Fui assistir o Kung Fu Panda(2008) há algumas semanas. Alguns já sabem minha predileção por filmes com teor violento e algum roteiro; chineses voadores sempre fizeram parte da minhas escolhas. Aproveitando uma quarta-feira, cinema barato, sequestrei minha irmã( 11 aninhos) e levei para o cinema, apesar da sua quase adolescência já estava munido das justificativas para assistir um desenho animado dublado pelo Jack Black; em versão tupiniquim pelo Lúcio Mauro Filho: tanto ator como dublador melhor do que o protagonista de "Escola do Rock".quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Kung Fu neles!
Fui assistir o Kung Fu Panda(2008) há algumas semanas. Alguns já sabem minha predileção por filmes com teor violento e algum roteiro; chineses voadores sempre fizeram parte da minhas escolhas. Aproveitando uma quarta-feira, cinema barato, sequestrei minha irmã( 11 aninhos) e levei para o cinema, apesar da sua quase adolescência já estava munido das justificativas para assistir um desenho animado dublado pelo Jack Black; em versão tupiniquim pelo Lúcio Mauro Filho: tanto ator como dublador melhor do que o protagonista de "Escola do Rock".terça-feira, 5 de agosto de 2008
Progressista e os Mitos Inconclusivos do Cinema

Mito: Jack Black é engraçado, e seus filmes sempre são hilários
Verdade: Jack Black é tão engraçado quanto uma operação no dente do siso, e seus filmes são sempre belas porcarias
Explicação: as caracterizações estupidamente exageradas de Black fazem os seus filmes se tornarem experiências realmente transcedentais. Quem aguentou o gordinho em filmes como Escola do Rock, Nacho Libre, Tenacious D e até em filmes nos quais era coadjuvante, como Alta Fidelidade, pode esfregar as mãos desde já, que o seu lugar no céu está garantido.
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Mito: Darren Aronofsky é um gênio, e seus filmes Requiem Para um Sonho e A Fonte são obras-primas
Verdade: Darren Aronofsky é um embuste, e seus filmes Requiem Para um Sonho e A Fonte deveriam vir com rótulos de "Somente para Junkies e deslumbrados".
Explicação: truques baratos de edição não fazem um filme. Brincar com o tempo pode até confundir a audiência num primeiro instante, mas esse truque também não funciona por muito tempo. Mas ele é casado com a Rachel Weisz. Essa não é mito não, ela é muito, muito verdadeira. Parabéns, Aronofsky.
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Mito: A trilogia Senhor dos Anéis é o maior momento da história do Cinema
Verdade: a trilogia Senhor dos Anéis faz jus à "qualidade" da obra literária de Tolken: 9 longas e excruciantes horas de árvores falantes, Gollums, Frodos, e ambíguas Sociedades dos Anéis.
Explicação: quando o Led Zeppelin escrevia letras usando as referências do universo do Senhor dos Anéis, todo mundo zoava. O princípío é o mesmo no caso dos filmes. Breguice pura.
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Mito: os filmes do Kevin Smith são inteligentes, cheios de diálogos sagazes e espirituosos, referências brilhantes, e os fãs do diretor são todos descolados e inteligentes
Verdade: os filmes do Kevin Smith são verdadeiros desfiles de oligofrenias e obscenidades, cheios de referências estupidamente óbvias, de fazer corar até fãs do Todo Mundo em Pânico, e seus fãs são uns pregos.
Explicação: assistam a quinze minutos do Império do Besteirol Contra-Ataca. Quinze minutos, apenas.
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Mito: Woody Allen sempre interpreta a si mesmo, e seus filmes sempre parecem uma eterna reciclagem de temas e personagens
Verdade: Woody Allen sempre interpreta a si mesmo, e seus filmes sempre parecem uma eterna reciclagem de temas e personagens. Excelente.
Explicação: Sério, quem liga para isso quando temos filmes como Noivo Neurótico e Noiva Nervosa, Manhattan, Rosa Púrpura do Cairo, Hannah e Suas Irmãs e Crimes e Pecados para assistir? E que tal Broadway Danny Rose, Tiros na Broadway e Era do Rádio? Lógico que a produção dele piorou depois que ele fez uns 60 anos. Quando eu tiver essa idade, eu já vou ter tombado, então, um brinde para Mr. Allen.
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Mito: M. Night Shyamalan era um cineasta promissor, que mergulhou num mar de auto-indulgência depois de fazer O Sexto Sentido, e seus filmes estão tornando-se exponencialmente mais constrangedores à medida em que são lançados
Verdade: Shyamalan sempre foi um embuste. Por isso, o lamaçal no qual sua carreira vive hoje não pode ser considerado uma surpresa.
Explicação: O Sexto Sentido perdeu recentemente o título de filme mais superestimado da história para o Dark Knight. Por isso, a caminhada patética que culminou no Ed-Woodiano Fim dos Tempos (lançado mês passado) era mais do que prevista. Se você não tem talento e faz um filme mediano que acaba virando obra-prima na mão dos críticos incautos, a chance de você fazer um tolo de si mesmo passa a ser gigantesca em seguida, pois você acaba perdendo a única coisa que poderia fazer seus filmes soarem melhores do que o seu real talento: auto-crítica. Ouviu, Nolan?
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Mito: Alec Baldwin é o irmão Baldwin mais talentoso
Verdade: ele não é.
Explicação: O William Baldwin é melhor do que ele. Pena.
Acho que essa foto pode falar por si mesma.
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Mito: Glauber Rocha era um cabecóide sem talento, e seus filmes eram exercícios de uma pretensa intelectualidade vazia, para gringo aplaudir.
Verdade: Glauber Rocha era um cabecóide sem talento, e seus filmes eram exercícios de uma pretensa intelectualidade vazia, para gringo aplaudir.
Explicação: é sempre uma alegria quando um mito se prova verdadeiro. Então, ele deixa de ser um mito. Isso é muito metafísica para o meu gosto, então paramos por aqui. Ao menos por enquanto. Não é o fim, ainda.quarta-feira, 30 de julho de 2008
Fomos ao cinema
Estética
Cinema 99% do tempo não é arte, mas vale a pena.
Para ser fiel a esta geração, teríamos que admitir que Curtindo a Vida Adoidado é o maior filme de todos os tempos. Qualquer outra conclusão é pura afetação passadista; mais correta, mas mentirosa. Me refiro às listas encabeçadas por Cidadão Kane, etc. Pobres e cegos, é isso que somos.

Vin Diesel revisitado
Operação Babá é mais honesto que Crash. É gratuito e vale pra toda a família. Crash é só gratuito.
Gratuito é tudo aquilo que diz, e não tem como não dizer, “só foi feito para...”. No caso de um filme que coloca o Vin Diesel de babá, “só foi feito para faturar uma graninha com gente que acha engraçado o Vin Diesel dando uma de babá, ha, ha, ha”. E Crash: “só foi feito para discutir, sob um verniz politicamente correto, as tensões sociais na América, criando um mosaico blargh! que pressupõe as contradições humanas e as nuanças intrínsecas ao social blargh-triplo!”.
Velozes e Furiosos é videogame. E Paul Walker é tipo o Zangief, que você tem que ser muito mala pra escolher como lutador. E o Vin Diesel é tipo o Bison, o vilão que a molecada acha legal.
Generalidades
Lavoura Arcaica tem no elenco Simone Spoladore em participações homeopáticas. Infelizmente, porque sua visão é um deleite ao espectador, que tem à frente um filme excessivo, para o bem e para o mal. Selton Mello magrinho, Leonardo Medeiros que é um ator com que simpatizo muito mesmo e Raul Cortez shakespeareano? Bem, não exageremos. A advertência filistina aos filisteus é de que é um filme para quem realmente gosta de cinema, supondo pois que haja filmes para quem não gosta de cinema. Sabemos todos que os tais existem, e em profusão; eu é que estou sendo chatinho ao querer parecer tão sofisticado a ponto de nem mais entender o funcionamento da mentalidade truculenta. Você, meu beócio leitor, esteja portanto avisado.
Em La Dolce Vita Anita Ekberg encarna ironicamente o ideal que redimiria Marcello de sua vida profissional e espiritualmente prostituída. Como todas as demais seqüências do filme, que avança em ciclos, esta se encerra melancolicamente com a negação do glamour de que se cercam as personagens. É o melhor de Fellini, que leva a cabo um filme que em nada deve à melhor tradição dos moralistas franceses, em denunciar a vaidade do mundo e a pusilanimidade do caráter.
Anedota
Robin Williams para Matt Damon, em Gênio Indomável:
“So if I asked you about art, you'd probably give me the skinny on every art book ever written. Michelangelo, you know a lot about him. Life's work, political aspirations, him and the pope, sexual orientations, the whole works, right? But I'll bet you can't tell me what it smells like in the Sistine Chapel.”
Damon fica calado. Alguém levanta no cinema:
“Mas eu sei: cheira a turista suado.”
Imediatamente um rapaz romântico começa a chorar baixinho num canto.
This is ourselves under pressure.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
80 Anos de Kubrick: uma Homenagem

Martin Scorsese
Woody Allen
Quentin Tarantino
"Espera aê, cara! Espera um pouco! Não, não, deixa eu falar, por acaso, em algum filme do "Grande Kubrick" tinha alguma personagem com o nome de A NOIVA? Hein? Hein? Cara, genial! Meu, Esquadrão das Víboras Mortais! ESQUADRÃO DAS VÍBORAS MORTAIS! Laranja Mecânica? Tá, gostei, tinha violência, sexo, mas o resto? Brrr.... Quem transformou o Quarteirão com Queijo em arte? Quem? Pai Mei! Pai Mei! Tinha algum Pai Mei no Doutor Fantástico? Tinha? Lógico que não tinha! O que, só falei de mim? Se você está bravo, desliga então! Desliga na minha cara! "
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Steven Spielberg
"Lógico que fiquei magoado quando falaram que eu esculhambei com o A.I. - Inteligência Artificial, e quando zoaram dizendo que eu era muito infantil para tentar adentrar no mundo sombrio e adulto dos filmes do Kubrick. Mas, cara, lembra do relacionamento do Jack com o filho no Iluminado? Eu teria feito diferente. No final, ao invés de tentar cortar a cabeça do moleque com um machado, eu teria feito todos sentarem e entenderem que fantasmas e surtos psicóticos-sanguinolentos não são nada perto do calor de uma família, e todos teriam terminado jantando, rindo e dando um talk to the hand para os fantasmas pervos. Teria sindo um lindo final feliz. Como eu fiz no A.I.. Ok, ok, eu, sei, pareço uma criança de 12 anos de idade. Mas alguma criança de 12 anos tem um bilhão de dólares na conta? Entendeu o ponto? "
George Lucas
"2001 poderia ter sido uma baita aventura espacial. Se o computador Hal tivesse um nome mais bacana, tipo Chumbawamba, e os astronautas fossem um pouco mais engraçadinhos, e tivesse uma heroína no meio, uma mulher bem independente e voluptuosa... Lógico que eu achava a Carrie Fisher um avião! Por quê o espanto? E nada dos 100 minutos sem diálogos, todo mundo ia falar o tempo todo. Blá, blá blá, inimigos interestelares, blá, blá, blá, força isso, força aquilo, blá, blá, blá, trilhões de dólares nas bilheterias. Entendeu o ponto? O quê, outra pessoa falou nos mesmos termos? "
Oliver Stone
"Não, sei, algumas coisas no trabalho do Kubrick não me descem bem. Por exemplo, o 2001. Será que ele REALMENTE acredita que o homem seria capaz de ter chegado a tal grau de sofisticação espacial? Eu particularmente nem acredito que nós chegamos na lua! Obviamente aquilo foi fruto de uma alta conspiração governamental perpetuada pelo governo Nixon para entreter e distrair os norte-americanos do que realmente importava naquele momento, a Guerra do Vietnã e os milhares de americanos que estavam sendo mortos em nome de um conflito estúpido. Falando nisso, vocês sabiam que eu lutei lá? Ok, eu fiz 987 filmes sobre o tema, mas eu não sei se todo mundo sabe, mas, sim, eu lutei num dos regimentos. Foi traumatizante, e eu acho que a única maneira de exorcizar esse traume é dividi-lo com o meu público, atormentá-los até eles entenderem, realmente, o que foi estar no meio daquela insanidade. E o Laranja Mecânica? Obviamente o Alex era um junkie. Kubrick ignorava todo o narcotráfico mundial? As bases colombianas, os Contras, os sandinistas, o embargo em Cuba? E vocês sabiam que eu fiz um documentário com o Fidel Castro? Sim, eu fiz! Chama O Coman.... "
(nesse momento, nós desligamos o telefone. Pena)
Walter Salles
Kevin Smith
"Pô, cara, sou ligadão nos filmes do Kubrick! Tipo, toda a galera de New Jersey se reúne todo ano pra viajar legal assistindo ao Laranja Mecânica! Tipo, acho que poderiam ter uns palavrões mais cascudos, umas garotas gostosas, mais maconheiros pra gente se identificar, mas tá limpo! O problema é que, tipo, nunca entendi muito bem as idéias dos filmes dele. Mas, sei lá, tá limpo. Quero lançar em breve uma linda homenagem pra ele, vai se chamar "Jay e Silent Bob - Uma Odisséia Cannabissal". Altas viagens e discussões siderais, motivadas por altas trips, na santa paz de jah. E, tipo, acho que nos filmes deles, os personagens deveriam fazer referências aos outros personagens dos outros filmes dele, que nem acontece nos meus! Já pensou, o Alex do Laranja Mecânica falando que "tinha saudades do seu robô drug favorito, o Hal 9000? E o Jack do Iluminado sendo assombrado pelo Barry Lyndon? E o Joker do Nascido pra Matar lembrando os pegas que deu na Lolita? Cara, seria demais, mó viagem! Agora desculpa, a galera tá chamando, parece que chegou um do bão ai. E eu sei que já tenho 38 anos! Não joga na cara! "
Guillermo Del Toro
Infelizmente não falo espanhol, e não entendi patavinas do que ele me disse, apenas pesquei algumas palavras e expressões, tipo "Hobbits", Hellboy, nerds, faunos, quadrinhos, e coisas do tipo. Blergh.
Christopher Nolan
"Não acho que certos aspectos dos enredos Kubrickianos sejam satisfatórios. A chamada desumanização. Aquele mundo asséptico, distante, frio, tão longe da nossa realidade, isso nunca desceu bem comigo. Sempre entendi o Alex do Laranja Mecânica como um personagem absoluto, o que nunca achei ser o tom certo a se usar. Seria mais correto se Kubrick tivesse mostrado todo o background do personagem, seus problemas psicológicos motivados pela opressão do ambiente pós-apocalíptico que vivia, a omissão da família, sua entrada num mundo de violência e depravação, as motivações e medos secretos do personagem. O mesmo com os astronautas do 2001. Da onde vieram? Por que conspiraram contra o computador, ao invés de usarem seu eminente estado de destruição robótica-psicótica ao seu favor? Mostraria todo o passado desses personagens, suas motivações, e... putz, me sinto tão entediado falando sobre isso... tá, admito: ia filmar tudo de trás pra frente. Pronto, falei. "
Sofia Coppola
"Kubrick bom, papai melhor. "
Francis Ford Coppola
Michael Bay
"Os filmes dele eram muito silenciosos. Você entende, eu tenho um sério problema de déficit de atenção, então somente consigo prestar atenção em filmes que tenham acima de dois mil decibéis de altura, e que tenham cortes a cada dois segundos, e que também tenham coisas grandes e barulhentas e coloridas na tela. E, tipo, ter de pensar sobre o enredo e sobre as questões levantadas no filme? Personagens que não sejam baseados em arquétipos de qualquer espécie? Não, ai não rola. Nunca aguentei mais do que dez minutos nos filmes dele. Sou burraldo, o que posso fazer? E 90% da humanidade está nessa comigo. E eu sou patriota, e o Kubrick não era. Viva W. Bush! Viva a América! "
Jean-Luc Godard
(Desligamos)
sábado, 26 de julho de 2008
Pai e Filha
Pai e Filha, de Yasujiro Ozu, só porque eu decidi ser mais japonês, pelo menos abstratamente. Note a expressão dos rostos, o sorriso forçado, e a lentidão calculada dos movimentos. Isso é ser japonês?
Aprecio em Bresson o mesmo que é de Ozu, essa tendência à imobilidade, à estaticidade. Uma qualidade propriamente oriental, o despojamento que visa à essência, a ponto de reduzir atores a modelos, expressão de Bresson, que empregava não-atores em seus filmes, porque o pessoal passa a ser visto como interferência à comunicação do espiritual. E por isso é tudo muito abstrato e severo. Mas Ozu é um romântico, que ama a tradição e faz do casamento um sacrifício de amor do pai pela filha.

O Pai aconselha a filha a como ser feliz no casamento; falando que a felicidade não deve ser esperada, mas criada, que é ela a própria criação. E, em vista do que é a cultura japonesa, quando ele diz felicidade, entendamos nós sossego – cada um na sua, com algo em comum, mas bem pouco.
A Filha de repente entende que casar é uma forma de continuar servindo a seu pai, tudo o que ela quer. Quando ela, uma linda noiva japonesa, ajoelha-se e agradece ao pai pelos anos que passaram juntos, é como se renunciasse a um sacerdócio. [E eu quase chorei.]
Os japoneses são engraçados aos olhos ocidentais, porque, muito contidos, se expressam subitamente, como se deixassem escapar, sem que se entreveja a razão do choro ou do riso, já que são estes senão a superfície do que nunca deve ou vai ser exposto.

Volta e meia se ouve por aí um suspiro que romantiza o matriarcado, imaginando-se que um mundo governado por mulheres seria mais justo e menos opressivo. Mas a civilização só não descamba para a barbárie por causa das convenções sociais, que condenam tudo o que em nós é mais sincero, intenso e, portanto, agressivo, como já constatava a psicanálise. E por uma questão de sobrevivência, porque são elas o sexo frágil, ao menos fisicamente, é que as mulheres são também as mais interessadas em zelar pela manutenção dessas mesmas convenções sociais, que tanto nos oprimem, mas principalmente a elas. (No caso do filme, falo é claro que da tia casamenteira.)
No entanto, não poderiam ser mais subservientes. Enquanto os homens lúdica e levianamente relativizam o código social por meio de palavras e comportamento, relevando descortesias e higiene, por exemplo, as mulheres se aborrecem e protestam, sendo elas as educadoras primárias dos filhos, fazendo do pai senão uma figura simbólica da lei e da ordem que elas ensinam.
Etiqueta e bons modos carregam em si o signo da opressão e da dominação, e isso é frankfurtianamente inevitável.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Resenha: Coldplay - Viva la Vida

Chris Martin, e sua equipe de guarda-costas. Não que alguém se importe.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
As good as it gets
Deu pau no Orkut e sobrou tempo pra eu blogar. Jack Nicholson VS Heath Ledger? Dar uma de gentinha me colocando na ordem do dia? Nããããõ. Vamos olhar algumas fotos.
Não que seja o caso de sugerir com a iconografia abaixo que já fomos melhores, porque não.
Amante histérica de filme do Woody Allen


O problema entre homens e mulheres sempre foi naturalmente um problema das mulheres, que insistem em exigir dos homens atitude. Ao som de Schubert, despacham Angelica Huston. Satisfeitas?
Mr. Deeds


Questão de signos. Jean Arthur era libriana e Gary Cooper, taurino. Winona Ryder é escorpiana e Adam Sandler, virginiano. Consultando diversas fontes competentes, conclui-se que a primeira é uma combinação mais verossímil. Logo, ponto pro Capra. (Mas o amor é uma caixinha de surpresas.)
Mr. And Mrs. Smith

+jpg.jpg)
Um mundo melhor não é necessariamente mais inteligente. Arrematar crianças em saldão terceiro-mundista? Não tem preço. Angelina Jolie é a idéia que elas fazem da mulher ideal. Senhoras, eu sei que pode parecer antiquado, talvez até regressivo, mas deixem pros homens definir a mulher ideal. Aqui, ó.
Mulher
Feirante.
O povo tem fome. Então que coma.
domingo, 20 de julho de 2008
A Volta do Progressista? E ele Foi ao Cinema ver Cavaleiro das Trevas? Onde?

Dos Aspectos Positivos - Parrudagens
Cavaleiro das Trevas é melhor do que o Howard The Duck. A disputa é acirrada, mas no final das contas é melhor. Pouquinho, mas é. Espera ai, pensando melhor... uhm.... difícil.
Dos Aspectos Negativos - As Quedas nas Casas de Usher
Christopher Nolan é o maior engodo da história. Isso não é bom. Merecerá algum dia todo um texto estudando o fascínio cego que seus filmes despertam nos críticos. É como o cheiro de sangue, enlouquecendo os Lobos nas pradarias. Pradarias!
Cristian Bale? Alguém lembra que ele está no filme? Qual é o papel que ele interpreta? Dizem que ele é aquele maluquinho que se veste de morcego, mas não sei se seria verdade. Nem o Michael Keaton foi tão ofuscado assim. Talvez se ele também tivesse dado um jeito de ir dessa pra melhor... Não, Bale vale mais vivo do que morto, ao menos por enquanto.
Maggie Gylenhaal é feinha e sem sal. Um cone com peruca teria feito melhor o serviço. Repito: eu ajudava, se tivesse faltando bufunfa pra trazer a Natalie Portman. Há, não, ia ser mais uma pra roubar o filme do loser Bale. Ficou melhor como estava, então.
152 minutos de duração. Sério, deveriam existir leis contra filmes de super-heróis (pelo o que saiba, o Batman ainda é um) com mais de 90 minutos de duração. Passou disso, era cadeia para todos os envolvidos. Agora, quando um megalomaníaco como Nolan vai fazer um filme assim e acha que deve se inspirar num espetáculo carnavalesco do quilate de um Fogo Contra Fogo (que tinha excruciantes 170 minutos), ai estamos perdidos mesmo. Michael Mann e Christopher Nolan, que dupla de farsantes.
E repito, pela milésima vez: se um filme com um bilionário que se veste com uniforme de morcego com uma cueca por cima da roupa que combate os criminosos mais perigosos da cidade apenas no muque devesse ser focado na realidade, então eu realmente estou perdido. Mundo, você venceu. Mas continuem ai, falando que Dark Knight é melhor que o Poderoso Chefão. Um dia eu irei acreditar. Falaram até que a Dercy Gonçalves morreu! Se eu acreditei nisso, acreditarei em tudo.
Dá logo um tiro nele e acaba com essa palhaçada. Palhaçada, pegaram? É, foi mal
Do Coringa - Era Jack, agora é Ledger, que morreu
O Coringa do Jack Nicholson era melhor. Nossa, depois dessa, acabei de assinar minha sentença de morte. Então, repito com maiúsculas: O CORINGA DO JACK NICHOLSON ERA MELHOR. Bem mais de acordo com o universo do personagem. Ledger era um ótimo ator, provavelmente ia ser o melhor de sua geração, e o seu Coringa é adequado. Mas, pelo amor... O cara morre, vira mito, e é sempre a mesma desgraça. Se ele não tivesse tombado, aposto o que vocês quiserem que o filme e a atuação dele não iam ter nem 10% do impacto e furor de agora. Cansei dessa porcaria. Toda vez que um tonho morrer e largar mulher e filha ao Deus-dará, e o pessoal colocar o cara como gênio, eu vou vir aqui esculhambar. Respeito aos mortos? Não, respeito à minha e à sua inteligência. Estou pronto para apanhar! A morte é minha conhecida! Huhuahuaauhauahuhaua!
O Coringa de Ledger é melhor, porque ele está morto e o Jack vivo.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Alguns incovenientes, desculpem!
Fatos isolados. Fim de semestre. Confusões e brios acalorados: resultou em transtorno para nosso panteão de proto-blogueiros ativistas. Carrego uma epístola de desculpas aos nossos raros mas teimosos leitores que acompanharam nosso percurso até agora. Desculpem-nos, o transtorno é passageiro e em breve voltaremos a normalidade, agradecido pela atenção.
sábado, 21 de junho de 2008
Eu, eu mesmo e Irene( Uma parábola através de um plágio de filminho vagabundo)
"Mas que merda é essa?""Isso eu sei pô! Mas que eh? O tour da França dos sorveteiros? Olha esse carinho amarelo, que ridículo!"
"Não, é a bicicletada que teve aqui em São Paulo, o pessoal que reinvidica mais espaço para as bicicletas nas ruas."
"Tem mô espaço, olha!"
"Tem porque eles interditaram as vias para os ciclitas ocuparem as ruas."
"E os carros?"
"Não ouviu o que eu falei sobre o governo interditaram as ruas?"
"Tá, tô falando que os carros poderia ter uns."
"E qual a finalidade dos carros na bicletada?"
"Ué, fazer a bicletada acontecer, eles não estão reclamando falta de espaço, vamos dar um realidade a esse movimento..."
"Acho que você está tirando sarro de mim."
"Que isso?Eu? Imaginação sua."
"E agora, outra foto?""Sim."
"Essa eu sei: carnaval no rio, ê beleza!"
"Como?"
"Oras, tem um cara dançando aquela dança flamenca do leste europeu e tem um peladão: tomo mundo deve tah loko de droga e se divertindo...eh laiá!Saudade da Lapa, lembra aque..."
(interropendo)"Não! Aqui é um ciclista que recebeu tratamento da polícia, sabe, quando eles querem fazer dispersar a multidão."
"Hum, entendeu,to vendo! olha lá ele dispersou os futuros filhos do cara também, dá um olhada (engole seco) dói até de ver."
"Sem dúvida!"
"Outra foto, que merda é essa não vai escrever nada de bom não? Vai ficar me enchendo o saco com fotos que pegou do Google."Meu nome por acaso é Camarada Progressista ou Fundamentalista?
"Hum, essa eu não esperava, vinda de vc..."
Impressionado?Estou aprendendo com o melhor.
"Tá falando de mim?"
"Imagina...eu falando do senhor: meu outro eu, nunca."
"Bem, deixa quieto...essa parece mais carnaval, olha(apontando o dedo), tem até buzina com spray."
"Spray de pimenta, caro colega. E foi bem no olho do cinegrafista"
"Haha, deve ter ardido, da onde é essa?"
"Do mesmo dia da foto anterior."
"Caramba, é o mesmo peladão da outra foto? esse gosta de aparecer...alguém foi preso?"
"Sim, uma pessoa ficou detida, ele inclusive mostrou que mandou um email para a Polícia informando sobre o evento"
"Hum, nem precisa continuar, ele se ferrou pq eles pegaram ele pra dar o exemplo."
"Exatamente."
"Meu, andar de bike nuzão deve ser problemático..."
"Pensei o mesmo..."
"Como?"
"Exatamente, mas eles são cicloativistas, devem ter encontrado um jeito. Assim espero"
"Não tem nenhuma foto com mulher pelada?"
"Não aqui, pelo menos."
"Cadê a Irene?"
"Boa pergunta, tentei ligar pra ela e nada. Continuamos esperando a moça..."
"É.."
"Não é, Estragon?"
"Quem?"
"Pff... nada..."
"Vamos procurar umas fotos de mulher pelada?"
"Não!"
"Opa, eu quero, só vi cueca pelado, faz mal pra mim, cadê a mulher pelada?"
"Já disse que não tem!"
"Vamos Procurar no Google!"
"Eu..."
"Procurar no google!"
"...disse..."
"No google!"
"...que..."
"GOOGLE!"
"...está bem, está bem"
"Assim é que se fala, Vladimir!"
"Como?"
"Nudismo feminino me deixa letrado."
Um pouco mais?
Eu e minha bicicleta, Algarve!
Os peladões e a polícia confundindo os ciclitas.
Um dia problemático para um ativista das duas rodas.
Outra publicação, diferente do jornal, ela, as vezes, não nos ama.

