domingo, 2 de dezembro de 2007
As Chagas do Progressista: Parte 2
Caetano Veloso: tropicalista panfletário chato
Los Hermanos: ex-banda com tendências neo-emepebistas com um viés de hardcore com os fãs mais chatos do planeta e que são (eram) insuportavelmente chatos
Angélica: apresentadora loira mirim sem talento algum ganhando milhões de bufunfa sem fazer absolutamente nada e nem bonita é e também dolorosamente chata
Reinaldo Azevedo: vergonha do jornalismo brasileiro e também excruciantemente chato
Fernanda Young: escritora e roteirista farsante criadora dos seriados mais insuportáveis e sem audiência nenhuma, e também é delirantemente chata
Jack White: imitador do Jimmy Page e mimeticamente chato
Antônio Nóbrega: artista de cárater regional que merece o título de coisa mais chata a jamais pisar no planeta terra.
Pronto. Promessa cumprida, aguardem por mais uma gloriosa empreitada do Fomos Ao Cinema, melhor blog composto por dois corintianos e um... é... digamos... ex-palmeirense em atividade? É isso mesmo, Fundamentalista?
sábado, 1 de dezembro de 2007
Apenas para humanos
Então, você está esperando o ônibus e vê um casalzinho quebrando o pau. De repente parece que você, antes impaciente com a demora, está no sofá da sua casa, assistindo ao drama de uma paty girl disléxica. Ele está terminando com ela; isto é, como se fosse simples assim. Porque não é que namorado e namorada agem como se efetivamente encenassem uma cena de novela das oito, da qual sem dúvida tiraram as formulações que dão voz e cor ao diálogo? Mas não só isso. O conjunto inteiro das justificativas e sutilezas psicológicas de folhetim estão ali para preencher um momento decisivo daquelas vidas, quando ela lhe dá um tapa, e ele revida com um soco no ombro, não porque ele tivesse errado, mas porque é cavalheiro demais pra ser na cara. Recompondo-se, ela tenta revidar inutilmente, pois ele trava os braços dela, fazendo-a desistir, em lágrimas. E quando ele lhe dá as costas, ela não se agüenta e corre para impedir que ele se vá.
Elenco nuclear da novela Duas Caras. Uma parte de você, a esclarecida, se pergunta por que, afinal de contas, as pessoas desistem tão rápido de ser simplesmente humanas; por que se agarram tão desesperadamente a versões ridículas de si mesmas, convertendo-se em personagens chatinhas de livros ruins? A resposta você já conhece – é mais fácil ser uma caricatura –, mas não é o que importa: você só está sendo nojentinho. Mas a outra parte quer mesmo é ignorar o ônibus, que acabou de chegar, e só pegar o próximo, porque, como com as novelas, você não suporta esperar pelo próximo capítulo pra ver se ele vai ficar com ela.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
As Chagas do Progressista
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
TOP 5- ABBA
TETÉIA DA SEMANA
PJ Harveydomingo, 25 de novembro de 2007
Girls just want to have fun yet
Mais fotos da Cyndi Lauper:



Girls just want to have fun
Gostos? Não. Eram parâmetros, e absolutos. Absolutos. Aquele que por eles viver jamais errará. Jamais.
Desconfio que o anti-semitismo se instala sorrateiramente entre nós. Seinfeld e Proust atacados como nunca antes visto. E ambos judeus. Sem dizer que estudos apontam na genealogia de Shakespeare certa ascendência judaica, provavelmente marrana. E alguém duvida? Lady Macbeth não é a típica mãe judia? “Vai, Jacob, não seja frouxo, vai lá e mata aquele goyim, maldito incircunciso!” Mas é claro que só estamos brincando, é claro. Como não?
Mas pra que o clima não fique pesado, e a discussão se encerre enquanto é tempo, algumas fotos da Cyndi Lauper:




sábado, 24 de novembro de 2007
O camarada e seus gostos
Falar de Shakeaspeare é covardia; certos cânones são incontestáveis, é um dever cívico ser simpatizante do bardo inglês, o mesmo que falar que gosta de Homero e, para nós brasileiros, Guimarães Rosa. A penetração cultural e a presença dessas obras são tamanhas que fica difícil dizer o contrário, a obra sai do seu cárater fechado, recluso e aporta suas referências para além: permeando obras, seja por influência direta como também por imanência. Parece que a obra flutua num espaço que contamina outras obras. Por isso, quando o camarada afirmou seu gosto pelo dramaturgo não fez mais que a obrigação.
Enquanto refutou Jack Kerouac, o camarada começou a fazer polêmica e mostra que ele adora também os americanos pré-beatnik: Faulkner e Hemingway, sobretudo. Fundamentalista, um saudosista melancólico, gosta dessa época muito: Edward Hoper é outro que faltou esse camaradinha dizer, mas ele disse negando o cânone da literatura beat, mas ele esquece que quando faz isso, acaba negando Conrad e talvez o próprio Hemingway, como Kerouac, pessoas errantes, expatriados, pessoas pé na estrada. Mas enfim eu também não sou muito fã do Jack, mas ele é longe de ser um embuste como foi Pollock, basta notar sua influência, que permeia até hoje.
Não vou criticar Arcade Fire ou mesmo Seinfeld, já denotei minha opinião acerca disso( o bom e velho embuste indie). Queria é falar de Proust. Como disse em postagem anteriormente, um cara chato . Coitado, ficou vinte e tanto anos escrevendo uma grande merda que ninguém nunca lê, resolveram,por pena do garoto homossexual com problemas respiratórios, dar algum crédito para o francês. Este, ser fanático por brioche, foi o outro fator. Cite outro escritor francês desse período(não, não vale o Sarte); já que não existia, eles resolveram empurrar o menino guela abaixo da cultura ocidental e parece que não deu muito certo, como Pollock, muitos falam dele, mas poucos conhecem a fundo sua obra, pois se conhecessem não falariam dela. Graças a deus, depois de algum tempo, temos autores de verdade, como Georges Perec e Raymond Queneau, mas isto fica pra outro post.
Revolução em imagens
Somos camaradas, e nunca preguei revolução? Ah, Brasil: lógica aqui não tem vez mesmo, o carnaval subsume tudo, e a gente larga os bacamartes e vai ouvir Águas de Março. Mas tá, revolução.
Pelo que se viu até agora, a camaradagem tem uma proposta, sim, antes que a Elite Golpista venha acusar que não. Alguns postulados nossos (agora sistematizados):

sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Do Bom e do Ruim nas Artes e na Cultura
E já colocando em prática minhas resoluções de fim de ano antecipadas (o último post), Parâmetros do Bom e do Ruim nas Artes e na Cultura. É, e eu disse que não manjava dessas transcendências, sei, sei. Mas esquece. Meu passado tá sendo revisionado, já avisei. Lá vai:
- Bom: Shakespeare, Seinfeld, Arcade Fire, Proust.
- Ruim: Manoel de Barros, Robert Rodriguez, college bands brasileiras, Jack Kerouac.

