quarta-feira, 28 de novembro de 2007

As Chagas do Progressista

Não tem nada a ver com o blog, as coisas andam polêmicas por aqui, mas eu apenas quero dar um recado. Se o Corinthians cair para a segunda divisão no domingo, as coisas vão ficar feias. Não falarei de futebol em si, mas irei destruir tud0 aquilo que me irrita nesse mundo de meu Deus. As dez pragas do Egito virarão brincadeiras de criança perto do ódio que dissiparei aqui. Reinaldo Azevedo, Los Hermanos, Jack White, Fernanda Young, Angélica, Caetano Veloso e Antonio Nóbrega, rezem todos vocês para o Corinthians ganhar do Grêmio e se safar. Rezem MESMO. Esse foi o modo Darth Vader on. Muito obrigado, e voltamos com a nossa programação normal.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TOP 5- ABBA

Cinco melhores músicas do ABBA, na chincha:

5-The Winner Takes It All (balada que ensinou um bocado de gente no mundo pop)
4-Dancing Queen (falar o que? Crássico)
3-Waterloo (rock dos bons)
2-Super Trouper (harmonia genial)
1-Take A Chance on Me (top 5, melhores pop songs já feitas)

TETÉIA DA SEMANA

PJ Harvey
Cantora inglesa, maior musa do cenário alternativo dos anos 90 (Courtney Love era apenas uma junkie sortuda e sem talento). Tem uma carreira admiravelmente constante, nunca tendo lançado um disco propriamente ruim, embora alguns recalcados por aí jurem de pés juntos que o Uh Huh Her, de 2004, poderia ser classificado como uma "obra menor na carreira da artista". Um exagero, logicamente. Seu melhor disco é o sensacional Rid Of Me, de 1993. Deu um belo de um pé na bunda do mito Nick Cave, quebrando pra valer o coração do bardo australiano, que chegou a compor um disco inteiro lamentando o fim do relacionamento. Ficou tão desconcertad que chegou a dizer numa entrevista que a PJ Harvey teria as mãos mais frias do mundo pop. Não é pra qualquer zé não, jão.

domingo, 25 de novembro de 2007

Girls just want to have fun yet

Acabou de me ocorrer um paralelo, a propósito do último post: Cyndi Lauper/Madonna, que é igualzinho a Giulietta Masina/Anita Ekberg. Preciso explicar? Tá bom, tá bom: em ambos os casos, a segunda era mais bonita que a primeira, de modo que quando a gente pensa nos anos 80 ou no Fellini, até pode acontecer de se lembrar primeiro da Lauper e da Masina, respectivamente, mas, porque a gente é fútil, acaba preferindo ouvir Like a Virgin na Fontana di Trevi.

Mais fotos da Cyndi Lauper:


Girls just want to have fun

Gostos? Não. Eram parâmetros, e absolutos. Absolutos. Aquele que por eles viver jamais errará. Jamais.

Desconfio que o anti-semitismo se instala sorrateiramente entre nós. Seinfeld e Proust atacados como nunca antes visto. E ambos judeus. Sem dizer que estudos apontam na genealogia de Shakespeare certa ascendência judaica, provavelmente marrana. E alguém duvida? Lady Macbeth não é a típica mãe judia? “Vai, Jacob, não seja frouxo, vai lá e mata aquele goyim, maldito incircunciso!” Mas é claro que só estamos brincando, é claro. Como não?

Mas pra que o clima não fique pesado, e a discussão se encerre enquanto é tempo, algumas fotos da Cyndi Lauper:

sábado, 24 de novembro de 2007

O camarada e seus gostos

Mas que coisa: de um dia para outro o camarada fundamentalista elege as coisas que ele considera geniais, como num faniquito intelectual repentino, que se mostra deveras interessante.

Falar de Shakeaspeare é covardia; certos cânones são incontestáveis, é um dever cívico ser simpatizante do bardo inglês, o mesmo que falar que gosta de Homero e, para nós brasileiros, Guimarães Rosa. A penetração cultural e a presença dessas obras são tamanhas que fica difícil dizer o contrário, a obra sai do seu cárater fechado, recluso e aporta suas referências para além: permeando obras, seja por influência direta como também por imanência. Parece que a obra flutua num espaço que contamina outras obras. Por isso, quando o camarada afirmou seu gosto pelo dramaturgo não fez mais que a obrigação.

Enquanto refutou Jack Kerouac, o camarada começou a fazer polêmica e mostra que ele adora também os americanos pré-beatnik: Faulkner e Hemingway, sobretudo. Fundamentalista, um saudosista melancólico, gosta dessa época muito: Edward Hoper é outro que faltou esse camaradinha dizer, mas ele disse negando o cânone da literatura beat, mas ele esquece que quando faz isso, acaba negando Conrad e talvez o próprio Hemingway, como Kerouac, pessoas errantes, expatriados, pessoas pé na estrada. Mas enfim eu também não sou muito fã do Jack, mas ele é longe de ser um embuste como foi Pollock, basta notar sua influência, que permeia até hoje.

Não vou criticar Arcade Fire ou mesmo Seinfeld, já denotei minha opinião acerca disso( o bom e velho embuste indie). Queria é falar de Proust. Como disse em postagem anteriormente, um cara chato . Coitado, ficou vinte e tanto anos escrevendo uma grande merda que ninguém nunca lê, resolveram,por pena do garoto homossexual com problemas respiratórios, dar algum crédito para o francês. Este, ser fanático por brioche, foi o outro fator. Cite outro escritor francês desse período(não, não vale o Sarte); já que não existia, eles resolveram empurrar o menino guela abaixo da cultura ocidental e parece que não deu muito certo, como Pollock, muitos falam dele, mas poucos conhecem a fundo sua obra, pois se conhecessem não falariam dela. Graças a deus, depois de algum tempo, temos autores de verdade, como Georges Perec e Raymond Queneau, mas isto fica pra outro post.

Revolução em imagens

Somos camaradas, e nunca preguei revolução? Ah, Brasil: lógica aqui não tem vez mesmo, o carnaval subsume tudo, e a gente larga os bacamartes e vai ouvir Águas de Março. Mas tá, revolução.

Pelo que se viu até agora, a camaradagem tem uma proposta, sim, antes que a Elite Golpista venha acusar que não. Alguns postulados nossos (agora sistematizados):

Jim Jarmusch é indie. Tem gente que não sabia.




















Oscar Wilde era cafetão (a pimp).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Do Bom e do Ruim nas Artes e na Cultura

E já colocando em prática minhas resoluções de fim de ano antecipadas (o último post), Parâmetros do Bom e do Ruim nas Artes e na Cultura. É, e eu disse que não manjava dessas transcendências, sei, sei. Mas esquece. Meu passado tá sendo revisionado, já avisei. Lá vai:

  • Bom: Shakespeare, Seinfeld, Arcade Fire, Proust.

  • Ruim: Manoel de Barros, Robert Rodriguez, college bands brasileiras, Jack Kerouac.

Mea culpa tardio

Chega de falar do que eu não sei; de agora em diante, doutoro-me. E isso, me responsabilizando por tudo o que for dito; e até pelo que foi dito, as cagadas de outrora. Por exemplo, se voltarem a postagens anteriores (se vocês não leram, pelo menos eu li), depararão grosserias e horrores em várias áreas do conhecimento, sobretudo literatura. O único ponto que me parece irreparável, e todos hão de concordar comigo, é minha psicologia comportamental das mulheres. Aprofundado, pode-se consolidar como o caminho mais legítimo, isto é, para mim, no mundo das letras: auto-ajuda para quem não gosta de auto-ajuda. E gente que não gosta de auto-ajuda, não gosta por preconceito. Mas pompa resolve tudo, e o preconceito cai fácil, fácil: com purpurina, até pobre brilha, é o que dizem. Ora, investindo-se um pouquinho na forma, os resultados podem ser surpreendentes. Tipo La Rochefoucauld, Schopenhauer.

Cinema - Estréias da semana (o retorno)

É isso aí. Trago de volta a seção mais over desse blog. Estreías da semana, o guia mais sincero e equivocado de filmes que existe na net. Pois desse teclado saem somente as teclas da verdade. Confere ai o bagulho:


O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford - Diretor: Andrew Dominik; Elenco: Brad Pitt, Casey Affleck e Mary Louise Parker
As filmagens ficaram prontas em 2005. O filme demorou dois anos para sair, já que o corte final tinha quase quatro horas de duração, o que deixou o pessoal do estúdio um tanto quanto nervoso. No final, deixaram 160 minutos mesmo, sabe como é. Falaram maravilhas desse filme, o que não deixa de ser meia verdade. O Brad Pitt e o Casey Affleck (o irmão Affleck que não merece apanhar) garantem o êxito do filme, auto indulgente demais nas suas tentativas de poesias visuais, aquela coisa Terrence Mallickiana de colocar os personagens olhando para o horizonte em meio a uma paisagem deslubrante. Sim, eu gosto dos filmes do Terrence Mallick, mas o Andrew Dominik, ex-diretor de comerciais na Austrália (precisamos começar a eliminar os atores e diretores australianos, é uma epidemia, e deixar somente o Peter Weir) passa longe da excelência do mestre. Pelo menos a gente já sabe qual vai ser o final do filme, afinal a história americana e o quilométrico título já garantem o serviço.

Viagem a Darjeeling - Diretor: Wes Anderson; Elenco: Owen "Suicide Solution" Wilson (sacaniei), Jason Schwartzman e o nariz do Adrian Brody.
O Wes Anderson voltou! Ouviram? O quê, ninguém ficou lá muito animado? A, tá, vamos todos crucificar o cidadão por culpa do Vida Marinha. Que nem era tão ruim assim. A história não é muito promissora, três irmãos que embarcam numa viagem pela Indía em busca da mãe. O elenco é indigesto, o insuportável nariz do Adrian Brody foi uma escolha infeliz, e o Jason Schwartzman já merece a honraria de Coppolla menos talentoso. Mas filmes do senhor Anderson jamais poderiam ser julgados pela superfície. Sei que não chega nem perto do neo-clássico moderno Excêntricos Tennembaums, mas aí seria pedir demais. E tem um bônus: antes de começar o filme propriamente dito, passa um curta chamado Hotel Chavelier, que introduz o personagem do Jason Schwartzman. São treze minutos em companhia da Natalie Portman, que contracena com ele apenas nessa parte. Um alívio para quem tem de encarar depois uma hora e meia do napudo mais insuportável do ocidente. Maldito Polanski.