Vanessa Hudgenssegunda-feira, 10 de setembro de 2007
TETÉIA DA SEMANA
Vanessa Hudgensdomingo, 9 de setembro de 2007
Tô sabendo!
Vejamos: no Inglês você só arranha, mesmo tendo lido Ulysses no original, além de ficar traduzindo todos os dias, antes de dormir, pelo menos uns quatro parágrafos de Finnegans Wake, só pra ver se melhora um pouco sua compreensão das estruturas gramaticais? E do Godardzzzzzz, você viu quase todos os 7.000 filmes (talvez somente 6.780, mais exatamente 6.783), leu pelo menos uns três catataus de semiótica do acossado (lá-lá-lá-lá...), conseguiu explicar pra sua avó (é sempre a avó o paradigma do filisteísmo, coitadinha dela) cada uma das alusões à Sã Doutrina em Je Vous Salue, Marie e, de quebra, com uma análise originalíssima, convenceu a velhota de que Godard estava na verdade é anunciando as Boas Novas, aquele devoto?Mas, apesar disso tudo, ainda insiste em que Godard você curte, e não vai negar que bastante, mas que, se por acaso sabe alguma coisa do cineasta – e olha que é só em caráter hipotético, por favor –, não é nada mais que senso comum entre quem gosta um pouquinho que seja de cinema?
Camarada, Camarada X, chega de mentiras e de falsa modéstia (e estou me dirigindo também a mim). Chega de hesitar, chega de se esconder. Como um sábio blogueiro já disse, quando você não tiver certeza sobre alguma coisa a seu próprio respeito, sempre assuma a opinião mais megalomaníaca possível. A humildade era pra ser a virtude capital à intelligentsia e ao espírito que supostamente a orienta, o iluminista (ai, que contradição, já que de humilde o Iluminismo não tinha nada); a humildade sempre traria à mente a lembrança do caráter permanentemente provisório e progressivo do conhecimento científico. Mas um Richard Dawkins da vida está aí pra mostrar que isso tudo não passa de groselha.sábado, 8 de setembro de 2007
A sabedoria viva do Camarada Fundamentalista
E às vezes eu, que tenho mó verve hegeliana, sento no boteco só pra trocar figurinha com outros filósofos da velha escola. E o que me vai saindo, assim, espontaneamente, anoto no guardanapo e, chegando em casa, me dou conta de que superei La Rochefoucauld brincando.Abaixo, minhas Reflexões e Máximas casualissíssimas:
Pessoas que têm ou muito ou nenhum dinheiro julgam poder fazer o que quiserem, porque têm ou muito ou nenhum dinheiro: às tais deveria ser negado o direito de ir e vir. E como confiar em um negócio como a numerologia, que te faz escrever o próprio nome errado, tudo pra atrair “energias positivas”. Quer dizer, escrever certo, agora, dá azar.
Dizem que procuramos no outro o que nos falta: por isso a mulher quer um homem que saiba escutá-la.
Aquele que se gaba de sua descontração está, de fato, exaltando sua estupidez.
Avoado é eufemismo para idiota.
Idiota é eufemismo para fútil.
Fútil não é eufemismo para nada.
Toda a auto-ajuda possível e funcional está baseada nisso – em se sentir bem consigo mesmo: a felicidade é, pois, uma exaltação da falta de caráter.
Nunca conheci um homem de bem com a vida que não jogasse papel de bala na calçada, nem um otimista que pagasse o dinheiro que pediu emprestado.
Máxima infame: o Homem Invisível queria ser visto: aposto que ele nem pensava se tinha um narigão.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Salingerianas: a queda de Owen Wilson
Semana passada, o ator estadunidense Owen Wilson, protagonista de filmes como Anaconda (blargh!), Bater e Correr, Starsky e Hutch e Penetras-Bons de Bico, cometeu uma tentativa frustrada de suicídio ao cortar o pulso e tomar uma dose elevada de remédios e pílulas. Socorrido a tempo, acabou se safando da morte. Tal ato chocou profundamente os fãs do ator, já que a sua persona cinematográfica sempre se constituiu de seres imaturos, ingênuos e engraçados, os famosos "de bem com a vida", como se diz no jargão. Por isso, os fãs demoraram para absorver a idéia de que aquele cara, que sempre se mostrava tão, como poderia dizer, relax nas telas, poderia chegar a tamanho ato de desespero na vida real. Esse acontecimento surpreendente trouxe-me lembranças de um grande filme do começo dessa década. E esse filme, sua criação e seus personagens podem, sim, trazer elucidações à respeito do extremado ato tomado por Wilson semana passada.
Assim como os Glass, os Tenenbaums são gênios que, por não conseguirem canalizar tamanho potencial para coisas não-destrutivas, acabam dilacerando todo o mundo que os cerca, uma sinalização clara de falta de maturidade. Owen Wilson (agora começam as suposições absurdas) deve ser um fã de Sallinger, e o seu personagem no filme,o escritor, imagino eu que seja, ao mesmo tempo, uma homenagem à Sallinger e uma amostra do vazio que Wilson deva sentir, por ser um artista amado pelo seu público, mas que não sente isso como algo saudável. A inadequação e a total aversão aos valores falsos e deturpados da sociedade, fatores sempre mostrados pelos personagens de Sallinger, devem vir frontalmente de acordo com os sentimentos dele. Por isso, a sua tentativa de suicídio não me surpreende. Não que apenas o fato de alguém ler Salliger seja prova irrefutável de qualquer coisa. Mas Owen Wilson mostrou no seu roteiro justamente indicado ao Oscar que é um homem que se preocupa com questões existenciais fundamentais. E a velha e perigosa combinação, sujeito problemático que acaba encontrando alívio em interpretações errôneas e equivocadas de grandes clássicos da literatura, e com um empurrão da depressão e das drogas acaba levando esses questionamentos existenciais ao seu nível mais extremo e trágico, a solução mais burra e simples: o suicídio. Agora, eu já sei o que vocês vão dizer: e aquela cena no Penetras Bons de Bico, que o personagem dele acaba lendo um livro cujo título era "como evitar o suicídio", logo depois de uma desilusão amorosa? E os rumores que ele teria se suicidado pelo fim do seu romance com a atriz Kate Hudson? Essa não seria uma triste coincidência? A resposta é: não.terça-feira, 4 de setembro de 2007
A inutil tentativa de limitar a si mesmo ou epopéoa do camarada
Passei muito tempo esperando as coisas, desde a infância é uma das minhas mais fortes características. É senhoras e senhores, sou moderado desde os meus tempos juvenis; seja a menina com meu beijo prometido, os colegas na porta da escola, um amigo na catraca do mêtro. Além da conhecida paciência que acabou me tomando de assalto(um assalto leve, próximo de uma punga), foi a capacidade de não se estressar muito com os incovenientes freqüentes do dia-dia urbano. Se fosse pra chegar atrasado eu prefiria não me aborrecer e deixar que fosse atrasado.
Mas minha espera, de uma forma geral, acarretou vários problemas para minha formação. Aqui quero salientar é a incapacidade de me definir por completo. Como sempre fui sossegado com as coisas e nunca dediquei um tempo pra me formar e saber certos limites pessoais, trazendo indefinições pra toda as coisas que executo: escrevendo, pensando, em ações onde pudesse deixar minha marca: escrevia o meu nome na lousa com a mão direita; com a esquerda, apagava o que começara.
E na escrita, sobretudo nesse blog começou a ficar claro a situação. Os outros dois camaradas tem suas identidades bem definidas, sejam elas chatas ou ruins, inteligentes ou engraçadas. Por contraste consegui realmente perceber se eu quero continuar a fazer parte desse panteão de bons escritores ou me recolher. E justamente por fazer um contra-peso neles, por cosequência no próprio mecanismo do blog, decidi continuar, alem de ser bem divertido. Só tenho que escrever um pouco mais, mostrar para todos a minha anarquia, assumir minha loucura e falta de preparo. Só isso, talvez vcs tenham que me agüentar, então espero que segurem!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
TETÉIA DA SEMANA
Cláudia Leitedomingo, 2 de setembro de 2007
Não me digam que não falei dos anos 80 - Parte 1
Como as noites escuras tem sempre a lua como acompanhante solitária, sobretudo para exercer sua marca e sua grande beleza, a década perdida tem suas qualidades, e não falo isso somente por causa do surgimento dos três camaradas que despontarão ao mundo como dínamos. Pois sim, seu brilho se estende por outras áreas, tem até um pedaço na música, quem diria. É nessa seção que quero salientar.
A dificuldade pra lembrar, musicalmente falando, me assusta. Consigo associar a coisas ruins da infância, sobretudo quando eu chorava. Pensar, pra mim, que os anos 80 não se resumiam só a Balão Mágico e Cabeça Dinossauro, verdade, demorou um tempo. Tive que conhecer mais da música internacional, e pra piorar, no começo desse calvário musical fui cada vez mais achando que deveriam embala-lo e jogar no espaço, ad eternum; se necessário proibir no mundo todo de citar qualquer coisa relacionada a música do período. Oitent.., num menor sinal, chibata!
Na procura do Graal tropecei em algumas bandas interessantes, devo dizer, decisivas para as gerações posteriores: Public Enemy, Beastie Boys, Talking Heads, Minutemen. Decidi comentar das últimas, pois as primeiras eu já era iniciado indiretamente, ou seja, elas já permeavam aquilo que costumava ouvir enquanto Talking Heads e Minutemen abriram caminhos para eu poder entrar em contato com o que se produz hoje e, logicamente, ter base para poder criticar duramente os atuais músicos.
Minutemen é uma das bandas que fazia parte do cenário punk-rock/hardcore dos anos 80, até aí existiam bandas do punk-rock saindo pelo ladrão das gravadoras estadunidenses, mas não como esta banda californiana. As marés, o surf, a latinidade acabou refletindo na música feita pelo trio de San Pedro: viradas, mudanças de ritmo e de estilo( a música começa como um rock e termina como jazz; só os intrumentos, um a um, solando e depois todos voltando para o tema), a capacidade técnica do trio impressiona e a sensibilidade fez o Minutemen não se prender a rótulos e ao terrível estigma da época, em pouco mais de cinco anos deixaram sua marca influenciando Fugazi e, até mesmo, o Red Hot Chilly Peppers. O único pesar foi que a banda acabou quando o guitarrista morreu em 85. Pena.Já Talking Heads está na virada dos anos 70/80, na verdade no final dos setenta e alcançou sua
maturidade musical nos anos 80, ainda que prefire o album Talking Heads 77. Uma banda liderada pelo genial David Byrne não poderia ser ruim, eles pegam boas coisas que tiveram nos anos 60/70, como James Brown, Funkadelic, Fella Kutti e colocam misturadas no rock que faziam: desde ska, pop, ritmos africanos, como o já citado funk. As colagens e as fusões soam melodiosas e as vezes brega pra mostrar que são dos anos 80, lógico. Mas um brega completamente apaixonante e que gruda no ouvido, brega-punk-rock, fica dificil de imaginar? Aquele jeito, influenciou como a maioria das bandas pós-rock iam tocar e tocam. E vc se pega ouvindo talking heads, pois cada vez mais que ouve mais quer ouvir. Além de ser bom dá um vontade de dançar na luz da lua, com licença..
sábado, 1 de setembro de 2007
Cinema- Estréias da Semana
Paranoia - Diretor: D.J. Caruso; Elenco: Shia LaBeouf, Sarah Roemer, Carrie-Anne MossFilme que homenageia uma certa película dos anos 50, um filminho bem fraquinho, suspense de quinta categoria, um tal de Janela Indiscreta aí, não sei se vocês conhecem .A premissa é idêntica. No original, um fotógrafo quebrava a perna e, tendo de passar um tempo de molho em casa pra se recuperar, adquiria o gosto de bibilhotar com um binóculo a vida dos vizinhos, até suspeitar que um morador do prédio da frente poderia ter matado sua esposa. Nesse, um moleque problemático fica de prisão domiciliar no verão, também começa a espionar os seus vizinhos e também desconfia de um assassinato. Só que esse filme é mil vezes melhor que aquela produção de 1954. Afinal, o D.J. Caruso, diretor do fabuloso thriller Roubando Vidas (grande momento na carreira da Angelina Jolie), é muito superior aquele diretor inglês que não manjava nada de suspense, o tal de Alfred Hitchcock. O Shia LaBeouf, com 20 anos na cara, é muito melhor que o James Stewart, e a Sara Roemer coloca a Grace Kelly no chinelo.Aliás, deixe-me fazer um adendo: Grace quem? Parabéns aos produtores que tiveram essa brilhante idéia, realmente o mundo precisava de uma versão do Janela Indiscreta para miguxos.
Cidade dos Homens- Direção: Paulo Morelli;Elenco: Douglas Silva, Darlan Cunha
Licença para Casar - Diretor: Ken Kwapis; Elenco: Robin Williams, John Krasinski, Mandy MoorePro fundo do poço, e cavando! Bela tentativa, Robin Williams. Uma comédia romântica batidíssima, que recicla conceitos de duzentos filmes que nem eram tão bons assim. Eu tenho uma opinião muito juramentada sobre ele. É bem simples: o Robin Williams não é engraçado. De maneira alguma. Suas melhores atuações sempre se deram em papéis mais sérios. O seu histerismo é caso para ser estudado por comissões psiquiátricas, não para ser apreciado por amantes do humor. Quando se mete a fazer papéis mais sérios, e quando pega diretores competentes pelo caminho, aí sim temos o seu melhor, como nos Sociedade dos Poetas Mortos e Pescador de Ilusões da vida. Nesse filmeco, ainda temos que aturar os trejeitos e caras de tédio da chatíssima Mandy Moore, a versão comportada e sem talento da Lindsay Lohan (ué, não era a Hillary Duff?). Nem o John Krasinski, que atua na sensacional versão americana da série The Office, salva o barco. Passe longe desse lixo, com todas as suas forças.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Camarada Fundamentalista e as mulheres: caindo do cavalo
Quando eu vejo Coração de Cavaleiro (A Knight’s Tale), torço que nem uma menininha pra que o mocinho vença no final e dê uma boa lição naquele vilão malvado. E, ai, como eu sofro, até parece que há alguma chance real do mocinho não se dar bem. Mas eu tenho toda a razão pra agir assim, pois foi pra isso que fizeram esse filme: foi pra isso que transformaram a Idade Média em cenário pra um Dez Coisas que Eu Odeio em Você do amor cortês, inclusive com o mesmo Heath Ledger que havia protagonizado o original. Sabe, o Heath Ledger, o vaqueiro afásico e trans-viado (tsc, tsc, tsc...) de Brokenback Mountain?
Acontece o seguinte. Sir Ulrich von Lichtenstein de Gelderland pisou na bola com a menina (como todo homem cedo ou tarde pisa) e, pra remediar a situação, diz que vai ganhar cada uma das disputas do torneio de justa por ela. Ah, e aqui começa o calvário do homem – quando ele está por baixo, e quando ela está por cima, e ela sempre quer ficar por cima, porque ela sempre se faz de vítima, e porque ela, afinal de contas, tem algo que ele quer (e que, pelo menos supostamente, naquela época, era guardado atéééééé depois do casamento: imaginem, pois, o poder das mulheres de então; bobas as de hoje, que já vão entregando o ouro, de primeira). Então, Jocelyn, aproveitando-se do fato de que ele está comendo na mão dela, lhe pede justamente aquilo que não só ele, mas todo homem, mais valoriza, sua masculinidade. Sim, Camarada X, cedo ou tarde, as crescentes exigências dela acabarão inevitavelmente incidindo sobre o seu bem mais precioso, que até então você julgava inalienável: sua masculinidade. Ela pode tirar isso de você e não hesitará em fazê-lo, seja forçando-o a usar gola alta ou, como no caso de Lady Jocelyn, pedindo ao Sir Ulrich von Lichtenstein de Gelderland que perca o torneio. É, que ele perca. Ah, a pérfida, sabendo do orgulho de Sir Ulrich von Lichtenstein de Gelderland, para quem perder era, como para todo homem, no mínimo desonroso, lhe pede que perca, a fim de provar o seu amor por ela.E ele, ingênuo, tolo, idiota, como todos nós, homens, somos, ainda que num primeiro momento relute, obviamente aceita a exigência. Como todos nós, ele se rende a ela e a suas romantizações cruéis e desumanas. Daí, o que se segue, em ritmo de videoclipe, é a série de derrotas e violências a que ele se submete sob o olhar satisfeito (e tímida e ternamente sádico) de Jocelyn, que, afinal, tem certeza de que Sir Ulrich von Lichtenstein de Gelderland a ama. Ah, perva. E aqui está o momento genial de um filme tão despretensioso: na caracterização de Lady Jocelyn, fruindo sua vitória, sua castração do ser amado: ela sorri gostosamente. E ainda que vire o rosto nos momentos em que a lança explode contra o peito ou contra o elmo de Sir Ulrich von Lichtenstein de Gelderland, fazendo-o cair do cavalo violentamente, ah, ela jamais deixa de sorrir, plenamente realizada.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Melhor Diretor Vivo: Quem ocupará o trono de Bergman?
Nesse último mês, o mundo do cinema perdeu, quase que de uma vez, dois mitos: Michelangelo Antonioni, diretor dos classicáços Depois Daquele Beijo e Profissão: Repórter, e o espetacular Ingmar Bergman. As duas mortes reacenderam uma velha questão: quem seria o melhor diretor vivo, já que Bergman, que detinha quase que por unanimidade o título, nos deixou. Esses dias li um ranking de um site americano (não guardei o link, podem me bater), que fez um apanhado dos melhores de todos os tempos, e cometeu estultices inacreditáveis, como colocar o Luis Bunuel na trigésima sétima posição, o Kurosawa em décimo primeiro, atrás do David Fincher, que é um excelente diretor, mas que ainda precisa correr muito pra poder chegar nesse nível. Mas a pior de todas foi a colocação do Federico Fellini: sexagésimo sétimo. Isso mesmo. Ai não dá, é pra cuspir na cara do cidadão que me faz um negócio deles. Mas voltando ao assunto do dia, melhor diretor vivo. Eu me arrisco aqui a fazer uma tentativa, com a cara e a coragem, pelo bem de nossos leitores. Quer dizer, coitados... Werner Herzog: alemão doido de pedra, mas extremamente talentoso, Herzog é um diretor de insights, de idéias e realizações fulminantes e incisivas. Lembra, pelo gosto por conceitos polêmicos e inteligentes, o mítico italiano Pasolini. Filmes como Aguirre, Fitzcarraldo, Nosferatu e O Homem Urso provam o seu talento, mas os seus detratores reclamam da simplicidade técnica e cênica de seus filmes, já que ele normalmente usa pessoas comuns para interpretarem papéis nos seus filmes. Tudo bobagem, já que Herzog tem concepções de cinema que não precisam fazer uso dessas ferramentas.
