos em produto e assim ganhamos a aura característica de todo produto - que é o de ser uma solução acabada, uma necessidade satisfeita. Somos consumidores daquilo que queremos ser. Inclusive, revolucionários.sábado, 30 de junho de 2007
Lindsay Lohan e Tyler Durden
Ontem, assisti a Clube da Luta. Não podia ter sido mais oportuno. Clube da Luta é exatamente o contexto que procurávamos para acomodar Lindsay Lohan. A sociedade de consumo invertida, mas ainda sociedade de consumo: massificada, com um forte espírito de rebanho. A geração fast food voltando-se contra si mesma. Isto é, uma crítica a uma revolução que apela aos mesmos vícios e fraquezas que sustentam a ordem que se quer destruir. Algo como: "isto aqui não presta, mas o que vocês têm feito pra mudar, com esses discursinhos anti-Mcdonald's, também não". O sabonete é uma bela metáfora: transformam-nos em produto e assim ganhamos a aura característica de todo produto - que é o de ser uma solução acabada, uma necessidade satisfeita. Somos consumidores daquilo que queremos ser. Inclusive, revolucionários.quinta-feira, 28 de junho de 2007
Mês Lindsay Lohan: A Prairie Home Companion
A Prairie Home Companion (2006) foi o último trabalho de Robert Altman, que faleceu ano passado, aos 81 anos. Aqui, no Brasil, recebeu o título A Última Noite, que me recuso a usar, já que leva todos a confundirem-no com o filme do Spike Lee. Trata-se de uma reflexão sobre como morrer com dignidade. Pra Altman, que então parecia pressentir o próprio fim, isso significa morrer trabalhando, e fazendo um trabalho bem feito. E foi o que ele fez, deixando-nos um daqueles filmes que, como eu disse numa postagem anterior, cada vez que a gente assiste gosta mais.
A história da participação dela nesse filme é à parte. Foi ela que insistiu pra fazer esse trabalho – esperta, muito esperta –, mas nem havia um papel que se adequasse ao perfil da mocinha. Mas o Altman, que era esperto e meio, fez questão de escrever um só pra ela. Apesar de um papel pequeno, a menininha resplandeceu, em todo o seu talento, interpretando uma adolescente melancólica, sem cair no estereótipo. Mês Lindsay Lohan: Sorte no Amor
Eu não vou dourar a pílula. Sorte no Amor (Just My Luck, 2006) é uma bela porcaria. Mas não o são todos os roteiros dos filmes estrelados pela senhorita Lohan, exceções honrosas para o Meninas Malvadas (em termos) e para o A Última Noite (esse sim, um FILME de verdade, em breve comentado pelo Fundamentalista)? Sim, mas em filmes como o Confissões de uma Adolescente em Crise e o Sexta-Feira Muito Louca, Lindsay proporcionou verdadeiros milagres ao, somente com a força de sua atuação, elevar o patamar dessas produções rasteiras. Mas no caso dessa película do ano passado, já são nítidos os efeitos provocados pelos excessos da vida festeira e irresponsável que ela vem levando ultimamente.5 maiores humoristas brasileiros
5- Jô Soares
4-Chico Anysio
3-Costinha
2-Tião Macalé
1- Mussum terça-feira, 26 de junho de 2007
Mês Lindsay Lohan: Meninas Malvadas
Houve momentos na história do cinema que mostraram produções capazes de influir, sozinhas, em toda a indústria cinematográfica, criando escolas de linguagem, sendo precursores de estilo, tanto em termos estéticos e de efeitos como em termos narrativos e interpretativos. Falo de filmes como o Nascimento de uma Nação, clássico nojento racista de D.W. Griffiths, mas que marcou praticamente o início da linguagem do cinema e do ritmo que um filme deveria e passaria a ter depois de então; de um E O Vento Levou, trazendo os épicos pela primeira vez; de um Cidadão Kane, revolucionário em estilo e narrativa; de um Uma Rua Chamada Pecado, que marcou o início da escola de interpretação conhecida como método; de um Acossado, de Godard, que marcou o início da Nouvelle Vague; Sétimo Selo, A Doce Vida, O Poderoso Chefão, Laranja Mecânica, Blade Runner, Pulp Fiction, Matrix, Clube da Luta, todos esses filmes foram capazes de, em maior ou menor escala, causarem uma revolução no modo das pessoas encararem o cinema. Mas nunca, em toda a história, desde que os irmãos Lumière resolveram brincar de fazer câmeras, um filme serviu tão bem como retrato de uma geração como o Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004).
O filme marcou a primeira vez que Lindsay Lohan saía dos domínios da Disney para atuar pela companhia de filmes do produtor do Saturday Night Live, Lorne Michaels, e foi escrito pela ex-roteirista e atriz do programa, Tina Fey. Contava a história (tenho de ser técnico aqui, calma que é um resumo rápido, faço isso por vocês, pô!) de uma adolescente interpretada pela Lindsay (milagrosamente não chamando Lola, e sim Cady) que passou a infância com os pais na África e que vai para os EUA e entra num colégio dominado por uma turma de meninas populares chamadas garotas plásticas. Lindsay, ops, quer dizer, sua personagem, Cady, no começo é hostilizada, mas logo conquista a confiança da líder das garotas e acaba entrando no grupo, dando início a uma cadeia de eventos que resulta na dissolução do grupo. Genial, não? Complexo, inventivo, cheio de minúcias e detalhes, o filme é, sem dúvida alguma, a maior produção adolescente da história da humanidade (alguém falou no Acossado aí? Não? Abafa.).
Exagero? Não. Tina Fey mostrou que não deve nada a um François Truffaut da vida, jogando com as imagens, criando metáforas brilhantes (tá acabando a cota de adjetivos) entre o ambiente do colégio com o de uma selva africana, toda a crueldade e subjugação dos mais fracos pelos mais fortes. Um fiel retrato da futilidade que permeia o mundo adolescente do mundo contemporâneo, não só nos EUA, o que torna, indiretamente, o apelo do filme universal. Agora, a prova-mor do talento de Lindsay. A líder das garotas plásticas, papel vital na trama por ser a nêmesis da personagem de Lindsay e virtual vilã do filme, foi feito pela atriz Rachel McAdams, famosa pelo filme meloso Diário de uma Paixão. Rachel nasceu em 1976. Ou seja, é exatamente 10 anos mais velha que Lindsay Lohan, e no filme interpretou uma personagem da mesma idade com um peso fundamental na trama.
Qual conclusão tiramos disso? A de que o Lorne Michaels é um cara muito esperto. Ele sabe que se colocasse uma atriz jovem e inexperiente para contracenar com Lohan, a atriz iria tomar um baile da Lindsay e a personagem seria engolida, o que seria mortal para as ambições do filme. Então, ele tomou a polêmica decisão de escalar uma atriz muito mais velha, porém experiente. E mesmo assim, Lindsay Lohan não se diminuiu em momento algum do filme, encarando de igual para igual a Rachel McAdams. Não é a toa que o cara é o manda-chuva do SNL faz duzentos anos. Devemos reconhecer quando assistimos a história ser escrita na nossa frente. E nesse caso, digo com galhardia que Meninas Malvadas será sempre lembrado como um momento definitivo na história do cinema (tá bom, pessoal do hospício, já tô indo, podem botar a camisa-de-força).
PLANTÃO FOMOS AO CINEMA
Mês Lindsay Lohan: Herbie - Meu Fusca Turbinado
Se a vida fosse como nos filmes... Todo cinéfilo, profissionalizado ou não, um dia já se pegou suspirando esse chavão. Nossa abordagem do caso Lohan poderia se resumir, muitas vezes, a ele. Principalmente agora, quando a gente resolve falar de um filme divertido e ingênuo como Herbie - Meu Fusca Turbinado (Herbie Fully Loaded). Aí, a gente vira criança mesmo e deixa a imaginação correr solta.O silêncio dos moderados
Mas viu que demos conta do recado, por isso silenciou nos últimos dias, abrindo espaço para nós. Digo isso porque vocês podem estar pensando: Será que o Camarada Moderado está em férias? Será que ele brigou com o Progressista e o Fundamentalista? Será que ele arregou? Será que ele não tem assistido a filmes como Habana Blues para comentá-los? Será que ele arregou?segunda-feira, 25 de junho de 2007
TETÉIA DA SEMANA
E pela última vez, Lindsay é a Tetéia da Semana. Quantas lágrimas não rolaram, não? Tristezas épicas, felicidades fulgurantes, leitores dando risadas às custas da nossa bela Junkie Girl. Essa semana encerra o já inesquecível mês Lindsay Lohan, mas isso significará que nós nunca mais falaremos dela nesse blog? Não sei. Eu não mando nada aqui, meus patrões, Moderado e Fundamentalista, escolhem todos os rumos desse site. Obrigado Lindsay (???), por tudo, e garantimos esforços sobrehumanos para finalizar em grande estilo! Semana que vem, quem será a Tetéia hein? Hein? HEIN?
domingo, 24 de junho de 2007
Lindsay cancerianus est
O negócio é o seguinte: eu sei a chave de todos os problemas que assolam a vida da Lindsay Lohan. O motivo já foi antecipado brilhantemente num post do Fundamentalista (estamos muito bonzinhos um com o outro ultimamente, tá na hora de voltarmos para as boas e velhas ofensas), Lindsay deve todos os seus problemas, eu digo, para desespero dos que gostam de textos sóbrios, TODOS OS SEUS PROBLEMAS, para o dia que nasceu, 2 de Julho de 1986. Por que você diz isso, Progressista? O que o dia de nascimento da menina tem a ver com o seu comportamento exasperado e autodestrutivo? Você escreve esse post sobre o efeito de algum etílico? Não. Explico-te. Pessoas nascidas no dia 2 de Julho nascem sobre o signo do zodíaco Câncer. Ha!, é isso, pô? Vai vir com essa bobagem de astrologia de novo? Cala a tua boca, moleque! Deixe-me aprofundar na matéria, por favor. Vejam bem, nos últimos dois anos, Lindsay entregou-se totalmente ao prazer mundano das drogas (rumores), bebidas (comprovadamente), e rock'n roll (nada indica que ela goste do gênero), comprometendo frontalmente a sua até então bem encaminhada carreira. Como consequência, foi alvo de críticas de todos os lados, pessoas que trabalharam com ela, nos filmes e discos, apresentadores, comediantes, e até, vergonha mor, da Rosie O'Donnel. Aí é demais! Todos metendo o bedelho na vida da menina. Intrusos sem convite numa festa de escárnio e humilhação. Mas nenhum desses tolos entenderam realmente a confusa psique da menina e os fatos que a empurraram para o submundo. Por exemplo, olharam eles para a criação que a garota teve, os valores passados por seus pais? Ou então, a total falta dos mesmos, já que o pai é um golpista que já foi preso por sonegação de impostos, direção alcoólica e agressão, tendo passado muitos anos da adolescência de Lindsay atrás das grades? E a mãe, o que fez para atenuar essa situaçao calamitosa? Tentou proteger a filha, dando atenção, conforto, carinho, propiciando condições para que ela pudesse evoluir como pessoa mesmo com os problemas do pai? Que nada. Sempre tentou colocar a filha desesperadamente no mundo artístico, expondo a menina despudoramente aos holofotes, tirando dela o sustento de um lar destruído pelas cafajestagens de um pai escroque. Ai que entra, gloriosamente, a questão dela ser canceriana.
Lembram do meu post falando da música que a Lindsay fez para o pai? Então, a música é, SEM SOMBRA DE DÚVIDA, o Carta ao Pai de Lindsay. Ela aponta os erros, pergunta ao pai se ele realmente a ama, mas deixa claro sempre que sente falta dele, apesar de tudo. Por isso, Lindsay só vai suportar a pressão da fama e as tentações dos clubes e baladas da vida quando os seus pais pararem de querer faturar em cima dela e realmente começarem a agir como legítimos progenitores. A Lindsay não é caixa eletrônico de banco não, ENTENDERAM, LOHANS? Bom, encerro aqui a sessão de psicanálise astrológica. Mas, antes, dois adendos pra finalizar: 1- Eu não acredito em Astrologia; 2- Eu sou canceriano. Ha, isso explica muita coisa, né? Vocês que me digam.

