terça-feira, 15 de maio de 2007
Losers e a sufocação feminina
Pouco depois, sentou perto dele uma mulher mais velha que as outras duas, mas com belas feições. Ela começou a ler um livro, mas teve de interromper, pois o cara puxou papo com ela também, falando, adivinhem, adivinhem, sim, da porcaria da pós-modernidade e dos livros de arquitetura que ele lia. Ao invés de tentar puxar assunto falando sobre o livro que a mulher lia, simplesmente começou a falar sobre assuntos referentes a ele mesmo. A mulher tentou, educadamente, dar atenção ao chato no começo, mas depois ficou nítido o total desconforto para ela, e no final o cidadão falava, falava e ela nem se dava ao trabalho de olhar pra cara dele.
NÃO É FÁCIL ser mulher, apesar de vocês Losers meterem o pau nelas por não conseguirem a sua atenção. Imagine, você está numa livraria, querendo relaxar do stress do dia a dia, lendo um livro da sua preferencia, e tem que interromper o que está fazendo para, por pura educação, dar atenção para um estranho sem noção e falastrão querendo dar em cima de você falando groselha sobre assuntos que fazem qualquer conversa ser natimorta. Imagino que aquela pobre mulher deva ser importunada frequentemente, em qualquer local ou atividade que esteja ou se proponha a fazer. Imagino ela na fila da padaria, louca pra compar logo os pães farelentos e ir pra casa, e algum chato começar a puxar assunto, a falar sobre a derrota do seu time do coração (acreditem, eu já vi um maluco puxar assunto futebolísticos com intuitos amorosos, certo ele, mulheres adoram futebol). Por isso, eu tenho orgulho de ser um cara feio que nem a fome. Posso ir pra qualquer lugar, sabendo que ninguém vai nem querer chegar perto de mim. Mulheres, eu me convaleço com as suas dores, e juro que nunca irei importuna-lás com bobagens, a não ser, claro, que vocês sejam corintianas e queiram falar sobre a última derrota do Timão...
Diga que me ama, Veja, diga!
Políticos não sofrem de baixa auto-estima, por isso dispensam elogios. E o governo não precisa ser defendido nem louvado por seus acertos. Mas o governo precisa ser atacado e denunciado quando falha. Eis o único dever da imprensa.
A imprensa não deve, jamais, se prestar à publicidade de partidos e personalidades políticas. Trata-se de alimentar mitos, de envolver a democracia na propensão sempre latente do povo ao messianismo.
Quando um jornalista congratula um político, pode ter certeza de que não é notícia, mas favor, compadrio.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
A Veja não me ama, mas eu amo ela
Eu comprei a minha Veja, que é a revista de que eu mais gosto no mundo inteiro. E o dia em que eu compro a Veja é o mais feliz da semana inteira. Vou correndo pra casa lê-la e, depois, na faculdade, eu conto pros meus amigos as coisas legais que eu aprendi, e eles ficam muito impressionados por eu saber tantas coisas do mundo e das atualidades.
injustiçado.Poxa, e, afinal de contas, eu também sou que nem o Lula. Talvez por isso, a Veja de repente não goste de mim, apesar de eu gostar tanto, tanto dela. Mas, por outro lado, vocês, cidadãos de bem, têm de gostar de mim. Eu também vim de baixo. O Lula veio de baixo e chegou à Presidência da República; eu, a USP. A USP é cheia de Lulas. Cidadãos de bem, vocês votaram no Lula, acreditaram nele, então, acreditem em mim também.
Anúncio do Live Earth: preocupante
TETÉIA DA SEMANA
Amélie PoulinGarçonete de um típico bistrô Parisiense, Amélie Poulin é dona de uma timidez dolorosa, que a fez perder muitos momentos da sua vida. Só agora ela começa a se soltar, até arranjou um namorado, um cara legal que trabalha num sex shop e num parque de diversões. Os dois adoram andar de bike pelas boulevards da cidade-luz. Parabéns, Amélie, e mande um abraço para a sua irmã, investigadora da Policía Francesa e descendente direta de Jesus Cristo. Peraê, se a sua irmã é parente do homem, você... Eram os deuses astronautas?
Tetéia da semana: uma rápida introdução
domingo, 13 de maio de 2007
Uma premissa a invasão aos mijadouros femininos
Problemática: Por que elas fazem isso?
Partida do estudo: Além das habituais pesquisa de campo que contém altíssimo risco de vida e sujeitas a cárcere e multas, o estudo foi amparado por uma modesta e rara pesquisa bibliográfica.
Pesquisa Bibliográfica:
Isabel, Princesa; Lei dos mictórios
Harnein, A. A.; A arquitetura interior dos banheiros femininos
Jacobs, James Stuart; Banheiros Públicos na sociedade ocidental
Internet
Primeira hipótese: Elas vão porque tem medo de irem sozinhas.
Não é a toa que as mulheres são chamadas de sexo frágil, elas , fisicamentes, costumam ser mais fracas. E não se resume nessa premissa, graças a evolução, elas são emocionalmente instáveis. Qualquer homem que tivesse cólicas provavelmente seria um homicida, elas, diferentemente, conseguem suportar as dores, mas com certeza faz com que elas fiquem instáveis emocionalmentes, logicamente parecem, sendo emocionais, mais fracas.
Segunda hipótese: Fofoca.
Muito sutiens foram queimados, infelizmente conflagramos, dia a dia, um mundo terrivelmente machista. Olhe pela janela e você tem grandes chances de observar alguma mulher sendo ojerizada nas ruas, talvez seja vc mesmo que, ao olhar para alguma mulher nesse exemplo, faça isso. Pedreiros, marceneiros, funcionários públicos até os padres(esquecendo suas tradicionais predileções por infantes). Então o único refúgio seguro para serem elas mesmas seria o banheiro feminino; onde acenderiam o cigarro e falariam que o membro de um cara é maior que outro.
Terceira hipótese: Um local recreativo majoritariamente feminino.
Agora essa suposição não exclui inteiramente a segunda, pq ainda seria um lugar exclusivamente feminino onde as mulheres pudesse ser elas mesmas, contudo analisado sobre outro prisma: diversão. Quando somos crianças poucas mulheres, aquelas chamadas de molecas, brincavam com coisas divertidas; as outras apenas sentavam e fingiam ser mães, isso nem de brincadeira é legal, se não muito assustador. Elas talvez quisessem brincar com a gente mas, pela contexto histórico, elas não podiam, e ate hoje não podem se manifestar sobre isso. Passa-se algum tempo elas estão mais velhas e sentem necessidade daquelas brincadeiras. E no recinto feminino, lá no restroom, todas as diversões são multiplayers: mesa de ping-pong, pebolim e mesas de truco e ludo; para se divertir sempre tem a necessidade de uma parceira, ainda que meio desconhecida.
Conclusões Gerais e primárias acerca da pesquisa.
A primeira hipótese foi descarada logo no começo do estudo, pois a própria bibliografia desmentiu essa hipótese. Infelizmente nossa verba para a pesquisa mingou e tivemos que interromper a pesquisa. Resta-nos a grande dúvida: tem um pembolim ou apenas privadas mais perfumadas e portas dos banheiros mais limpas?
Concurso "A garota do fomos ao cinema" ou "Procura-se a camarada feminista"
Eu, na minha terna casa, estava conversando com uma das participantes, a conversa rondava sobretudo as regras do concurso, as suas chances, etc. Quando ela, que estava ocupada vendo e-mails ao mesmo tempo que falava comigo, de repente saiu do bate-papo. Não sei se enchi o saco dela, costumo ser um pessoa polida e com cuidados com colegas que conheço há pouco tempo. Saiba que sua participação no concurso é primordial, não pude falar dos resultado anteriormente por causa do prazo do edital. Agora não se esqueça: marque o dia da entrevista oral e boa sorte.
Camarada Fundamentalista e as mulheres: exposição de um caso
"- Suponhamos, por favor, apenas suponhamos que eu seja um sujeito bonzinho e normalíssimo, que não faz nada de ruim pra ninguém, dentro e fora do amor. Te pergunto: quando é que vai me aparecer uma guria [ele é de Porto Alegre, todo o mundo é de lá agora] que me faça bem, só pra variar? Não uma maluca, nem uma meninota, tampouco uma chata."
Neste exato momento, a mãe da Helen Hunt deveria ter intervindo, como em As good as it gets:
"- Não existe isso, meu filho!"
"- Não, eu não acredito, mãe da Helen Hunt em As good as it gets. Existe, sim, uma linda mulher pra mim, e não é nenhuma dessas aí que eu conheci. É cheirosa e bem cuidada, mas sabe exatamente quem é: uma mulher, enfim. Tem postura e, sobretudo, merece e conquista, e nunca deixa de fazê-lo, meu respeito."
Como os senhores vêem, apesar de ou porque misógino, também romântico.
O Aranha e o Papa foram ao cinema
1. A mais óbvia e eventualmente verdadeira: porque os dois estão na mídia.
2. Porque os dois são, em sentido lato, personagens autênticas, que assumem quem são e o que pensam da vida: um, nerd, pró-tecnocracia; outro, católico, contrário ao aborto, num tempo de tantas crenças pasteurizadas e descafeinadas, sob a ditadura do politicamente correto. Essa a resposta com vantagem de poder ser apresentada em congressos zzzzzzz... acadêmicos.
3. Porque a gente não tinha mais sobre o que escrever.
4. Porque a gente quis.
Estamos abertos a outros palpites, afinal, este blog é feito não só por nós, mas também por vocês.
Camarada Fundamentalista e as mulheres
Sempre procurem saber do outro (na verdade, não importa se menino ou menina) o que esta sugestão de monólogo supondo um diálogo indica:
“- Gosta da sua família? Não? Ah, então você é o amor da minha vida.”
sábado, 12 de maio de 2007
Cinema - estréias da semana
Um Crime Perfeito: Anthony Hopkins interpreta um milionário pancada que mata a esposa e desafia um jovem advogado (Ryan Gosling, indicado ao Oscar esse ano, por outro filme que não estreiou na selva ainda) a provar a sua culpa. Sim, você não está enganado, já viu esse filme antes, só que não tem a Jodie Foster pré-lesbianismo (tá, são boatos, eu não posso provar, mas aonde tem fumaça...). Fuja como se fosse uma condenação a morte.
Invasão de Domicílio: Jude Law é um arquiteto que resolve preparar uma armadilha para saber quem anda roubando objetos seus num escritório que monta num bairro pobre, e descobre ser um jovem imigrante sérvio, e ele resolve ajudar o moleque e acaba se apaixonando pela mãe do menino. Só por ter o Jude Law já é motivo para você evitar sequer chegar perto das salas de cinema, mas a mãe do guri é interpretada pela péssima Vera Farmiga, a Ben Affleck de saias. Já sabe, evite aborrecimentos.
Baixio das Bestas: filme que fala de 3 histórias paralelas passadas na Zona da Mata pernambucana, uma delas envolvendo prostitutas. Sim, você já viu esse filme antes, e ele chamava Amarelo Manga, mas nesse pra completar o sofrimento ainda temos que aturar o Giovanni Ribisi brasileiro, Caio Blat. E, afinal, que raios de nome é esse? Baixio das Bestas? Saudades da época que os filmes nacionais tinham nomes que iam direto ao ponto, como os clássicaços-aços-aços Navalha na Carne e Matou a Família e Foi ao Cinema.
Complementando ou A epifânia esquizofrênica do camarada moderado
Esqueçamos um pouco o papa e também esses anos recentes. Vou me afirmar, um confissão na verdade, como a maioria dos jovens da minha geração queria ter vivido outra época e em outro lugar, acho que isso é coisa de pessoas insatisfeitas, a maioria dos jovens são, sobretudo incomodadas, mas a questão não é essa; quero falar que adoro os anos 70, isso mesmo, se pudesse eu seria negro na década de setenta vivendo em alguma cidade estadunidense.
Shaft, nascimento do cinema de arte marcial nos Eua, funk: caráter fundamental pra viver nessa época. Exitia alguma possibilidade de um tempo como aquele ser ruim? Esse período foi a solidificação dos nuances culturais dos anos 50 e 60; os beatniks, os hippies, contracultura, Elvis, Jerry Lee Lewis, Beatles, Hitchcock, arte pop, concretismo, feminismo,jazz modal. Tudo isso mexeu-se num liquidificador e daí surgiu os anos 70.
Onde tudo era colorido, brilhante e dançante. Onde as bandas obscuras eram de rock progressivo. Onde James Brown reinava. Onde as bandas tinham nomes geniais: Pure Wilderness, Funkadelic, The Supremes; pra ficar só nas mais populares. Onde se usava roupas geniais. Onde tropeçavamos na rua e já caíamos numa pista de dança. Sempre que tento ver esse período, imagino muitas cores, pistas dançantes e todas as pessoas do meu devaneio tem swing, deveria ser assim. Era uma época talvez otimista, você dançava até quando estava triste, raramente acontecia de ficar triste. Como ficar triste onde você sempre sai na rua e parece que começa a tocar uma música muito swingada?
Mas como o sol antecede a lua, os anos brilhantes antecederam os anos 80 e ninguém estava preparado para aquilo, melhor não falar que pode dar azar. Voltemos aos tempos recentes...
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Cobertura da Imprensa
Fechando as pontas, se houver alguma.
Cuco XVI
Quanto à visita do Papa, se há alguma importância ou significado nela não vem ao caso. Digno de nota é saber: será que ele vai sair na sacada?
Todos reunidos em frente ao Mosteiro de São Bento Resort, onde o Papa está hospedado, esperando o cuco sair da casinha dele. Transformaram Bento XVI num cuco da fé.
São essas idéias fixas, como a do "quadrado mágico", que fazem a pauta do jornalismo televisivo nacional.
Notas sobre o Papa 3: complementando
Blog da ocupação da Reitoria da USP
http://ocupacaousp.blog.terra.com.br/
Notas sobre o Papa 2: Agenda da Sexta
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Aproveitando o bom dia
O papa gosta de jardinagem e tudo no seu devido lugar.
Abraços moderados,
camarada moderado