domingo, 18 de novembro de 2007

TETÉIA DA SEMANA FAKE

De como, no cinema, o homem assume o papel de terapeuta da mulher. E só aí...




Tá, tá, óbvio e tal. Anyway, habla con ella.

sábado, 17 de novembro de 2007

Como se refinar (madrugada adentro)

Restringir seu gosto aos favoritos, preferencialmente filmes pouco citados e p&b, e autores canônicos mas ofuscados por highlights como Homero, Shakespeare, etc. Mas, sobretudo, restringir seu vocabulário, o que também equivale a granjear uma poética e eventualmente uma ontologia, uma metafísica, whatever.

Como em blogs refinados

Por alguém que não empregue a expressão “por alguma coisa qualquer”.

Eu sou uma ameaça. Eu sou fino.

(Mas amanhã o Camarada Progressista retorna, ah, ele retorna.)

3º dia e meio

Dois gestos lançariam o Fomos ao Cinema de vez à mera categoria de blog, que eu nem mais poderia me referir a nós mesmos como o Fomos ao Cinema, já não haveria estatura pra isso. A saber: a indicação de um outro blog, por exemplo, o portuga Estado Civil, e eu contar alguma coisa de muito pessoal a meu respeito, por exemplo, dizer que eu tenho prisão de ventre. Não preciso dizer que não farei nem uma coisa nem outra.

3º dia

Hoje eu acordei bem. Ontem, também. Em geral, eu sempre acordo bem, até pra trabalhar. Eu devo ser louco. Eu acordo e lavo o rosto, bem lavado. Quer dizer, às vezes, eu esqueço de lavar o rosto, né? Mas só às vezes, que ninguém é de ferro, gente. Mas aí eu lembro e vou e lavo. Aí eu tomo café. Hoje eu tomei café, por exemplo. E tem café, tem leite, tem pão, tem manteiga (quer dizer, não é Manteiga, é margarina com manteiga; mix, sabe? supergostoso!). E tem bolacha, tem suco, tem tudo. Tipo, feriado ou sábado, que nem hoje, eu fico aqui de boa, blogando, de pijama. O bom do feriado e do sábado é que a gente não trabalha, né? A gente descansa, ufa! Mas tem gente que não, também. Gente que trabalha até de sábado e feriado, aquela correria. A vida da gente é maluca mesmo.

Mas então, eu queria contar mesmo é que eu tô pra conhecer uma mina, olha, que tem tudo pra dar certo. Depois de tantos percalços... Então, vocês me desejem sorte, beleza?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sexta-Feira, vem cá!

Esqueci de dizer: só sou eu esses dias. Camarada Progressista viajou pra Shangri-la, volta na segunda; e o Camarada Moderado, bom, ele tá firme. Quatro dias isolado, portanto. Um homem pode enlouquecer desse jeito. Tom Hanks conversava com uma bola de vôlei. Vocês são a minha bola de vôlei.

Por influência de blogues de universitários de Jornalismo, essa gente vislumbrada e por isso mesmo cheia de energia, preencherei o vazio criativo causado pela ausência dos camaradas postando textos curtinhos, sobre coisas descoladas, do tipo "só estou escrevendo sobre o que eu senti", mea culpa tradicional que já te prepara pra um monte de groselha, e da pior, porque o sujeito tem que ter uma subjetividade que se garanta como objetividade pelo menos no caso dos moleques começarem a gritar iééé-iééé, vai deixar? vai deixar?. E vou até postar mais de uma vez ao dia.

Podia também postar textos curtinhos sobre coisas com relevância social, que também faz parte, mas a minha sacolinha de consciência social and stuffs anda vazia, preciso ir mais ao shopping ver a molecada se divertindo no farol.

Ó, gente, mas é só temporariamente que o Fomos ao Cinema vai ficar parecendo um blogue mesmo, que eu vou até chamar ele de blog só. Depois, volta tudo ao normal, e vocês fingem que a gente nunca deixou de ser um site wannabe. Ai, já são tantas as concessões...

Fala que eu te escuto

Cinco coisas que eu gosto e que me deixam mal diante de gente cínica wannabe, universitários leitores de Clarice Lispector e o populacho blasé em geral, aleatoriamente listadas:

  • o vídeo do filtro solar;
  • Terra dos Homens, de Antoine Saint-Exupéry;
  • Melhor é Impossível (e entre os meus 10 mais);
  • balanços sobre a vida aos vinte e poucos anos, com questionamentos precoces sobre se eu me tornei um homem de caráter, em conversas estilo filme do Win Wenders, com longas pausas meditativas e, principalmente, paciência do interlocutor com as mesmas, mas em enquadramentos à Edward Hooper frustrados por uma mesa cheia de adolescentes que estudam no Dante Aleghieri, tirando fotos uns dos outros com o celular;
  • minas paty.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Tem o Pelé e tem o Edson

Porque a obra, mesmo não sendo muito inteligente, é sempre mais inteligente que o autor:

“Quem é o capitão Nascimento no filme? É um sujeito que dedicou sua vida à tropa de elite. Passou sua vida justificando para si mesmo a violência que perpetra nas favelas. Ele está vendo que a dedicação que teve foi equivocada e não se sustenta numa sociedade civilizada. O filme mostra isso, apresentando o personagem com síndrome de pânico, que não consegue sustentar a realidade na qual apostou ou conciliar uma vida em família com a mulher e o filho, é um personagem angustiado”.

(José Padilha, diretor de Tropa de Elite.)

Burro. Capitão Nascimento não tem conflito nenhum. Fora ter de ouvir a ladainha da esposa, não há outro motivo pra ele querer largar o BOPE.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Traduções do Progressista

É isso aê, cambada. Para aqueles que não conseguem nem dizer hello na língua de Shakespeare, que querem desesperadamente compreender o significado das suas canções favoritas sem ter de apelar para aquele amigo mala que carrega livros de RPG embaixo do braço e acha o máximo citar despudoramente por aí expressões como "mana", "nível de dano" e o escambau, aqui vou eu, humilde e anglicano Camarada Progressista, ensinar o caminho das pedras. Para começar, traduzo a melhor música da década 00. Mr. Brightside, do The Killers, inclusive dando meus pitacos nos versos, pra elucidar melhor os pontos duvidosos com toda a classe do mundo. Não precisa agradecer, estamos aqui ao seu dispor mesmo (mas não abusa não, jão).

The Killers - Mr. Brightside

I'm coming out of my cage
And I’ve been doing just fine
Gotta gotta gotta be down
Because I want it all
It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss, it was only a kiss
Now I’m falling asleep
And she’s calling a cab
While he’s having a smoke
And she’s taking a drag
Now they’re going to bed
And my stomach is sick
And it’s all in my head
But she’s touching his—chest
Now, he takes off her dress
Now, let me go
I just can’t look its killing me
And taking control
Jealousy, turning saints into the sea
Swimming through sick lullabies
Choking on your alibis
But it’s just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
Cause I’m Mr Brightside
I never...(Repeat it 245 times)

Os Matadores - Mano Lado Bão

Eu estou saindo da minha cela, prisão, gaiola, use a palavra de sua preferência, todas usadas como metáforas para aprisionamentos psicológicos, logicamente
E eu estava me saindo muito bem
Tenho, tenho, tenho de ir com tudo
Por que eu quero o bagulho todo
Tudo começou com um beijo
Como é que foi terminar desse jeito?
Foi somente um beijo, foi somente um beijo
Agora eu tô caindo de sono
E tipo, ela tá chamado um taxi aí
Enquanto o maluquinho puxa um fuminho
E ela toma um ar básico, sabe como é
Agora, tipo, tirem os menores da sala: eles estão indo para a caminha fazer coisa feia
E o meu estômago está ardendo, tipo enjoado, saca?
E está tudo na minha cabeça
Mas ela está tocando o peito do jão agora
Ok, agora fica pesado: ele tira o vestido dela (safado)
Agora, deixe-me ir embora
Eu não posso olhar o bagulho não, está me matando por dentro
E tomando o controle

(agora vai pro refrão. Tomando fôlego, ai vai:)

Ciumento, transformando santos em mares, oceanos e outras metáforas aquáticas (corno)
Nadando por entre canções de ninar doentias (corno)
Engasgado com os seus alibis (corno)
Mas, pô meu, esse é o preço que se paga, tá ligado? (corno)
O Destino clama por mim(corno)
Abrindo os meus olhos ávidos (corno)
Por que eu sou o Mano Lado Bão (CORNO!)

Eu nunca... (repetir o bagulho 245 vezes. Qual a idéia por trás da repetição dessa sentença incompleta? Simples. Mais ou menos, é como se ele dissesse que "eu nunca imaginei que você seria capaz de colocar um par de chifres na minha cabeça, logo você que para mim era a verdadeira divindade.)
Há, sim, esqueci de falar só mais uma coisinha: CORNO!

Pronto. Lindo mesmo. Mais em breve, rapaziada esperta e boa de praia (?????).

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

TETÉIA DA SEMANA

Cláudia Abreu

Atriz carioca. É, brincando, a melhor atriz da sua geração, conseguindo elevar o nível de qualquer porcaria que participa. Entre suas façanhas, destaco quando ela fez o David Hasselhoff tupiniquim Reynaldo Gianecchini conseguir elogios por sua interpretação na novela Belíssima. Contracenando com a Cláudia, o cidadão acabou se coçando e conseguiu entregar uma perfomance que pelo menos não nos causava náuseas. Ele deveria doar metade dos seus salários e cachês para a senhora Abreu por toda a eternidade por isso. Mas o momento mais sensacional da sua carreira foi no final da minissérie Anos Rebeldes, quando sua personagem, Heloísa, é morta num tiroteio. Top-5 dos maiores momentos da história da nossa TV. Pena que a Cláudia é discreta e muito seletiva nas suas escolhas de projetos. Temos que aturar incautas sem a metade do seu talento nas novelas e filmes tupiniquins da vida, e tendo que se contentar com doses homeopáticas dela apenas. Mas qualquer diretor esperto sabe: quer parecer mais talentoso do que realmente é? Chama a Cláudia Abreu e coloca ela nos seus projetos o máximo que puder. Não é verdade, Sílvio de Abreu?