quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Heath Ledger: What?

Eu estou abismado. Heath Ledger, o ator australiano indicado ao Oscar pelo Brokeback Mountain e que estará na continuação do Batman como o novo Coringa (já tinha filmado todas as cenas) morreu de overdose em Nova Iorque ontem. 29 anos, caçamba! Vai virar mito? River Phoenix 2? Veremos, mas que eu estou, digamos, chocado, eu estou. Obviamente, todos por essas bandas se lembrarão dele pelo filme que virou símbolo da "geração Orkut", 10 Coisas que Eu Odeio Em Você, versão comédia-romântica-aborrescente da peça de Shakespeare, A Megera Domada. A cena na qual ele interrompe um ensaio de cheerleaders da sua pretendente romântica no filme (a personagem da Julia Stiles) para cantar I Can't Take My Eyes Off You é antológica. Aliás, aquele filme é lembrado como tendo, ao lado do Segundas Intenções, um patamar acima das comédias românticas que infestaram o mundo no fim da década de 90 e começo dessa, muito por causa do elenco, já que o tempo provou que Heath Ledger e Julia Stiles eram atores com maiores pretensões do que os Freddies Prinzes Jrs. da vida. Pelo menos até o dia de ontem. Eu sei, bem tristão mesmo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Mary Lynn Rajskub


Atriz e comediante americana, mais conhecida por interpretar a agente anti-terrorista Chloe O’Brian na série 24 Horas. Ela entrou na terceira temporada para fazer apenas uma participação especial, mas agradou tanto os freaks do show que acabou sendo efetivada, e hoje é o segundo maior salário da série e também segunda em número de episódios, perdendo nos dois quesitos apenas para você sabe quem. Sim, num show no qual Jack Bauer sai atirando em qualquer criancinha que vê pela frente em nome do Tio Sam, Mary Lynn injeta um pouco de, digamos, humanidade numa atmosfera tão árida. Será que a fraca sexta temporada fará os produtores darem um belo de um chutão no Kiefer Sutherland e fazerem da Mary Lyon a protagonista de facto do bagulho todo? É lógico que não, mas esperem cada vez mais proeminência da ex-comediante de stand-ups dentro do mundo do senhor Bauer. Há, uma última coisa: ela estava no Pequena Miss Sunshine, numa participação pequena, porém deveras marcante. Não falei pra vocês que só faltou o Bill Murray para aquilo ser perfeito?

Oscar 2008: aviso

Amanhã não percam, as indicações do Oscar de 2008, comentadas com toda a real jogada na cara, sem as palavrinhas de efeito dos críticos babões. A coisa vai ficar feia por aqui. E ai se a Angelina Jolie for indicada. O único prêmio que ela merece na vida é o de lábios supremus. E também a comemoração pela indicação do filme tupiniquim O Ano em que meus pais saíram de férias (esqueci de ligar o caps lock no resto). Será? Aguardem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Falta pouco, Moderado

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias está entre os 10 concorrentes finais para a indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O que significa que o tão amado filme do nosso Camarada está com um pé e meio na maior festa do cinema (ou pelo andar da greve dos roteiristas, a maior e mais glamourosa entrevista coletiva do mundo). Cao Hamburger oscarizado? O que o andrógino Nino do Castelo Rá-Tim-Bum diria disso? O quê, andrógino?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Mamãe, me ensine a dançar!


Os camaradas foram ver Encantada, pobres incautos: fiquei até feliz de não ser convidado para a sessão. Certas coisas deixo pra eles, os meninos são otimistas ainda. Vi o nome Disney e Musical inserido num mesmo filme, fico com um pouco de medo, deveras não sou muito fã de musical. Deixo os clássicos do musical para Rubens Ewald Filho, logo sobra mais dvds na prateleiras para o moço colecionar.

Até assisto uns clássicos, meio a contragosto, mas assisto. Ora são clássicos, contudo também são musicais; imagino um cara cantando e dançando, o protagonista, um tipo bonitão com queixo capaz de furar olho; na minha cabeça ele, o principal, nunca é o melhor dançarino, o melhor costuma ser um cara secundário não muito bonito. Continuando a construção, imagino o cara dançando mediocrimente, uma garoa de leve e a cidade inteira, um cenário falso, pegando fogo. Mas o cara continua dançando mal, ignorando tudo ao redor: bons tempos do oficial advertindo Gene Kelly.

Não é a questão daquilo soar fora da realidade, e sim porque sempre parece incongruente ao contexto. Aguentar um cara que dança mal e canta pior ainda, é um pé no saco. E te digo: na maioria das vezes ele consegue atuar pior ainda, saudades de Fred Astaire, grande homem! Péssimo ator, mas sabia dançar.

Espero algum dia ainda que alguém filmará o musical supremo: um filme mudo, com uma grande trilha. Enquanto isso eu fico com a escola de Dança do sr. Myagi

Wax on! Wax off!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Guta Stresser

Atriz paranaense, protagonista do filme Nina e mais famosa por fazer parte da série global A Grande Família, remake de outra do mesmo nome passada nos anos 70, interpretando a caçula da família Bebel. Lógico que a série, que começou no já longínquo ano de 2001, já demonstra algum cansaço, mas não se pode negar que é um produto de classe superior. As três temporadas antes da morte do ator Rogério Cardoso em 2004 são sensacionais, e a série não deve nada para qualquer sitcom yankee, pelo contrário, quando lembramos de coisas como Three and A Half Man sentimos até orgulho de sermos brasileiros. Guta tem um papel de destaque na série, conseguindo se impor mesmo diante de excelentes atores como Marco Nanini, Pedro Cardoso e o finado Rogério Cardoso. Tenho ressalvas apenas em relação ao filme Nina. Quantas a equipe tomou quando foram filmar aquilo? De resto, vejamos como andará a carreira dela quando a série encerrar as suas atividades, o que está previsto para meados desse ano. Aguardemos então, sim, aguardemos.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Bruce Lee vs. Gay Power

Certas vezes me pergunto: qual o limite do cinema? O que pode ser filmado, finalizando e, por ventura, comercializado? Hoje em dia, com advento da internet e seu desenvolvimento para a popularização do meio imagético, através de sites como youtube, tudo é válido e possível, como também acessível, por isso temos muita besteira na internet e nos meio audiovisuais em geral; não censuro essas coisas, em certo grau sou favorável do cinema non-sense, do humor negro e ramificações afins, mas até esse tipo de cinema b, existe um limite, coisa que até Ed Wood percebeu.

Enfim, estava em casa, numa madrugada ociosa, eu e uma amiga, assistindo o Canal Brasil, quando nós deparamos com essa pérola do cinema boca do lixo brasileira: Kung Fu Contra as Bonecas(1976), só pelo título era de se esperar uma boa diversão, pelo menos uns sorrisos amarelos. Pra quem nunca acompanhou o cinema nacional, ou conhece a história dele, o cinema boca do lixo foi um movimento dos cineastas paulistas, através de filmes de baixo orçamento e propostas inusitadas conseguiu grande apelo popular, lotando os cinemas de todo país; uma mistura arrojada de humor, pastiche e paródias inusitadas garantiram um bom momento para o cinema brasileiro e também ótimos títulos: "Senta no Meu que Entro na Tua" é um exemplo disso; os títulos são costumavam ser um resumo do que esperar, e não era coisa boa, logicamente não se levavam a sério, e aí estava o charme e a força desse cinema.

Tanto Ed Wood como Mojica são fontes e incentivadores direto desse cinema: o qual parece nunca ser pretensioso, conhecer o universo e querer dar respostas pra eles, não, longe disso, eles querem entreter e apenas isso. Que as respostas do mundo fique para as religiões, a filosofia e a ciência; aqui, no mundo da ficção, nós no divertimos e fazemos rir; tirar o público um pouco da sua vivência miserável com baixo orçamento e muita criatividade, é disso que trata, sem confabulações geniais, viradas de roteiro ou mesmo um estética maravilhosa. Mesmo assim, o filme te conquista, talvez seja isso mesmo: a honestidade, a cara limpa do filme, a cumplicidade que te leva ao um grau de admiração e compadecimento e, depois de uns minutos, você está rindo das besteiras e do clima irreal, aí você foi capturado.

Voltando ao filme, Kung Fu contra as Bonecas, trata da história de um homem que volta a casa paterna e descobre que sua família foi brutalmente assasinada por um bando de cangaceiros. O protagonista, auxiliado por uma sensual lutadora de capoeira, parte em busca dos cangaceiros e acaba descobrindo que eles não são tão, digamos, espada como os cangaceiros deveriam ser. O roteiro é uma mistura da Série Kung Fu com o filme Operação Dragão, protagonizado por Bruce Lee; o filme correu o circuito internacional com o nome Bruce Lee vs. Gay Power, o título tentou aproveitar a fama do ator americano, ora, na época tudo que tinha kung fu em cinema, era atribuíodo a Lee, pelo menos o que vendia. A película recheada de humor acído e non-sense, apresenta até boas coreografias de luta , tanto para época e se tratando de um filme brasileiro, ainda mais do cinema boca do lixo. Nosso Bruce Lee do sertão diverte e o mais engraçado; um dos roteiristas é Walter Negrão, pra quem não sabe, grande responsável por série da globo, preferia que ele continuasse a escrever filmes boca do lixo, mesmo. Ironias da vida. Enfim, filme recomendado para um dia cinzento, sobretudo se for um Domingão do Faustão.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Parabéns, Camarada Fundamentalista!

Hoje é um dia de festa no blog. O Camarada Fundamentalista completa mais uma primavera. Sim, um começo lustroso de ano. Depois dos arroubos das festas de Natal e Ano Novo, temos agora que enfrentar um mega jet-set em homenagem ao Camarada. Ele, um dos homens mais admirados do país, merece um belo abraço de todos vocês aí do outro lado (não, não escrevo da ex-Berlim Oriental, refiro-me às barreiras virtuais. Na verdade, nunca estive na velha Berlim). Sem sua obstinação e suas palavras classudas e límpidas, não poderíamos jamais ter construído qualquer coisa que fosse. Fundamentalista, não só um camarada, mas sim um estandarte.

Uhm, eu me lembro dessa foto de algum lugar...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Fomos ao cinema ver Encantada

Sala Disney do Cinemark, aquela com o Mickey mandando o Pluto desligar o celular. Então, isso pra assistir Encantada. Eu afundava na poltrona toda a vez que via uma pochete se aproximando, acompanhada da esposa entediada e/ou eufórica, e a criança acima do peso. Mencionei que é um filme da Disney? Porque é. Uma coisa que vocês vão querer lembrar, assim evitarão muitos mal-entendidos e falsas expectativas.

Pois foi bem divertiduxo, em alguns momentos até espirituoso. Com exceção dos vinte minutos finais, que me deram a impressão de que o roteirista estava cheio de escrever, então amarrou vários elementos de contos de fadas, como lhe vieram à cabeça, e pronto, o negócio estava feito. Depois foi pra casa assistir Grey’s Anatomy com a mãe.

Entre outras coisas, eu sempre quis ser figurante de filme da Disney. Figurante dançarino. Vivem em conflito o meu figurante dançarino interior e o meu intelectual interior. Tento resolver o impasse por aqui, blogando. Mas vocês vêem, que prova maior da decadência cultural dos nossos dias: trinta anos atrás, alguém desejaria ser figurante de An American in Paris, Singin’ in the Rain; mas eu, eu fico com Encantada.

Ai, ratinho, você fala? Ah, mas isso é tãããããão pós-moderno!

E eu ainda estou com That’s How You Know na cabeça, Amy Adams e os backing vocals rastafaris. O que poderia comprometer o meu julgamento, se eu fosse menos cínico que a maioria das pessoas pra quem o filme foi feito: platéias que já não engolem musicais, eu acho. Tanto que estão até representadas na tela pelo Patrick Dempsey, que faz as vezes de galã cético em relação ao amor. Acho que ele devia levar um pouco desse cinismo pra Grey’s Anatomy. Atenuaria o tom boboca-vislumbrado da série.

Então, você tem a Amy Adams e o Patrick Dempsey, astros de segundo escalão, num filme da Disney. Eu só não sei direito distinguir a madrasta desenho animado da Susan Sarandon. As más línguas dizem que o desenho animado faz menos careta. Seja como for, eu me diverti horrores.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

TETÉIA DA SEMANA

Ellen Page

Atriz americana, todos devem se lembrar dela nos filmes dos X-Men, interpretando a garota mutante psíquica espertinha Kitty Pride, que no final do terceiro filme, depois do farsante, ops, diretor Brett Rattner ter matado metade do elenco principal, acaba tendo de se juntar aos mutantes mais experientes (leia-se Wolverine) para descer a porrada nos partidários do Magneto. É dada como certa a sua indicação para o Oscar de melhor atriz desse ano pelo filme Juno, no qual interpreta uma adolescente enfrentando uma gravidez não planejada. Já ganhou e foi indicada para uma penca de prêmios, então não será nada surpreendente ver a moleca mutante ganhando o Oscar. Quem sabe ela não pega a estatueta e dá na cabeça do Senhor Rattner, por ter a colocado no meio do fogo cruzado? Magneto move pontes com a mente, jão!