Beverly D'angelosegunda-feira, 3 de dezembro de 2007
TETÉIA DA SEMANA
Beverly D'angelodomingo, 2 de dezembro de 2007
Fomos ao cinema ver O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (com carinho)
O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford, numa versão menos árida pra postagem anterior:
Três razões para se ir ao cinema ver O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford:
- a fragilidade e hesitação de Casey Affleck, sem os tiques de Giovanni Ribisi.
- a fantasmagórica cena em que o bando de Jesse James intercepta um trem, logo no início do filme.
- a estadia dos irmãos Ford na casa de Jesse James, destacando-se novamente a composição de Casey Affleck pra Robert Ford sentado na cadeira, esperando a morte certa.
Fomos ao cinema ver O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Uma obra, se bem sucedida, é do tamanho de suas pretensões. Bem, apesar da ousadia da forma e das afirmações feitas pelo roteiro, O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford não é imenso como seu título nem sublime como as paisagens que lhe servem de pano de fundo, porque falta à própria abordagem da figura de Jesse James a grandeza do intemporal. O que está em jogo é uma questão sociológica, que poderia muito bem ser derivada para o universal, mas que acaba circunscrita a um discurso muito familiar a nós, com explicações e conclusões muito contemporâneas.
É irônico que logo Brad Pitt incorpore Jesse James num filme cuja proposta é analisar a fama e o culto das celebridades, ou o mito analisado sob a estética do mito. Que se trate de um épico, ou melhor, que retrate a trajetória de seu protagonista epicamente, só reforça o esvaziamento dessa vida. Aliás, esse esvaziamento é ressentido em todas as personagens e acentuado pelos longos planos e pausas. A aridez e vastidão das paisagens comunica uma desolação que é própria de um mundo sem indivíduos com vontade e desígnio autônomos. Na radiografia de uma celebridade, profundidade psicológica só pode se dar como uma patologia, e Jesse James é um homem atormentado por alucinações, o que o leva a preparar sua morte pelas mãos de Robert Ford, o único personagem com a mesma determinação que ele e, portanto, capaz de enxergar além do mito.
Mês de Natal - Das tradições natalinas aos devaneios Caprianos
Nós não somos Papai Noel, mas gostamos de aproveitar bons clichês para dizer que traremos a vocês belos presentes. Aproveitando o fim do primeiro ano do blog, queremos mostrar toda a nossa gratidão com vocês que acompanharam nesse tempo as loucuras e verdades da vida escritas nesse humilde espaço. Por isso, com as mãos trôpegas e o coração transbordando das legítimas emoções requeridas pelo momento, declaro a abertura oficial do Mês Especial de Natal do Fomos Ao Cinema. Assim como foi feito no já lendário (numa maneira Jesse James de ser) Mês Lindsay Lohan, um mês inteiro com textos abordando toda a mística natalina e o explosivo papel representado por ela na cultura pop.
Marx (e o bônus: seria Engels uma das renas?) ; uma análise completa das cartas de Natal enviadas por Jean Paul Sartre, um homem de idéias, existencialismos e panetones (que baita cozinheira era aquela Simone de Beauvoir!); os filmes de um Ernest, criadores de uma das maiores mitologias natalinas da nossa era (Ernest vai ao Acampamento e o escambau); os melhores filmes de Natal já feitos, e aqueles que nós gonzonicamente juramos pelas suas existências; a solidão que por vezes caracteriza o 25 de Dezembro, exposta pelas trágicas obras de um Tim Allen, o maior comediante de ferramentas da história da humanidade e com uma visão de tal alcance que lhe permite enxergar essa época como o matadouro de todas as esperanças, a antítese Capriana na sua máxima expressão; o Natal tropical, quando tentamos fingir que neva em São Paulo para não ficarmos de fora da festa; e muito, muito mais. Preparem a ceia e reservem três lugares para os Camaradas, lógico, e vê se não economiza nesse tender não, em, jão? It's A Wonderful Life, apesar de todos os pesares.As Chagas do Progressista: Parte 2
Caetano Veloso: tropicalista panfletário chato
Los Hermanos: ex-banda com tendências neo-emepebistas com um viés de hardcore com os fãs mais chatos do planeta e que são (eram) insuportavelmente chatos
Angélica: apresentadora loira mirim sem talento algum ganhando milhões de bufunfa sem fazer absolutamente nada e nem bonita é e também dolorosamente chata
Reinaldo Azevedo: vergonha do jornalismo brasileiro e também excruciantemente chato
Fernanda Young: escritora e roteirista farsante criadora dos seriados mais insuportáveis e sem audiência nenhuma, e também é delirantemente chata
Jack White: imitador do Jimmy Page e mimeticamente chato
Antônio Nóbrega: artista de cárater regional que merece o título de coisa mais chata a jamais pisar no planeta terra.
Pronto. Promessa cumprida, aguardem por mais uma gloriosa empreitada do Fomos Ao Cinema, melhor blog composto por dois corintianos e um... é... digamos... ex-palmeirense em atividade? É isso mesmo, Fundamentalista?
sábado, 1 de dezembro de 2007
Apenas para humanos
Então, você está esperando o ônibus e vê um casalzinho quebrando o pau. De repente parece que você, antes impaciente com a demora, está no sofá da sua casa, assistindo ao drama de uma paty girl disléxica. Ele está terminando com ela; isto é, como se fosse simples assim. Porque não é que namorado e namorada agem como se efetivamente encenassem uma cena de novela das oito, da qual sem dúvida tiraram as formulações que dão voz e cor ao diálogo? Mas não só isso. O conjunto inteiro das justificativas e sutilezas psicológicas de folhetim estão ali para preencher um momento decisivo daquelas vidas, quando ela lhe dá um tapa, e ele revida com um soco no ombro, não porque ele tivesse errado, mas porque é cavalheiro demais pra ser na cara. Recompondo-se, ela tenta revidar inutilmente, pois ele trava os braços dela, fazendo-a desistir, em lágrimas. E quando ele lhe dá as costas, ela não se agüenta e corre para impedir que ele se vá.
Elenco nuclear da novela Duas Caras. Uma parte de você, a esclarecida, se pergunta por que, afinal de contas, as pessoas desistem tão rápido de ser simplesmente humanas; por que se agarram tão desesperadamente a versões ridículas de si mesmas, convertendo-se em personagens chatinhas de livros ruins? A resposta você já conhece – é mais fácil ser uma caricatura –, mas não é o que importa: você só está sendo nojentinho. Mas a outra parte quer mesmo é ignorar o ônibus, que acabou de chegar, e só pegar o próximo, porque, como com as novelas, você não suporta esperar pelo próximo capítulo pra ver se ele vai ficar com ela.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
As Chagas do Progressista
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
TOP 5- ABBA
TETÉIA DA SEMANA
PJ Harveydomingo, 25 de novembro de 2007
Girls just want to have fun yet
Mais fotos da Cyndi Lauper:




